terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CASAMENTO SAGRADO DINÁSTICO HIEROGAMOS

HIEROGAMOS
 União sagrada
entre a grande sacerdotisa e o futuro rei

Há muitas versões para esse ritual. O único ponto comum entre as versões é que se trata de um casamento sagrado. Até mesmo as origens são divergentes...Restituir a genuína Dinastia de Davi, e isso apenas seria possível com a ocupação do trono por parte de um descendente legítimo dessa dinastia. É exatamente por essa razão que os Evangelhos mencionam a descendência de Davi até Jesus, como uma comprovação da linhagem genuína de Jesus e da continuidade dessa linhagem. Em outras palavras, a menção à genealogia de Jesus, nos Evangelhos, reflete a ênfase dada por seus seguidores sobre a origem dinástica de seu mestre, numa tentativa de legitimá-lo como pretendente ao trono, pois caso a missão de Jesus fosse apenas religiosa/espiritual, esse detalhe (menção a sua descendência) não teria qualquer relevância.

Como Messias, a situação política de Jesus era muito delicada. Ele era reconhecido e por isso temido como o genuíno pretendente ao trono, uma vez que Herodes sabia ser ele o verdadeiro herdeiro do trono de Davi. Os antepassados de Herodes haviam usurpado o trono com a colaboração mútua entre eles e os romanos. A ascendência de José e Maria era conhecida por todos, o que fazia de Jesus uma séria ameaça aos planos de Herodes. Na verdade, desde seu nascimento que Herodes o queria eliminar.

Estava previsto que o Messias também garantisse a continuidade dessa linhagem. Para que isso fosse possível, era imperativo o estabelecimento dessa linhagem segundo regras específicas. As regras estatutárias para um casamento dinástico-sagrado (Hierogamos) eram as seguintes:

01
No início de Junho acontecia a cerimônia de noivado, quando a noiva apresentada ao noivo, ainda permanecia na casa dos pais.

02
Três meses após, em Setembro, seria formalizada a Primeira Cerimônia de Casamento, onde a vida conjugal teria início, embora, nesse período, não fosse permitido a conjunção entre o casal. A “noiva-irmã” servia o esposo à distância e só comparecia à sua frente quando chamada por este. È importante notar que a esposa era chamada de almah, virgem ou jovem mulher, na palavra semítica original e que foi incorretamente traduzida para o latim como virgo intacta.

03
Na segunda metade de Dezembro eram permitidas as relações físicas, para, em caso de gravidez, o filho poder nascer em Setembro, o mês do Perdão, como deveria convir ao Messias. Entretanto, caso não sobreviesse a gravidez, a esposa ainda continuava a ter a denominação de almah, retornando à casa dos pais e submetendo-se a um novo noivado em Junho, com um Segundo Casamento em Setembro, reativando todo o ciclo já descrito.

04
Caso fosse confirmada a gravidez. após o mês de Dezembro, haveria a confirmação do Casamento em Março e eles estariam definitiva e devidamente casados. Podemos ver que era um sistema bem definido e controlado, onde o casal observava preceitos religiosos e verdadeiro celibato, como pressuposto para a geração de um representante espiritualmente capaz na recondução do povo de Israel à liberdade política e que implicava a própria liberdade espiritual, segundo os preceitos da Torah e como deveria convir ao líder do povo escolhido de Deus. Assim, longe de ser um casamento de paixões mundanas, o hierogamos ou o Casamento Sagrado/Dinástico pressupunha o contato físico apenas em períodos permitidos, sob estrito controle.

Que Jesus era casado não existe qualquer declaração explícita nos Evangelhos sobre isso, embora o mais importante, refira-se ao fato de que nada em contrário seja mencionado e, realmente, existem fortes indícios sobre seu status. Como exemplo:

01
Era parte da cultura religiosa judaica, na época, que um homem fosse casado.

02
Um Rabi só seria respeitado e ouvido nas Sinagogas e/ou nos Templos se fosse casado. Jesus pregava no Templo regularmente e todos apreciavam e o ouviam atentamente (Mateus 13:55- Marcos 6:3).

