quinta-feira, 7 de julho de 2016

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GRAAL ROSSLYN CAPELA

GRAAL ROSSLYN CATEDRAL DOS CÓDIGOS
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MESTRE JOSÉ DE ARIMATÉIA JUDEU CRISTÃO
PERSONALIDADE LEONARDO DA VINCI GEOMETRIA SAGRADA MONA LISA


terça-feira, 5 de julho de 2016

JOSÉ DE ARIMATÉIA JUDEU CRISTÃO

José de Arimatéia portando duas galetas  

Nos artigos escritos, em muitos deles aparecem à figura de José de Arimatéia, o seu nome algumas vezes é confundido com o de Tiago (o Justo) irmão de Jesus e em outras com Lázaro.

Mais quem seria José de Arimatéia, esse homem que ousou solicitar a Pilatos o corpo de Jesus para enterrá-lo? Devido a essa pergunta achei por bem trazer aos nossos leitores alguns dados sobre essa figura algumas vezes controvertida que é citada na Bíblia e ligada ao nome de Jesus e ao do Santo Graal.


No Evangelho de Pedro, cuja primeira cópia foi localizada em um vale do Alto Egito em 1886, embora ele seja mencionado pelo Bispo da Antioquia em 180 d.C., de acordo com este Evangelho Apócrifo, José de Arimatéia era amigo íntimo de Pilatos e que a tumba onde foi enterrado Jesus, situa-se em uma localidade chamada “O Jardim de José”. E as últimas palavras de Jesus na cruz são particularmente chocantes: “Meu poder, meu poder, por que me desamparaste?” (Evangelho de Pedro 5:5).


José de Arimatéia era um homem rico e membro proeminente do conselho (Sinédrio), Colégio onde se reuniam os mais altos magistrados do povo judeu, formava a suprema magistratura judaica. Tinha o poder para pronunciar a condenação à morte, que devia, então, ser executada pelo procurador da Judéia. O Sinédrio era composto de 71 membros dividido em três classes: a dos anciões, representantes da aristocracia leiga; os pontífices e os escribas, geralmente do partido dos fariseus. O Sumo Sacerdote era o Presidente. Foi o referido conselho que efetuou a condenação de Jesus.


José de Arimatéia tinha muitas qualidades admiráveis. Ele era um homem justo e bom que esperava o reino de Deus. Ele se destacou entre os seus companheiros para crer em Jesus. Ele não permitiu que nomes como “blasfemo”, “samaritano”, “enganador” e “poder de Belzebu”, o dispusessem contra Jesus. Quando o Conselho havia condenado a Jesus entregando-o a Pilatos para a sentença de morte, José “não tinha concordado com o desígnio e ação” (Lucas 23:51). Com a morte de Jesus e a necessidade de ter um enterro decente, José “Dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José.” diz Marcos (15:43), McGarvey fala acerca do ato de coragem de José: “É estranho que aqueles que não tinham medo de ser discípulos tiveram medo de pedir o corpo do Senhor, mas aquele que teve medo de ser discípulo não temeu fazê-lo” (The Fourfold Gospel, p.735).
                                         
Nicodemos era o Chefe dos judeus, fariseu, também membro do conselho. João em seu relato teve o cuidado de identificar o Nicodemos como aquele que ajudou no enterro de Jesus. Nicodemos, assim como José, tinham muitas excelentes qualidades. Nicodemos bem como José, não haviam confessado abertamente a sua fé em Cristo por temer represálias, mantendo esse amor em segredo. Na morte de Cristo, entretanto, corajosamente uniu-se a José no enterro, Nicodemos forneceu os ungüentos e José o túmulo.


