segunda-feira, 24 de maio de 2010

HIEROFANTE JESUS CRISTO

Antes de fazer dois pequenos extratos da citada obra, vou dizer quem foi Roerich, de acordo com Ricardo Rojas, em seu prólogo: Conheço a extraordinária personalidade de Nicolau Roerich, sua inquieta vida de viajante de vários continentes, sua origem russa, sua aclimatação americana, sua obra de pintor, de pensador e de educador, que fazem dele uma das mais singulares figuras do mundo internacional contemporâneo. Para honrá-lo e para dar ao seu vigoroso espírito um instrumento de ação, erigiu-se em Nova York o magnífico Museu que leva o seu nome e que tem nas principais nações membros honorários, da estirpe de Bernard Shaw, na Inglaterra, de Zuloaga, na Espanha, e de Rabindranath Tagore, na India.

Isto dito e deixando aos leitores o trabalho de comparação, passo, sem comentários, aos seguintes e interessantes trechos do seu livro:

Em Srinagar, ouvimos pela primeira vez acerca da visita de Jesus Cristo ao lugar. Depois, vimos quão amplamente difundida na índia, no Ladak e na Ásia Central é a viagem de Jesus Cristo a esses países, durante sua larga ausência de que fala o Evangelho. Os muçulmanos de Srinagar nos contaram que o Jesus Cristo crucificado, ou Issa, como o chamam, não morreu na cruz, só desmaiou. Seus discípulos raptaram seu corpo, esconderam-no e o curaram.

Posteriormente levaram-no para Srinagar, onde doutrinou o povo e ali viveu. O túmulo do Mestre se acha nos alicerces de uma casa particular e se conta que existe lá uma inscrição dizendo que, naquele lugar, foi enterrado o filho de José. Narra-se que perto da sepultura se dão curas milagrosas e que o ar está saturado de aromas. Dessa forma os crentes de outras religiões desejam ter o Cristo consigo, (p. 26)

Este outro trecho concorda com o anterior e com a narrativa de Notovitch. Ei-lo: -Em Leh, encontramos novamente acerca da visita de Jesus Cristo a esses lugares. O chefe hindu dos correios de Leh e vários ladakis budistas nos contaram que nesta cidade, não longe do bazar, ainda existe uma lagoa na margem da qual se erguia uma velha árvore à cuja sombra Jesus Cristo pregou ao povo, antes de sua partida para a Palestina. Ouvimos também outra lenda de como quando jovem, chegou à índia em uma caravana de mercadores e como foi aprendendo a suma sabedoria dos Himalaias.

Ouvimos várias versões que se difundiu amplamente pelo Ladak, Sinkiang e Mongólia, mas todas concordam em um ponto: que, durante o tempo de sua ausência, Jesus Cristo esteve na índia e na Ásia. Não importa como e de onde proveio a lenda; talvez seja de origem nestoriana, mas notável é que a ela se referem com absoluta sinceridade, (pp. 31-2)

Aqui me detenho para passar a outra notícia concordante, mas de origem extra-humana, isto é, espiritual. Trecho do livro Herculanum, ditado pelo espírito do conde J. W. Rochester à médium Sra. W. Krijanowsky, na França, edição da Livraria da Federação Espírita Brasileira, 1935. Quem fala é o espírito do excenturião romano Quirinus Cornelius (anteriormente Allan Kardec, sacerdote, druida, depois João Huss, padre da Boêmia), em resposta à pergunta de Caius Lucilius (depois conde de Rochester, à própria entidade comunicante):

Onde é que Jesus, de origem tão humilde, adquirira o grande saber e a eloquência com a qual escravizava os corações?A sua origem divina manifestou-se do berço, justamente por urna sabedoria que ultrapassava a sua idade e isso em todas as fases de sua vida. Entretanto, eis o que ouvi a respeito. Depois daquela conversa com o Mestre, tive o ensejo de, por intermédio de um dos discípulos, travar diálogo com um judeu rico e ardoroso adepto da nova doutrina, a propósito desta mesma pergunta que ora me fazes.

Pois bem, esse homem me contou que o Mestre, ainda criança, foi a Jerusalém durante a Páscoa, e, tendo por acaso se intrometido entre os doutores, a todos surpreendeu por suas dissertações e raciocínios, inconcebíveis na sua idade. Entre esses doutores, encontrava-se um velho rabino de Alexandria, abastado e sábio homem, que se interessou pelo menino precoce e veio a proporcionar-lhe, mais tarde, uma viagem àquela cidade, a fim de se instruir, viajou pela Índia e só regressou à Galileia dois ou três anos antes de começar a sua predicação.

Sendo, acima de tudo, muito discreto, nenhum dos seus discípulos conhecia os pormenores da sua vida nesse período que passou longe da pátria. Sua mãe, que não poderia ignorá-la, também se conservou muda a respeito. Esta narrativa, que concorda com as anteriores, também compartilha a idéia das que seguem.

II - Nota n° l, da obra La Sorcellerie dês Campagnées, de Charles Lancelin, autor de LOccultisme et Ia Science e La Vie Posthume.

Jesus Cristo foi um iniciado nos mistérios do Egito. encontro uma prova inegável disso em um erro de tradução, evidentemente proposital, que fizeram sucessivamente todos os tradutores oficiais do evangelho de Mateus, no versículo 46 do capítulo XXVII, deste autor, está assim: "E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: 'Eli, Eli, lamma sabachthani?; isto é, 'Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?'".

Todos os manuscritos gregos transcrevem como seguem estas quatro palavras hebraicas: Eli, Eli, lamma sabachthanfl. Esta transcrição é unânime, pode-se, portanto, considerá-la absolutamente exata. Ela deve ser tanto mais exata por não apresentar nenhuma dificuldade e ser, por sua vez, substituída pelo hebraico em que, letra por letra, escreve-se (o hebreu não tem vogal) desta maneira: LI, LI, LHM ShBHh TbNI. Ora, a tradução desta frase não é "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?", mas ''Meu Deus, meu Deus, quanto me glorificais!".

Esta frase era precisamente (com a única diferença proveniente da adaptação da idéia a uma outra língua) a fórmula que terminava nos mistérios do Egito a prece de ação de graças do iniciado: numa palavra, ela era sacramental e fazia parte de ritos misteriosos. Vejo na tradução oficial um contra-senso proposital, porque as edições que contêm esta passagem não deixam de enviar o leitor ao Salmo XII (XXI de certas traduções), versículo I, que é: "Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! Por que me abandonastes?".

A tradução deste versículo do Salmo é, com efeito, exata, porém o texto é muito diferente do de Mateus; traz LI, LI LMHhZHThNi (ou acrescentando a transcrição dos pontos massoréticos: hazabattva-ní), fazendo o leitor observar que não se deve confundir o Hh do primeiro texto com o Hh do segundo, pois, no primeiro caso é um Hheth, aspiração gutural muito forte que o grego substituiu por Chi, quando no segundo texto é um Agin, outra aspiração muito forte. Para representar estes sons guturais das línguas semíticas, o alfabeto latino oferece uma só letra: o H, para as aspirações fracas e Hh para as aspirações fortes.

Ora, a que homem de bom senso pode-se fazer crer que, entre todos os hebraizantes oficiais que estudaram estes textos, não houvesse um só para fazer o simplicíssimo trabalho que acabo de apresentar ao leitor e, por conseguinte, desvendar o erro? Donde deriva ele? Simplesmente disto: na época em que o evangelho de Mateus foi traduzido para o grego, por São Jerônimo, esta fórmula ritual era conhecida pelos padres contemporâneos, pois ainda existia bom número de iniciados hierofantes. Dar a tradução exata seria classificar Jesus Cristo, "ipso facto", entre os iniciados do Egito.

Isto é tão verdadeiro que, embora tenha existido, ou ainda com certeza exista nas câmaras secretas da biblioteca do Vaticano, nunca nos apresentaram o texto original hebraico de Mateus, e que São Jerônimo, depois de se ter servido dele para firmar sua própria tradução (que, na realidade, era uma adaptação muito abreviada), depois de nos ter dado, do texto que ele próprio fez, a tradução errada, atualmente em voga, trata de heréticos todos os outros comentários que não os seus e denuncia como heréticas todas as seitas cristãs ebionitas, gnósticas, cabalistas, cevirtas etc., que se serviram do livro original hebreu de Mateus. Contudo, não se deve procurar a razão desse ostracismo no fato único que acabo de estudar, mas também nessa outra causa que o livro de Mateus provava a existência, no ensino crístico, de uma doutrina esotérica secreta que só devia ser conhecida de certos iniciados

III - Citação do livro Cristianismo Místico, do Yogi Ramacharaka, edição do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, 1926, p. 79-831.

Escreve Ramacharaka que, se não me engano, é o ocultista inglês William Walker Atkinson: -Lendas e tradições de organizações e irmandades místicas e ocultistas nos dizem que, depois do acontecimento do Templo, onde os pais o encontraram no meio dos doutores, aproximaram-se de Jesus Cristo membros da organização secreta a que pertenciam os magos e fizeram maravilhoso desenvolvimento espiritual e tão admirável compreensão intelectual de assuntos gravíssimos. Depois de longa e séria consideração, os progenitores de Jesus Cristo consentiram que ele seguisse o plano dos magos e permitiram-lhes levá-lo consigo para a sua terra e seus retiros a fim de receber ali as instruções que a sua alma anelava e para as quais a sua mente estava preparada.

É verdade que o Novo Testamento não corrobora essas lendas ocultistas, mas igualmente é verdade que nada diz de contrário; passa com o silêncio por cima desse importante período de dezessete anos. É notável que, quando Jesus Cristo  apareceu no cenário da atividade de João, este não o conheceu e, se Jesus Cristo tivesse passado aqueles anos em casa, João, seu primo, teria conhecido seus traços fisionômicos e sua aparência pessoal.

