quinta-feira, 7 de julho de 2016

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 07 07 2016

 Jesus Cristo Maria Madalena
Herschel Embryo Star
http://www.youtube.com/watch?v=i_OJbhkkMcg

GRAAL ROSSLYN CAPELA

GRAAL ROSSLYN CATEDRAL DOS CÓDIGOS
GRAAL ROSSLYN CATEDRAL CÓDIGO MUSICAL [VÍDEO]
GRAAL ROSSLYN THE OFFICIAL CHAPEL WEBSITE [VÍDEO]
MESTRE JOSÉ DE ARIMATÉIA JUDEU CRISTÃO
PERSONALIDADE LEONARDO DA VINCI GEOMETRIA SAGRADA MONA LISA


terça-feira, 5 de julho de 2016

JOSÉ DE ARIMATÉIA JUDEU CRISTÃO

José de Arimatéia portando duas galetas  

Nos artigos escritos, em muitos deles aparecem à figura de José de Arimatéia, o seu nome algumas vezes é confundido com o de Tiago (o Justo) irmão de Jesus e em outras com Lázaro.

Mais quem seria José de Arimatéia, esse homem que ousou solicitar a Pilatos o corpo de Jesus para enterrá-lo? Devido a essa pergunta achei por bem trazer aos nossos leitores alguns dados sobre essa figura algumas vezes controvertida que é citada na Bíblia e ligada ao nome de Jesus e ao do Santo Graal.


No Evangelho de Pedro, cuja primeira cópia foi localizada em um vale do Alto Egito em 1886, embora ele seja mencionado pelo Bispo da Antioquia em 180 d.C., de acordo com este Evangelho Apócrifo, José de Arimatéia era amigo íntimo de Pilatos e que a tumba onde foi enterrado Jesus, situa-se em uma localidade chamada “O Jardim de José”. E as últimas palavras de Jesus na cruz são particularmente chocantes: “Meu poder, meu poder, por que me desamparaste?” (Evangelho de Pedro 5:5).


José de Arimatéia era um homem rico e membro proeminente do conselho (Sinédrio), Colégio onde se reuniam os mais altos magistrados do povo judeu, formava a suprema magistratura judaica. Tinha o poder para pronunciar a condenação à morte, que devia, então, ser executada pelo procurador da Judéia. O Sinédrio era composto de 71 membros dividido em três classes: a dos anciões, representantes da aristocracia leiga; os pontífices e os escribas, geralmente do partido dos fariseus. O Sumo Sacerdote era o Presidente. Foi o referido conselho que efetuou a condenação de Jesus.


José de Arimatéia tinha muitas qualidades admiráveis. Ele era um homem justo e bom que esperava o reino de Deus. Ele se destacou entre os seus companheiros para crer em Jesus. Ele não permitiu que nomes como “blasfemo”, “samaritano”, “enganador” e “poder de Belzebu”, o dispusessem contra Jesus. Quando o Conselho havia condenado a Jesus entregando-o a Pilatos para a sentença de morte, José “não tinha concordado com o desígnio e ação” (Lucas 23:51). Com a morte de Jesus e a necessidade de ter um enterro decente, José “Dirigiu-se resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. E Pilatos se maravilhou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José.” diz Marcos (15:43), McGarvey fala acerca do ato de coragem de José: “É estranho que aqueles que não tinham medo de ser discípulos tiveram medo de pedir o corpo do Senhor, mas aquele que teve medo de ser discípulo não temeu fazê-lo” (The Fourfold Gospel, p.735).
                                         
Nicodemos era o Chefe dos judeus, fariseu, também membro do conselho. João em seu relato teve o cuidado de identificar o Nicodemos como aquele que ajudou no enterro de Jesus. Nicodemos, assim como José, tinham muitas excelentes qualidades. Nicodemos bem como José, não haviam confessado abertamente a sua fé em Cristo por temer represálias, mantendo esse amor em segredo. Na morte de Cristo, entretanto, corajosamente uniu-se a José no enterro, Nicodemos forneceu os ungüentos e José o túmulo.


O enterro de Jesus foi repleto de incenso, de gestos de coragem e de realeza. Realeza de quem veio para servir. E de muito suor dos acompanhantes. Eles intercederam pelo corpo, desceram-no da cruz, sepultaram e moveram a pesada pedra do sepulcro. O sepultamento de Jesus não só obedeceu a ritos profanos bem como religiosos, próprios do judaísmo e do contexto religioso e político daqueles momentos terríveis, José de Arimatéia foi quem “oficiou” as exéquias de Jesus, amigo de Nicodemos (Naqdimon ben Gurion), era chamado de Iossef de Ramataim, discípulo secreto de Iehoshua bem Iossef, de Jesus de Nazaré. Segundo alguns historiadores, José era do vilarejo de Ramataim, em grego Arimathaia, de localização incerta. O sentido hebraico da palavra Ramataim designa a altura (ram) dupla (staim), a Dupla Elevação, designando provavelmente uma cidade possuindo dois bairros situados em colinas vizinhas.


Após a morte de Jesus, no que pesem as terríveis circunstâncias políticas e humanas implicadas, num lance de ousadia e de quem não deixa intimidar-se. José de Arimatéia vai pessoalmente reclamar junto a Pôncio Pilatos a liberação do Corpo de Jesus para dar-lhe sepultamento e cumprir os ritos de exéquias. Pilatos permite, não sem antes estar seguro da realidade da morte de Jesus de Nazaré (Mt. 15,44). Sua situação de “nobre conselheiro”, mencionada por Marcos, indica que José de Arimatéia era um homem suficientemente importante socialmente para ter livre acesso a Pilatos, José de Arimatéia sabia que a tradição judaica era a de sepultar os seus mortos no mesmo dia de sua morte (Jô 11,27). No caso de um enforcado, a Lei exigia esse procedimento (Dt 21,23). Os romanos, pelo contrário, tinham como lei deixar os cadáveres dos crucificados à mercê dos animais selvagens e aves de rapina. Estava-se na preparação do shabat da Páscoa. Esse favor pedido a Pilatos por José de Arimatéia tem também um alcance religioso: tratava-se, na liturgia judaica, do shabat da libertação dos hebreus da escravidão, na véspera da Páscoa. Tratava-se de uma festa pagã que se incorporou ao Catolicismo Romano e foi usada como um substituto para as comemorações judaicas da Passagem, dos Pães Ázimos e dos Primeiros Frutos – todas celebradas em três dias consecutivos durante a primeira semana do ano novo judaico.