O enterro de Jesus foi repleto de incenso, de gestos de coragem e de realeza. Realeza de quem veio para servir. E de muito suor dos acompanhantes. Eles intercederam pelo corpo, desceram-no da cruz, sepultaram e moveram a pesada pedra do sepulcro. O sepultamento de Jesus não só obedeceu a ritos profanos bem como religiosos, próprios do judaísmo e do contexto religioso e político daqueles momentos terríveis, José de Arimatéia foi quem “oficiou” as exéquias de Jesus, amigo de Nicodemos (Naqdimon ben Gurion), era chamado de Iossef de Ramataim, discípulo secreto de Iehoshua bem Iossef, de Jesus de Nazaré. Segundo alguns historiadores, José era do vilarejo de Ramataim, em grego Arimathaia, de localização incerta. O sentido hebraico da palavra Ramataim designa a altura (ram) dupla (staim), a Dupla Elevação, designando provavelmente uma cidade possuindo dois bairros situados em colinas vizinhas.


Após a morte de Jesus, no que pesem as terríveis circunstâncias políticas e humanas implicadas, num lance de ousadia e de quem não deixa intimidar-se. José de Arimatéia vai pessoalmente reclamar junto a Pôncio Pilatos a liberação do Corpo de Jesus para dar-lhe sepultamento e cumprir os ritos de exéquias. Pilatos permite, não sem antes estar seguro da realidade da morte de Jesus de Nazaré (Mt. 15,44). Sua situação de “nobre conselheiro”, mencionada por Marcos, indica que José de Arimatéia era um homem suficientemente importante socialmente para ter livre acesso a Pilatos, José de Arimatéia sabia que a tradição judaica era a de sepultar os seus mortos no mesmo dia de sua morte (Jô 11,27). No caso de um enforcado, a Lei exigia esse procedimento (Dt 21,23). Os romanos, pelo contrário, tinham como lei deixar os cadáveres dos crucificados à mercê dos animais selvagens e aves de rapina. Estava-se na preparação do shabat da Páscoa. Esse favor pedido a Pilatos por José de Arimatéia tem também um alcance religioso: tratava-se, na liturgia judaica, do shabat da libertação dos hebreus da escravidão, na véspera da Páscoa. Tratava-se de uma festa pagã que se incorporou ao Catolicismo Romano e foi usada como um substituto para as comemorações judaicas da Passagem, dos Pães Ázimos e dos Primeiros Frutos – todas celebradas em três dias consecutivos durante a primeira semana do ano novo judaico.


Normalmente, o clandestino de um partido ou de uma seita, nunca é apreciado, mas o comprometimento público – no mais alto nível - de José de Arimatéia para pôr a salvo o corpo de Jesus, vai torná-lo merecedor de menção elogiosa pelos quatro evangelistas. Ele oferece o mausoléu de sua família, uma sepultura cavada no rochedo do Calvário, bem próximo ao local da crucifixão. 

Túmulo de Jesus pertencente a José de Arimatéia

No final do dia José de Arimatéia ajudado por outro fariseu, Naqdimon ben Gurion, o Nicodemos, desce Jesus da cruz, envolve-o em seus braços e depois na mortalha de linho. Nicodemos e José de Arimatéia buscam observar as práticas rituais prescritas pelos fariseus numa situação limite nessas circunstâncias. Segundo relato de Marcos, José de Arimatéia é quem compra a mortalha, essa longa peça de linho na qual os judeus tinham o costume de envolver seus mortos. Na oportunidade tinham levando grande quantidade de aromas preciosos: mais de trinta quilos de mirra e aloés (Jo 19,39)! Nesse gesto, Nicodemos vê em Jesus, o messias de Israel.

Finalmente, eles o depositam na sepultura cavada na rocha, onde ninguém ainda havia sido posto (Lc 23,53). Ajudado por muitos homens, possivelmente por amigos fariseus, José de Arimatéia num esforço final rola a pedra circular. Provavelmente ela avança sobre uma caneleta, até a abertura do sepulcro. Imediatamente José de Arimatéia se retira, cansado e suado, junto com seus irmãos fariseus. É shabat.


Robert de Boron conta que os Judeus aborrecidos com o desaparecimento do corpo, por ocasião da ressurreição, prenderam José de Arimatéia de modo que ninguém mais o encontrasse em uma cela sem janelas onde todos os dias uma pomba se materializa deixando-lhe uma hóstia, seu único alimento durante todo o cárcere, graças ao qual sobrevive.