Os ensinos ocultistas nos dizem que aqueles dezessete anos da vida de Jesus Cristo, a respeito dos quais os Evangelhos nada contam, foram aproveitados por ele para viagens a terras longínquas, onde adolescente e moço foi instruído na sabedoria e ciência das diferentes escolas.

Segundo essas tradições, ele foi à Índia, ao Egito, à Pérsia e a outras regiões distantes, vivendo alguns anos em cada centro importante e sendo iniciado nas diversas irmandades, ordens e corporações que ali tinham suas sedes. Algumas tradições das ordens egípcias falam de um jovem Mestre que esteve entre os irmãos daquela terra e do mes­mo modo há tradições análogas na Pérsia e na índia. Entre as lamasarias ocultas do Tibet e dos Hima-laias pode-se encontrar lendas e histórias concernentes ao admirável Mestre, que certa vez visitou tais paragens e ob­servou sua sabedoria e ciência secreta.

Além disso, há tradições entre os bramanistas, budistas e zoroastristas que narram a história de um estranho instrutor que apareceu em seu meio, ensinou admiráveis verdades e levantou contra si grande oposição dos sacerdotes das várias religiões da Índia e da Pérsia, porque pregava contra a casta sacerdotal e o formalismo e também se opunha a todas as formas de distinção e restrição das castas sociais. E tudo está também de acordo com as lendas ocultistas, que dizem que do seu vigésimo primeiro até quase o trigésimo ano de idade, Jesus Cristo exerceu seu ministério entre o povo da Índia, da Pérsia e das terras vizinhas, voltando, finalmente, ao seu país natal, onde foi ativo durante os últimos anos de sua vida.

As lendas ocultistas nos informam que, em todas as terras que visitou, despertara a mais amarga oposição aos sacerdotes, que sempre se opunha ao formalismo e ao poder sacerdotal e procurara reconduzir o povo ao Espírito da Verdade, afastando-o das cerimônias e fórmulas de que sempre se tem servido para ofuscar e nublar a Luz do Espírito. Ele ensinou sempre a Paternidade de Deus e a Irmandade do Homem. Empenhou-se por tornar as grandes verdades ocultas compreensíveis à massa do povo, que tinha perdido o Espírito da Verdade em sua observância das formas externas e cerimônias pretensiosas.

Relata-se que, na Índia, atraiu sobre sua cabeça a ira dos brâmanes, que sustentavam a distinção das castas. Ele morava na cabana dos sudras, a mais baixa das castas hindus e por isso era olhado como pária pelas classes superiores.

Por toda parte os sacerdotes e as castas superiores o consideravam revoltoso e perturbador da ordem social estabelecida. Era um agitador, um rebelde, um renegado religioso, um socialista, um homem perigoso, um cidadão indesejável, na opinião das autoridades daqueles países.

Os grãos da sabedoria, porém, foram semeados à direita e à esquerda e, nas doutrinas de outros países orientais pode-se achar a Verdade, cuja semelhança com as doutrinas de Jesus Cristo, que foram conservadas, demonstra que provêm da mesma fonte e deram muito que pensar aos missionários cristãos que visitaram aquelas terras. E assim devagar e com paciência, Jesus Cristo foi regressando à sua pátria, à terra de Israel, onde devia completar o seu ministério, trabalhando por três anos entre os seus compatriotas e onde igualmente devia incitar contra si a oposição dos das classes elevadas, a qual lhe trouxe finalmente o martírio. Ele era rebelde contra a ordem estabelecida das coisas e encontrou o fardo reservado a todos os que vivem acima de seu tempo.

Como aconteceu desde os primeiros dias do seu ministério até o último, hoje as verdadeiras doutrinas do Homem  tocam mais facilmente os corações do povo, ao passo que são contrariadas e combatidas pe­las pessoas que têm autoridade eclesiástica ou temporal, embora se chamem seus sequazes e apresentem suas insígnias. Ele foi sempre o amigo do pobre e oprimido, e odiado pelos homens do poder.

Assim, pois, vedes que os ensinos ocultistas mostram que Jesus Cristo tem sido um instrutor mundial e não apenas um profeta judeu. O mundo inteiro foi seu auditório e todos os povos seus ouvintes. Ele plantou seus grãos de Verdade no seio de várias religiões e não numa só, e estas sementes estão começando a dar os seus melhores frutos agora em nosso dias, quando as nações começam a sentir a verdade da Paternidade de Deus e da Irmandade dos Homens e o novo sentimento se vai tornando bastante forte para derrubar os velhos preconceitos que separam irmão de irmão e um credo de outro credo.

O Cristianismo, em seu sentido verdadeiro, não é apenas um credo, é uma grande VERDADE HUMANA e divina, que há de se elevar por sobre todas as mesquinhas diferenças de raça e religião, para no fim iluminar todos os homens, unindo-os todos num só rebanho da Fraternidade Universal. Assim escreveu Ramacharaka e o 2000 está próximo, até quando, segundo mensagens do Além, ficarão cumpridas todas as profecias messiânicas.

IV - Transcrição do capítulo X, "O sacerdócio secreto de Jesus", do livro The Mystical Life of Jesus, do Dr. H. Spencer Lewis, da Biblioteca Rosacruz de San José, Califórnia, Estados Unidos

Escreve o Dr. Spencer Lewis,  "Imperator" da Ordem Rosa-Cruz das Américas
do Norte, do Sul e Central, membro da Ashrama Essênia da índia e delegado americano do mosteiro da Grande Irmandade Branca do Tibet.  Pouco ensinam
os Evangelhos cristãos acerca da vida de Jesus Cristo entre a sua palestra com
os doutores em Jerusalém e o começo do seu ministério na Palestina. Com
efeito, a primeira coisa que nos contam os Evangelhos a respeito da
preparação de Jesus Cristo para a sua obra como Filho de Deus é seu batismo
no rio Jordão. Dizem-nos que, na ocasião, Jesus Cristo quis sair da Galiléia e
se mostrar em público.

Certamente que o batismo  não pôde ter sido o início de sua preparação para seu ministério, pois maior preparo exigia a obra que realizou durante alguns anos. Já expus em outras passagens deste livro porque está fora de questão acreditar que Jesus Cristo não precisava preparar-se para sua missão e tratei de demonstrar que toda a sua vida denota profundo estudo, cuidadosa preparação e extraordinária disciplina durante a juventude.

De acordo com as crônicas essênias, Jesus Cristo terminou os estudos no começo do outono, quando estava ainda com 13 anos. Apesar da sua precocidade e esclarecido entendimento, não lhe foi permitido abreviar os estudos preparatórios na escola dos profetas do monte Carmelo, portanto cabe presumir que era atendido e cuidado por quem aumentava, com novas instruções, os seus conhecimentos, na expectativa de que chegasse a hora de passar a cursos superiores em outras escolas a cargo de outros instrutores.

Também assinalam as crônicas, bem claramente, quais as vicissitudes da vida de Jesus Cristo desde que saiu da escola do Carmelo até ficar pronto para cumprir sua missão. Os pormenores desses incidentes ou vicissitudes de sua vida são demasiado extensos e amiúde insignificantes para incluí-los em um livro desta espécie e tamanho, de modo que só exporei os pontos mais essenciais. De conformidade com as instruções enviadas à escola do Carmelo pelo Supremo Templo de Heliópolis, o jovem Avatar devia completar sua educação com um estudo aprofundado das antigas religiões e dos ensinamentos das diversas seitas e credos mais influentes na época.

Devia familiarizar-se com os dogmas das chamadas religiões pagãs, antes de empreender o estudo do desenvolvimento das crenças e ritos pagãos nos princípios superiores e credos ensinados nas escolas secretas do Egito e promulgada pela Grande Fraternidade Branca. Nos tempos modernos, aquele que se propõe dedicar-se ao ministério sacerdotal tem de estudar as religiões comparadas e conta, com efeito, com universidades em que são analisadas, comentadas e interpretadas as Escrituras Sagradas, antes de empreender o estudo da teologia atual.

Hoje não sai mais o estudante do seu país natal e segue para terras estranhas para se familiarizar com as antigas religiões e escolas de filosofia moral. Na época de que tratamos, todavia, era absolutamente necessário que o estudante de religião e filosofia fosse às sedes das antigas religiões, onde podia consultar os únicos exemplares das autênticas escrituras de cada religião e conviver com as pessoas que as professavam a fim de se familiarizar com seus rituais, dogmas e cerimônias. Alguns grandes Avatares do passado tiveram de ir a lugares afastados com dito propósito e assim foi universalmente disseminado o conhecimento dos antigos ensinamentos.

O jovem Jesus Cristo ficou ao cuidado de dois magos que foram ao Carmelo com o objetivo de levá-lo à sua primeira escola afastada e lugar de experiência. Dizem as crônicas que foi permitido a Jesus Cristo passar uma semana com seus pais na Galiléia, enquanto os magos faziam os preparativos e consultavam os professores da escola do Carmelo. Também instruíram os pais de Jesus Cristo a respeito do que deviam esperar e do que deviam fazer durante a ausência do filho.

Do mesmo modo contam as crónicas que, quando Jesus Cristo e os magos saíram da Galiléia, realizou-se uma cerimônia essênia em uma assembléia privada e, sem despertar atenção do povo, os magos e Jesus Cristo, junto com outros que iam à curta distância pelo mesmo caminho, partiram em caravana na direção de Djaguernat, cidade localizada na costa oriental da índia, chamada hoje Puri, que, por séculos, foi o centro do mais puro Budismo.

Em uma montanha das cercanias da cidade havia uma escola ou mosteiro em que se guardavam vários antigos escritos budistas e onde residiam os mais doutos instrutores das doutrinas de Buda. Perto de um ano levou a caravana para chegar a Djaguernat e, durante esse tempo, não cessaram os magos de ensinar o jovem Jesus Cristo, mostrando-lhe, em meio a incômodos e atribulações da viagem, os sofrimentos da humanidade, a falta de ideais do povo e os assuntos populares então em voga.

