sexta-feira, 29 de outubro de 2010

JESUS CRISTO FOI CONDENADO POR SE RECUSAR A PAGAR OS IMPOSTOS A CÉSAR E O DÍZIMO


Filho de Deus ou anarquista? Ou as duas coisas? Afinal, as afirmações não se excluem. Pelo menos foi a essa conclusão que chegou Vinícius Leôncio, 41, advogado tributarista e estudioso do direito canônico. Durante seis anos, agiu exatamente como um juiz, colhendo provas, se debruçando sobre a Bíblia e inúmeras fontes para entender e provar [Jesus novamente no banco dos réus] que Jesus foi crucificado por se recusar a pagar os impostos a César e o dízimo. Ele só não arrolou as testemunhas por motivos óbvios.

Quando começou suas pesquisas, o advogado tinha um propósito claro: analisar e compreender a clássica frase: “Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” . Ele nega que tivesse a intenção de provar que Jesus havia sido um sonegador de impostos. “Não fui seduzido por tendências pessoais e nem influenciado por meras suspeitas, quer por razões, quer por convicções de natureza religioso ou política”.

Vinícius considera as Sagradas Escrituras nada mais que o Regulamento do Estado Judeu, “um texto absolutamente político, pois contém todas as leis tributaristas, cíveis, criminais, trabalhistas e processuais dos judeus em detrimento às leis reguladoras do amor, que são a essência de Deus. Mesmo com o advento do Novo Testamento, a Igreja Católica atraiu para si a tarefa, privativa da sociedade, de regular o Estado”.

Para o advogado, Jesus dita a nova lei do amor, rompe com a abstenção do trabalho aos sábados, expulsa com violência os comerciantes do templo, questiona diretamente a autoridade da lei ao afirmar: “ A lei e os profetas duraram até João. Desde então é anunciado o reino de Deus e todo homem emprega força para centrar nele”.

Diga-se, de passagem, que Jesus afirmou: “Não penseis que vim trazer paz à terra. Não vim trazer paz, mas espada” [Mt.10:34]. Em outra passagem, Jesus diz: “Vim lançar fogo na terra, e o que mais quero, se já está aceso?” [Lc.12:49]

As conclusões das pesquisas do especialista em direito canônico estão no livro “A Quarta Filosofia – Jesus não Pagou o Tributo” e neste entrevista.

De onde veio o seu interesse pelo direito canônico? O direito canônico regula as relações da Igreja Católica com seus fiéis e com seus membros. É como o direito comum: tem seu código, seu tribunal. Meu interesse se prende ao fato de que o Deus descrito na Bíblia é extremamente complicado. É necessário um intermediário: padres, pastores ou ministros para que o homem chegue a Deus. Esses intermediários, muitas vezes, extorquem as verdadeiras doutrinas contidas nos escritos. O leigo e o aflito ficam mais atentos à grandiosidade das narrativas bíblicas , do que à essência das mesmas. É lindo ouvir dizer que o mar abriu e todo o exército de Moisés passou ileso. Mas, sabe-se que o mar já abriu inúmeras vezes. A meu ver, não se tratou de um milagre. Além disso, Deus é muito financista, só pratica o bem se for remunerado e adorado.

O que vem a ser a quarta filosofia? Até o ano 6 d.C havia três filosofias por entre os judeus: saduceus, fariseus e essênios. Foi quando surgiu a quarta filosofia, representada pelo grupo dos zelotes. Nacionalista , defendia o não pagamento dos tributos a Roma e , inclusive, praticava atos terroristas contra os contribuintes que pagavam o tributo. A quarta filosofia foi instituída por Judas (não o Iscariotes) e tanto os zelotes como Jesus defendiam o fim dos pagamentos dos tributos. Também a condenação Jesus foi exatamente nos mesmos moldes da condenação dos zelotes: crime de sedição, tumulto, agitação política, sonegação de impostos. O primeiro evento público de Jesus foi a realização de uma espécie de congresso que reivindicava a redução da carga tributária.

Por que Jesus foi julgado segundo as leis romanas e não segundo as leis judaicas?
Logicamente porque cometeu um crime previsto nas leis romanas e, portanto, um crime político. A Judéia estava sob controle romano. Quando o crime era de natureza religiosa, a competência para o julgamento era das autoridades judaicas. Se o crime fosse de natureza política, somente competia o julgamento às autoridades romanas. Se Jesus fosse julgado segundo as leis judaicas, despertaria uma inconsolável revolta na população. Era preciso depositar sobre Roma o peso de sua condenação porque assim não haveria uma reação.

Mas, como Roma condenaria Jesus se somente agia em casos de crimes políticos? Através da imputação de um crime político: a sonegação de impostos. Jesus foi preso como agitador, ou alguém que poderia tornar-se o motivo de uma agitação política”, concluiu Maurice Goguel em seu livro “O Processo de Jesus”. “Jesus foi açoitado como um rebelde e depois o crucificaram como traidor a César” , sentenciou Josef Pickl no mesmo livro. “Os evangelhos deixaram bem claro que Jesus foi executado sob a acusação de crime político. As autoridades temiam seu poder político. Ele foi aclamado ´Rei dos Judeus´. Nunca negou o título, que carregou com nobreza até o fim. Não apenas tinha zelo fervoroso de um zelota, mas foi crucificado como um zelota”, afirma William Reuben Farmer.

Explique a frase: “ Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. As autoridades precisavam arrumar uma maneira de incriminar Jesus. Perguntaram a ele se era lícito ou não pagar o tributo a César. Jesus pediu que lhe mostrassem a moeda do tributo, sendo-lhe apresentado o denário, a moeda romana. Ele questionou de quem era esfinge gravada na moeda. “É de César” , responderam. Ao que Jesus disse: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Se Jesus mandasse não pagar o tributo, seria considerado um propagandista de César, o que contrariaria seus seguidores. A resposta de Jesus, de enorme maestria, manda tirar de César o que pertence a Deus, ou seja, ao povo de Israel. Jesus não poderia ter dito povo, por isso disse Deus.

Como um homem que dizia ser o Filho de Deus, uma pessoa que pregava a paz e o amor ao próximo pode ter sido crucificado? Não existe aí algo errado? Embora Jesus tivesse no amor seu fundamento, afirmou que sua missão não era a paz, mas sim a guerra, a discórdia. Quando Jesus tinha aproximadamente oito anos se apresentou ao templo e foi considerado uma criança polêmica em potencial. A pena de morte não era uma medida judaica e sim romana, aplicada em casos de crimes de natureza política. No caso de Jesus, a sonegação de impostos

A conclusão do seu trabalho é de que Jesus se recusou a pagar os impostos cobrados por Roma e ainda os dízimos? Sustente a sua acusação. Quando Jesus pronunciou a frase “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, pretendia, na verdade, que cessasse a cobrança de impostos realizada por Roma. Quando os fiscais abordaram Pedro, perguntando se Jesus pagava regularmente seus impostos, Jesus interrompe o diálogo e pede uma dispensa do pagamento do imposto. Mas para não escandalizar os fiscais, Jesus manda Pedro ir ao mar pegar um peixe, retira-lhe da boca duas moedas de ouro e com elas pagar o imposto. Todavia, peixes com moedas de ouro na boca, era apenas de uma lenda naquele tempo. Jesus, em todas ocasiões, demonstrou uma adversidade impressionante para com os fiscais. Jesus resgatava a honradez de todas espécies de pecadores, mas, quando era um fiscal, tratava-o de uma forma muito diferente.