03
Era estritamente proibido, a uma mulher judia tocar um homem solteiro em público
ou reservadamente na cultura de então. Na época, seria considerado um grande escândalo que uma mulher tocasse um homem judeu em público. Seria um escândalo, até, de maiores proporções caso ela não fosse casada com ele.

Em Betânia, na casa de Lázaro e Marta, uma mulher, irmã destes, chamada Maria que podia sentar aos pés do Mestre e, a sós com ele, absorver seus ensinamentos. (Lucas 10:38-42) Foi ela que derramou seu vaso de óleo por sobre a cabeça de Jesus, ungindo-o e enxugando os seus pés em seguida com seus próprios cabelos.
Podemos verificar que no caso, os discípulos e as pessoas presentes não ficaram horrorizados com esse gesto da mulher. Demonstraram irritação, contudo, devido ao alto preço do óleo utilizado. Nenhum escândalo causou a cena em si. Pelo contrário, consideraram bastante normal que a mulher tocasse Jesus, lavasse seus pés e os enxugasse com seus cabelos. (Marcos 14:9)

Nos Evangelhos é mencionado que algumas mulheres acompanhavam Jesus e o assistiam em diferentes necessidades. Isso indica que eram mulheres fortes, decididas e independentes, quanto a suas posses. São mencionadas em sete ocasiões diferentes. Das sete vezes em que essas mulheres são listadas, Maria Madalena é mencionada em primeiro lugar em seis delas, antecedendo até mesmo Maria mãe. A exceção ocorre apenas no Evangelho de João. Isto não apenas denota a importância de Maria Madalena como seguidora, mas sugere uma importante hierarquia. Duas mulheres são mencionadas como seguidoras íntimas de Jesus: Maria de Betânia e Maria Madalena.

Em Dezembro de 1945, na cidade de Nag Hammadi, no Alto Egito, foram descobertos 52 textos, escondidos em potes de barro no que resultou numa espantosa descoberta arqueológica. Havia uma verdadeira biblioteca encontrada em Nag Hammadi

Fragmentos do Evangelho de Maria Madalena
Reconhecidos como autênticos por especialistas do mundo inteiro, os textos encontrados foram identificados como os Evangelhos de Tomé, Felipe, Maria Madalena, as Epístolas de Pedro a Felipe, o Apocalipse de Pedro, o Apocriphon (livro secreto) de João, o Livro Secreto de Tiago, o Apocalipse de Paulo, o Evangelho da Verdade, o Evangelho dos Egípcios, além de vários textos menores, poemas e orações. No Evangelho de Felipe, encontrado em Nag Hammadi, há uma passagem em que a posição de Maria Madalena fica evidente: . . . a que acompanha o Salvador é Maria Madalena. Mas Cristo amava-a mais que todos os discípulos e costumava beijá-la (freqüentemente) nos lábios. Os outros discípulos se ofenderam. . . e disseram-lhe: “Por que tu a amas mais que a nós?” O Salvador respondeu e disse-lhes: “Por que eu não os amo como (amo) a ela?”. (Felipe, 63:32, 64:5)

O epíteto “madalena” provém de magdaleder que significa literalmente “TORRE DO REBANHO” ou a torre na qual o pastor subia para observar e guardar seu rebanho. É sabido que Maria Madalena detinha uma posição de influência entre os seguidores de Jesus. Entre as mulheres sua ascendência hierárquica não deixa a menor dúvida, pois ela sempre era citada em primeiro lugar. Entre os apóstolos também, pois foi a primeira a quem Jesus se revelou após a crucificação e foi, por ele, encarregada de levar essa notícia aos demais apóstolos.

O profeta Miquéias vislumbrou da maneira mais clara possível a importância e destino de Maria Madalena, referindo-se a ela, inclusive, pelo seu epíteto, magdaleder (Torre do Rebanho). Em toda a Bíblia, não há um texto mais claro e exato, proveniente da visão de um profeta: E tu, torre do rebanho, nebulosa filha de Sião, (o Senhor) virá até junto de ti; e virá até junto de ti o supremo poder, o reino da filha de Jerusalém. Por que te abandonas à tristeza? Porventura não tens rei, ou pereceu o teu conselheiro, pois se apoderou de ti a dor, como da que está com dores do parto? (Porém) afligi-te e atormenta-te, filha de Sião, como uma mulher que estás de parto, porque agora sairás da tua cidade, e habitarás numa região (estrangeira), e irás até a Babilônia; (mas) lá serás livre; lá te resgatará o Senhor da mão dos teus inimigos. (Miquéias 4; 8-10)

A profecia de Miquéias deixa claro que o reino da filha de Jerusalém teria que ser interrompido, e ela sofreria as dores do parto numa terra distante.  Com o passar do tempo, entretanto, essa visão foi violentamente combatida e caiu no quase esquecimento.