Segundo essas crônicas, Jesus Cristo permaneceu pouco mais de um ano naquela escola monástica e se familiarizou com os ensinos e rituais do Budismo. O principal instrutor dele naquele período foi Lamaas, com quem simpatizou tanto que posteriormente ele o induziu a ingressar na comunidade essênia da Palestina.

Do mosteiro de Djaguernat, Jesus Cristo partiu para o vale do Ganges e se deteve alguns meses em Benares, onde teve ocasião de estudar ética, física, gramática e outras disciplinas próprias das escolas mais famosas pela sua cultura e erudição. Ali se interessou vivamente pelo sistema terapêutico dos hindus e recebeu lições de Udraka, o mais insigne terapeuta do país. Depois de visitar outras partes da índia com o objetivo de conhecer a arte, a legislação e a cultura dos seus povos, Jesus Cristo regressou ao mosteiro de Djaguernat, onde ficou outros dois anos.

Tal adiantamento conseguiu em seus estudos que o nomearam instrutor na vila de Ladak, em que teve oportunidade de se familiarizar com a arte de ensinar por meio de parábolas. Em razão das suas relações com eminentes instrutores de Benares, Jesus Cristo recebeu a visita de uma alta dignidade de Lahore. Das crônicas se infere que Jesus Cristo já havia introduzido novas idéias e verdadeiros princípios místicos nas lições que ministrava aos alunos de sua escola e, embora essas novidades agradassem aos discretos, provocavam o antagonismo dos indoutos e rigorosamente ortodoxos.

O sacerdote vindo de Lahore tratou de persuadir Jesus Cristo a modificar ligeiramente os seus ensinos e cessar o convívio com as castas inferiores e pessoas vulgares. Essa foi a primeira tentação que acometeu Jesus Cristo para que se afastasse da plebe e se unisse à influente aristocracia, mas ele não quis ouvir as insinuações do sacerdote e recusou os presentes oferecidos. Quando assim bebia os primeiros tragos amargos de sua vida, Jesus Cristo recebeu a notícia da morte de seu pai na Galiléia e que nada, nem ninguém, podia consolar sua aflita mãe. Os mensageiros que levaram a notícia lhe disseram que não se sabia coisa alguma a seu respeito desde sua partida, que sua mãe não sabia por onde ele andava e que, se bem os essênios lhe afirmassem que o silêncio de Jesus Cristo estava vaticinado e que nenhum mal o atingira, não era possível consolá-la.

Referem algumas crônicas antigas que, terminados os seus estudos do Budismo e do Hinduísmo na índia, Jesus Cristo foi para Lhassa, no Tibet, mas, ainda na índia, chegou um mensageiro com alguns manuscritos de um templo de Lhassa, enviados pelo famoso Mengste, considerado o maior de todos os sábios budistas. Durante largo tempo chegaram de Lhassa sucessivos mensageiros com manuscritos budistas, e desse frequente intercâmbio e do efeito produzido em sua vida derivou a crença de que ele havia estado pessoalmente ali.

Quando Jesus Cristo resolveu sair de Djaguernat, dirigiu-se à Pérsia, onde se haviam feito, na cidade de Persépolis, os preparativos convenientes para que prosseguisse em seus estudos. Persépolis era a capital da antiga Pérsia e sede dos magos daquele país, chamados Hor, Lun e Mer. Um deles, já muito velho, era um dos três que tinha visitado o menino ao nascer na gruta essênia e lhe havia ofertado presentes do mosteriro da Pérsia.

Grandes homenagens prestaram esses e os sacerdotes do templo a Jesus Cristo. De várias comarcas da Pérsia acudiram outros personagens a Persépolis e ali permaneceram uns como instrutores e outros como estudantes durante o período da educação de Jesus Cristo, porque referem as crônicas que cada dia, depois das lições, os instrutores lhe rogavam que lhes ensinasse os princípios superiores que parecia compreender por inspiração.

Por último, Jesus Cristo fez-lhes saber que a maior instrução que ele podia dar era a obtida no silêncio, depois de meditar sobre alguma importante lei ensinada no decurso dos seus estudos e leituras, Assim estabeleceu Jesus Cristo o método de "penetração no silêncio", que tão importante característica havia de ter nos posteriores métodos místicos.

Jesus Cristo também demonstrou em Persépolis notáveis faculdades terapêuticas e, depois de analisar muitos meses esse seu inerente dom e fazer cuidadoso estudo de sua índole, declarou aos instrutores que, no seu entender, a atitude mental de harmonia influía consideravelmente no resultado. Tal foi o fundamento dos posteriores ensinamentos das reuniões secretas dos discípulos de Jesus Cristo, ou seja, que a harmonia interna e a preparação mental eram necessárias em todas as modalidades da terapêutica espiritual.

Depois de um ano na Pérsia, Jesus Cristo e os magos dirigiram-se para a região do Eufrates, onde entrou em contato com os mais ilustres sábios da Assíria e magos de outros países que foram vê-lo e ouvi-lo, pois já havia chamado a atenção de todos como intérprete das leis espirituais de uma forma mais mística e compreensível.

Longo tempo permaneceu Jesus Cristo nas cidades e povoações da Caldéia e da Mesopotâmia. Seu salutar poder e métodos terapêuticos se aperfeiçoaram tão rapidamente que inúmeras pessoas dele receberam o benefício da saúde e então os seus preceptores, os magos, lhe disseram que a faculdade de sarar os enfermos seria uma das provas do seu último exame preparatório para o exercício efetivo de sua missão.

Daquele país se transportaram Jesus Cristo e os magos para as ruínas da Babilônia e ali estiveram algum tempo a examinar os templos desmoronados, as partes destruídas e os palácios desertos. Lá Jesus Cristo se familiarizou com as provas e atribulações das tribos cativas de Israel e viu os lugares em que Daniel e os hebreus suportaram tremendas atribulações. Indubitavelmente lhe impressionaram os pecados dos pagãos e os erros das crenças antigas.

Da Babilônia foram Jesus Cristo e os magos para a Grécia, onde se encontrou com alguns filósofos atenienses e esteve sob a direção pessoal e cuidado de Apoio, que lhe mostrou as antigas crônicas da sabedoria grega. Naquele país, Jesus Cristo despertou muito a atenção dos sábios e magos que lhe rogaram que permanecesse mais tempo com eles, mas o seu itinerário estava definitivamente traçado e, ao cabo de poucos meses, embarcou rumo a Alexandria.

Ali só ficou o tempo suficiente para conversar com os mensageiros especiais que haviam ido saudá-lo e visitar alguns dos mais antigos santuários. De lá passou para Heliópolis e residiu em uma casa particular, especialmente disposta para ele, com vários criados, um lindo jardim e um escriba, cujas funções eram análogas às do que chamamos hoje de secretário particular.

Pouco depois de sua chegada a Heliópolis, Jesus Cristo foi visitado pelos representantes do sacerdócio pagão do Egito, que se haviam inteirado com desgosto e desaprovação de seus ensinamentos e manifestações de poder místico. Novamente sofreu as amarguras da vida em várias provas e atribulações, que teriam levado um homem vulgar a ceder às insinuações dos sacerdotes e a recorrer ao engano e à hipocrisia com respeito aos seus propósitos e intenções.

Diz o autor que foi naquela ocasião que Jesus Cristo começou a preparar-se para os graus superiores da Grande Fraternidade Branca, quando então alcançou o título de Mestre e voltou para a Palestina.


VI - EXCERTO DA OBRA DE A. LETERRE, JESUS E SUA DOUTRINA,EDIÇÃO DA LIVRARIA DA F.E.B., 1934, P.132-4

O erudito A. Leterre foi um dos autores que mais investigaram a vida de Jesus e, do seu alentado volume de 540 páginas, estudo remontado há mais de 8.600 anos, extraímos o seguinte e interessante trecho: Como já vimos, Jesus Cristo era de ascendência judaica e, como tal, teve de submeter-se a todas as exigências da Lei Mosaica que abrangia a economia, o ensino, a justiça, a higiene, a moral e o culto a Jeová. As primeiras palavras que Jesus Cristo balbuciou foram certamente orações a leve (Jeová) e nem sua mãe poderia ter-lhe ensinado outra doutrina senão a que ela mesma professava nos templos, tanto mais, crente como estava de ser seu filho o Messias, isto é, o profeta anunciado por Moisés, não podendo, pois, a religião ser outra. Por isso que o nazareno, mesmo para estar de acordo com a Lei que mandava consagrar ao Senhor todo primogênito homem.

Criado o menino, foi ele entregue ao templo para sua educação e final desempenho da sua missão. Tendo-se dado essa ausência entre 12 e 30 anos de idade, justamen­te o tempo omisso nos Livros Sagrados sobre a Vida de Jesus Cristo nesse interregno, mas exatamente concordante com o tempo prescrito pêlos templos na índia para as inicia­ções que regulava ser de 18 a 21 anos. Esses dezoito anos de ausência de Jesus Cristo são comparáveis aos quinze anos em que Zoroastro também esteve ausente.

Apelemos para Lucas. Que diz ele em l, 80? "E o menino crescia e se robustecia em espírito. E esteve nos desertos até o dia em que havia de se mostrar a Israel". Esse deserto era toda a região que se estendia para o Oriente, cujo limite pouco importava ao evangelista. Se as palavras do Evangelho devem ser consideradas palavras de evangelho, não há como se curvar a cabeça ante esta declaração que corrobora todas as pesquisas feitas pêlos cientistas. Segundo Nicolau Notovitch, Jesus Cristo esteve em Djaguernat, na índia, onde os brâmanes lhe ensinaram a doutrina dos Vedas, a medicina, a matemática etc.

Notovitch afirma que ele era conhecido sob o nome de Issa. Não haverá neste nome uma corrupção fonética de Isso — I-Sh-O — lesu?