Jesus se recusou a pagar o tributo (dízimo) previsto na lei judaica. Jesus viu seu povo aniquilado pela miséria causada por excessos tributários, tanto por parte do Império Romano, como pela implacável e lucrativa empresa religiosa judaica. Jesus sabia que as regras constantes no Antigo Testamento eram indignas para o seu povo por prometerem aos defensores das leis aquilo de que o povo mais gosta (salvação e riqueza) e ameaçam, por outro lado, os que as violam com aquilo que ele mais teme (castigo e pobreza). Jesus Cristo veio para romper com todo o sistema.

Podemos concluir que ele foi crucificado por sonegar impostos? Sim, no momento do julgamento os acusadores identificaram os crimes de Jesus para Pilatos , que se negou a julgá-lo, porque os fatos em questão não eram considerados crimes. Todavia, um dos acusadores afirmou que havia encontrado Jesus pregando o não pagamento dos tributos a César. Diante disso, não restou a Pilatos outra alternativa a não ser condená-lo à morte, por crucificação. O Antigo Testamento previa apenas três tipos de pena de morte: apedrejamento, queima e decaptação. A pensa de morte por crucificação não era judaica, mas romana, mesmo porque a palavra crucificação era romana.

O senhor encontrou outras irregularidades quanto ao julgamento de Jesus? Sim, a presença maciça de testemunhas falsas, embora estivessem presentes também testemunhas verdadeiras. Não houve testemunha de defesa. Nem precisava porque Jesus, com o silêncio, confessou. O crime pelo qual Jesus foi acusado, a sonegação de impostos, era um crime de enorme gravidade. Imagine quando César soubesse que, na Judéia, havia um homem defendendo a sonegação de impostos a Roma. O destino de Pilatos, que era o Governador da Judéia , nomeado por César, seria o mesmo que de Jesus. Aliás, poderia nem ser, já que era costume dos imperadores romanos não julgar de imediato os criminosos para que eles sofressem muito aguardando a sentença.

Qual a relação dos apóstolos de Jesus com os cargos públicos. Jesus teria escolhido a dedo seu “ministério”? O grupo era muito eclético. Pode-se dizer que havia quatro empresários: Simão, André , Tiago e João. Dois Guerrilheiros: Simão, o Zelote, e Judas Iscariotes. Judas era o direitor-financeiro do grupo e se havia este cargo é porque havia finanças para administrar. Mateus era um dos principais fiscais de tributos da Judéia. É um equívoco pensar que eram pobres. As traduções da Bíblia, principalmente para o português, pecaram muito. A Bíblia se refere à profissão de José, pai de Jesus, como um humilde carpinteiro, o que não é verdade. Em grego, a palavra “tecton” , usada para se referir à sua profissão, significa construtor e, não, carpinteiro. É a raiz da atual palavra “arquiteto”.

Cite um relevante evento bíblico de natureza tributária. O sonho das sete vacas magras devorando as sete goradas e das sete espigas de milho, é o maior golpe tributário da história da humanidade. José revelou o sonho do faraó, dizendo-lhe que viriam sete anos de fartura seguidos de sete anos de miséria . No primeiro período, deveria se instituir um imposto extraordinário de 20%, para durar somente nos primeiros sete anos de fartura, mas o imposto durou 1.700 anos.

Sem vinculação a nenhuma religião, Vinicios Leoncio estuda a Bíblia há mais de 20 anos, motivado por uma busca pessoal pela reflexão. Leu os originais em aramaico e grego para driblar as distorções do processo de tradução para o português.

Mineiro de Iguatama, é advogado tributarista atuante em Minas Gerais e São Paulo. Já publicou os livros “A quarta filosofia: Jesus não pagou o Tributo”, Editora Futuro, 2008; e “A factoring e o lucro arbitrado”, Editora Futuro, 2008. Vinicios Leoncio se dedica, ainda ao estudo de Direito Canônico. Estudioso do direito canônico afirma que crucificação teve motivação política

INRI NECIS RENASCERE INTEGER RENASCER INTACTO E PURO

A Cruz tem 4 pontas. A Cruz da Iniciação é fálica, a inserção do phalus vertical no ctéis feminino formam a Cruz. É a Cruz da Iniciação que devemos jogar sobre nossos ombros. Devemos compreender que com suas 4 pontas simboliza

4 Pontos Cardeais da Terra
Norte, Sul, Oriente e Ocidente

4 Idades
Ouro, Prata, Cobre e Ferro

4 Estações do ano
4 Fases da Luna

4 Caminhos
Ciência, Filosofia, Arte e Religião

Ao falar dos 4 Caminhos devemos compreender que todos são um só, este camino é o Caminho Apertado, estreito, do Fio da Navalha, o Caminho da Revolução da Consciência.

A Cruz é o hieroglifo antigo, Alquímico, do Crisol (creuset) ao qual antes se chamava, em francês, cruzel, crucibile, croiset. Em Latim, crucibulum crisol, que tinha por raiz crux, crucis, cruz. É evidente que tudo isso nos convida à reflexão.

É no crisol onde a matéria-prima da Grande Obra sofre com infinita paciência a Paixão do Senhor. No erótico crisol da Alquimia Sexual morre o Ego e renasce a Ave Fênix entre suas próprias cinzas: INRI, In Necis Renascere Integer Na Morte renascer intacto e puro.

A Cruz também revela a “Quadratura do Círculo”, a chave do Movimento Perpétuo. Esse Movimento Perpétuo só é possível mediante a Força Sexual do Terceiro Logos. Se a Energia do Terceiro Logos deixasse de fluir no Universo, o Movimento Perpétuo terminaria e viria o desordenamento cósmico. O Terceiro Logos organiza o vórtice fundamental de todo o Universo nascente, e o vórtice infínitesimal do Átomo Ultérrimo de qualquer criação.

INRI NECIS RENASCERE INTEGER RENASCER INTACTO E PURO PODER RENOVADOR

Quem imagina que a sigla INRI foi criada somente na crucificação de Jesus, engana-se. Vemos o uso do mantra INRI secretamente entre os egípcios, os pársis [adoradores do Fogo no Irã e mesmo entre os maias, astecas e incas [o deus Sol entre eles era chamado de INTI, uma variação de Inri]. E entre os judeus pré-Jesus o Inri era entoado secretamente durante certos rituais entre os Essênios e os Ebionitas.

O desenvolvimento da seita Ebionitas vem desde a época do profeta Samuel, século 9º a.C. até o século 2º d.C. Este profeta, que a pedido do povo instituiu a monarquia e proclamou Saul o primeiro rei de Israel, foi o fundador da seita cujo nome significa “Humildes”. Era formada principalmente por jovens intelectuais e visava ensinar por meio de práticas místicas e exemplos. Grandes profetas aí se formaram destacando-se Isaías, Oséias, Miquéias, Habacuc e Amós, entre outros.

Os eleitos que atingiam o último grau, ficavam encarregados de propagar a seita através de ensinamentos, instruindo e moralizando o povo. Reuniam-se em lugares altos, executavam cantos e danças sagradas ao som de harpas, flautas e violinos. O povo vinha em grande número ouvir as músicas, geralmente seguidas de emocionadas prédicas a favor das virtudes, pela justiça e pela verdade.

Os ebionitas também tinham sinais de reconhecimento. As reuniões e trabalhos começavam como em determinadas sociedades secretas. Quando perguntados, “sois ebionita?”, a resposta era “Três me iniciaram, cinco me completaram e sete me fizeram perfeito”. O chefe, mestre, ensinava que esses números eram sagrados desde a antiguidade e que Moisés os usava de forma misteriosa, ao abençoar o povo pelos sacerdotes, seja, uma bênção continha três palavras, uma segunda bênção, cinco, e uma terceira bênção, sete palavras.