Uma das lendas informa que Cristo lhe aparece na prisão. Arimatéia confessa seu amor, mas que jamais tinha ousado falar com Ele e pede desculpas por estar sempre na companhia dos que desejavam sua morte. Jesus o consola dizendo:


“Deixei que ficaste com eles por saber que irias me prestar grandes serviços, ajudando-me onde meus discípulos não ousariam. E tu fizeste por compaixão. Tu me amaste secretamente como também eu a ti, e nosso amor se revelará a todos para prejuízo dos infiéis, porque tu terás sob tua guarda o sinal da minha morte, hei-lo aqui”.

A que tudo indica José de Arimatéia está bastante ligado não só com a vida de Cristo como também com o Santo Graal.. José esconde a taça que Jesus usou na Última Ceia, a mesma que ele próprio usou para recolher o sangue de Cristo antes de colocá-lo na tumba. Ao ser libertado, viaja para a Inglaterra com um grupo de seguidores e funda a Segunda Mesa da Última Ceia, ao redor da qual sentam doze pessoas (conforme a Távola Redonda). No lugar de Cristo é colocado um peixe. O assento de Judas Iscariotes fica vazio e quando alguém tenta ocupá-lo é “devorado pelo lugar” de forma misteriosa. A partir desse momento esse assento é conhecido como a Cadeira Perigosa (mesmo nome do assento da Távola Redonda que também ficava vazio e só poderia ser ocupado pelo “cavaleiro mais virtuoso do mundo”).
Ruínas da Abadia de Glastonbury

Em algumas versões, é o assento de Lancelot que sempre fica vazio. Lancelot, o mais dedicado cavaleiro, que assim como Judas em relação a Jesus era o que mais amava Arthur e também o traiu. José de Arimatéia fundou sua congregação em Glastonbury. No lugar onde teria edificado sua igreja com barro e palha. Atualmente ainda encontram-se as ruínas de uma abadia construída muito posteriormente. A mesma onde se diz estarem enterrados os corpos do rei Arthur e de sua esposa Guinevere e onde estaria também o Santo Graal.

Vitroux de José de Arimatéia portando duas galetas  A estreita ligação entre José de Arimatéia e Jesus está relatada no livro “A Linhagem do Santo Graal” de Laurence Gardner quando escreve:


“Enquanto isso sabemos que Jesus era o herdeiro do trono de Davi. O título patriarcal de José se aplicava ao sucessor imediato e, nesse sentido, com Jesus considerado o herdeiro, então seu irmão mais velho, Tiago, era o José designado. Assim, José de Arimatéia emerge como o próprio Tiago, irmão de Jesus. Não é nenhuma surpresa, portanto, que Jesus tenha sido sepultado num sepulcro que pertencia à sua família real. Tampouco é surpresa que Pilatos deixasse o irmão de Jesus cuidar de tudo ou que as mulheres da família de Jesus aceitassem os planos feitos por José (Tiago), sem questioná-los.”


O mesmo Laurence Gardner em seu livro “O Legado de Madalena” nos informa:


 “Enquanto na Britânia, o projeto de José de Arimatéia era mantido na tradição apostólica por um círculo fechado de 12 eremitas (devotos). Se um morresse, ele seria substituído por outro. Esses monges eremitas irlandeses foram citados como os “Irmãos de Alain”, que era um de seus nomes. Portanto, eles eram filhos simbólicos de Bran (o pai da Velha Igreja, em oposição ao mais recente título de “Papa” em Roma – por esse motivo, Alain é às vezes incluído nas listas das famílias como o filho de Bran). Entretanto, depois da morte de José de Arimatéia, em 82 d.C., o grupo desintegrou-se – principalmente porque, naquela época, a invasão romana e o controle tinham mudado para sempre a personalidade da Inglaterra.Consta na “História da Igreja” de Cressy (que incorpora os registros do mosteiro de Glastonbury) afirma que Tiago, o Justo irmão de Jesus, também conhecido como José de Arimatéia (ha Rama Theo) morreu em 27 de julho de 82 d.C., após ter sido formalmente excomungado em Jerusalém, vinte anos antes.