Em celta, Esus é análogo ao Eso etrusco, que era o epíteto de Júpiter, ao Aisa grego, à Isis egípcia. Esus sígnificava Deus. Mas, como esse Issa não se conformava com a hierarquia dos deuses brâmanes, produzida pelo cisma de Irshu, 3.200 anos antes, ele se retirou para as montanhas do Nepal, no Tibet, onde reinava a doutrina budista, que aprendeu, iniciando-se em outros mistérios.

Dirigiu-se então para sua terra natal, atravessando a Pérsia e chegando à terra de Israel com a idade de 29 anos, o que concorda com Lucas III, 23: "Jesus Cristo estava quase com 30 anos de idade, sendo, como se cuidava, filho de José", o que significa claramente que seu súbito aparecimento ali, após tão prolongada ausência, produziu aquela dúvida entre as pessoas do local. Aprofundando-se também o sentido da exclamação de Marcos e de Mateus. VI, 3 etc.: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão suas irmãs aqui conosco?", verifica-se logo o súbito aparecimento de Jesus Cristo entre seus parentes.

É de se notar mesmo que Mateus, não se referindo a seu pai José, faz supor que ele já tivesse morrido, mas João, VI, 42, supre esta falta, dizendo: "Não é este Jesus Cristo, filho de José, cujos pai e mãe nós conhecemos?". Segundo este notável escritor, toda a documentação por ele copiada e resumida em sua citada obra, cujas edições foram em grande parte queimadas na Rússia e em Paris pelo clero interessado, acha-se, entretanto, conservada nos templos de Lhassa, da qual é também ali falada e igualmente é encontrada em Bombaim e na própria Biblioteca do Vaticano.

A história parece ter seu cunho de verdade se compararmos as palavras, as sentenças, as parábolas, os atos de Jesus Cristo com os ensinos da doutrina de Buda, onde se encontram em toda sua pureza, e portanto faremos adiante uma vasta comparação. Jesus Cristo foi iniciado em Agartha/Shamballa, no Tibet, e essa doutrina é saturada da budista, que ele soube adaptar à mosaica e de acordo com a mentalidade e os costumes de seu povo.

Por outro lado, confrontando-se Notovitch com Schuré, ex-discípulo de Saint-Yves, este escritor faz supor que, da idade de 29 para 30 anos, Jesus Cristo havia-se recolhido ao templo que funcionava em Engaddi, perto de Belém e que era dirigido por essênios (Assaya, em siríaco, que significa "médico, terapeuta"), os quais tinham por missão curar física e moral. Era o resto de uma casta sacerdotal pertencente a confrarias de profetas instituídas ali por Samuel, o qual, por sua vez, era filiado às doutrinas de Rama.

Proibiam o matrimônio e a guerra; recomendavam o amor a Deus e ao próximo e ensinavam a imortalidade da alma; formavam uma singular associação moral e religiosa e viviam numa espécie de mosteiros (Koinobions), pondo seus bens em comum e entregando-se à agricultura. Eram opostos aos saduceus, que negavam a imortalidade da alma. Há grande analogia entre essa seita e os primitivos cristãos. Tinham, porém, muitas idéias e práticas budistas. O título de irmão usado na igreja primitiva é de origem essênia.

Segundo F. Delaunay, os essênios surgiram 159 anos a.C. nas cercanias da cidade dos patriarcas, ao norte de Engaddi, não longe, portanto, de Belém, onde se achavam disseminados seus templos. Plínio, por sua vez, relata que os essênios eram budistas.

Extratos de El Corazon de Ásia, de Nicolau Roerich, edição do Museu Roerich, de Nova York, 1930.

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

JESUS CRISTO VIVEU NO MOSTEIRO DE LHASSA, NO TIBET

"Introdução" do  livro de Nicolau Notovitch, em que nele narra, resumidamente, as peripécias de sua viagem, o encontro dos manuscritos tibetanos e as tentativas que fez para publicá-lo na França. Escreve Notovitch: Depois da guerra da Turquia (1877/8), empreendi uma série de viagens ao Oriente. Após ter visitado todas as localidades, ainda que de pouca importância, da península balcânica, transportei-me, através do Cáucaso, à Ásia Central e à Pérsia e, finalmente, em 1887, parti para a Índia, país admirável que me atraía desde a minha infância.

O fim dessa viagem era o de conhecer e estudar, in loco, os povos que habitam a índia, seus costumes, sua arqueologia grandiosa e misteriosa e a natureza colossal e cheia de majestade desse país. Errando, sem plano prefixado, de um lugar para outro, cheguei até o Afeganistão montanhoso, donde alcancei a Ìndia pelo trajeto pitoresco de Bolan e de Guernai. Depois, subi o Indo até Raval Pindi, percorri o Pendjab, país dos cinco rios, visitei o templo de ouro de Amritsa, o túmulo de Ranjid-Singh, rei do Pendjab, perto de Labore, dirigindo-me para Kashmyr, o vale da felicidade eterna.

Aí comecei minhas peregrinações ao sabor da curiosidade até que cheguei ao Ladak, onde formei o projeto de voltar à Rússia pelo Karakorum e o Turquestão chinês. Certo dia, no decurso da visita que fiz a um convento budista, situado no meu caminho, soube, do lama-chefe, que existiam, nos arquivos de Lhassa, memórias muito antigas, que faziam referências à vida de Jesus Cristo e a nações do Oriente e que certos mosteiros possuíam cópias e traduções de tais crônicas.

Como era pouco provável que eu fizesse ainda uma viagem por aqueles países, resolvi transferir para depois minha volta à Europa: decidi-me ou a encontrar essas cópias nos grandes conventos ou a chegar ao Lhassa, viagem que está longe de ser tão perigosa e tão difícil como se costuma dizer; demais, achava-me tão habituado a toda sorte de perigos que eles já não podiam fazer-me recuar um passo.

Durante minha permanência em Leh, capital do Ladack, visitei o grande convento de Himis, situado nas cercanias da cidade. O lama daquele convento me declarou que a biblioteca monástica continha algumas cópias dos manuscritos em questão. Para que as autoridades não suspeitassem do objetivo de minha visita ao convento e a fim de não encontrar obstáculos, dada a minha qualidade de russo, fiz saber, numa viagem posterior ao Tibet, de retorno a Leh, que voltava à índia.

Deixei, novamente, a capital do Ladak. Uma queda infeliz, em consequência da qual quebrei uma das pernas, forneceu-me inesperado pretexto para voltar ao convento, onde me foram prestados os primeiros socorros médicos. Aproveitei minha curta estada entre os lamas para obter do lama-chefe consentimento para que me fossem mostrados os manuscritos relativos a Jesus Cristo, existentes na biblioteca do convento, e, ajudado por meu intérprete, que me traduzia a língua tibetana, anotei, cuidadosamente, em meu caderno, o que o lama me dizia.

A respeito desse mosteiro de Himis, mister se faz entremos em pormenores porque dois mosteiros trazem este nome no Tibet. Aquele em que fui recolhido por estar ferido, e cuidadosamente tratado e em que me foi comunicada a existência dos documentos que entrego à curiosidade pública, é o mosteiro situado no Ladak, não longe de Leh, nas proximidades do rio Indo e aos pés das montanhas, dominado pelo pico de Himis, de 18.733 pés de altitude [5.710 metros]. Ë, depois do mosteiro central do Lhassa, o mais povoado do Tibet, sua biblioteca é a mais rica e seus monges os mais instruídos e estudiosos.

O outro Himis está situado no caminho de Khalsi a Leh e junto ao Shavlikangri, de 18.096 pés [5-516 metros], ao norte do Indo. É uma aldeia com um pequeno mosteiro, muito pobre, abrigando quatro ou cinco monges que se entregam comumente a trabalhos manuais, fora do horário de suas maquinais orações. Todos os que se acham um pouco familiarizados com o Tibet sabem, aliás, que é tão impossível confundir essas duas localidades quanto Paris e Versailles da França com Paris e Versailles de Connecticut.

Não tenho dúvida alguma quanto à autenticidade da crônica que me foi comunicada e que me pareceu redigida, com muita exatidão, por historiadores brâmanes e, sobretudo, por budistas da índia e do Nepal. Quis, de volta à Europa, publicar a tradução dela e, com esse fim, dirigi-me a vários eclesiásticos universalmente conhecidos, rogando-lhes que lessem minhas notas e dissessem o que delas pensavam. Monsenhor Platon, célebre metropolitano de Kiev, foi de opinião que o trabalho era de grande importância, porém dissuadiu-me de fazer aparecer essas memórias acreditando que sua publicação só poderia causar-me aborrecimentos. Por quê? Foi o que o venerável prelado se recusou a me dizer de modo explícito. Entretanto, como nossa conversa foi na Rússia, onde a censura teria posto seu veto em semelhante obra, resolvi esperar.

Um ano depois me achava em Roma. Mostrei o manuscrito ao Cardeal Nina, muito estimado pelo Santo Padre, o qual me respondeu textualmente o seguinte: "Que necessidade há de imprimir-se isto? Ninguém vos dará grande importância e vós criareis uma multidão de inimigos. No entanto, sois tão jovem ainda! Se é uma questão de dinheiro que vos interessa, pedirei para vós uma recompensa pelas vossas notas, recompensa que vos indenizará das despesas feitas e do tempo perdido". Naturalmente que recusei.

Em Paris, falei do meu projeto com o Cardeal Rotelli, que conheci em Constantinopla. Ele também se opôs à impressão de meu trabalho sob o pretexto de que era prematuro. "A Igreja", acrescentou ele, "sofre novamente correntes de idéias ateístas e vós só fornecereis ensejo a caluniadores e detratores da doutrina evangélica. Vo-lo digo no interesse de todas as igrejas cristãs".