Na entrada das reuniões cada ebionita repetia os números 3, 5 e 7, aos quais o mestre respondia: “Filho bendito do nome sagrado, o sublime número 9, simbolizado na verdade, é o último ideal do esforço humano, o símbolo da verdade divina; podes entrar e iluminar-te com as luzes celestes que aclaram esta assembléia de sábios”.

Ao terminar a reunião, o mestre dizia: “Lembremo-nos que somos ebionitas, os mais humildes e modestos servidores de Deus, da verdade e da justiça”. Tinham seus signos e senhas e ainda usavam, tudo indica, quando reunidos, sobre a cabeça uma peça de pano bordado com um quadrado entrelaçado com um triângulo em cujo centro estavam as letras YOD, NUM, RESCH, YOD, que, pelo alfabeto latino se traduz por INRI, dando a entender que eles eram adeptos da Alquimia Crística, da manipulação do Fogo de Pentecostes, do Fogo sagrado que a tudo regenera, especialmente os elementos naturais: Ar, Fogo, Água e Terra.

INRI O FOGO RENOVA INCESSANTEMENTE A NATUREZA

Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador! O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar univer-sos, assim como tem o poder para desintegrar universos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.

Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: INRI, as quais significam: Ignis Natura Renovatur Integram, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.

Agora, creio que estão entendendo por que a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. Sem Inri não é possível que nós nos cristifiquemos

Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima. Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.

Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões. Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.

Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos. É por meio do fogo que podemos nos cristificar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração .

Precisamos encarnar o Cristos Cósmico, o espírito do fogo. Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra... Heru Pa-kroat. Ele é Vishnu. A palavra Vishnu vem da raiz vish, que significa penetrar. Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do Fogo conseguiremos aniquilar o Ego. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro."

domingo, 24 de outubro de 2010

ARCANJO MICKAEL JESUS CRISTO MARIA MADALENA BRASIL

ARCANJO MICKAEL É O CORPO DO BRASIL

JESUS CRISTO MARIA MADALENA
"CONVERSA COM O NOSSO PAI" BRASIL
 QUE ESTÁ EM POSTURA NAMASTÊ
[IMAGEM AVERMELHADA]
LADO DIREITO DO MAPA DO BRASIL

GOOGLE IMAGENS

sábado, 16 de outubro de 2010

SEGREDOS DE MICHELANGELO BUONARROTI NA CAPELA SISTINA


Todos os dias, milhares de turistas visitam a Capela Sistina, no Vaticano, a mais famosa igreja católica do mundo. Independentemente do credo, saem maravilhados - e com uma ligeira dor no pescoço.   Pintados pelo gênio da Renascença Michelangelo Buonarroti (1475-1564), seu teto e altar retratam pelo menos 300 figuras bíblicas. É tudo tão detalhista e tão magnificamente realizado que é preciso um bom guia para identificar os sete apóstolos e cada uma das nove passagens do Antigo Testamento ali representadas.   No centro da composição está a criação do homem, com a marca registrada de todo o conjunto: o momento em que as pontas dos dedos de Deus e de Adão se tocam. Por mais de cinco séculos muitos passaram horas observando esse afresco. E viram mais do que cenas religiosas. Um médico americano, por exemplo, enxergou ai a forma de um cérebro. Agora, dois estudiosos sustentam que Michelangelo fez também insultos à Igreja de sua época por meio de sua obra mais conhecida e inscreveu em meio a essa majestosa glorificação do cristianismo ensinamentos divulgados pela cabala, que responde pela parte mística do judaísmo. São eles o rabino americano Benjamin Blech e o especialista em assuntos judaicos Roy Doliner. Suas revelações estão expostas em minúcias no livro "Os Segredos da Capela Sistina - As Mensagens Secretas de Michelangelo no Coração do Vaticano" (Objetiva), um livro que compete com qualquer obra do escritor americano Dan Brown, autor de "O Símbolo Perdido" e do popularíssimo "O Código Da Vinci".   Muita gente, aliás, tem apelidado as especulações da dupla americana de "O Código Michelangelo", tamanha a lista de mensagens cifradas que eles acreditam ter descoberto no teto da capela. Logo na entrada estaria a primeira charada: o retrato do profeta Zacarias (que traz as feições do papa Júlio II, o contratador de Michelangelo) o mostra sendo "praguejado" pelas costas por dois anjos - a garantia disso é que um deles faz figa com a mão direita e esse gesto seria na época o equivalente ao nosso dedo médio em riste. A animosidade de Michelangelo em relação ao papa Júlio II não é inventada. Sua Santidade praticamente obrigou o artista a aceitar a encomenda de pintar os afrescos, arte que, segundo ele, que se considerava antes de tudo um escultor, não dominava. Imagine, então, se ele a "dominasse".   As especulações mais arriscadas de Blech e Doliner, contudo, acontecem em relação às passagens bíblicas: elas fariam uma defesa veemente dos judeus, na época considerados cidadãos de segunda classe, especialmente por serem acusados pela morte de Jesus Cristo. Ao retratar a luta de Davi contra o gigante Golias, Michelangelo teria mostrado o combate dos guerreiros numa composição que reproduzia uma importante letra do alfabeto hebraico - o caractere conhecido como "guimel", que significa força. O mesmo acontece na cena em que a viúva Judite carrega a cabeça de Holofernes, chefe do Exército helênico, invasor da Palestina. Pode se identificar a forma do caractere "het", princípio feminino do cuidado e da proteção. Outra letra hebraica, "bet" (primeira letra do "Torá", os cinco livros sagrados de Moisés, cuja acepção mais importante é "casa de Deus"), aparece na posição das mãos do profeta Jonas. Segundo os estudiosos americanos, o conhecimento que Michelangelo tinha da cultura judaica viria do contato que ele teve com sábios como Marsilio Ficino e Pico della Mirandola, do círculo do mecenas Lorenzo de' Médici, que recebera o artista aos 13 anos em seu palácio em Florença. Eles eram especialistas na cultura hebraica e teriam passado para o garoto os fundamentos do "Torá", da "Cabala", do "Talmude" e do "Midrash", as quatro formas de explicação dos textos bíblicos. A prova mais cabal da simpatia de Michelangelo por esse povo desgarrado seria a representação de Aminadab, homem de "devoção sincera", com um círculo amarelo na manga esquerda de sua túnica. Trata-se do distintivo de vergonha que os judeus eram obrigados a usar para serem distinguidos dos "bons cristãos" e que mais tarde foi adotado pelos nazistas sob a forma da estrela de Davi.   As especulações mais arriscadas de Blech e Doliner, contudo, acontecem em relação às passagens bíblicas: elas fariam uma defesa veemente dos judeus, na época considerados cidadãos de segunda classe, especialmente por serem acusados pela morte de Jesus Cristo. Ao retratar a luta de Davi contra o gigante Golias, Michelangelo teria mostrado o combate dos guerreiros numa composição que reproduzia uma importante letra do alfabeto hebraico - o caractere conhecido como "guimel", que significa força. O mesmo acontece na cena em que a viúva Judite carrega a cabeça de Holofernes, chefe do Exército helênico, invasor da Palestina. Pode se identificar a forma do caractere "het", princípio feminino do cuidado e da proteção. Outra letra hebraica, "bet" (primeira letra do "Torá", os cinco livros sagrados de Moisés, cuja acepção mais importante é "casa de Deus"), aparece na posição das mãos do profeta Jonas. Segundo os estudiosos americanos, o conhecimento que Michelangelo tinha da cultura judaica viria do contato que ele teve com sábios como Marsilio Ficino e Pico della Mirandola, do círculo do mecenas Lorenzo de' Médici, que recebera o artista aos 13 anos em seu palácio em Florença. Eles eram especialistas na cultura hebraica e teriam passado para o garoto os fundamentos do "Torá", da "Cabala", do "Talmude" e do "Midrash", as quatro formas de explicação dos textos bíblicos. A prova mais cabal da simpatia de Michelangelo por esse povo desgarrado seria a representação de Aminadab, homem de "devoção sincera", com um círculo amarelo na manga esquerda de sua túnica. Trata-se do distintivo de vergonha que os judeus eram obrigados a usar para serem distinguidos dos "bons cristãos" e que mais tarde foi adotado pelos nazistas sob a forma da estrela de Davi.