Normalmente, o clandestino de um partido ou de uma seita, nunca é apreciado, mas o comprometimento público – no mais alto nível - de José de Arimatéia para pôr a salvo o corpo de Jesus, vai torná-lo merecedor de menção elogiosa pelos quatro evangelistas. Ele oferece o mausoléu de sua família, uma sepultura cavada no rochedo do Calvário, bem próximo ao local da crucifixão. 

Túmulo de Jesus pertencente a José de Arimatéia

No final do dia José de Arimatéia ajudado por outro fariseu, Naqdimon ben Gurion, o Nicodemos, desce Jesus da cruz, envolve-o em seus braços e depois na mortalha de linho. Nicodemos e José de Arimatéia buscam observar as práticas rituais prescritas pelos fariseus numa situação limite nessas circunstâncias. Segundo relato de Marcos, José de Arimatéia é quem compra a mortalha, essa longa peça de linho na qual os judeus tinham o costume de envolver seus mortos. Na oportunidade tinham levando grande quantidade de aromas preciosos: mais de trinta quilos de mirra e aloés (Jo 19,39)! Nesse gesto, Nicodemos vê em Jesus, o messias de Israel.

Finalmente, eles o depositam na sepultura cavada na rocha, onde ninguém ainda havia sido posto (Lc 23,53). Ajudado por muitos homens, possivelmente por amigos fariseus, José de Arimatéia num esforço final rola a pedra circular. Provavelmente ela avança sobre uma caneleta, até a abertura do sepulcro. Imediatamente José de Arimatéia se retira, cansado e suado, junto com seus irmãos fariseus. É shabat.


Robert de Boron conta que os Judeus aborrecidos com o desaparecimento do corpo, por ocasião da ressurreição, prenderam José de Arimatéia de modo que ninguém mais o encontrasse em uma cela sem janelas onde todos os dias uma pomba se materializa deixando-lhe uma hóstia, seu único alimento durante todo o cárcere, graças ao qual sobrevive.


Uma das lendas informa que Cristo lhe aparece na prisão. Arimatéia confessa seu amor, mas que jamais tinha ousado falar com Ele e pede desculpas por estar sempre na companhia dos que desejavam sua morte. Jesus o consola dizendo:


“Deixei que ficaste com eles por saber que irias me prestar grandes serviços, ajudando-me onde meus discípulos não ousariam. E tu fizeste por compaixão. Tu me amaste secretamente como também eu a ti, e nosso amor se revelará a todos para prejuízo dos infiéis, porque tu terás sob tua guarda o sinal da minha morte, hei-lo aqui”.

A que tudo indica José de Arimatéia está bastante ligado não só com a vida de Cristo como também com o Santo Graal.. José esconde a taça que Jesus usou na Última Ceia, a mesma que ele próprio usou para recolher o sangue de Cristo antes de colocá-lo na tumba. Ao ser libertado, viaja para a Inglaterra com um grupo de seguidores e funda a Segunda Mesa da Última Ceia, ao redor da qual sentam doze pessoas (conforme a Távola Redonda). No lugar de Cristo é colocado um peixe. O assento de Judas Iscariotes fica vazio e quando alguém tenta ocupá-lo é “devorado pelo lugar” de forma misteriosa. A partir desse momento esse assento é conhecido como a Cadeira Perigosa (mesmo nome do assento da Távola Redonda que também ficava vazio e só poderia ser ocupado pelo “cavaleiro mais virtuoso do mundo”).
Ruínas da Abadia de Glastonbury

Em algumas versões, é o assento de Lancelot que sempre fica vazio. Lancelot, o mais dedicado cavaleiro, que assim como Judas em relação a Jesus era o que mais amava Arthur e também o traiu. José de Arimatéia fundou sua congregação em Glastonbury. No lugar onde teria edificado sua igreja com barro e palha. Atualmente ainda encontram-se as ruínas de uma abadia construída muito posteriormente. A mesma onde se diz estarem enterrados os corpos do rei Arthur e de sua esposa Guinevere e onde estaria também o Santo Graal.

Vitroux de José de Arimatéia portando duas galetas  A estreita ligação entre José de Arimatéia e Jesus está relatada no livro “A Linhagem do Santo Graal” de Laurence Gardner quando escreve:


“Enquanto isso sabemos que Jesus era o herdeiro do trono de Davi. O título patriarcal de José se aplicava ao sucessor imediato e, nesse sentido, com Jesus considerado o herdeiro, então seu irmão mais velho, Tiago, era o José designado. Assim, José de Arimatéia emerge como o próprio Tiago, irmão de Jesus. Não é nenhuma surpresa, portanto, que Jesus tenha sido sepultado num sepulcro que pertencia à sua família real. Tampouco é surpresa que Pilatos deixasse o irmão de Jesus cuidar de tudo ou que as mulheres da família de Jesus aceitassem os planos feitos por José (Tiago), sem questioná-los.”