Fui, em seguida, procurar Jules Simon. Ele achou que minha comunicação era muito interessante e me recomendou que pedisse a opinião de Ernest Renan a respeito da melhor maneira de publicá-la. No dia seguinte, pela manhã, estava eu sentado no gabinete do grande filósofo. No fim de nossa conversa, Renan me propôs que lhe confiasse as memórias em questão, a fim de fazer um relatório delas à Academia. Tal proposta, como se compreende bem, era muito sedutora e lisonjeava meu amor-próprio, todavia tornei a levar a obra sob o pretexto de revê-la ainda uma vez.

Previa que, se aceitasse a proposta, só teria a honra de ter achado a crônica, ao passo que ao ilustre autor da Vie de Jesus caberia toda a glória da publicação e seus comentários. Ora, eu me julgava bem preparado para publicar a tradução da crônica, fazendo-a acompanhar de minhas notas; declinei, pois, da proposta que me fizera Renan. Para não ferir a suscetibilidade do grande mestre, que respeito profundamente, resolvi aguardar.

Pouco depois escrevi a Jules Simon para pedir-lhe a opinião. Ele me respondeu que me competia julgar a oportunidade de fazer aparecer as memórias. Pus, então, em ordem, minhas notas, reservando-me o direito de provar a autenticidade dessas crônicas. Desenvolvo aqui os argumentos que devem convencer-nos da sinceridade e boa-fé dos compiladores budistas. Junto, também, provas que atestam minha boa-fé e minha própria sinceridade. Os maldizentes me demonstraram que essas provas, que eu havia julgado inúteis em 1894, se tornaram necessárias em 1899.

Desejaria juntar provas ainda mais materiais: quero falar de fotografias muito curiosas que bati no decurso de minhas excursões e que teriam falado a meu respeito às pessoas mais desconfiadas. Infelizmente, quando de minha volta da Índia, examinei os negativos e verifiquei que haviam ficado completamente estragados.

Foi por isso que, para ilustrar meu livro, recorri à extrema gentileza de meu amigo, o senhor d'Auvergne, que havia feito várias viagens ao Himalaia e que, graciosamente, me ofereceu algumas provas. Passo, sem mais delongas, ao prometido resumo da Vida de Santo Issa, segundo os documentos tibetanos, que, a seguir, transcreverei em sua forma de versículos:

Os dois manuscritos em que o lama do convento de Himis leu, para que o autor ouvisse, tudo o que se relaciona com Jesus Cristo, formam coleções de cópias diversas, escritas em língua tibetana, tradução de alguns rolos pertencentes à biblioteca de Lhassa e trazidos da Índia, do Nepal e de Magada, lá para o ano 200 depois de Cristo, para um convento construído no monte Marbur, perto da cidade de Lhassa, onde então residia o Dalai Lama.

Esses rolos foram escritos em língua pali, que certos lamas ainda estudavam, a fim de poderem fazer traduções em dialeto tibetano. Os cronistas eram budistas pertencentes à seita do buda Goutama. Tais crônicas contêm a descrição da vida e das obras do "melhor dos filhos dos homens", santo Issa, um sábio israelita que, tendo vivido muitos anos entre os sacerdotes brâmanes e budistas, voltou para o seu país, onde foi condenado à morte por ordem do governador romano Pôncio Pilatos, depois de ter sido duas vezes absolvido por um tribunal composto de sábios e anciãos da Judéia. As narrações conservadas nesses antiquíssimos documentos, redigidos segundo o testemunho de mercadores vindos da Judéia, com a notícia do martírio de santo Issa, assemelham-se, em quase todos os pontos, às dos Evangelhos e mantêm um nexo iniludível de analogia com o que se sabe da vida de Jesus Cristo.

Em resumo, e seguindo tanto quanto possível a letra dos textos traduzidos, essas crônicas budistas nos dizem que um jovem israelita, já conhecido na Galiléia aos treze anos "pelos discursos edificantes em nome do Todo-Poderoso", abandonou ocultamente, naquela idade, a casa paterna, e, numa caravana de mercadores, tomou o caminho da índia "para se aperfeiçoar na palavra divina e estudar as leis dos grandes Budas". Chegando à índia, os djainitas, impressionados com a profunda sabedoria e a alta inspiração do jovem peregrino israelita, procuraram atraí-lo para a sua seita, mas Issa se afastou pouco tempo depois para Djaguernat, onde os padres brâmanes o acolheram com carinho e lhe "ensinaram a ler e compreender os Vedas, a curar com o auxílio de preces, a ensinar e a explicar a Escritura Sagrada ao povo, a expulsar os espíritos malignos do corpo do homem e a lhe restituir a forma humana".

Em Djaguernat passou seis anos. No começo, a língua do país, o sânscrito, as doutrinas religiosas, a filosofia, a medicina e as matemáticas constituíram o objetivo de seus estudos prediletos. Depois, suas prédicas, dirigidas de preferência às classes miseráveis dos sudras, seus ataques reiterados à hierarquia dos deuses que desnaturavam o princípio do monoteísmo, a negação da origem divina dos Vedas, irritaram profundamente os padres brâmanes e os guerreiros, que resolveram condená-lo. Avisado em tempo pelos discípulos que sua bondade e a magia da sua palavra tinham conquistado, o jovem profeta encaminhou-se para as montanhas do Nepal, onde o Budismo florescia em todo o seu esplendor.

O princípio da unidade divina era ali religiosamente conservado em sua pureza primitiva já há quinhentos anos, desde quando o Príncipe Çakia-Muni fundara a doutrina budista. Seis anos depois, Issa, já preparado para a explicação dos livros sagrados e iniciado nas doutrinas e práticas religiosas dos sacerdotes budistas, resolveu retornar ao seu país, completara 26 anos. As notícias das humilhações dos seus compatriotas e das calamidades que devastavam a terra que ele deixara em criança decidiram-no a abandonar a Índia. Dirigiu-se primeiro para o oeste, pregando a povos diferentes a suprema perfeição do homem e combatendo a idolatria e os sacrifícios humanos.

A fama de sua palavra magnética espalhava-se pelos países vizinhos e, quando Issa entrou na Pérsia, os sacerdotes locais, receosos do poder sugestivo das prédicas do peregrino israelita, proibiram aos habitantes de acompanhá-lo e ouvi-lo. Os adoradores de Zoroastro prenderam-no e o submeteram a um longo interrogatório, depois do qual o profeta foi conduzido, à noite, para fora das portas da cidade e abandonado na estrada, na esperança de que as feras saberiam completar a sentença que os sacerdotes persas não tinham ousado pronunciar.

O profeta seguiu viagem, despertando entusiasmo e alegria por campos e cidades, onde uma multidão, sempre nova, vibrava ao calor de sua palavra iluminada. Aos 29 anos de idade, apareceu Issa no país de Israel, a terra dos seus antepassados. Diante do seu povo, cumulado de infortúnios e agitado pela perspectiva do advento de um messias, anunciado pelos profetas para restabelecer o reino de Israel, ele aconselhou a humildade e a paciência, pois o "dia da redenção dos pecados estava próximo".

Milhares de pessoas o seguiam, animadas com a esperança de libertação e com a restauração do seu antigo culto e da crença dos seus ancestrais. Os chefes das cidades por onde a palavra do profeta ia deitando um sulco de fogo, inquietos com a sua popularidade crescente e assustadora, queixaram-se ao governador romano Pôncio Pilatos, residente em Jerusalém, que as pregações de Issa levantavam o povo que o ouvia e assim negligenciava os serviços do Estado.

Insinuaram-lhe a necessidade e a conveniência de impedir, de qualquer forma, a continuação daquele estado de coisas, cujos resultados poderiam ser funestos à administração romana daquela província conquistada. Pilatos, não vendo em Issa mais do que um agitador, ordenou-lhe a prisão e, para não exasperar o povo que o acompanhava por toda parte, decidiu que o trouxessem a Jerusalém, a fim de ser julgado no templo, pelos velhos sacerdotes hebreus e sábios anciãos. Nesse ínterim, Issa, que continuava a pregar de cidade em cidade, chegou a Jerusalém, cujos habitantes acorreram em massa ao seu encontro, ansiosos por ouvir de sua boca as palavras inflamadas com que ele havia mitigado os infortúnios das outras cidades de Israel.

Os padres e os anciãos foram encarregados por Pilatos do julgamento do profeta no templo. Depois de ouvirem de sua própria boca a declaração de que não procurava levantar o povo de Israel contra as autoridades constituídas, mas que voltara de lugares distantes, onde fora habitar em criança, para recordar aos israelitas a fé de seus antepassados e o restabelecimento das leis mosaicas, eles se apresentaram ao governador romano e lhe comunicaram ter absolvido o pregador judeu pela falsidade das acusações que lhe eram imputadas. Pilatos, encolerizado com o procedimento dos veneráveis juizes, fez acompanhar o profeta de espiões encarregados de recolher todas as palavras que ele dirigisse ao povo.

Issa prosseguiu em sua missão pelas cidades vizinhas, indicando os verdadeiros caminhos do Criador, exortando os hebreus à paciência, prometendo-lhes uma pronta libertação e explicando àqueles em que reconhecia assoldadados pelo governador que todos eles não seriam libertos do poder de César, mas dos erros grosseiros em que as suas almas viviam mergulhadas.

Três anos durou o ministério de Issa. A sua popularidade crescia e era tido como o Messias libertador, anunciado pelos profetas. O governador romano, a quem os espiões declararam nada ter ouvido que parecesse uma instigação à revolta contra as autoridades constituídas, encarregou os soldados de o prenderem e conduzirem a um subterrâneo, onde foi torturado na intenção de se lhe arrancar uma confissão comprometedora. Os sacerdotes e os anciãos, informados dos martírios infligidos ao seu profeta e da resistência heróica oposta a todos os meios empregados para fazê-lo falar, dirigiram-se ao governador romano com o pedido de o pôr em liberdade na ocasião da festa da Páscoa, que se aproximava. Pilatos recusou peremptoriamente ceder aos pedidos dos velhos sacerdotes, mas consentiu em que Issa comparecesse diante do Tribunal dos Anciãos para ser, em definitivo, julgado antes da próxima festa.