As especulações mais arriscadas de Blech e Doliner, contudo, acontecem em relação às passagens bíblicas: elas fariam uma defesa veemente dos judeus, na época considerados cidadãos de segunda classe, especialmente por serem acusados pela morte de Jesus Cristo. Ao retratar a luta de Davi contra o gigante Golias, Michelangelo teria mostrado o combate dos guerreiros numa composição que reproduzia uma importante letra do alfabeto hebraico - o caractere conhecido como "guimel", que significa força. O mesmo acontece na cena em que a viúva Judite carrega a cabeça de Holofernes, chefe do Exército helênico, invasor da Palestina. Pode se identificar a forma do caractere "het", princípio feminino do cuidado e da proteção. Outra letra hebraica, "bet" (primeira letra do "Torá", os cinco livros sagrados de Moisés, cuja acepção mais importante é "casa de Deus"), aparece na posição das mãos do profeta Jonas. Segundo os estudiosos americanos, o conhecimento que Michelangelo tinha da cultura judaica viria do contato que ele teve com sábios como Marsilio Ficino e Pico della Mirandola, do círculo do mecenas Lorenzo de' Médici, que recebera o artista aos 13 anos em seu palácio em Florença. Eles eram especialistas na cultura hebraica e teriam passado para o garoto os fundamentos do "Torá", da "Cabala", do "Talmude" e do "Midrash", as quatro formas de explicação dos textos bíblicos. A prova mais cabal da simpatia de Michelangelo por esse povo desgarrado seria a representação de Aminadab, homem de "devoção sincera", com um círculo amarelo na manga esquerda de sua túnica. Trata-se do distintivo de vergonha que os judeus eram obrigados a usar para serem distinguidos dos "bons cristãos" e que mais tarde foi adotado pelos nazistas sob a forma da estrela de Davi.
www.istoe.com.br/

MICHELANGELO SEGREDOS NA CAPELA SISTINA GARGANTA DE DEUS

A representação de Michelangelo da garganta de Deus em um painel de seu afresco na Capela Sistina não combina com um artista tão dedicado ao estudo da anatomia. Agora, os pesquisadores têm uma teoria para explicar o porquê: Michelangelo teria incorporado a imagem de uma haste de cérebro humano na garganta de Deus.
Um dos painéis contém uma imagem estranhamente iluminada e desajeitada do pescoço e da cabeça de Deus. A luz que ilumina o pescoço é diferente da do resto da pintura. Além disso, a barba de Deus é encurtada e parece acumular ao longo dos lados do queixo, e seu pescoço bulboso provocou especulações de que Michelangelo pretendia retratar Deus com um papo, ou com uma glândula tireóide anormalmente aumentada.
Dois investigadores, um neurocirurgião e um restaurador, teriam uma teoria mais lisonjeira. Neste painel, que retrata a Separação da Luz, conforme o livro de Gênesis, Michelangelo teria incorporado uma vista ventral do tronco cerebral.

Usando uma análise digital, eles compararam as sombras da pintura delineando as características do pescoço de Deus com uma foto de um modelo desta seção do cérebro que se conecta com a medula espinhal, e encontraram uma estreita correspondência.

Esta não é a primeira imagem anatômica encontrada escondida nos afrescos da Capela Sistina. Em 1990, um ginecologista identificou um esboço do cérebro humano na Criação de Adão. Entre outros detalhes, ele observou que o sudário em torno de Deus tinha a forma do cérebro, ou da parte superior do cérebro. Uma década depois, outro pesquisador apontou um tema de rim.

Os estudiosos especulam que, por ele ter utilizado o tema do cérebro com sucesso na Criação de Adão quase um ano antes, Michelangelo queria mais uma vez associar a figura de Deus com um cérebro.

hypescience.com

MICHELANGELO SEGREDOS NA CAPELA SISTINA ANATOMIA HUMANA


DEUS E O CÉREBRO
A semelhança entre o corte do crânio e a cena da Criação do Mundo
 já tinha sido estudada, mas não a linguagem do olhar dos anjos


Em 1989, o estudante de Medicina paulista Gilson Barreto visitou a Capela Sistina no Vaticano. Como qualquer turista, o mochileiro de 26 anos queria conhecer os afrescos pintados entre 1508 e 1512 no teto do templo por Michelangelo Buonarrotti (1475-1564), considerados uma das obras-primas da humanidade, então passando por restauração. Passeando os olhos pelo teto magnífico, repleto de querubins, profetas e sibilas, Gilson ficou paralisado diante do sexto painel do vão central, O Pecado Original. 'A pintura mostrava uma artéria aorta disfarçada de tronco seco atrás de Eva', conta. Em seguida, visualizou a estrutura de uma escápula (osso do ombro) escondida sob as vestimentas de um dos antepassados de Jesus, numa área lateral.

Gilson não se preocupou com o assunto. De volta a Campinas, estudou mais anatomia e deparou com um corte de arco aórtico idêntico ao que vira na Sistina - inclusive com as artérias coronárias esquerda e direita -, imaginou que Michelangelo houvesse usado a peça anatômica como evocação figurativa. Afinal, os renascentistas eram fascinados pela anatomia humana e brincavam com as formas.

Gilson concluiu a especialização em cirurgia de cabeça e pescoço. Nesse ínterim, colecionou livros sobre Michelangelo. Em 1990, leu um artigo sobre a descoberta do médico americano Frank Meshberger. Ele demonstrava que, na cena central da Sistina, a famosa A Criação de Adão, o manto de Deus representava um corte sagital do crânio e o cérebro nele contido. No hospital em que trabalha, em Campinas, Gilson passou a usar o afresco para ilustrar suas aulas de cirurgia. Em 2001, o médico leu outro artigo, do nefrologista americano Garabed Eknoyan, o qual demonstrava que Michelangelo pintara um fígado no manto de Deus no painel A Criação de Eva.