O Segredo
A descendência de Jesus e Maria Madalena foi mantida em segredo para que fosse protegida, inicialmente, da perseguição de Herodes. Assim, logo após a partida de Jesus, vemos que quase nenhuma referência se fez à família ou pessoas intimamente ligadas a Jesus. Isso é especialmente verificado nos Atos doApóstolos, em que não se faz referência a Maria Madalena, Maria-mãe, os irmãos de Jesus, Lázaro, etc.

Eles tiveram que partir para longe (uma terra estrangeira). O REINO da nebulosa filha do Sião (esposa do REI) foi interrompido por causa de seus inimigos e ela teve que partir, com a sua gravidez (dores de parto) e lá pôde finalmente ser livre. A Dinastia Sagrada, o sangue real eram os descendentes de Maria Madalena e Jesus, e ela passou a ser conhecida como a portadora desse sangue real ou sang rèal, sang raal ou ainda santo graal. Isto é, Madalena era tida como o “vaso” ou o “cálice” que trouxe em si o “sangue” ou descendência de Jesus.

A Linhagem Sagrada  Os Reis Merovíngios
Muitos registros dão conta das primeiras missões evangélicas na Bretanha, creditando sempre essa iniciativa a Felipe, apóstolo, e a José de Arimatéia. O eminente clérico Eusébio (260-340), bispo de Cesaréia, e Santo Hilário de Poitiers (300-367) escreveram sobre as primeiras visitas apostólicas à Grã-Bretanha.

O cronista Gildas III (516-570) em seu De Excidio Britanniae afirmava que os preceitos do Cristianismo foram levados à Grã-Bretanha pouco antes da morte de Tibério César, que morreu em 37 d.C. O arcebispo Isidoro de Sevilha (600-636) escreveu que “Felipe da cidade de Bethsaida, de onde também veio Pedro, pregou o Cristo aos galeses, e trouxe às nações bárbaras e seus vizinhos a luz do conhecimento . . . “, que está de acordo com o que escreveu Freculfo, bispo de Lisieux, no século IX.

Segundo Freculfo, Felipe enviou uma missão da Gália para a Inglaterra para propagar a boa nova sobre a vinda de Jesus. No livro De Sancto Joseph ab Arimathea há a afirmação de que em 63 d.C, José de Arimatéia foi até Felipe, o apóstolo, que vivia entre os galeses. Parece não haver qualquer dúvida, entre os pesquisadores, quanto a presença de José de Arimatéia na Bretanha já a partir de 35-37 d.C. isto é, apenas dois a quatro anos após a partida de Jesus. È creditado a José de Arimatéia, a construção da primeira capela acima do solo, a Capela de Glastonbury, pois, até então, os cristãos se reuniam escondidos em cavernas, túneis e construções subterrâneas.

Sarah Kali (Princesa Negra)
O Vaticano inclusive, desde muito tempo, reconhece essa presença naquela região, como atesta o Annales Ecclesiasticae escrito em 1601, pelo Cardeal Barônio, que afirma ter José de Arimatéia chegado à Marselha em 35 d.C., de onde seguiu com sua comitiva até a Inglaterra. Há uma forte tradição na região de Provença, que reconhece a chegada de Maria Madalena, acompanhada de seus irmãos Marta e Lázaro, de José de Arimatéia e outras pessoas. Esta visão da história, está em perfeita consonância com os registros reconhecidos e aceitos.