O mesmo Laurence Gardner em seu livro “O Legado de Madalena” nos informa:


 “Enquanto na Britânia, o projeto de José de Arimatéia era mantido na tradição apostólica por um círculo fechado de 12 eremitas (devotos). Se um morresse, ele seria substituído por outro. Esses monges eremitas irlandeses foram citados como os “Irmãos de Alain”, que era um de seus nomes. Portanto, eles eram filhos simbólicos de Bran (o pai da Velha Igreja, em oposição ao mais recente título de “Papa” em Roma – por esse motivo, Alain é às vezes incluído nas listas das famílias como o filho de Bran). Entretanto, depois da morte de José de Arimatéia, em 82 d.C., o grupo desintegrou-se – principalmente porque, naquela época, a invasão romana e o controle tinham mudado para sempre a personalidade da Inglaterra.Consta na “História da Igreja” de Cressy (que incorpora os registros do mosteiro de Glastonbury) afirma que Tiago, o Justo irmão de Jesus, também conhecido como José de Arimatéia (ha Rama Theo) morreu em 27 de julho de 82 d.C., após ter sido formalmente excomungado em Jerusalém, vinte anos antes.


O dia consagrado a José de Arimatéia onde se processam os seus festejos é 17 de março.


www.caminhodesantiago.com.br

sexta-feira, 1 de julho de 2016

CAPELA DE ROSSLYN


Entre os reinados de Jaime I e Jaime IV de Escócia, fundaram-se neste país mais de 37 Igrejas seculares que tiveram como propósito, estender e partilhar o conhecimento intelectual e espiritual … 

Entre elas, encontra-se a poucos kilómetros de Edimburgo, considerada a jóia da arquitectura escocesa que encerra no seu interior uma complexa e surpreendente simbologia: falo da capela de Rossslyn, conhecida também como Colegiada de Sº Mateus, cuja construção não foi concluída. 

Foi fundada por Guilherme Saint Clair no ano de 1446 …Segundo o relato de um dos seus descendentes, Andrew Saint Clair, o apelido pertence a um conjunto de Cavaleiros da Idade Média. Henry Saint Clair participou na batalha final que culminou na conquista de Jerusalém juntamente com outros nove cavaleiros que ostentavam o mesmo apelido, que lutaram na Batalha de Hastings graças à qual Guilherme o Conquistador tomaria o controle de Inglaterra …
 
O mais curioso é que este apelido, que tem a sua origem do latim Santus Clarus (Santa Claridade ou Luz Santa) foi adoptado pela família no século X.
 
Detalhes Arquitectónicos da Capela de Rosslyn
 
O edificio mostra uma curiosa assimetria tornando-o único. Seguindo uma antiga tradição, a Capela está orientada no sentido este-oeste, tal como se desloca o sol. A figura geométrica aplicada na Capela de Rosslyn predominante são os triângulos equiláteros.
No século XIX aconteceu uma escavação arqueológica que colocou a descoberto algo desconhecido, sendo que os desenhos e planos iniciais da Capela se haviam perdido, sabe-se agora que a planta da Capela de Rosslyn estava inicialmente elaborada para uma obra de dimensões muito maiores.
À construção que hoje podemos visitar, pode-se observar que falta o coro, tão largo quanto a nave central, que nunca foi construída.

O Pilar dos Aprendizes, chamado também Pilar dos Príncipes, é um elemento que mais chama à atenção. Trata-se de uma elaborada coluna em cuja base se encontram oito dragões. De suas bocas, saí vinho que ascende pelo Pilar seguindo o traçado em espiral.

Ao que parece, estes fabulosos animais estariam relacionados com a mitologia escandinava (a origem da família Saint Clair é Viking e normando). Os oito dragões de Neilfelheim estariam na base da árvore Ygdrasil, que marca o limite entre o céu, a terra e o inferno. Numa das suas raízes, encontrava-se a fonte Mimir que guardava toda a sabedoria e conhecimento do mundo. Para os Cristãos, pode ser entendida e interpretada como uma representação da árvore da vida. 
Sobre este Pilar existe uma frase em latim que corresponde ao livro de Esdras: "O vinho é forte, o rei é ainda mais forte, as mulheres são mais fortes, mas sobretudo, a Verdade é a mais forte de todos".
 
A quantidade de flores de liz feitas no Pilar leva a pensar que nele trabalharam canteiros de Estrasburgo. É dentro deste pilar que muitos curiosos do Templo acreditaram, estar escondido o Cálice da Última Ceia, assim como manuscritos resgatados pelos Templários depois do seu declínio. Pensavam também que aí se encontravam os evangelhos apócrifos. Contudo, em 1992 um descendente da família Saint Clair obteve autorização para estudar minuciosamente a Capela, utilizando para isso as técnicas mais modernas de radar. Os estudos realizados evidenciaram que o Pilar dos Aprendizes nada continha no seu interior.
 
Existe ainda uma outra inscrição, também em latim, que diz: "Por detrás deste Pilar encontra-se a cabeça de Deus". 
 
Pode-se ainda observar na Capela de Rosslyn, imensos símbolos, de antigos cultos, tais como estrelas de cinco pontas, cenas Bíblicas, também do Novo Testamento. Em muitas das pedras pode também ver-se a assinatura dos mestres canteiros que aí trabalharam.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

THE OFFICIAL ROSSLYN CHAPEL WEBSITE [VÍDEO]


The Official Rosslyn Chapel Website
www.rosslynchapel.com/

KNIGHTS TEMPLAR SECRET MUSIC CODE ROSSLYN CHAPEL [VÍDEO]

CATEDRAL ROSSLYN CATEDRAL DOS CÓDIGOS

A Capela Rosslyn, na Escócia, sempre foi um ímã para caçadores do Santo Graal, escritores esotéricos, historiadores medievais e adeptos de teorias conspiratórias.
 