VESTE DO CRIADOR
No afresco A Criação de Eva, ocultam-se um segmento
da árvore brônquica [no detalhe] e a peça anatômica
do pulmão esquerdo, fielmente reproduzida no manto

As sinapses se cruzaram no início do ano passado, quando o médico, procurava o slide do afresco na confusão de uma mudança de casa. Foi então que se fez a pergunta que iria desencadear sua descoberta: 'Michelangelo não teria desenhado outras peças anatômicas nos demais afrescos?'. Passou a noite em claro, meditando sobre uma montanha feita de tratados de arte e anatomia. Com o bisturi da curiosidade, dissecou cada um dos 36 painéis. Topou com um tímpano nos joelhos de Jeremias, e assim por diante. Na manhã seguinte, ainda sem fôlego, chamou seu vizinho, Marcelo de Oliveira, livre-docente em Química da Unicamp, para ajudá-lo. Na mesa de café, os dois passaram o dia vasculhando o material. 'Um atlas quase completo do corpo humano caiu no nosso colo: ossos, laringe, pulmão, cérebro, cerebelo, músculos, tendões, sistema arterial e até um corte de pênis', lembra Marcelo. A dupla passou a associar as peças anatômicas de 32 painéis com as figuras que estavam em torno.
CAPELA SISTINA

Chegaram à constatação mais espantosa: os personagens centrais expõem as partes do corpo camufladas pelo artista [em geral, dobras de tecido]; os personagens, centrais ou não, dirigem o olhar para a parte do corpo que é cifrada na cena; as mãos apontam para a peça anatômica oculta; a luz é maior sobre a parte em questão. Tais detalhes dão uma resposta ao mistério dos 'ignudi', os jovens nus dispostos como molduras em torno dos painéis, sobre cuja função os historiadores de Arte não haviam chegado a um consenso. Pois os 'ignudi' cumprem o papel de 'comentadores' da cena. Estava decifrado o que Gilson e Marcelo denominaram 'o código de Michelangelo'. A dupla não perdeu tempo e, para marcar terreno, produziu em poucos meses A Arte Secreta de Michelangelo - Uma Lição de Anatomia na Capela Sistina.

É coincidência a luxuosa edição do livro - em capa dura - chegar nesta semana às livrarias, na ocasião em que o romance O Código Da Vinci, de Dan Brown, atinge o posto de livro mais vendido no país. Nem Gilson se parece com o herói do suspense, o simbologista Robert Langdon, nem Marcelo é um criptógrafo coadjuvante.  A dupla, porém, vive sob um estado de perplexidade: 'Como é que tudo estava lá há 500 anos e ninguém percebeu?', pergunta Gilson. 'É curioso que a faceta de anatomista não tenha sido muito tratada pelos historiadores', pensa Marcelo. 'Preferem crer que Michelangelo era maneirista e se importava pouco com as formas naturais.' Os pesquisadores varreram bancos de dados mundiais para ver se haviam redescoberto a roda, mas acharam só os artigos de Meshberger e Eknoyan - que não chegaram ao código que organizava o conjunto das peças anatômicas. Enviaram uma cópia digital das pranchas para Eknoyan. 'É a melhor notícia que recebo em anos!', respondeu o nefrologista.
 O JUIZO FINAL 
[acima à direita] e gravura anatômica

Eles aguardam que um teórico explique o que levou o artista a produzir esse teatro  anatômico em pleno sanctum sanctorum da Igreja Católica. Luiz Marques, especialista em arte renascentista italiana, se diz cético em relação ao achado, embora ainda não tenha visto o livro. 'Nada permite supor que o artista estivesse imbuído de qualquer conotação extra-artística ou de qualquer esoterismo.' Marques afirma que o 'fascínio pelo tema da mensagem cifrada na obra de arte' revela incompreensão dos enigmas da interpretação de uma obra de arte. Para a professora Tereza Aline de Queiroz, da Universidade de São Paulo, o trabalho altera a visão consagrada sobre Michelangelo. 'Os gestos vistos como maneiristas ganharam nova significação. O pintor parece agora mais renascentista.' Ela se pergunta se a aula de anatomia que teria sido sugerida pelo artista não seria uma velada crítica à Igreja, que ocultava os nus com pinturas de panos.

Outros pensadores e artistas vislumbraram miragens simbólicas nas dobras das vestes de pinturas renascentistas. Sigmund Freud enxergou nas roupas da Virgem de Santa Ana de Da Vinci um indício da homossexualidade do pintor. E há os que usam do recurso para ficção, como Dan Brown. No caso da dupla de cientistas de Campinas, as evidências anatômicas parecem mais conclusivas. 'A comunidade científica e artística internacional deve se pronunciar', espera Gilson. Ele e o parceiro sonham que sua descoberta resulte em consagração. Os céticos podem até duvidar da teoria, mas todos vão concordar em pelo menos um ponto: é uma incrível coincidência.

DETALHES DE ANATOMIA NAS PINTURAS

1- A sibila dirige o olhar para o ombro
2-O querubim aponta para o próprio ombro
3- Os meninos nas colunas examinam seus ombros
4- Existe mais luz no ombro
5- Há mais realce de cor e luz na veste que oculta a peça anatômica
 Peça anatômica, de cabeça para baixo
1- Cabeça do úmero  2- Cavidade glenóide

DETALHE DA OBRA JOEL E A TÊMPORA
1- Extremidade pontiaguda do papel
é igual à do arco zigomático

2- Torção do osso perto do orifício do ouvido
corresponde à torção do papel lido por Joel

3- Os contornos do manto de Joel
correspondem ao contorno do osso temporal

4- A estrutura triangular em que Joel apóia o braço
corresponde ao processo mastóide

5- O nicho escuro abaixo do braço direito
 corresponde ao orifício do ouvido
Querubim aponta para a têmpora de Joel

 revistaepoca.globo.com

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O CÓDIGO DE MICHELANGELO NA CAPELA SISTINA SOBRE O JUDAISMO

No coração do Vaticano, a Capela Sistina é o local de conclave onde todos os novos Papas são eleitos. É sem dúvida a capela mais sagrada no mundo Cristão, e atrai mais de 4 milhões de visitantes por ano. Maior parte conhece-a melhor pelos seus frescos magníficos pintados pelo grande artista do Renascimento, Michelangelo Buonarroti. No entanto, o que se manteve como um segredo pouco conhecido, é que nesta cidadela do Cristianismo jaze provavelmente o maior acto subversivo na história da arte.

Quase nenhum dos visitantes que entra na Capela Sistina se apercebe que estão diante de mensagens secretas embutidas por Michelangelo na sua artística obra-prima. Ficariam certamente surpreendidos por ficar a saber que, na Capela do próprio Papa, Michelangelo empregou mensagens secretas que defendem uma mudança revolucionária nas relações do Cristianismo com o Judaísmo, e que o próprio código está enraizado na tradição Judaica.

Michelangelo tornou-se um fascinado pelo Midrash e pela Kabbalah enquanto adolescente, estudando com tutores providenciados pelo seu protector, Lorenzo de’ Medici. Utilizando o seu conhecimento do Judaísmo e os seus símbolos místicos, mais tarde incorporou mensagens nas imagens pintadas, nas paredes da capela, perigosamente contrárias aos ensinamentos da Igreja. Desta forma, criticou o corrupto líder espiritual da altura, e condenou o fracasso da Igreja no reconhecimento da sua dívida às origens judaicas.

Expressado 500 anos antes da teologia contemporânea mais liberal de João Paulo II e do “Bom Papa”, João XXIII, a descoberta deste código secreto e visões heréticas poderiam ter custado a vida a Michelangelo.

Quem reclamou estas reivindicações primeiramente foi Roy Doliner, um docente judeu e estudante de ciências humanas que liderava excursões à Capela Sistina à cerca de uma década e na altura pareciam incríveis demais para serem verdadeiras. Só depois de partilhar com o Rabino Benjamim Blech a sua pesquisa diligente o convenceu da sua legitimidade.

O Rabino Blech escreveu em conjunto com Doliner o livro “The Sistine Secrets: Michelangelo’s Forbidden Messages in the Heart of the Vatican“, que foi editado [em inglês] este ano. Para delicia dos autores, o livro está já a começar a alterar a forma de interpretação de estudiosos do trabalho de Michelangelo, reluzindo vigorosos, e por vezes quentes debates.