Existe esse conhecimento, baseado na tradição local, de que Maria Madalena, vindo do Egito, chegou também acompanhada de uma menina, cuja tez morena, bronzeada pelo sol do escaldante Vale do Nilo, logo despertara a atenção de todos. Ao chegar em Provença, Maria Madalena trouxe consigo essa menina chamada Sarah Kali (princesa negra). Muitos pesquisadores acham que essa menina era a filha que Madalena tivera no Egito. Há, ainda hoje, uma forte adoração a Sarah no Sul da França, que era especialmente significativa nos primeiros séculos da Era Cristã. Sara era retratada pelos artistas como tendo a pele escura, por isso o apelido Kali (negra) tomado emprestado do Sânscrito.

Tornou-se muito adorada pelos ciganos desde então, pois estes são originários da Índia, e seu culto sempre foi proibido e seus devotos perseguidos pela Inquisição. A inquisição sempre foi muito forte na Espanha e Portugal e, por extensão, tinha influência no Brasil.

Suspeitamos, inclusive, que a imagem de Sarah Kali tenha chegado ao Brasil, via Sul da França e Norte da Penísula Ibérica (Espanha e Portugal) e seu culto desencorajado por algum padre local que obrigou que se lançasse a imagem ao rio. Mais tarde, foi encontrada por pescadores, e adorada como Maria, mãe de Jesus. Da descendência de Maria Madalena na região do Languedoc (Provença) pouco se soube até bem pouco tempo, pois a Igreja engendrou uma verdadeira campanha para que os Reis Merovíngios (descendentes da Linhagem Sagrada) fossem riscados da História.

Os reis merovíngios eram conhecidos como Reis-Santos. Eram judeus, usavam cabelos e barbas compridos, ao estilo dos nazarenos e viviam em constante oração, praticando a virtude. Procuravam governar o povo na esfera espiritual apenas, e delegavam a administração dos afazeres políticos e mundanos a um oficial do governo. Apesar de reinarem no plano físico, a ênfase era colocada no "reinado espiritual" como o verdadeiro reino, seguindo, pois, os passos de Jesus. Adotaram como símbolos o Leão de Judá e a Flor-de-Lis, a qual viria a se tornar um símbolo da França.

Um descendente merovíngio do rei Dagoberto, Godofredo de Bouillon, empenhou a primeira cruzada para libertar Jerusalém dos muçulmanos e, saindo vitorioso, tornou-se o Rei de Jeruralém em 1099 d.C. Isso marcou o início informal da Ordem dos Cavaleiros Templários, que teve sua fundação, historicamente reconhecida em 1118, por Hughes de Payen. Godofredo também fundou a Ordem do Sião, que mais tarde se chamaria Priorado do Sião e teve como seu primeiro Grão-mestre, Hughes de Payen, que também liderava os Templários.

A Segunda Cruzada à Terra Santa, foi inspirada por São Bernardo de Clairvaux, que conclamou uma multidão de cerca de 100.000 pessoas na Igreja de Vézelay, dedicada a Maria Madalena e exigia dos Cavaleiros Templários o “Obediência de Betânia” em alusão a Maria Madalena e sua irmã Marta. São Bernardo também traduziu, em 1128, a obra Geometria Sagrada dos Pedreiros do Rei Salomão (Maçons). Era pois, um ardoroso devoto de Maria Madalena, defensor dos Templários e Maçons e amigo dos descendentes dos reis merovíngios, apesar da perseguição da Igreja contra tudo que estava ligado à heresia de Provença.

Guardiões do Segredo
Na raiz da manutenção do próprio segredo estava a frontal oposição à Igreja de Roma que rechaçava qualquer atividade ligada à Dinastia Sagrada com brutal violência. Era necessário que toda essa tradição fosse mantida no maior segredo e isso demandava organização, poder e recursos. Nada melhor que organizações justapostas, irmãs entre si e compartilhando diferentes níveis de exposição pública.

No centro estava a Ordem do Priorado do Sião como a mantenedora do segredo e a mais secreta dessas irmandades. Depois vinha a Ordem Rosa-Cruz que se especializava nos segredos místicos com uma exposição menos secreta que a primeira. Essa ordem, não tem qualquer ligação direta com a atual AMORC. Em seguida estava a Ordem dos Maçons, responsável pelos segredos de construções de Templos e locais onde se podiam guardar todas as coisas relacionadas com o segredo. Eram os construtores, que herdaram o conhecimento desde a construção do Templo de Salomão. Eram os discípulos de Hiram Abiff, o grão-mestre da construção do Templo.