A Capela Rosslyn – costumeiramente chamada de Catedral dos Códigos – eleva-se 11 quilômetros ao sul de Edimburgo, Escócia, no local de um antigo templo de culto ao deus Mitra. Construída pelos Cavaleiros Templários em 1446, a capela possui gravada em suas paredes uma quantidade impressionante de símbolos judeus, cristãos, egípcios, maçônicos e originários das tradições pagãs.” Embora Dan Brown garanta, no início do livro, que todas as suas descrições de arte e arquitetura, como a reproduzida acima, correspondem rigorosamente à realidade, a história oficial da Capela Rosslyn é bem diferente.

A pedra fundamental foi lançada no dia 21 de setembro de 1446, dia de São Mateus, por sir William St. Clair, conde de Rosslyn e príncipe de Orkney – que não poderia ter sido um Cavaleiro Templário, já que a ordem foi oficialmente banida em 1312, mais de um século antes do início da construção. Não há registro de um local de culto a Mitra ali ou de inspirações arquitetônicas no templo de Salomão. A enorme câmara sob a capela existe de fato: uma cripta onde, sabe-se, estão enterrados seu fundador e vários membros da família Saint-Clair, inclusive alguns cavaleiros em suas armaduras completas. Não foram permitidas escavações para procurar tesouros enterrados, pois Rosslyn é uma capela em funcionamento e com estrutura delicada – já sofreu com alguns períodos de negligência e, nos últimos anos, vem passando por um ambicioso projeto de restauração. “Estamos mais preocupados com sua conservação. E, francamente, duvido que haja algum segredo escondido aqui”, diz Stuart Beattie, diretor de projeto da Rosslyn Trust, que administra a capela.

Ao contrário do que afirma o livro, Roslin (o nome da vila onde está a capela) não é a grafia original de Rosslyn, e provavelmente não tem nada a ver com a Linha Rosa. A pequena vila virou notícia muito antes do livro de Dan Brown: no Roslin Institute foi feita a primeira clonagem de um animal, em 1996 – a ovelha Dolly, ilustre “cidadã” local. A capela nunca foi chamada pelo nome original, The Collegiate Church of Saint Matthew. Mas o apelido dado por Dan Brown, a Catedral dos Códigos, é merecido.

Entalhadas nas pedras, alegorias bíblicas convivem com incontáveis referências nórdicas, celtas, templárias e maçônicas. Nas paredes e nos cubos que se destacam do teto, palavras em grego, latim e hebraico encontram pentagramas, flores, pombas com o ramo de oliva no bico... Há estudiosos que contaram mais de uma centena de imagens de uma cabeça verde de homem com folhagens saindo da boca – especula-se que possa ser uma representação do misterioso Baphomet, a cabeça adorada pelos templários. Muitos outros ficam intrigados com os desenhos de milho e babosa, plantas tipicamente americanas – talhadas ali quase 50 anos antes de Colombo ter chegado à América.

Se tudo isso forma uma mensagem secreta – dos ensinamentos dos Templários, das origens da maçonaria ou de uma partitura medieval –, ninguém sabe ao certo. Mas é fato que nada está ali por acaso. O registro mais confiável sobre o lugar, escrito por um padre pouco mais de 200 anos depois da construção, narra em detalhes como o próprio sir William St. Clair, o fundador da capela, acompanhou minuciosamente a construção – do desenho à posição exata de cada entalhe. Pedreiros e artesãos foram trazidos de outros reinos e regiões, e a vila de Roslin surgiu e cresceu para abrigá-los.

Uma coisa é certa: se houver algum código ali, ele é infinitamente mais complicado do que os que o professor Langdon costuma desvendar. Não faltam, em Rosslyn, aspirantes a Langdon na vida real. Os funcionários já se acostumaram com visitantes consultando diagramas geométricos e runas, calculando fórmulas matemáticas ou traçando as fontes de energia do planeta enquanto caminham pela igreja. Muitos adeptos do ocultismo especulam – desde muito antes da publicação do Código Da Vinci – que o Santo Graal esteja em Rosslyn. Incansáveis autores de livros alternativos de história lançam teorias cada vez mais fantásticas. Entre outros tesouros supostamente escondidos ali, estariam a arca da aliança, os evangelhos perdidos de Cristo e até a cabeça embalsamada de Jesus.

Mesmo os seguidores de Dan Brown, responsáveis pelo vertiginoso aumento do número de visitantes (117 mil pessoas em 2005 contra apenas 38 mil em 2003), não parecem aceitar o paradeiro final do Graal, “revelado” no epílogo do livro. Vasculham a capela, em vão, procurando a estrela-de-davi gravada no chão e o par de colunas Boaz e Jaquim, supostamente copiadas do templo de Salomão. A Coluna do Aprendiz, a mais famosa de três pilares principais que de fato existem na capela, leva o nome porque teria sido talhada por um jovem na ausência do mestre – que, ao chegar de Roma e ver a obra tão espetacularmente terminada, matou o pupilo em um ataque de fúria.

Estudos indicam que a capela é apenas uma fração da que foi originalmente planejada: um gigantesco edifício cruciforme com uma torre no centro, praticamente interrompida com a morte do seu nobre fundador, em 1484. A parte que foi construída, no entanto, é suficientemente sensacional. Mesmo se algum dia as câmaras subterrâneas forem abertas e nenhum tesouro for encontrado, ainda haverá os excêntricos entalhes e a assimétrica construção. E, quem sabe, algum novo segredo milenar.

OS MISTÉRIOS DO CÓDIGOPENTAGRAMA

Os antigos imaginavam que as estrelas eram fixadas em uma esfera cujo centro seria a Terra. Eles usavam essas estrelas como um ponto de referência para medir o movimento dos planetas, que se deslocariam de forma independente. Se um observador registra a posição do planeta Vênus em relação às estrelas fixas no mesmo dia, durante seis anos, surge um pentagrama. Vênus retorna à sua posição original no sexto ano, começando o ciclo mais uma vez. Essa observação não resistiu aos cientistas de nosso tempo: dependendo de onde você está, a figura desenhada pelo movimento do planeta Vênus é bem diferente. O pentagrama é tradicionalmente associado à maçonaria, que por sua vez herdou o símbolo de Pitágoras – para seus seguidores, um sinal de saúde e sabedoria. Na iconografia dos maçons, está associada à iniciação. Como ensina Langdon em um de seus flashbacks das próprias aulas, “a estrela de cinco pontas sempre foi o símbolo da beleza e da perfeição, associado a Vênus e ao sagrado feminino”. Um símbolo especialmente prolífico, o pentagrama ainda tem posição de destaque nas bandeiras do Marrocos e da Etiópia.