“Da mesma maneira que o trabalho de Michelangelo na Capela de Sistina mudou o mundo da arte para sempre, este livro mudará também a forma de ver e, acima de tudo, compreender o trabalho de Michelangelo” disse Enrico Bruschini, Historiador de arte da Embaixada Americana em Roma e perito principal em Arte de Roma e do Vaticano.

Um verdadeiro homem do Renascimento, Michelangelo estava na filosofia tal como na arte; na teologia Cristã, bem como no misticismo Judaico. No entanto, aqueles que estudaram o seu trabalho no passado geralmente não estavam familiarizados com o largo corpo de conhecimento que o forjou enquanto artista. Maior parte dos estudiosos da Capela Sistina não eram bem versados em Judaísmo e Kabbalah; era impossível para eles decifrar na totalidade as alusões do artista. Combinando a bolsa de estudos das respectivas áreas dos autores, o docente e o rabino ortodoxo, conseguiram descortinar segredos à muito enterrados nos frescos de Michelangelo.

Desde o principio, Michelangelo tinha uma agenda pessoal diferente da do seu protector. Em 1508, sabemos que o Papa Julio II ordenou Michelangelo de voltar a engessar e pintar o tecto esmigalhado da Capela Sistina, um trabalho humilhador na altura para qualquer grande artista, em especial Michelangelo, que detestava pintar e vivia somente para esculpir. O Papa deu-lhe um desígnio simples, um plano padrão e banal de Jesus e Maria nos dois extremos do tecto, rodeado pelos Apóstolos e um design comum de formas geométricas no centro. O artista recusou, e lutou com o Papa que, doente e distraído, finalmente o deixou desenvolver o seu próprio plano.

Imaginem a surpresa do Papa e restantes quando, completado o projecto foi desvendado quatro anos e meio mais tarde. Noventa e cinco porcento da Capela foi adornada com herois e heroinas da Biblia Hebraica. O restante foi preenchido com sibilos pagãos e meninos nus.

Nos 1115 metros quadrados do maior fresco do mundo, não havia uma única figura Cristã. O único aceno aos Evangelhos – e uma das formas que Michelangelo conseguiu salvar a sua vida e trabalho – foi uma quase imperceptível serie de nomes dos antepassados judeus de Jesus que nem sequer aparecem em ordem cronológica. Porque queria Michelangelo desobedecer ao Papa desta forma?

Michelangelo tinha um intuito escondido: lembrar a Igreja que as suas raízes estavam baseadas na Torah dada ao povo Judeu. Esta perspicácia que inseriu ao longo do seu trabalho, está somente agora a receber a devida atenção no estudo contemporâneo. Está a aparecer também na imprensa popular. A revista “Time”, no artigo de 24 de Março (versão americana) que é dada capa “10 ideias que estão a mudar o mundo”, anotou que os estudiosos chamam agora a Re-Judaização de Jesus como a ideia mais poderosa no campo da religião.

Os frescos de Michelangelo enfatizam a universalidade de Deus e o parentesco de todo o género humano começando a narrativa pictórica com a história da Criação de Genesis, não com o nascimento de Jesus. A uma Igreja que orou “exclusionismo” e deu ênfase ao Amor Divino por um só número limitado das crianças dele, Michelangelo enfatizou tolerância de todas as fés, até mesmo os judeus menosprezados do seu tempo.

Um fresco que exemplifica esta ideia é o retrato de Aminadab, pai de
Nachshon que aparece sobre a área elevada onde o Papa colocou o seu
trono. Estudantes hebreus sabem que o significado do nome hebreu de
Aminadab, “do meu povo, um príncipe.” Mas a Igreja interpreta "principe
dos Judeus" para se referir diretamente a Jesus. Michelangelo posicionou
Aminadab, "Principe dos Judeus"  como substituto para o próprio Jesus.

Esta é uma das figuras extremamente raras pintadas por Michelangelo sentado perfeitamente direito, olhando em frente, um sinal pelo artista que a figura é, realmente, notável. Além disso, um círculo amarelo luminoso, um anel de pano cosido sobre um artigo de vestuário aparece na parte superior do braço esquerdo de Aminadab. (Este detalhe não foi revelado para as audiências modernas até que os frescos fossem restabelecidos em 2001.) Este remendo exibe o distintivo de vergonha forçado nos judeus de Europa pelo Quarto Conselho de Lateran em 1215 e na Inquisição durante o Século XXV. Aqui, directamente em cima da cabeça do Papa, o Vigário de Cristo, Michelangelo estava a lembrar a Igreja que Jesus era um judeu. Ele condenava a mesma pelo tratamento vergonhoso para com os judeus, de quem nasceu Jesus.

Esta era uma declaração corajosa. As mensagens veladas dele foram pintadas no momento em que o Talmud e outros textos sagrados judaicos eram queimados por toda a Europa, a Inquisição operava em força total e o povo Judeu há pouco havia sido expulso de Espanha em 1492. Michelangelo teve a coragem para desafiar o tribunal papal, enquanto perguntava por via dos símbolos da sua pintura: “É assim que se trata a família de Nosso Senhor?”

O desprezo de Michelangelo pelo tratamento da Igreja para com os Judeus mais adiante foi insultar o próprio Papa com o gesto quase imperceptível de Aminadab. Quase escondido na sombra, este substituto para Jesus está subtilmente a fazer os com os dedos que apontam para baixo para a mesma mancha onde o pálio cerimonial ricamente bordado do Papa Julio haveria estado, por cima do trono papal.

De forma um pouco semelhante, num outro fresco colocado em cima do portal da capela original pelo qual Papa Julio entrou, Michelangelo descreve o profeta Zechariah com a própria face do papa.

No simbolísmo dos frescos da Capela Sistina, em vez de vergonha e perseguição, inclusão e reconhecimento do Favor Divino estão as qualidades que Michelangelo defende para o tratamento da Igreja para com os Judeus. Temos até uma indicação mais poderosa do filo-semitismo de Michelangelo no trabalho posterior dele, “O Último Julgamento.”

Nele, posa um anjo dourado cabeludo vestido em vermelho diretamente em cima da cabeça de Jesus e aponta para dois homens dentro de um grupo conhecido como as “Almas Íntegras”, uma colecção de figuras que representam aqueles que privilegiaram passar a eternidade num estado de felicidade com Jesus como recompensa pelas suas ações na terra. Michelangelo retrata ambos estes homens como Judeus, um ato potencialmente blasfemo.  Esta figura fala a outro Judeu mais velho enquanto aponta para cima, indicando o unicidade de D’us. A outra figura usa um chapéu amarelo da vergonha; durante o século XIII, a Igreja ordenou os homens Judeus na Itália usar tais chapéus em público. Em frente às duas figuras, uma mulher, o cabelo dela recatadamente coberto, sussurra na orelha de uma mocidade nua antes dela. A juventude assemelha-se ao jovem tutor de Michelangelo, Pico della Mirandola que possuiu a maior biblioteca de Kabbalah no mundo e que ensinou ao jovem artista segredos do misticismo judaico que infundiu dentro dele um respeito duradouro pelo povo Judeu.

Concedendo aos judeus um lugar no céu com Jesus, no século XVI, Michelangelo tomou uma posição então blasfema num assunto que ainda provoca um debate aquecido entre os Cristãos no século XXI. A representação dele que concede claramente Favor Divino infringiu a doutrina oficial da Igreja que manteve que os judeus nunca podem esperar ter uma recompensa Divina.