O dia consagrado a José de Arimatéia onde se processam os seus festejos é 17 de março.


www.caminhodesantiago.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2016

CAPELA DE ROSSLYN


Entre os reinados de Jaime I e Jaime IV de Escócia, fundaram-se neste país mais de 37 Igrejas seculares que tiveram como propósito, estender e partilhar o conhecimento intelectual e espiritual … 

Entre elas, encontra-se a poucos kilómetros de Edimburgo, considerada a jóia da arquitectura escocesa que encerra no seu interior uma complexa e surpreendente simbologia: falo da capela de Rossslyn, conhecida também como Colegiada de Sº Mateus, cuja construção não foi concluída. 

Foi fundada por Guilherme Saint Clair no ano de 1446 …Segundo o relato de um dos seus descendentes, Andrew Saint Clair, o apelido pertence a um conjunto de Cavaleiros da Idade Média. Henry Saint Clair participou na batalha final que culminou na conquista de Jerusalém juntamente com outros nove cavaleiros que ostentavam o mesmo apelido, que lutaram na Batalha de Hastings graças à qual Guilherme o Conquistador tomaria o controle de Inglaterra …
 
O mais curioso é que este apelido, que tem a sua origem do latim Santus Clarus (Santa Claridade ou Luz Santa) foi adoptado pela família no século X.
 
Detalhes Arquitectónicos da Capela de Rosslyn
 
O edificio mostra uma curiosa assimetria tornando-o único. Seguindo uma antiga tradição, a Capela está orientada no sentido este-oeste, tal como se desloca o sol. A figura geométrica aplicada na Capela de Rosslyn predominante são os triângulos equiláteros.
No século XIX aconteceu uma escavação arqueológica que colocou a descoberto algo desconhecido, sendo que os desenhos e planos iniciais da Capela se haviam perdido, sabe-se agora que a planta da Capela de Rosslyn estava inicialmente elaborada para uma obra de dimensões muito maiores.
À construção que hoje podemos visitar, pode-se observar que falta o coro, tão largo quanto a nave central, que nunca foi construída.

O Pilar dos Aprendizes, chamado também Pilar dos Príncipes, é um elemento que mais chama à atenção. Trata-se de uma elaborada coluna em cuja base se encontram oito dragões. De suas bocas, saí vinho que ascende pelo Pilar seguindo o traçado em espiral.

Ao que parece, estes fabulosos animais estariam relacionados com a mitologia escandinava (a origem da família Saint Clair é Viking e normando). Os oito dragões de Neilfelheim estariam na base da árvore Ygdrasil, que marca o limite entre o céu, a terra e o inferno. Numa das suas raízes, encontrava-se a fonte Mimir que guardava toda a sabedoria e conhecimento do mundo. Para os Cristãos, pode ser entendida e interpretada como uma representação da árvore da vida. 
Sobre este Pilar existe uma frase em latim que corresponde ao livro de Esdras: "O vinho é forte, o rei é ainda mais forte, as mulheres são mais fortes, mas sobretudo, a Verdade é a mais forte de todos".
 
A quantidade de flores de liz feitas no Pilar leva a pensar que nele trabalharam canteiros de Estrasburgo. É dentro deste pilar que muitos curiosos do Templo acreditaram, estar escondido o Cálice da Última Ceia, assim como manuscritos resgatados pelos Templários depois do seu declínio. Pensavam também que aí se encontravam os evangelhos apócrifos. Contudo, em 1992 um descendente da família Saint Clair obteve autorização para estudar minuciosamente a Capela, utilizando para isso as técnicas mais modernas de radar. Os estudos realizados evidenciaram que o Pilar dos Aprendizes nada continha no seu interior.
 
Existe ainda uma outra inscrição, também em latim, que diz: "Por detrás deste Pilar encontra-se a cabeça de Deus". 
 