13 km de Edimburgo. 
9h30/18h (abr. a set.), 9h30/17h (out. a mar.), 12h/16h45 (dom).
Ingresso: £ 6 (gratuito até 18 anos).

Author: Loja Lux Et Veritas / Marcadores: Foto, News
blogdalux.blogspot.com/2008/06/catedral-dos-cdigos.html

LEONARDO DA VINCI GEOMETRIA SAGRADA MONA LISA

terça-feira, 12 de abril de 2016

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 12 04 2016

JESUS CRISTO ENSINOU FÍSICA QUÂNTICA

Nebulosa da Tarântula


O que Jesus quis ensinar, era muito avançado para a época assim como é hoje. Pessoas que não tinham a tecnologia que temos, não conseguiam entender as parábolas de Jesus quando ele falava do reino atômico. Há evidências em muitos textos bíblicos dizendo que o Reino de Deus está no átomo ou no interior dele. Alguns exemplos:

''Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu os céus e a terra?.'' (Jeremias
23:24)

"Jesus disse: Eu sou a luz que está acima deles todos. Eu sou o todo: o todo saiu de mim e o todo se reuniu a mim. Rachai uma madeira: eu estou ali. Levantai uma pedra e me achareis". (Evangelho apócrifo de Tomé, retirado pela Igreja)

Aqui Jesus parece citar a fissão nuclear do átomo, que causa a bomba atômica:

'' Nunca lestes nas Escrituras:A pedra, que os edificadores rejeitaram,essa foi posta por cabeça do ângulo;pelo Senhor foi feito isto,E é maravilhoso aos nossos olhos?
Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.'' (Mateus
21:42-44 )

Aqui Jesus parece comparar o Reino de Deus a um um átomo, que até pouco tempo era considerado a menor parte de todas as coisas, assim como a semente de mostarda seria a menor das sementes:

''A que assemelharemos o reino de Deus, ou com que parábola o representaremos? É como um grão de mostarda, que, quando semeado na terra, embora seja menor que todas as sementes que há na terra, contudo depois de semeado, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças, e deita grandes ramos, de tal modo que as aves do céu podem pousar à sua sombra.'' (Marcos
4:30-32)

Aqui Jesus cita novamente o grão de mostarda (a menor das sementes) e me lembro do átomo, pois dentro do átomo os elétrons pulam de uma órbita para outra e segundo a Física Quântica, se provou que uma partícula pode estar em vários lugares ao mesmo tempo:

E Jesus lhes disse: ''Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível''. (Mateus
17:20)

''E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis'' (Mateus
21:22)

''Só tu és Senhor; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora''. (Neemias 9:6)

''E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens''. (Colossenses
3:23)

''O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.''

''Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras''. (João
14:11)

E Jesus lhes respondeu: ''Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também''. (João
5:17)

''Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós''.
(João
14:20)

''E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós''. (João
17:11)

''Vós me buscareis, e não me achareis; e onde eu estou, vós não podeis vir''. (João
7:34)

''Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente''. (Mateus 6:6)

''Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto''. (Deuteronômio
27:24)

''Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido''. (Lucas 12:2)

''Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa''. (Lucas
6:49)

''E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas.'' (Marcos 4:11)

Documentários sobre o tema:
BBC UNIVERSOS PARALELOS (Em português):
https://www.youtube.com/watch?v=sqkZw...

Além do Cosmos: O Multiverso https://www.youtube.com/watch?v=c1AKz...

«Quem somos nós?» ou «What the Bleep Do We Know!?»https://www.youtube.com/watch?v=aKdjr...

Publicado em 17 de ago de 2013

CARTA DE PÔNCIO PILATOS PARA TIBERIUS CÉSAR


Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos para Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca Congressional em Washington, D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucificação.

PARA TIBÉRIO CÉSAR:

Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus. Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso.

Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos por uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias.

Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.

Seu criado mais obediente,
Pôncio Pilatos
 

JESUS CRISTO MANUSCRITOS DE CONSTANTINOPLA


Outra descrição de Jesus foi encontrada em "O Volume Archko" que contém documentos de tribunais oficiais dos dias de Jesus. Esta informação confirma que Ele veio de segmentos raciais que tiveram olhos azuis e cabelos dourados (castanhos claros). No capítulo intitulado "A Entrevista de Gamaliel" está declarado relativo ao aparecimento de Jesus (Yeshua):

"Eu lhe pedi que descrevesse esta pessoa para mim, de forma que pudesse reconhece-lo caso o encontrasse. Ele disse: 'Se você o encontrar [Yeshua] você o reconhecerá. Enquanto ele for nada mais que um homem, há algo sobre ele que o distingue de qualquer outro homem. Ele é a "cara da sua mãe", só não tem a face lisa e redonda. O seu cabelo é um pouco mais dourado que o seu, entretanto é mais queimado de sol do que qualquer outra coisa. Ele é alto, e os ombros são um pouco inclinados; o semblante é magro e de uma aparência morena, por causa da exposição ao sol. Os olhos são grandes e suavemente azuis, e bastante lerdos e concentrados....'. Este judeu [Nazareno] está convencido ser o messias do mundo. [...] esta é a mesma pessoa que nasceu da virgem em Belém há uns vinte e seis anos atrás..."