Michelangelo definiu génio como “paciência eterna”. Neste ano, o 500º aniversário de Michelangelo que começa com o trabalho dele no teto da Capela Sistina, o seu “código” foi finalmente descoberto e dele pode ser vista a perspicácia, engenhosamente escondida no seu trabalho.

Artigo gentilmente enviado por Samuel Levy, baseado no escrito original do
Rabino Benjamin Blech na revista “World Jewish Digest”. Tradução e edição
em português: Marco Moreyra

mordecaizvi.blogs.sapo.pt

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

JESUS CRISTO TERAPEUTA PLENO

Sempre que alguém me procura para tornar-se um terapeuta, insisto em informar o caráter ecológico, milenar, essencial, ético e libertário dessa escolha. Também aponto, principalmente a quem é um buscador que este é o convite do Mestre Jesus: Seja um curador energético de corpo e alma. Jesus era um terapeuta e te pede sempre para compartilhar deste ideal. Digo que não só esse Mestre curava. A maior parte dos iluminados, vivos ou não, são terapeutas.

A palavra terapeuta, de origem grega, indica pessoas que curavam, geralmente com as mãos, numa abordagem holística, total e integral. A palavra terapeuta em aramaico significa saber e cuidar. Saber de si mesmo e cuidar do planeta e do próximo. O terapeuta leva paz ao cliente, daí o nome paz-ciente. Esta é a missão, isso é o que a existência espera do curador.

“E quando andares por terras estranhas cure os que estiverem feridos, pois o mal não é o que entra e sim o que sai da boca do homem”. (Jesus de Nazaré)

Os terapeutas, desde milênios, além de levarem a paz tinham um contato profundo com o paciente e estimulavam a sua própria capacidade de cura. Eram atenciosos, carinhosos e, provavelmente como você que lê esse texto, se dedicavam a esse nobre ideal.

Jesus era um rabino e foi iniciado na seita judaica dos Essênios, conhecidíssimos como extraordinários terapeutas e um povo que incansavelmente buscava justiça no mundo.

Em hebraico, língua utilizada pelos essênios, a palavra cura é teraf (mesma raiz de terapeuta), a qual significa soltar os nós, abrir, deixar aberto o paciente, aquele que busca estar consciente da sua paz.

Jesus não só foi um dos maiores e mais conhecidos terapeutas curadores, como abria a confiança na cura: “É você quem está se curando”. Apontava na direção de levarmos o amor a todos: “Ama teu próximo como a si mesmo”.

Como terapeuta você aprende a inspirar-se em São Francisco de Assis a respeitar não somente o ser humano, mas toda a Natureza. “Aqueles que têm olhos que vejam”.

Meu mestre Osho sempre dizia que “o planeta  precisa de terapeutas”. De nada adianta esperar que os pseudos “dirigentes” façam algo. Depende de nós e a tu fazer a diferença.

No livro “O Espírito da Saúde”, de Lise Mary há este texto de Jean-Yves Leloup sobre Jesus e os terapeutas, de uma beleza rara:

“Inicialmente os Terapeutas de Alexandria cuidavam do corpo. Nos Evangelhos muitas questões são colocadas sobre este momento da imposição das mãos. A importância da mão através do tocar, através da simples imposição, deixando passar através dela a energia da cura. Jesus é um terapeuta que tem mãos e pede a seus discípulos que imponham as mãos sobre os doentes. Na tradição dos Antigos há um texto que também é encontrado no Evangelho de Tomé, o qual nos diz que temos uma mão na nossa mão. E esta é uma palavra da qual precisamos nos lembrar quando acompanhamos um paciente. Porque temos a nossa mão, com o seu conhecimento e a sua competência, mas através dessa mão flui a grande mão da vida.

Jesus cuidava também dos pacientes através de sua saliva... Jesus trata os pacientes com suas mãos, com sua saliva e também com suas lágrimas...

... Quando Jesus despertava, naqueles que encontrava, o coração de pedra, ou um coração fechado pelo medo e pela recusa, este coração se liquefazia no amor. Por isso dizemos que Jesus era um Terapeuta no sentido físico do termo.

Jesus era também um Terapeuta da alma e da psique. Ele transformava as pessoas em seres capazes de perdão. Esta é a própria função do terapeuta. Diante de alguém que está fechado em suas memórias e fechado no encadeamento de causas e efeitos de seus atos, é preciso recolocá-lo em marcha na direção da vida.

Esta é uma bela tradição das bem-aventuranças e, em hebraico, pode-se traduzir bem-aventurado por "Em Marcha!", como tão bem o fez André Chouraqui.

"Em marcha os humilhados do Sopro!...
Em marcha os humildes!...
Em marcha os famintos e sedentos de justiça!"

O ensinamento de Cristo é um convite à caminhada, a ir mais longe, a não se fechar no destino da dificuldade, no destino social. Trata-se, pois, de reabrir a nossa capacidade de ir mais longe.

Jesus é também terapeuta no sentido espiritual do termo, no momento em que ensina seus discípulos a orar. Orar não é recitar preces, mas entrar em relação e em intimidade com a própria fonte do seu ser.

Então Jesus mostrava-se Terapeuta ao ensinar que pela prece o homem podia religar-se à sua fonte. Sabe-se que muitos sofrimentos ocorrem porque o homem se sente cortado da fonte do seu ser, cortado do seu desejo essencial, cortado do desejo essencial da vida que corre através dele. Quando ele se religa a esta fonte, a cura pode ocorrer. Esta cura ocorre também na comunidade, cada um na religião que é a sua, através do provar de sua própria fonte.”

JESUS CRISTO TERAPEUTA HOLÍSTICO

DESCOBERTO UM FRAGMENTO DO EVANGELHO
ENTRE OS DOCUMENTOS DO MAR MORTO

Um evento de uma importância histórica sem precedentes acaba de se dar, quando o papirólogo alemão Carsten Peter Thiede identificou entre os documentos encontrados na gruta 7 de Qumran, o mais antigo fragmento do Evangelho, no caso o evangelho de Marcos. Mais precisamente se trata dos versículos 52-53 do capítulo 6 deste evangelho. Outra papiróloga, a mais conceituada, confirma em caráter definitivo esta descoberta. Thiede foi mais além; examinou três fragmentos de um códex conservados na Universidade de Oxford, do evangelho de Matheus, capítulo 26, e os fez examinar pelo processo do Carbono 26, afim de determinar a sua idade que foi fixada no início do primeiro século da nossa era, em torno de 40 e 70dC. Como este manuscrito é escrito em forma de livro, isto indica que o evangelho é bem mais antigo pois os originais eram apresentados sob a forma de rolos. Além disto o conteúdo dos evangelhos se referem ao templo antes da destruição, isto é, mesmo antes de 41, isto é, a época de Herodes Antipas citado pelos evangelistas que ignoram totalmente Herodes Agrippa, rei da Judéia de 41 a 44dC, enquanto que o primeiro é situado entre 22 e 29dC.

Claude Tresmontant, da Sorbonne, defende a tese de que os evangelistas, foram contemporâneos de Jesus e verdadeiros repórteres da sua existência. Esta tese derruba a tese da teologia oficial segundo a qual os evangelhos foram escritos muito tempo depois da morte de Jesus. Estas descobertas reforçam ainda mais a versão histórica da existência de Jesus.