Pode-se ainda observar na Capela de Rosslyn, imensos símbolos, de antigos cultos, tais como estrelas de cinco pontas, cenas Bíblicas, também do Novo Testamento. Em muitas das pedras pode também ver-se a assinatura dos mestres canteiros que aí trabalharam.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

THE OFFICIAL ROSSLYN CHAPEL WEBSITE [VÍDEO]


The Official Rosslyn Chapel Website
www.rosslynchapel.com/

KNIGHTS TEMPLAR SECRET MUSIC CODE ROSSLYN CHAPEL [VÍDEO]

CATEDRAL ROSSLYN CATEDRAL DOS CÓDIGOS

A Capela Rosslyn, na Escócia, sempre foi um ímã para caçadores do Santo Graal, escritores esotéricos, historiadores medievais e adeptos de teorias conspiratórias.
 
A Capela Rosslyn – costumeiramente chamada de Catedral dos Códigos – eleva-se 11 quilômetros ao sul de Edimburgo, Escócia, no local de um antigo templo de culto ao deus Mitra. Construída pelos Cavaleiros Templários em 1446, a capela possui gravada em suas paredes uma quantidade impressionante de símbolos judeus, cristãos, egípcios, maçônicos e originários das tradições pagãs.” Embora Dan Brown garanta, no início do livro, que todas as suas descrições de arte e arquitetura, como a reproduzida acima, correspondem rigorosamente à realidade, a história oficial da Capela Rosslyn é bem diferente.

A pedra fundamental foi lançada no dia 21 de setembro de 1446, dia de São Mateus, por sir William St. Clair, conde de Rosslyn e príncipe de Orkney – que não poderia ter sido um Cavaleiro Templário, já que a ordem foi oficialmente banida em 1312, mais de um século antes do início da construção. Não há registro de um local de culto a Mitra ali ou de inspirações arquitetônicas no templo de Salomão. A enorme câmara sob a capela existe de fato: uma cripta onde, sabe-se, estão enterrados seu fundador e vários membros da família Saint-Clair, inclusive alguns cavaleiros em suas armaduras completas. Não foram permitidas escavações para procurar tesouros enterrados, pois Rosslyn é uma capela em funcionamento e com estrutura delicada – já sofreu com alguns períodos de negligência e, nos últimos anos, vem passando por um ambicioso projeto de restauração. “Estamos mais preocupados com sua conservação. E, francamente, duvido que haja algum segredo escondido aqui”, diz Stuart Beattie, diretor de projeto da Rosslyn Trust, que administra a capela.

Ao contrário do que afirma o livro, Roslin (o nome da vila onde está a capela) não é a grafia original de Rosslyn, e provavelmente não tem nada a ver com a Linha Rosa. A pequena vila virou notícia muito antes do livro de Dan Brown: no Roslin Institute foi feita a primeira clonagem de um animal, em 1996 – a ovelha Dolly, ilustre “cidadã” local. A capela nunca foi chamada pelo nome original, The Collegiate Church of Saint Matthew. Mas o apelido dado por Dan Brown, a Catedral dos Códigos, é merecido.

Entalhadas nas pedras, alegorias bíblicas convivem com incontáveis referências nórdicas, celtas, templárias e maçônicas. Nas paredes e nos cubos que se destacam do teto, palavras em grego, latim e hebraico encontram pentagramas, flores, pombas com o ramo de oliva no bico... Há estudiosos que contaram mais de uma centena de imagens de uma cabeça verde de homem com folhagens saindo da boca – especula-se que possa ser uma representação do misterioso Baphomet, a cabeça adorada pelos templários. Muitos outros ficam intrigados com os desenhos de milho e babosa, plantas tipicamente americanas – talhadas ali quase 50 anos antes de Colombo ter chegado à América.