- O Volume de Archko, traduzido pelos Drs. McIntosh e Twyman do Antiquário Lodge, em Genoa, Itália, a partir dos manuscritos em Constantinopla e dos registros do Sumário do Senado levado do Vaticano em Roma (1896) 92-93.


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segunda-feira, 11 de abril de 2016

ENCONTRO COM JESUS CRISTO



Augusto Cury, psicólogo, psiquiatra e cientista de humanidades, por muito tempo autodeclarou-se ateísta e, como tal, orgulhava-se desse estado.

Pela gloriosa graça de Deus, ele quis dedicar-se à análise em profundidade do comportamento daquele extraordinário e único homem chamado Jesus, como ele se havia nas várias circunstâncias da época, como lidava com as adversidades, com as pessoas e...

Doutor Cury chegou à conclusão de que NÃO É CONCEBÍVEL que um homem comum detivesse tais qualidades tão únicas... Exceto se aquele homem FOSSE EFETIVAMENTE DEUS CONOSCO. Essa é, pois, sua conclusão. 

 Doutor Cury acha-se encontrado em Jesus Cristo de uma forma incomum: por meio dos seus estudos científicos.

sábado, 9 de abril de 2016

A INTELIGÊNCIA DE CRISTO


Augusto Cury, psiquiatra e cientista, conta por que resolveu analisar a inteligência de Cristo e o que essas descobertas revelaram sobre a personalidade do homem que dividiu a história.

Cristo foi o mestre da sensibilidade. Conseguia perceber os sentimentos mais ocultos das pessoas que o rodeavam e, ao mesmo tempo, sabia proteger sua emoção quando as pessoas o frustravam. Ele viveu um ambiente agressivo e estressante, mas era livre, alegre e seguro no território da emoção. Por que Cristo, apesar de ter tido todos os motivos para adquirir depressão e ansiedade, não as teve?

Capacitado para responder essas e outras perguntas sobre a personalidade de Jesus de Nazaré, vista pelo prisma científico, o psiquiatra Augusto Jorge Cury estudou a fundo as reações do Mestre diante das mais diversas situações e lançou a coleção “Análise da Inteligência de Cristo”, dividida em “O Mestre dos Mestres”, “O Mestre da Sensibilidade”, “O Mestre da Vida”, “O Mestre do Amor” e “O Mestre Inesquecível”. Na série literária, o escritor, pós-graduado em Psicologia Social, com pesquisa na Espanha na área de Ciências da Educação, avalia a personalidade humana do personagem que dividiu a história.

Apesar de serem cinco livros com títulos diferentes, o enfoque central de todos eles é a habilidade que Jesus Cristo teve sobre suas emoções, para conduzi-las, organizá-las e dominá-las, quando necessário. Partindo da psicologia, Cury acredita ser Jesus a pessoa mais interessante que já passou por esta terra.

Além de psicanalista, o autor é psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e fundador do Instituto Academia de Inteligência, que promove seminários, cursos e treinamento sobre qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência lógica, emocional e multifocal para empresas, profissionais liberais, educadores, psicólogos e público em geral.

Augusto Cury é também um dos mais conceituados autores de livros de auto-ajuda da atualidade. Entre seus sucessos estão “Inteligência Multifocal” e “Treinando a Emoção Para Ser Feliz”. O cientista também é autor de “Você é Insubstituível”, “Dez Leis Para Ser Feliz” e “Revolucione Sua Qualidade de Vida”. Ultimamente, seu livro “Pais Brilhantes, Professores Fascinantes” circula entre os mais vendidos nas listas das mais conceituadas revistas brasileiras.

Suas obras são lançadas em vários países, adotadas em universidades e utilizadas em pesquisas e teses de pós-graduação em Psicologia, Sociologia e Ciências da Educação.

O que existe de particular na personalidade do homem Jesus Cristo?  Ele era harmonioso, manso, gentil, observador, simples, ousado, feliz, poético e inteligentíssimo. Nunca analisei alguém como Jesus Cristo. Algumas de suas características fogem completamente ao padrão psicológico previsível. Sua personalidade revelava uma sinfonia que rimava nos extremos. Ao prever sua morte, Ele, como qualquer ser humano, devia bloquear sua memória e reagir por instinto, expressando medo e ansiedade. Mas, para espanto da psiquiatria, Cristo abria as janelas da sua inteligência e gerenciava seus pensamentos como ninguém o fez na História.

E quais foram suas particularidades mais marcantes? Na sua natureza humana escondem-se as coisas mais belas e de que mais precisamos: a virtude em suportar infortúnios, o respeito ao direito que os outros têm de agir, a capacidade de superação do medo, a simplicidade, domínio próprio, o diálogo aberto, a capacidade de perceber o belo nas pequenas coisas.

Averigua-se bastante sobre o que Jesus teria feito entre os 12 e os 30 anos, quando iniciou sua trajetória pública. Na sua opinião, o que aconteceu com ele naquele período?  A pergunta é tão complexa que perturbou teólogos e pensadores de todos os séculos. Dos 12 aos 30 anos, Jesus não viajou para outras regiões em busca de conhecimento. Ele ficou nas imediações de Nazaré por 18 anos e, nesse período, investigou, em segredo, o seu próprio ser, analisou suas experiências e as limitações humanas. Ele aprendeu a ser um homem espetacular. Foi o Mestre dos mestres porque soube aprender. Conhecer um fato é diferente de vivê-lo. Como Deus, Ele conhecia a ansiedade, a discriminação social e as aflições humanas, mas nunca as tinha vivido.

Em que momento Ele foi unicamente humano? Jesus tinha aflições humanas quando suas experiências eram totalmente humanas, como cair, alcançar pessoas, ser repudiado, superar sua angústia no Getsemani; mas tinha a certeza divina nas questões que envolviam sua natureza transcendental. Por isso, discorria sobre a superação da morte e sobre a eternidade com uma convicção que deixa perplexo até os mais racionais cientistas.