Fizeram-no retirar da prisão, em lastimável estado de fraqueza, causado por torturas sofridas. Sentado entre dois ladrões, que deviam ser julgados ao mesmo tempo para atenuar a importância de um acontecimento que apaixonava a população, diante do governador romano, que presidia o Tribunal, e dos principais capitães, sacerdotes, sábios anciãos e legistas, Issa foi submetido a um longo interrogatório, do qual sobressaiu sua completa inocência. O governador, irritado com a altivez de suas respostas, exigiu que os juizes pronunciassem a pena capital. Os anciãos recusaram proferir essa sentença iníqua diante das declarações ouvidas de todos, Pilatos recorre ao derradeiro expediente que o seu espírito imaginara para não deixar escapar a presa. Manda adiantar um dos seus espiões, que afirma ter ouvido do profeta a anunciação do reino de Israel sobre a terra, do qual Issa se intitulava Chefe Supremo.

A cena narrada pelas crônicas budistas é de uma grandeza serena e única na história. "Sereis perdoado", disse o profeta ao traidor, "porque o que dizeis não vem de vós", e, depois, dirigindo-se a Pilatos: "Por que humilhais vossa dignidade e induzis vossos inferiores à mentira, quando, sem ela, tendes o poder de condenar um inocente?". A estas palavras, Pilatos, esquecido do seu cargo, exigiu dos Anciãos a condenação de Issa e a absolvição dos dois ladrões.

Os velhos juizes, depois de se consultarem entre si, declararam solenemente não assumir a responsabilidade de condenar um inocente, levantaram-se e, depois de lavarem as mãos num vaso sagrado, saíram anunciando: "Somos inocentes da morte do justo".

O profeta e os dois ladrões foram crucificados no mesmo dia, por ordem de Pilatos, e os seus corpos ficaram suspensos nas cruzes sob a guarda de soldados.  Assim terminaram os dias de santo Issa, "reflexo do Espírito eterno, sob a forma de um homem que tinha redimido pecadores endurecidos, padecendo tantos sofrimentos".

Pilatos, enfurecido com a nova feição dos acontecimentos, começou a mover uma cruel perseguição contra os mais íntimos discípulos de Issa, que foram obrigados a deixar o país de Israel e pregar a outros povos o abandono dos seus erros grosseiros, a purificação das suas almas e a "felicidade perfeita que aguarda os homens no mundo espiritual, onde, em repouso e em toda a sua pureza, reside, numa majestade perfeita, o grande Criador".

Assim falam, em suas linhas gerais, as narrações arquivadas nos antigos manuscritos budistas, achados no Tibet. Essa narrativa preenche a lacuna de 17 anos que existe na vida de Jesus Cristo, sob a qual o Novo Testamento nada nos diz, começando em Lucas, II, 52: E crescia Jesus em sabedoria e em estatura, e em graça para com Deus e os homens" e indo até o versículo 23 do capítulo III do mesmo Evangelhos: "E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos".

Francisco K. Werneckwww.
comunidadeespirita.com.br

quinta-feira, 29 de abril de 2010

MARIA MADALENA YOD-HE-SHIN-VAV-HE YHSVH YESHUA



Seu “poder” vem de sua iluminação e de seu conhecimento e do “Ser Crístico” que foi despertado nele, assim como Buda, Krishna, Salomão, Davi, Moisés ou os Faraós. Os conhecimentos alquímicos, astrológicos e místicos que possuía fazem com que Jesus Cristo fosse um ser humano muito superior aos demais, tanto física quanto mentalmente… um Mestre de bondade, caridade e iluminação.

Quando Yeshua nasceu, os romanos já dominavam Jerusalém desde 63 AC e Herodes já estava no poder desde 37 AC. Quando os romanos substituíram os selêucidas no papel de grande potência regional, eles concederam ao rei Hasmoneu Hircano II autoridade limitada, sob o controle do governador romano sediado em Damasco. Os judeus eram hostis ao novo regime e os anos seguintes testemunharam muitas insurreições. Uma última tentativa de reconquistar a antiga glória da dinastia dos Hasmoneus foi feita por Matatias Antígono, cuja derrota trouxe fim ao governo dos Hasmoneus (40 AC); o país tornou-se, então, uma província do Império Romano.

Em 37 AC, Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado Rei da Judéia pelos romanos. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada nos assuntos internos do país, e ele se tornou um dos mais poderosos monarcas da região oriental do Império Romano. Grande admirador da cultura greco-romana, Herodes lançou-se a um audacioso programa de construções, que incluía as cidades de Cesaréia e Sebástia e as fortalezas em Heródio e Masada.

Dez anos após Herodes (4 AC), a Judéia caiu sob a administração romana direta. À proporção que aumentava a opressão romana à vida judaica, crescia a insatisfação, que se manifestava por violência esporádica, até que rompeu uma revolta total em 66 DC. As forças romanas, lideradas por Tito, superiores em número e armamento, arrasaram finalmente Jerusalém (70 DC) e posteriormente derrotaram o último baluarte judeu em Massada (73 DC), mas falarei sobre isso mais para a frente.

Portanto, estas Ordens das quais estamos discutindo (Pitagóricas, Essênias… ) das quais Yossef e Maria Madalena faziam parte já precisavam se manter “secretas” desde o Tempo de Pitágoras. A conexão de Yeshua com a Ordem Pitagórica e com os ensinamentos orientais é simples de ser demonstrada. O nome Yeshua representa “Aquele que vem do fogo de Deus” ou, como mais tarde a Igreja colocou, “O Filho de Deus”, representando um sacerdote solar.
Cabalisticamente, Deus é representado pelas letras hebraicas Yod-Heh-Vav-Heh ou o tetragrama YHVH que simbolizam os 4 elementos e toda a Àrvore da Vida. Estas letras são dispostas em um quadrado ou uma cruz. O alfabeto hebraico não possui vogais e o nome de Deus precisava ser passado apenas oralmente de Iniciado para Iniciado. Quando surgia nos textos, os sacerdotes precisavam oculta-lo e usavam outras palavras para designá-lo. Eis o verdadeiro significado do mandamento “Não tomarás o nome de Deus em vão”.

A letra SHIN representa o espírito purificador. O fogo celestial que remove o Impuro (tanto que, como veremos mais adiante, ela representa o Arcano do Julgamento no tarot). Da evolução do quatro vem o número cinco, o pentagrama sagrado dos Pitagóricos, representado pela união dos 4 elementos mais o espírito (SHIN). 

O pentagrama será, então, representado pelas letras Yod-Heh-Shin-Vav-Heh, ou YHSVH ou Yeshua. Este título já havia sido usado por Rama, Krishna, Hermes, Orfeu, Buda e outros líderes iluminados do passado.

De sua infância até seus 30 anos, Jesus viajou por muitos lugares, conhecendo a Índia, a Bretanha e boa parte da África. Sabia falar várias línguas, incluindo o grego, aramaico e o latim. Conhecia astrologia, alquimia, matemática, medicina, tantra, kabbalah e geometria sagrada, além das leis e políticas tanto dos judeus quanto dos gentios.

De toda a sua infância, a Igreja deixou escapar apenas um episódio ocorrido aos 12 anos, quando Jesus discute leis com os sábios e rabinos mais inteligentes de Jerusalém (Lucas 2: 42-50). Todo o restante foi destruído, já que seria embaraçoso para a Igreja ter de explicar onde o Avatar estava aprendendo tudo o que sabia. A versão oficial é que foi a “inteligência divina”, mas a verdade é muito mais óbvia e simples: Yeshua sabia tudo aquilo porque estudou. Conhecimento não vem de “graças dos céus”, mas de estudo e trabalho.

Para entender como este casamento aconteceu, precisamos passar por algumas explicações. A primeira é o fato de Jesus ser chamado de Rabbi (Rabino, ou Mestre) por todo o Novo Testamento. O titulo de Rabbi é passado de iniciado para iniciado desde Moisés, através de um ritual chamado Semicha (“ordenamento”). No período do Antigo Testamento, de acordo com o Judaísmo, para se tornar Rabbi, uma pessoa precisa obrigatoriamente preencher três requisitos: ser um homem, ter conhecimento profundo do Tora e das Leis judaicas, ser casado.

Com isso, sabemos que Yeshua, por ser um líder religioso considerado um Rabbi por seus discípulos, era obrigatoriamente CASADO (não importando com quem) ou NUNCA poderia ter recebido este título. Além disso, naqueles tempos, qualquer líder religioso que estivesse na casa dos 30 anos e ainda fosse solteiro certamente seria considerado algo completamente fora dos padrões e digno de nota.

Yeshua era casado com uma sacerdotisa vestal chamada Maria de Magdala, irmã de Lázaro e Marta. Assim como Yeshua, ela foi educada e preparada desde criança para ser a companheira do Avatar. Tinha grandes conhecimentos das artes lunares, divinatórias, dança e magia sexual, além de conhecimentos de astrologia, geometria, medicina e matemática. Assim como Maria, mãe de Yeshua, Maria de Magdala também era considerada uma “virgem”.

Lázaro, o irmão de Maria Madalena, é o sacerdote iniciado pelo próprio Yeshua. A bíblia cita isso como a “Ressurreição de Lázaro”, mas claramente percebemos que se trata de uma Iniciação Egípcia. Lázaro era um iniciado muito importante em sua época, membro de uma das famílias mais ricas da Betânia, assim como os outros apóstolos também eram pessoas influentes. Passou três dias confinados em uma caverna (o templo religioso mais importante para os Essênios), sendo resgatado no terceiro dia por Yeshua.

Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus; e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento. E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho. Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser. Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas. Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram- nas até em cima. Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram.
Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele. (João 2: 1,11)

As Bodas de Caná é a passagem do Novo Testamento que narra o Casamento de Jesus com Maria Madalena. Basta conhecer um pouco de cultura judaica para saber que, em um casamento judeu, e mais especificamente o casamento dinástico, a ÚNICA pessoa que pode dar ordens para os serviçais é a mãe do noivo, que é a pessoa responsável pela organização da festa… e tudo faz muito mais sentido agora. E transformar água em vinho certamente não seria uma dificuldade para um Avatar

Como já vimos, as regras do matrimônio dinástico não eram banais. Parâmetros explicitamente definidos ditavam um estilo de vida celibatário, exceto para a procriação em intervalos regulares.

Um período extenso de noivado era seguido por um Primeiro Casamento em setembro, depois do qual a relação física era permitida em dezembro. Se ocorresse a concepção, havia então uma cerimônia do Segundo Casamento em março para legalizar o matrimônio. Durante esse período de espera, e até o Segundo Casamento, com ou sem gravidez, a noiva era considerada, segundo a lei, um almah (“jovem mulher” ou, como erroneamente citada, “virgem” ).

João 11:1-2 também menciona esse evento anterior, explicando depois como o ritual de ungir os pés de Jesus foi realizado novamente pela mesma mulher, em Betânia. Quando Jesus estava sentado à mesa, Maria pegou “uma libra de bálsamo puro de nardo, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo” (João 12:3).

No Cântico dos Cânticos (1:12) há O refrão nupcial: “Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume”. Maria não só ungiu a cabeça de Jesus na casa de Simão (Mateus 26:6-7 e Marcos 14:3), mas também ungiu-lhe os pés e os enxugou depois com os cabelos em março de 33 DC. Dois anos e meio antes, em setembro de 30 DC, ela tinha realizado o mesmo ritual três meses depois das bodas de Caná.

Em ambas as ocasiões, a unção foi feita enquanto Jesus se sentava à mesa (como define o Cântico dos Cânticos). Era uma alusão ao antigo rito no qual uma noiva real preparava a mesa para o seu noivo. Realizar o rito com nardo era maneira de expressar privilégio de uma noiva messiânica, e tal rito só se realizava nas cerimônias do Primeiro e do Segundo Casamento. Somente como esposa de Jesus e sacerdotisa com direitos próprios, Maria poderia ter ungido-lhe a cabeça e os pés com ungüento sagrado.

Este rito também é narrado no Salmo 23, um dos meus favoritos (só perde para o Salmo 133). O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas.Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome.Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

O Salmo 23 descreve Deus, na imagem masculina/feminina da época, como pastor e noiva. Da noiva, o salmo diz “Prepara-me uma mesa… Unge-me a cabeça com óleo“.Os De acordo com o rito do Hieros Gamos da antiga Mesopotâmia (a terra de Noé e Abraão), a grande deusa, Inana, tomou como noivo o pastor Dumuzi (ou Tammuz),106 e foi a partir dessa união que o conceito da Shekiná e YHVH evoluiu em Caná por meio das divindades intermediárias Asera e El Eloim.

No Egito, a unção do rei era o dever privilegiado das irmãs/noivas semidivinas dos faraós. Gordura de crocodilo era a substância usada na unção, pois era associada à destreza sexual, e o crocodilo sagrado dos egípcios era o Messeh (que corresponde ao termo hebraico Messias: “Ungido” ). Na antiga Mesopotâmia, o intrépido animal real (um dragão de quatro pernas) era chamado de MushUs.

Era preferível que os faraós desposassem suas irmãs (especialmente suas meio-irmãs maternas com outros pais) porque a verdadeira herança dinástica era passada pela linha feminina.

Alternativamente, primeiros de primeiro grau maternos também eram consideradas. Os reis de Judá não adotavam essa medida como prática geral, mas consideram a linha feminina um meio de transferir realeza e outras posições hereditárias de influência (mesmo hoje, o judeu verdadeiro é aquele nascido de mãe judia). Davi obteve sua realeza, por exemplo, casando-se com Micol, filha do rei Saul. Muito tempo depois, Herodes, o Grande, ganhou seu status real desposando Mariane da casa real sacerdotal.

Assim como os homens que eram designados para várias posições patriarcais assumiam nomes que representavam seus ancestrais – como Isaac, Jacó e José – também as mulheres seguiam sua genealogia e escalão. Seus títulos nominais incluíam Raquel, Rebeca e Sara. As esposas das linhas masculinas de Zadoque e Davi tinham o posto de Elisheba (Elizabeth, ou Isabel) e Miriam (Maria), respectivamente. Por isso a mãe de João Batista é chamada de Isabel e a de Jesus, Maria, nos Evangelhos. Essas mulheres passaram pela cerimônia de seu Segundo Casamento só quando estavam com três meses de gravidez, quando a noiva deixava de ser uma almah e se tomava uma mãe designada.Ou seja: Através destas passagens bíblicas, sabemos que, além de casada com Jesus, Maria Madalena teve filhos com ele.

Jesus e Maria Madalena realizaram os rituais sagrados de magia sexual ( os sete chakras despertos nos rituais sexuais, ). Estas alegorias são descritas várias vezes na Bíblia, especialmente no Apocalipse, quando se fala de “Sete Igrejas” e “Sete Selos” que precisam ser “rompidos”. Isto nada mais é do que o ser humano desenvolvendo sua energia kundalini e explorando todo o seu potencial divino, aflorando e abrindo os sete chakras.

Maria Madalena foi a principal discípula de Jesus e sua grande companheira. . A primeira citação oficial da Igreja a respeito da Maria Madalena foi feita pelo papa Gregório I em 591 DC, para coibir o culto a Maria Madalena (Notre Damme) no Sul da França (falarei sobre o herege “Culto à Virgem Negra” mais tarde).

Maria Madalena é a figura feminina mais sagrada para os Templários e todas as catedrais chamadas de “Notre Damme” na França construídas pelos Templários foram dedicadas a ela (inclusive a Notre damme de Paris, que mereceria uma coluna só para ela de tanto simbolismo que possui escondida nela.

Santa Maria Madalena, foi canonizada em 886 e transformada em Santa pela Igreja Ortodoxa, que dizia que suas relíquias estavam em Constantinopla. De acordo com a versão oficial, Madalena e Maria (mãe de Jesus) foram até o Éfeso onde passaram o restante de suas vidas,

A tradição francesa insistia que Maria Madalena, sua filha Sara (Santa Sara Kali), Lázaro e outros companheiros aportaram em Marseille, vindos do Egito, e se juntaram aos nobres que ali viviam, continuando uma dinastia de reis-pescadores que mais tarde daria origem aos Merovíngios.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SIGNIFICADO ESOTÉRICO DA MONA LISA

Esta obra, considerada a maior obra de arte de todos os tempos, tem uma representação alquímica profunda. Segundo o Mestre Samael, a Gioconda representa a Divina Mãe Kundalini, a sagrada Mãe Alquimia ou, para Fulcanelli, é a poderosa Mãe Viúva, ou seja, a Ciência da Alquimia. Vemos a figura de uma austera figura de mulher, cujo sorriso é, ao mesmo tempo, agradável e marcial.

Ela veste roupa nas cores vermelha e verde, as duas cores fundamentais da Alquimia, ou seja, as cores do Leão Verde e do Leão Vermelho, as duas mais poderosas forças da Alquimia, nosso Ser (verde) e nossa Mãe Kundalini (vermelho).
Suas mãos estão numa postura (mudra) de defesa, representando que ela alegoriza a ciência hermética, esotérica. E Ela mostra não a totalidade dos dedos de suas mãos, mas unicamente 9 dedos.

O que representa o número 9 dentro da Alquimia senão o Arcano 9 do Tarô, o Eremita solitário? A Nona Esfera da Magia Sexual? Os 9 Céus e os 9 Infernos de Dante?Ao fundo desta maravilhosa obra vemos dois Caminhos, as famosas Vias Seca (à nossa esquerda) e Úmida (à nossa direita) da Alquimia Sagrada.

O Caminho Úmido, indica a Senda Nirvânica, que é uma senda maravilhosa, e o Caminho Seco, que assinala o Caminho Direto para Deus, para o Absoluto, que é um Caminho Superior. Porém, esses dois Caminhos só existem quando compreendemos que eles têm um Guardião, que é essa bela e austera Senhora, nossa Mãe Divina Interior Kundalini. Sem Ela, não há um autêntico trabalho de Alquimia.

Da Vinci conhecia a fundo a ciência alquímica e por meio da Inspiração ele conheceu sua Mãe Divina particular, representada no quadro da Mona Lisa, pois todos nós temos a nossa própria e íntima Mãe.

Ah, uma última observação: os nomes Mona Lisa e Gioconda têm as 3 letras fundamentais IAO, que são os mantras secretos dos gnósticos. IAO é um dos mantras sagrados da Magia Sexual.

Significado Esotérico da Santa Ceia
Esse maravilhoso quadro tem várias representações, entre elas os mistérios da Astrologia. Jesus rodeado por seus 12 Apóstolos são o Sol e seus 12 planetas de nosso Sistema Solar [Sim, nosso Sistema Solar possui 12 planetas, 3 dos quais ainda não descobertos pela ciência acadêmica: Vulcano, Perséfone e Clarión].
Ao lado direito de Jesus [à esquerda], o personagem seria João, o discípulo amado de Jesus, ou uma mulher, Maria Madalena, sua esposa-sacerdotisa? Observe que esta mulher possui expressões típicas do pudor feminino, ela estaria usando uma corrente de ouro no pescoço e afasta-se de Jesus com uma coqueteria feminina, incontestável.

A figura feminina e Jesus usam o chamado "efeito espelhado": Jesus está usando túnica vermelha e manto azul. E Madalena, túnica azul e manto vermelho. O "espelho" simboliza a entrada para uma realidade oculta. Um crítico de arte verá que os grupos formados por Jesus e Madalena, pelo afastamento de Madalena, formam um M no centro do Quadro. O M foi um código muito usado pelos Templários e sobre o qual existe controvérsia: M, símbolo da Constelação de Virgo, pode ser também o M de Madalena, venerada pelos Templários? Ou seria o Eterno Feminino de Deus, nossa Mãe Divina?