Se tudo isso forma uma mensagem secreta – dos ensinamentos dos Templários, das origens da maçonaria ou de uma partitura medieval –, ninguém sabe ao certo. Mas é fato que nada está ali por acaso. O registro mais confiável sobre o lugar, escrito por um padre pouco mais de 200 anos depois da construção, narra em detalhes como o próprio sir William St. Clair, o fundador da capela, acompanhou minuciosamente a construção – do desenho à posição exata de cada entalhe. Pedreiros e artesãos foram trazidos de outros reinos e regiões, e a vila de Roslin surgiu e cresceu para abrigá-los.

Uma coisa é certa: se houver algum código ali, ele é infinitamente mais complicado do que os que o professor Langdon costuma desvendar. Não faltam, em Rosslyn, aspirantes a Langdon na vida real. Os funcionários já se acostumaram com visitantes consultando diagramas geométricos e runas, calculando fórmulas matemáticas ou traçando as fontes de energia do planeta enquanto caminham pela igreja. Muitos adeptos do ocultismo especulam – desde muito antes da publicação do Código Da Vinci – que o Santo Graal esteja em Rosslyn. Incansáveis autores de livros alternativos de história lançam teorias cada vez mais fantásticas. Entre outros tesouros supostamente escondidos ali, estariam a arca da aliança, os evangelhos perdidos de Cristo e até a cabeça embalsamada de Jesus.

Mesmo os seguidores de Dan Brown, responsáveis pelo vertiginoso aumento do número de visitantes (117 mil pessoas em 2005 contra apenas 38 mil em 2003), não parecem aceitar o paradeiro final do Graal, “revelado” no epílogo do livro. Vasculham a capela, em vão, procurando a estrela-de-davi gravada no chão e o par de colunas Boaz e Jaquim, supostamente copiadas do templo de Salomão. A Coluna do Aprendiz, a mais famosa de três pilares principais que de fato existem na capela, leva o nome porque teria sido talhada por um jovem na ausência do mestre – que, ao chegar de Roma e ver a obra tão espetacularmente terminada, matou o pupilo em um ataque de fúria.

Estudos indicam que a capela é apenas uma fração da que foi originalmente planejada: um gigantesco edifício cruciforme com uma torre no centro, praticamente interrompida com a morte do seu nobre fundador, em 1484. A parte que foi construída, no entanto, é suficientemente sensacional. Mesmo se algum dia as câmaras subterrâneas forem abertas e nenhum tesouro for encontrado, ainda haverá os excêntricos entalhes e a assimétrica construção. E, quem sabe, algum novo segredo milenar.

OS MISTÉRIOS DO CÓDIGOPENTAGRAMA

Os antigos imaginavam que as estrelas eram fixadas em uma esfera cujo centro seria a Terra. Eles usavam essas estrelas como um ponto de referência para medir o movimento dos planetas, que se deslocariam de forma independente. Se um observador registra a posição do planeta Vênus em relação às estrelas fixas no mesmo dia, durante seis anos, surge um pentagrama. Vênus retorna à sua posição original no sexto ano, começando o ciclo mais uma vez. Essa observação não resistiu aos cientistas de nosso tempo: dependendo de onde você está, a figura desenhada pelo movimento do planeta Vênus é bem diferente. O pentagrama é tradicionalmente associado à maçonaria, que por sua vez herdou o símbolo de Pitágoras – para seus seguidores, um sinal de saúde e sabedoria. Na iconografia dos maçons, está associada à iniciação. Como ensina Langdon em um de seus flashbacks das próprias aulas, “a estrela de cinco pontas sempre foi o símbolo da beleza e da perfeição, associado a Vênus e ao sagrado feminino”. Um símbolo especialmente prolífico, o pentagrama ainda tem posição de destaque nas bandeiras do Marrocos e da Etiópia.

13 km de Edimburgo. 
9h30/18h (abr. a set.), 9h30/17h (out. a mar.), 12h/16h45 (dom).
Ingresso: £ 6 (gratuito até 18 anos).

Author: Loja Lux Et Veritas / Marcadores: Foto, News
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LEONARDO DA VINCI GEOMETRIA SAGRADA MONA LISA