Cristo era um homem “do povo” e atraía as multidões. Na Bíblia, podemos vê-lo rodeado de seguidores, pessoas interesseiras e até bajuladores, em certas situações. Como Ele lidava com isso? Todo ser humano tem limites, devendo cuidar da qualidade de vida para não prejudicar sua saúde. Costumamos viver extremamente estressados e com diversos sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça e musculares, cansaço. Esses sintomas se devem à tensão diária, trabalho excessivo e responsabilidades sociais. Jesus não era diferente. Todos os dias, pesava sobre ele a responsabilidade de resgatar a humanidade para Deus. Ele era incomodado, discriminado e, ainda por cima, tinha que desculpar e ser tolerante, não apenas com seus inimigos, mas também com seus amigos. Os discípulos não enxergavam seu plano metafísico e freqüentemente discutiam e entravam em disputa. Mas, pelo fato de saber filtrar tais estímulos, além de proteger sua emoção, Jesus tornou-se uma pessoa tranquila, capaz de convidar as pessoas a aprender com Ele a arte da mansidão.

E o que dizer sobre o impreciso assédio feminino? Com respeito à sexualidade, Jesus superou seus instintos porque o amor que fluía do seu ser transcendia ao prazer da sexualidade. Além disso, Ele nunca se encontrava com mulheres em lugares fechados ou isolados, mas em lugares públicos, abertos. Ele amou muito cada ser humano, inclusive as prostitutas, e cuidou para nunca ferisse a consciência de ninguém.

Muita gente, baseada em representações artísticas, acredita que Jesus foi uma pessoa frágil e sofredora. Tal conceito corresponde ao que Ele era? Tenho convicção de que não. Jesus transbordava alegria, gostava de festas. Ao redor de uma mesa, Ele disse belíssimas palavras. Do ponto de vista psiquiátrico, eu não creio que seja possível se ter uma emoção mais alegre, serena e estruturada como a de Jesus Cristo.

O que o levou a escrever a coleção “Análise da Inteligência de Cristo”? Poucas pessoas foram tão longe no ateísmo como eu. Por pesquisar a construção de cadeias de pensamentos e a gênese dos conflitos humanos, eu considerava Deus, bem como Jesus Cristo, como desculpa do cérebro que não aceitava seu fim. Para mim, Deus era um produto imaginário da psiquê, para aliviar sua dor diante das frustrações e perdas existenciais e da inevitabilidade da morte. Mas duas coisas mudaram meu pensamento. Primeiramente, ao estudar exaustivamente o funcionamento da mente humana, descobri que ela tem fenômenos que superam os limites da lógica. Para produzir um pensamento, entramos na memória e em meio a trilhões de opções resgatamos verbos, substantivos e pronomes, sem saber como fazemos. A construção de cadeias de pensamentos não pode ser explicada pelo universo físico-químico cerebral, pelo computador biológico do cérebro. Compreendi que só a existência de um Deus fantástico poderia explicar o anfiteatro da nossa inteligência. O segundo momento foi o estudo das reações, dos pensamentos e das entrelinhas das idéias de Jesus. Compreendi que era impossível que Ele fosse fruto de uma ficção. Nenhum autor poderia construir uma personalidade como a d’Ele, que ultrapassa os limites da previsibilidade psicológica. Amá-lo não é apenas um ato de fé, mas uma decisão de muita inteligência.

É possível fazer tal estudo baseado, exclusivamente, nas informações contidas nos Evangelhos? Os relatos bíblicos não conteriam narrativas com elementos fantásticos demais? Há mais de cinco mil manuscritos do Novo Testamento existentes até hoje, o que o torna o mais bem documentado dos escritos antigos. Muitas cópias pertencem a uma data próxima dos originais. Todos esses dados, somados ao trabalho intelectual produzido pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram de que possuímos um texto fidedigno do Nov Testamento. É necessário imergir no próprio texto e interpretá-lo de maneira multifocal e isenta, tanto quanto possível, de paixões e tendências. Foi o que procurei fazer. Questionei os mais diversos níveis de coerência intelectual dos autores dos Evangelhos e dos textos que escreveram.

Nas suas obras, o senhor fala sobre intenções conscientes e inconscientes dos autores dos Evangelhos, para provar que o personagem Jesus não seria apenas uma criação literária. Quais eram essas intenções? Os autores dos Evangelhos não tinham a intenção de fundar uma filosofia de vida, de promover um herói político, ou construir um líder religioso – nem mesmo criar um homem diante do qual o mundo deveria se curvar. Queriam registrar fatos, mesmo que incompreensíveis, de uma pessoa que revolucionou suas vidas e os ensinou a linguagem do amor. Se os Evangelhos fossem frutos da imaginação literária desses autores, eles não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude vexatória que tiveram ao negá-lo, como fez Pedro. Eles teriam mesmo escondido a angústia de Cristo, que clamava ao seu Pai para que afastasse de si seu cálice.

Jesus tinha uma forma própria de transmitir conhecimento aos seus discípulos. O senhor afirma, em suas obras, que muitos desses pressupostos estão sendo desprezados pelos educadores modernos. Por quê? Estariam ultrapassados? Jesus não enfileirava seus discípulos, mas os fazia sentar ao redor de si e os instigava a desenvolver a arte de pensar. Ele era, sim, um excelente contador de histórias. Usava a arte da dúvida. Através de perguntas sistemáticas, fazia abrirem-se as janelas da mente dos seus discípulos. Atuava nos papéis de memória através de gestos e reações surpreendentes. Essas e outras técnicas psicopedagógicas que Ele usou produziram pensadores, e não servos; homens livres, e não dominados. Jesus mesclava a sua história com a dos discípulos. Ele eliminava todas as barreiras entre eles. Discorria até sobre suas angústias.