Então surgia a mais visível dessas irmandades, a Ordem dos Cavaleiros Templários que era o braço militar, responsável pela reconquista de Jerusalém e restabelecimento de um rei de descendência merovíngia na cidade santa. Os Templários eram o braço mais visível dentre os mantenedores do Grande Segredo.

No centro dessas ordens secretas ou irmandades estava guardada, como a flor-de-lis, a descendência do Sangue Real ou Sangraal, os reis merovíngios ou os descendentes da Linhagem Secreta de Jesus e Maria Madalena.

Existem alguns pontos de convergência concretos que correlacionam todas essas ordens: Algumas construções que não deixam dúvidas sobre a irmandade dessas ordens secretas. Elas compartilhavam entre si a mesma liderança. Seus líderes eram os mesmos, denominados Grãos-Mestres. Isso foi assim até 1180 d.C., quando primeiramente houve uma ruptura na liderança entre os Templários e o Priorado do Sião no episódio que ficou conhecido na história como “O Corte do Olmo”. A partir de então, os Templários passaram a ter um Grão-Mestre separado do Priorado e das outras irmandades, embora o vínculo tenha permanecido forte entre todas elas. Durante o reinado de Henry II, na Inglaterra, o Grão-Mestre dos Cavaleiros Templários também o era dos Maçons, e empregava estes na construção do Templo na Fleet-street, em 1155 d.C. Na Inglaterra, a Maçonaria continuou até 1199 sob a superintendência dos Grãos-Mestres Templários

As Irmandades Secretas e os Descendentes Merovíngios
A partir de São Bernardo de Clairvaux e Hughes de Payen, as irmandades do Priorado do Sião, dos Maçons, Rosa-Cruz e a Ordem dos Templários puderam se espalhar e se desenvolver, como irmandades secretas muito influentes e mantenedoras do Grande Segredo. Todas compartilhavam a mesma liderança, que se denominava o Grão-Mestre.

Os Maçons deram um grande impulso nas artes da Arquitetura e Engenharia de Construção. Denominavam-se “Os Filhos de Salomão”, embora se espelhassem na herança de conhecimento de Hiram Abiff, o construtor do Templo de Salomão.

Os Templários eram monges-guerreiros, que abraçaram a causa de guerrear contra tudo o que ameaçava a independência de Jerusalém, a Cidade Santa. Instituíram um sistema de proteção a transportes de valores, com inúmeros estabelecimentos de recepção e trocas ou compensação, que ao se desenvolver, deu origem ao atual sistema de Cheques e Ordens de Pagamentos. Apesar de muito terem ajudado a Igreja, foram brutalmente perseguidos pela Inquisição, que foi especialmente criada para eliminá-los, a partir de um decreto do Vaticano instigado por Felipe IV , que terminou com um tremendo massacre dos Templários em 1307. Eles se renderam sem luta contra a Igreja, mas foram brutalmente torturados e queimados, muitos, ainda vivos.

Houve também uma violenta campanha para se tirar Maria Madalena de cena. No Evangelho de Tomé, claramente mostra que Pedro tinha muita resistência a Madalena, a ponto de ser advertido por André por causa de sua implicância contra ela. É digno de nota que Pedro nunca foi estabelecido como bispo de Roma (Papa). A bem da verdade, o primeiro bispo nomeado de Roma foi Lino da Grã-Bretanha, filho de Caractaco, conforme registrado nas Constituições Apostólicas da Igreja. Lino foi ordenado por Paulo em 58 d,C. Isso enquanto Pedro ainda vivia !Isso confirma o que escreveu Irineu, bispo de Lyon, em 180 d.C. "Após fundar e construir a Igreja de Roma, os Apóstolos deixaram seu ministério sob a supervisão de Lino" Assim, Pedro nunca foi bispo de Roma e a hegemonia na congregação dos primeiros seguidores era de Maria Madalena, chamada a TORRE DO REBANHO. Mais tarde viria a ser estabelecida a supremacia de Maria Mãe, com a conveniente ocultação da importância de Madalena, embora esta (conforme dispõem os Evangelhos), detinha mais importância que a mãe de Jesus.