Muito mais que isto; a descoberta integra Jesus à história de Israel. Pois como se sabe, a Escola dos Essênios era uma das correntes religiosas de Israel, ao mesmo título que os Saduceus e Fariseus. O seu mosteiro se situa à beira do Mar Morto em Qumran. Foi perto de lá que, em 1947, um beduíno de uma tribo nômade encontra dentro de grutas o que é conhecido hoje como os documentos do mar morto. Até agora, estes documentos continham entre outros, trechos do antigo testamento. Isto provocou grande entusiasmo nos meios religiosos judaicos, pois são os mais antigos documentos da Bíblia, sem os Evangelhos. Até. Agora inexistia prova histórica de qualquer ligação ou conhecimento de Jesus pelos praticantes da religião judaica da época.

A presença do evangelho junto aos documentos do Mar Morto, confirma o conteúdo dos Evangelhos, segundo os quais Jesus era filho de Judeus e era Rabino. Aliás, nos próprios documentos do Mar Morto, é descrita a existência, uns 100 anos antes da nossa era, de um mestre essênio, chamado o "Doutor dos Justos", e que teria sido torturado pelos Romanos. Este fato levanta a hipótese de que Jesus teria sido também um mestre essênio. É uma conjectura plausível. Entretanto seria mais provável que João Batista tenha sido iniciado ou feito parte dos Essênios, já que os documentos do Mar Morto descrevem o baísmo como um dos seus rituais. Seria mais razoável admitir que Jesus tenha sido iniciado pelos terapeutas, descritos por Filon de Alexandria. Vamos descrever a seguir esta escola dos terapeutas que Filon relatou depois de falar da vida dos Essênios. Depois examinaremos a hipótese de Jesus com Terapeuta.

As palavras terapia e terapeuta fazem parte do nosso vocabulário corriqueiro; terapia é o processo de cura enquanto um terapeuta é a pessoa ou o agente de cura. O dicionário Aurélio define a terapêutica como "parte da medicina que estuda e põe em prática os meios adequados para aliviar ou curar as doenças".

Na sua origem os terapeutas não eram médicos; eram membros de uma escola judáica, o mesmo título que o dos Essênios, que existia antes e durante a época de Jesus. Era espalhada em várias regiões do mundo, sendo o centro mais expressivo situado no Egito, em Alexandria. A sua vida é descrita pelo filósofo e rabino grego, Filon de Alexandria cuja tradução em português com comentários está sendo publicada pela Editora Vozes a partir do livro de Jean-Yves Leloup intitulado "Cuidar do ser". Pois é disto que se trata; eles cuidam do ser. Filon os descreve como sendo filósofos cuja profissão é superior a dos médicos pois a medicina comum às cidades daquela época "só cuida do corpo, enquanto a outra cuida também do psiquismo (psukas), preso por estas doenças penosas e difíceis de curar que são o apego ao prazer, a desorientação do desejo, a tristeza, as fobias, as invejas, a ignorância, o desajustamento ao que é e a multidão infinita das outras patologias (pathon) e sofrimentos". Eles se aproximariam mais dos nossos psicoterapeutas se não fosse o seu alto grau de desenvolvimento e evolução espiritual que faz deles seres plenos de aspiração divina, de lucidez de desapego completo por bens materiais e de "entusiasmo" que os leva a uma vida contemplativa, porém com prudência e sabedoria.

Tudo indica que a etimologia da palavra terapia se encontra além do grego, na língua hebraica. Quem levanta esta tese é um rabino contemporâneo Marc-Alain Ouaknin que acaba de publicar uma introdução à meditação hebraica. O autor nos mostra que a palavra hebraica Teroupha significa cura; Ele ressalta a analogia fonética entre Terapia e Teroupha, e consagra um capítulo inteiro sobre este assunto. Através de uma análise fonética mais aprofundada, que não cabe aqui, este rabino faz um paralelo com a psicanálise, mostrando que uma das interpretações dadas é desligar a palavra presa por não ter mais espaço para se expressar, o que dá origem a neurose e o conseqüente sofrimento. Se trata de desatar um nó.

Assim sendo, podemos constatar que já na época de Alexandria havia uma distinção entre medicina do corpo e medicina psicossomática e espiritual. A história se repete...

Uma das perguntas que podemos nos fazer é referente à semelhança entre a prática de cura de Jesus e a contemporaneidade da Escola dos Terapeutas. Terá sido Jesus formado nesta escola judaica? Era Jesus um Terapeuta? É o que vamos examinar a seguir.

Há certos pormenores essenciais a respeito da vida de Jesus e da sua origem que foram um tanto relegados ao esquecimento por razões que não cabe discutir aqui; me refiro particularmente ao fato de que Jesus era judeu e considerado como rabino pelos seus discípulos. O seu nome era judaico, Yeshoua Ben Iossef; a sua mãe Maria se chamava na realidade Míriam.

Dentro deste contexto pode melhor entender a vida de Jesus e fazer algumas hipótese plausíveis a respeito da sua formação e influências recebidas neste misterioso período entre a sua adolescência e maturidade. O nosso objetivo aqui é examinar a hipótese que nos ocorreu há muito tempo quando lemos a primeira tradução da obra de Filon de Alexandria intitulada como já o vimos: Os Terapeutas.

A nossa hipótese é de que Jesus, entre outras influências possíveis, foi iniciado pelos Terapeutas, cuja maior escola se encontrava no Egito, em Alexandria. Vamos enumerar os fatos que nos levam a emitir esta hipótese. É claro que o espaço de um artigo não é suficiente para uma ampla demonstração da plausibilidade de nossa hipótese. Pessoas mais competentes poderão fazer de modo mais adequado; é o nosso voto.

Jesus era contemporâneo da Escola dos terapeutas pois era contemporâneo de Filon de Alexandria. Filon nasceu entre 20 e 10 antes da nossa era e morreu entre 39 e 40 depois do início da nossa era.

Os pais de Jesus tinham relações com Judeus do Egito, já que é para lá que se refugiaram com o menino ameaçado de morte pelo governador romano. Seria bastante razoável que, diante das capacidades espirituais e da sabedoria precoce deste menino que surpreendeu os rabinos, os pais tenham sido aconselhados pelos mesmos rabinos a se aperfeiçoar nos Terapeutas.

Jesus de fato curava e mesmo realizava curas vistas como milagrosas. Uma das sua últimas recomendações para os seus discípulos foi de curar pelas mãos. É o único carisma que ele recomendou desenvolver. Ora sabemos hoje, através da observação de pessoas que possuem o dom de curar, que elas fazem isto em estado de amor; isto é, que o que realmente cura, é a energia amorosa. O artigo 12 do tratado de Filon de Alexandria diz textualmente: "Os que se tornam terapeutas não os fazem movidos pelo hábito nem pela exortação ou solicitação de outrem, mas num impulso de amor divino".

Aliás toda a vida dos Terapeutas está cheia de semelhanças com o que Jesus recomendava, a tal ponto que os Padres do Deserto e Orígenes se inspiraram desta escola, considerada também como a fonte ou origem dos monasterios hesychastes da Igreja Ortodoxa.

Entre os ritos figuram danças sagradas, tais como existiam e são descritos no antigo testamento no tempo de Moisés. Homens e mulheres cantavam e dançavam louvores ao Eterno, ao Ser. Existe um texto apócrifo de João descrevendo Jesus dançando com os seus discípulos antes da sua despedida.

Mesmo se a nossa hipótese não for confirmada, restará o fato de que Jesus foi um grande Terapeuta, pois além de cuidar do sofrimento físico alheio, procurou realizar a Terapia de toda a humanidade, através da sua constante recomendação de alcançar o nível Transpessoal da consciência que ele chamava de "Reino do Pai". E para alcançar este reino, um mandamento bastava: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".