Se ainda vivesse, como homem, no meio de nós, como Jesus Cristo seria visto pela psicologia moderna?Nos dias de hoje, as palavras de Jesus não apenas abalariam os alicerces da psiquiatria, mas também das ciências, da educação. Ele deixava atônitas suas plateias. Seus discípulos não tinham cultura, eram agressivos, competitivos, reagiam sem pensar. Ele escolheu a pior estirpe de homens para segui-lo e os transformou não apenas em discípulos, mas na casta mais nobre de pensadores.

Alguns teólogos defendem a idéia de que Jesus não teria realizado milagres ou só teria feito alguns deles, que poderiam ser explicados naturalmente pela ciência. Sem a manifestação de poder sobrenatural, Ele teria conseguido exercer tamanha influência na sociedade de sua época? Analisando as biografias de Cristo, me convenci de que os milagres que Ele realizou não foram eloqüências literárias, nem delírio coletivo, e muito menos ilusão das pessoas que o cercavam. Ele fez coisas inimagináveis. Se Einstein estivesse lá analisando a maneira como Jesus manipulava os fenômenos físicos, teria de rever a teoria da relatividade. Mas Jesus mudou a história da humanidade muito mais pelo seu comportamento do que pelos seus milagres. Por exemplo, quando Pedro o negou pela terceira vez, o Mestre, embora estivesse ferido e mutilado, esqueceu sua dor e fitou-o com um olhar. Pedro disse que não o conhecia e Jesus, com um olhar, revelou que jamais o esqueceria. São esses comportamentos, que muitas vezes passam despercebidos, que revelam uma pessoa surpreendente.

Alguns estudiosos acreditam que Cristo sofria depressão, baseados em comportamentos como o que teve no jardim do Getsemani. O senhor concorda? A depressão é o último estágio da dor humana. Só cabe o seu drama que já a viveu. Jesus não teve depressão no Getsêmani, mas uma reação depressiva intensa que durou horas. Ele antecipou seu martírio e o vivenciou na sua mente. Fez isso para se preparar para suportar o que viria. Ele iria ser espancado, mutilado e crucificado, e mesmo assim teria de agir com mansidão, doçura e perdão, como um cordeiro. Era uma exigência insuportável. O estado de estresse a que estava submetido foi tão violento que ele teve um sintoma psicossomático raríssimo na medicina, chamado hematidrose, que é o suor sanguinolento. Ele sofreu em poucas horas mais do que qualquer pessoa numa grave crise depressiva. Só que, diferentemente da grande maioria das pessoas, inclusive intelectuais e líderes cristãos, Ele não escondeu a sua dor, mas a compartilhou com Pedro, Tiago e João, mesmo sabendo que eles o abandonariam horas depois. Com tal gesto, Ele nos mostrou que não podemos maquiar nosso sofrimento, mas devemos sempre ter alguns amigos para poder dividi-lo. Infelizmente, não poucos pastores, padres, executivos e médicos se calam diante da sua dor, se destroem e até cometem suicídio porque têm vergonha de falar dos seus sentimentos.

No meio evangélico, muito se discute sobre a incompatibilidade entre a psicologia e a fé cristã. Acredita-se que o crente não precisa de assistência psicológica, visto que sua fé em Deus seria capaz de eliminar todos os problemas. Qual sua opinião sobre esse debate? No fundo, todos nós estamos doentes em nossa psique; todos temos transtornos emocionais. Podemos não estar doentes por doenças catalogadas na psiquiatria e na psicologia, tais como a síndrome do pânico, a depressão, o transtorno obsessivo, a fobia social. Mas estamos doentes em nossa capacidade de amar, respeitar, dialogar, tolerar erros, superar a solidão, vencer a culpa, governar nossos pensamentos, gerenciar nossa irritabilidade. Jesus nunca fez milagres na alma, mas somente no mundo físico e no corpo humano. Algumas doenças, como fobias ou conflitos sociais, resolvem-se mais rapidamente; mas outras, como os transtornos obsessivos, que são idéias fixas, têm solução muito mais lenta. Quem não conseguir superar uma doença psíquica através de sua fé deve procurar ajuda, sem medo ou culpa.

Então, qual deve ser o papel do terapeuta cristão? Um bom psiquiatra ou psicólogo não faz milagre na personalidade das pessoas – apenas leva o paciente a usar as próprias ferramentas da sua psique, que foram criadas por Deus, para que ele deixe de ser vítima e passe a ser autor da sua história.

O senhor acredita que o crente tem mais possibilidade de ser feliz? Alguém que pratica a fé tem mais possibilidade de ser saudável e feliz. Alguém que incorpora as características da humanidade de Jesus Cristo transforma a sua vida num canteiro de segurança e liberdade. Mas ninguém tem um jardim sem espinhos, uma estrada sem obstáculos. Não há gigantes na alma humana; todos somos aprendizes e sujeitos a conflitos. Mas quem passa por um conflito e o supera torna-se mais belo interiormente e pode ser mais útil para Deus e para os homens.

Além da coleção “Análise da Inteligência de Cristo”, o senhor é autor de outras obras, como “Revolucione Sua Qualidade de Vida”, na qual analisa diversos tipos de doenças e fobias. Por que livros como esses, que podem ser classificados na categoria chamada auto-ajuda, têm feito tanto sucesso, inclusive no mercado evangélico? À medida que se deteriora a qualidade de vida nas sociedades modernas, as pessoas, incluindo os cristãos, procuram ansiosamente por informações que as ajudem. É isso que promove o sucesso dos livros de auto-ajuda. Embora alguns dos meus livros estejam classificados na categoria de auto-ajuda, eles são de divulgação científica. Valorizo o desenvolvimento do pensamento mais profundo. Cristo foi quem foi por ser mestre em ajudar as pessoas dessa forma. E Ele é muito maior do que nossa religiosidade consegue imaginar.

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