domingo, 11 de abril de 2010

MARIA MADALENA ARQUÉTIPO DA "NOIVA PERDIDA" A PEQUENA SEREIA

A PEQUENA SEREIA
ARQUÉTIPO DA "NOIVA PERDIDA
PESQUISA DA HISTORIADORA MARGARET STARBIRD
MENSAGEM SUBLIMINAR?

Os olhos infantis costumam perceber coisas que escapam à nossa atenção. A historiadora Margaret Starbird teve esta confirmação. A filhinha de sete anos de idade, de uma amiga, foi assistir ao filme A PEQUENA SEREIA de Walt Disney. Encontrando-se com a historiadora, a menina contou que vira um dos quadros que Starbird usara para ilustrar a sua pesquisa sobre "A NOIVA MESSIÂNICA", representante do "Sagrado Princípio Feminino" que as Igrejas cristãs haviam abolido no seu passado remoto.

A garota lhe contou que Ariel, A Pequena Sereia, fora procurar num navio afundado, enfeites para o seu quarto, no fundo do mar. A prenda preferida encontrada por ela era, exatamente, um retrato de Maria Madalena, miniatura de um quadro pintado pelo famoso pintor Georges De La Tour (uma trilogia) que Starbird usara na sua pesquisa sobre a "Noiva Messiânica": Maria Madalena, encarnação do "Sagrado Princípio Feminino", noiva de ...Jesus!

E foi assim, através de olhos infantis inocentes, que Margaret Starbird descobriu que a "pequena sereia" de Disney era muito mais do que um conto de fadas para menininhas."

Os símbolos que Maria Madalena encarna são o da "Noiva Perdida", do "Princípio Feminino", cujas encarnações anteriores foram composições das "DEUSAS" - Afrodite, Atenas e Demeter, com os "toques" de Isis, Inanna e Astarte...a SOPHIA SAGRADA !

Maria Madalena, se não fosse pela sua discriminação feita pelos cristãos, deveria estar agora, simbolizando a "Senhora da Idade de Peixes" com Cristo no papel de Senhor, ambos perfazendo a sagrada mandala do "Hieros Gamos" para a Idade De Peixes."

Como a Pequena Sereia, a sétima filha do Rei Tritão, a lembrança de Maria Madalena submergiu profundamente para ocupar um lugar no grande oceano, no inconsciente coletivo da humanidade. Carl Jung fala sobre a condição que o patriarcalismo iria ocupar no fim desta era, tempos nos quais toda a sua energia se encontraria insuficiente para sustentar o "status" conseguido. Então, seria a hora e a vez do "Princípio Feminino" reaparecer, segundo Jung, para se reconciliar com o "Principio Masculino" perfazendo a UNIDADE, para juntos, forjarem a próxima era, uma nova cultura.

No conto original, a Pequena Sereia não tinha um nome, é sugestivo o nome que lhe foi dado no filme, ARIEL, um dos nomes de Jerusalém, cidade sitiada... (Isaías 29:1-8) a mensagem subliminar prossegue, Ariel tem a face escura como a da Noiva do Cântico dos Cânticos (1:5) morena, devido às suas lides nos vinhedos dos seus irmãos. E tem o cabelo bem longo e ondeado, um cabelo lindamente avermelhado, exatamente como a cabeleira que se atribui à Maria Madalena!

Os sonhos e os desejos da Pequena Sereia são o de andar sobre a relva fresca sob os fortes raios solares, ou seja, sair do ostracismo profundo no qual foi relegada. Outro fato sugestivo é o de que Ariel não necessita ser salva, ela SALVA o Príncipe, não seria o Princípio Patriarcal combalido nos prenúncios da Era do Aquário?

Ariel ao encontrar o quadro que representa Maria Madalena, pintado por La Tour e intitulado por ele: "Magdalen with The Smoking Flame", curiosamente, se esforça por retirar a chama para fora do quadro. É muito sugestiva a idéia dos idealizadores do filme de Disney com uma vasta galeria de quadros famosos à sua disposição: por que escolheram um tão sugestivo para o seu filme? Seria uma mensagem subliminar que estariam tentando passar? Outro ponto digno de reflexão, a imagem de Madalena foi colocada nas profundidades do oceano porque ela representava o modelo da Noiva, a EKKLESIA", para os antigos patriarcas cristãos pertencentes à "comunidade amada" redimida por Cristo.

Ariel é como a Jerusalém sitiada, se sente afogada no desejo de se tornar humana e todas as forças conspiram para que ela não consiga unir-se ao seu amado Príncipe. Roubam-lhe a voz e ela não pode desabafar os seus sentimentos. Alguém se lembra de que roubaram também a voz de Maria Madalena, quando a tacharam ignominiosamente de prostituta, sem justificativa alguma de nenhuma escritura que provasse esta sua condição como verdadeira, ao contrário, as suas vestes indicam o seu alto "status" de sacerdotisa e discípula mais amada por Jesus. Disto existem provas cabais nos "Manuscritos de Nag-Hammadi", onde possui até um evangelho: "O Evangelho de Maria" e os testemunhos de Philipe e dos outros discípulos, o "povo de Jesus". Suas vestes são similares às descritas no Cântico dos Cânticos, quando se refere à Noiva Messiânica, desnudada pelos "guardiões das paredes" (5:7).

Não é um mero acidente que Ariel carregue consigo um livro e um espelho, no filme de Disney, ícones da arte Medieval. Vejamos o símbolo do espelho: ele representa o mundo material (MATER, MÃE, MATÉRIA) manifestação do DIVINO na "carne", assim como a lua é o espelho do sol. O significado de SOPHIA é também o do "Espelho Imaculado" da energia Divina.

O livro representa todas as leis naturais e espirituais - a Ciência, a Revelação e a Sabedoria - que busca o conhecimento dos preceitos de Deus. Há um adágio medieval que reza: "Nada existe sem um significado"!

Outro ponto digno de ser salientado diz respeito á Dinastia Merovíngea francesa. Na heresia do "Santo Graal" diz-se que o Rei Merovee descendia de uma sereia e que ele era metade homem e metade peixe. Quase todas as "watermarks" (marcas d'água) medievais têm desenhos de sereias com a flor de lis Merovíngea, engastada nas suas caudas. "A conexão de Maria Madalena com a sereia e a Rainha do Mar é muito antiga", revela a historiadora Margaret Starbird.

Ariel expressa o grande desejo do pobre e desvalorizado "Princípio Feminino": a reunião com o "Princípio Masculino "seu sagrado "partnair". O Princípio Feminino não quer ocupar o lugar de salvador ou outro qualquer que não seja o de Companheiro, Amado e Igual. 

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