Ainda hoje permanece em segredo, porque havia uma fusão nas pessoas de Madalena e João evangelista. Aos Rosa-Cruzes cabia o segredo dessa estranha fusão, além de respeitarem o casamento dinástico como uma ligação Alquímica.

Apesar de que o vitral da capela Hodnet, na Inglaterra indique ser João, na verdade vemos uma figura feminina, segurando o vaso de alabastro, o qual exclusivamente é uma referência a Madalena.Talvez seja uma referência a que se faz de João como o amado discípulo, que poderia bem ser uma inserção posterior, para ocultar a referência a Madalena como a amada discípula, que era a situação real, nos primórdios da Igreja. Ora, vemos no Evangelho de Felipe que Madalena era a amada de Jesus, ao contrário do que pregou a Igreja. Na verdade, a Ordem Rosa-Cruz (Rosa = Madalena e Cruz = Jesus), herdou o conhecimento alquímico e a metalurgia dos conhecimentos de Hiram Abiff, o arquiteto e construtor do Templo de Salomão.

Sabemos, sem qualquer sombra de dúvidas, que o principal feito da Maçonaria-Livre foi a construção da Capela Rosslyn, em meados do Século 15. Rosslyn era também um importante reduto da Ordem. Mais tarde, pesquisas históricas confirmaram essa visão, pois a família Saint Claire de Rosslyn tornou-se, por direito hereditário, a Grande-Mestra das Artes, Fraternidade e Ordens da Escócia e, conseqüentemente, o posto de Mestres dos Maçons da Escócia até o final dos anos 1700

Assim, William Saint Claire arquitetou e construiu a Capela Rosslyn, utilizando-se dos planos para a construção do Templo de Salomão, incorporando motivos decorativos maçônicos, rosa-crucianos e templários. Existem incontáveis figuras do "homem-verde" na decoração da capela Rosslyn, símbolo este estreitamente ligado ao culto da Deusa da Fertilidade. Na construção da Capela Rosslyn, havia uma preocupação obsessiva com segredo e segurança, especialmente à rede de corredores e salas subterrâneas. Os maçons construtores entendiam que algo de muito valioso estava para ser escondido no santuário, em seu subsolo e isso era tratado com o maior segredo. A Capela Rosslyn, na Grã-Bretanha, é o mais importante ponto de convergência entre as Ordens dos Maçons, Rosa-Cruzes, Templários e descendentes conhecidos dos merovíngios, os herdeiros do sangue real, a família que emigrou para a Inglaterra, desde 1057 d.C., em fuga das inúmeras perseguições da Igreja: os Saint Claire de Provença.

Simbolismo e Arte  
Como nos tempos mais remotos, as artes referiam-se apenas a temas sacro-religiosos, e como esses temas são tão antigos, os pesquisadores vêem neles referências veladas ao casamento entre os príncipes da Casa de Davi. 
Acima, detalhe mostrando as iniciais HG para hierogamos - casamento dinástico / sagrado, próximo do bordado em X (símbolo da junção masculino-feminino) Por toda a Europa os trovadores viajavam cantando o amor entre o Príncipe e sua Princesa perdida. Não demorou muito e muitos trovadores foram impiedosamente perseguidos pela Igreja! Ora, por que a Igreja haveria de perseguir trovadores que apenas cantavam sobre os temas, recorrentes, da paixão impossível entre um príncipe e uma princesa ? Certamente que se sabia ser esse tema, uma velada referência ao casamento dinástico entre Jesus e Madalena. Na pintura ocorreu o mesmo. Alguns pintores eram iniciados, ou conhecedores do Segredo, por associação com algumas das fraternidades que, de modo subterrâneo, faziam circular o segredo. Entre esses pintores, estavam no centro dessas fraternidades Leonardo da Vinci, Sandro Boticceli, Rafael, Van Durer e outros.

Alguns Símbolos Utilizados  

Jesus
Sol, espada, cruz, unicórnio (Salmos 23, 92), leão, urso, Leão de Judá. O Salmo 23 - 92, compara Jesus ao Unicórnio. Na cultura da época o chifre era sinônimo de poder.