No "grupo de Jesus", aparece "mão anômala" fazendo o "gesto ou dedo de João" (o Batista) tão caro a da Vinci que usou este símbolo com grande constância na sua obra. O próprio da Vinci encarna Judas Tadeu. Apesar de ser a cena do Sacramento Mágico da Eucaristia, não há vinho ou pão na mesa posta por Da Vinci (o pão estaria reduzido a migalhas).

Na verdade, este trabalho astrológico é muito mais profundo, muito mais do que questões teológicas, ou mesmo de signos e cálculos. Da Vinci representou ali os 12 Trabalhos de Hércules, que são os passos iniciáticos necessários para encarnarmos o Cristo Interior. Essas 12 faculdades superiores de nosso Ser Divino são representadas na tradição cristã-gnóstica como os 12 apóstolos, mas podem ser vistas também nos 12 Cavaleiros da Távola Redonda.

Devemos aclarar que um dos grandes méritos da obra de Dan Brown, O Código Da Vinci, reside em que este autor criou um elo bastante próximo do que sempre foi defendido pelos gnósticos, tanto antigos quanto contemporâneos. Esse Elo entre o Santo Graal, a esposa de Jesus e todas as mulheres do mundo seria na verdade o Mistério dos Mistérios, guardado a sete chaves tanto por gnósticos quanto por maçons, templários e cátaros. Esse Grande Segredo está agora totalmente desvelado nos estudos gnósticos difundidos pelo grande mestre gnóstico contemporâneo, Samael Aun Weor. http://www.gnosisonline.org/

domingo, 11 de abril de 2010

MARIA MADALENA ARQUÉTIPO DA "NOIVA PERDIDA" A PEQUENA SEREIA

Pintor Georges De La Tour


Os olhos infantis costumam perceber coisas que escapam à nossa atenção. A historiadora Margaret Starbird teve esta confirmação. A filhinha de sete anos de idade, de uma amiga, foi assistir ao filme A PEQUENA SEREIA de Walt Disney. Encontrando-se com a historiadora, a menina contou que vira um dos quadros que Starbird usara para ilustrar a sua pesquisa sobre "A NOIVA MESSIÂNICA", representante do "Sagrado Princípio Feminino" que as Igrejas cristãs haviam abolido no seu passado remoto.

A garota lhe contou que Ariel, A Pequena Sereia, fora procurar num navio afundado, enfeites para o seu quarto, no fundo do mar. A prenda preferida encontrada por ela era, exatamente, um retrato de Maria Madalena, miniatura de um quadro pintado pelo famoso pintor Georges De La Tour (uma trilogia) que Starbird usara na sua pesquisa sobre a "Noiva Messiânica": Maria Madalena, encarnação do "Sagrado Princípio Feminino", noiva de ...Jesus!

E foi assim, através de olhos infantis inocentes, que Margaret Starbird descobriu que a "pequena sereia" de Disney era muito mais do que um conto de fadas para menininhas."

Os símbolos que Maria Madalena encarna são o da "Noiva Perdida", do "Princípio Feminino", cujas encarnações anteriores foram composições das "DEUSAS" - Afrodite, Atenas e Demeter, com os "toques" de Isis, Inanna e Astarte...a SOPHIA SAGRADA !

Maria Madalena, se não fosse pela sua discriminação feita pelos cristãos, deveria estar agora, simbolizando a "Senhora da Idade de Peixes" com Cristo no papel de Senhor, ambos perfazendo a sagrada mandala do "Hieros Gamos" para a Idade De Peixes."

Como a Pequena Sereia, a sétima filha do Rei Tritão, a lembrança de Maria Madalena submergiu profundamente para ocupar um lugar no grande oceano, no inconsciente coletivo da humanidade. Carl Jung fala sobre a condição que o patriarcalismo iria ocupar no fim desta era, tempos nos quais toda a sua energia se encontraria insuficiente para sustentar o "status" conseguido. Então, seria a hora e a vez do "Princípio Feminino" reaparecer, segundo Jung, para se reconciliar com o "Principio Masculino" perfazendo a UNIDADE, para juntos, forjarem a próxima era, uma nova cultura.

No conto original, a Pequena Sereia não tinha um nome, é sugestivo o nome que lhe foi dado no filme, ARIEL, um dos nomes de Jerusalém, cidade sitiada... (Isaías 29:1-8) a mensagem subliminar prossegue, Ariel tem a face escura como a da Noiva do Cântico dos Cânticos (1:5) morena, devido às suas lides nos vinhedos dos seus irmãos. E tem o cabelo bem longo e ondeado, um cabelo lindamente avermelhado, exatamente como a cabeleira que se atribui à Maria Madalena!

Os sonhos e os desejos da Pequena Sereia são o de andar sobre a relva fresca sob os fortes raios solares, ou seja, sair do ostracismo profundo no qual foi relegada. Outro fato sugestivo é o de que Ariel não necessita ser salva, ela SALVA o Príncipe, não seria o Princípio Patriarcal combalido nos prenúncios da Era do Aquário?

Ariel ao encontrar o quadro que representa Maria Madalena, pintado por La Tour e intitulado por ele: "Magdalen with The Smoking Flame", curiosamente, se esforça por retirar a chama para fora do quadro. É muito sugestiva a idéia dos idealizadores do filme de Disney com uma vasta galeria de quadros famosos à sua disposição: por que escolheram um tão sugestivo para o seu filme? Seria uma mensagem subliminar que estariam tentando passar? Outro ponto digno de reflexão, a imagem de Madalena foi colocada nas profundidades do oceano porque ela representava o modelo da Noiva, a EKKLESIA", para os antigos patriarcas cristãos pertencentes à "comunidade amada" redimida por Cristo.

Ariel é como a Jerusalém sitiada, se sente afogada no desejo de se tornar humana e todas as forças conspiram para que ela não consiga unir-se ao seu amado Príncipe. Roubam-lhe a voz e ela não pode desabafar os seus sentimentos. Alguém se lembra de que roubaram também a voz de Maria Madalena, quando a tacharam ignominiosamente de prostituta, sem justificativa alguma de nenhuma escritura que provasse esta sua condição como verdadeira, ao contrário, as suas vestes indicam o seu alto "status" de sacerdotisa e discípula mais amada por Jesus. Disto existem provas cabais nos "Manuscritos de Nag-Hammadi", onde possui até um evangelho: "O Evangelho de Maria" e os testemunhos de Philipe e dos outros discípulos, o "povo de Jesus". Suas vestes são similares às descritas no Cântico dos Cânticos, quando se refere à Noiva Messiânica, desnudada pelos "guardiões das paredes" (5:7).

Não é um mero acidente que Ariel carregue consigo um livro e um espelho, no filme de Disney, ícones da arte Medieval. Vejamos o símbolo do espelho: ele representa o mundo material (MATER, MÃE, MATÉRIA) manifestação do DIVINO na "carne", assim como a lua é o espelho do sol. O significado de SOPHIA é também o do "Espelho Imaculado" da energia Divina.

O livro representa todas as leis naturais e espirituais - a Ciência, a Revelação e a Sabedoria - que busca o conhecimento dos preceitos de Deus. Há um adágio medieval que reza: "Nada existe sem um significado"!

Outro ponto digno de ser salientado diz respeito á Dinastia Merovíngea francesa. Na heresia do "Santo Graal" diz-se que o Rei Merovee descendia de uma sereia e que ele era metade homem e metade peixe. Quase todas as "watermarks" (marcas d'água) medievais têm desenhos de sereias com a flor de lis Merovíngea, engastada nas suas caudas. "A conexão de Maria Madalena com a sereia e a Rainha do Mar é muito antiga", revela a historiadora Margaret Starbird.

Ariel expressa o grande desejo do pobre e desvalorizado "Princípio Feminino": a reunião com o "Princípio Masculino "seu sagrado "partnair". O Princípio Feminino não quer ocupar o lugar de salvador ou outro qualquer que não seja o de Companheiro, Amado e Igual. 

sexta-feira, 12 de março de 2010

CHRISTO O GRANDE HIEROFANTE

Somente os Mahatmas possuem o Selo Hierárquico de Mestre Supremo e somente Eles podem se tornar Hierofantes. Em todo o planeta há apenas algumas poucas dezenas de Hierofantes.

Os Hierofantes da Luz são ungidos pelo Senhor do Segundo Raio Planetário e podem assim conferir a Grande Iniciação. As Grandes Iniciações colocam o iogue em relação direta com os Grandes Logos Planetário e Solar e além.

Os Grandes Iniciados da A:. F:. B:. estão em íntimo contato com as grandes correntes prânicas que circulam pelo planeta. Estas correntes podem trazer o progresso ou conforme o uso que se faça.

Os Iniciados da Luz aprendem a lidar com as Forças Prânicas de forma gradual e segura.  Somente os Grandes Hierofantes que passaram por todos graus da Iniciação utilizam impunemente os pranas pois agem sem egoísmo.

O conhecimento dos pranas envolve muito poder, pois está relacionado com as energias do Senhor Shiva. Christo, o Grande Hierofante, demonstrou possuir conhecimento das Leis do Prana quando disse: ...."Se tendes fé direis à montanha para se afastar e ela se afastará"(Jesus Cristo).

A palavra fé utilizada por Senhor Shiva. Christo, o Grande Hierofante nada tem a haver com crença religiosa, mas com profundo conhecimento iniciático. Suas palavras demonstram a grande responsabilidade do verdadeiro Mago Branco.

Na obra Um Tratado Sobre Magia Branca o autor disserta de forma oculta sobre a ciência dos pranas e sua responsabilidade mágica. É maravilhoso o emprego desta Ciência quando nas mãos de um Mago Branco de Alta Iniciação. As energias de construção e destruição de Shiva são belamente utilizadas pelo Iogue que atingiu o perfeito conhecimento.

omkaarambinduagniioga.blogspot.com