Madalena
Lua, princesa, rosa, vaso, cálice, água, pomba, uva, Santo Graal. A pomba - símbolo conexo com Maria Madalena

Simbolos do Masculino
Feminino incluem a espada ou o triângulo voltado para cima, representando o falo masculino, enquanto o triângulo voltado para beixo representa o vaso ou o ventre feminino. A junção entre esses símbolos, qualquer que seja a disposição geométrica, sempre representa o casamento ou intercurso entre homem-mulher.

Símbolos da fertilidade
Romã, homem verde, roseta, pentagrama, chuva, ciprestes, o círculo.
Inúmeras igrejas e capelas construídas pelos maçons, especialmente dedicadas a Maria Madalena, contêm esculturas desse símbolo de origem celta e ligado ao culto da Deusa da Fertilidade.

Câmara nupcial
Simbolizada pelo jardim. O Cântico dos Cânticos narra o encontro da Noiva e do Noivo em um jardim.

Casamento dinástico ou a Dinastia Sagrada
Estrela de Davi, videira, flor-de-lis, plantas, árvores, vara florida, X, roseta, sementes.

Junções dos símbolos masculino e feminino
Entre os pintores, alguns foram inclusive Grão-Mestres do Priorado do Sião, como é o caso de Leonardo da Vinci e Sandro Boticcelli. O pintor italiano (Simone Martini-1333) colocou Madalena no centro emocional da cena, onde a cruz de Jesus forma um perfeito X bem acima do ventre de Madalena. O "X", na linguagem simbólica, representa a junção do Masculino (espada) e Feminino [vaso ou cálice]

Conclusão
Jesus era um judeu consciente, um rabbi e como tal nada de novo estava ensinando. “Não vim destruir a Lei antiga, mas vim cumprir” (Mateus 5:17)  Ele veio ensinar às pessoas a serem fortes, fervorosas e puras em si mesmas. A buscarem e entenderem que “O reino de Deus está dentro de ti” (Lucas 17: 20-21). Ele não ensinou que bastasse um ato de arrependimento ou uma mera conversão protocolar. Ele exortou a que todos façam seus próprios milagres, no constante aperfeiçoamento de suas virtudes.

Seus ensinamentos foram deturpados por aqueles que desejavam enfraquecer as pessoas e, assim, poder controlá-las. Ele NUNCA disse que só ele podia fazer milagres. Ele incentivou a TODOS fazerem prodígios e serem como ele.

O milagre de Jesus não foi curar um cego, mas fazê-lo ver a verdade. Nunca foi curar um aleijado, mas fazê-lo seguir o caminho da virtude. Tampouco foi trazer da morte um homem ou uma menina, mas mostrar a todos uma maneira de viver a vida. Entretanto, fizeram desses prodígios algo mais importante que sua missão de nos ensinar a perfeição e nossa força, enquanto ligados às virtudes espirituais.

Ensinaram que Jesus morreu para nos salvar, quando na verdade ele viveu para nos ensinar!  Nenhum dos eventos isolados, na vida de Jesus, foi determinante na sua missão como Rei-Messias, mas algo muito anterior a tudo isso, quando uma herdeira de Benjamim (Maria) unira-se a um filho da casa de Davi (José). Todos acharam ser este um arranjo perfeito, pois a linhagem de Davi seria restaurada e Siâo seria finalmente libertada.

A missão messiânica de Jesus pressupunha seu ministério, mas também sua descendência, para a restauração da Dinastia Sagrada e nisso ele não estava sozinho. Para o seu ministério ele podia contar com seus dedicados e amados discípulos, especialmente os escolhidos como apóstolos. Para a restauração da Dinastia Sagrada ele contava com ela, Maria Madalena.

Vemos em Felipe que Maria Madalena era a companheira de Jesus. Aquela a quem ele beijava nos lábios! Como profetizou Miquéias, ela teria que fugir a uma terra estrangeira e sofrer as dores do parto, pois estava encarregada de dar continuidade à videira da Casa de Davi. E isto está colocado de maneira bem clara! Ela é aquela que podia sentar-se a sós com o Mestre, em intimidade, e diante dele absorver seus ensinamentos, e essa era a melhor parte que ninguém dela tiraria. Era sua discípula íntima e amada esposa, sua companheira eterna e era parte da alegria que ele encontrou nesse mundo.

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