quarta-feira, 6 de julho de 2011

JESUS CRISTO DOS 13 AOS 30 ANOS 18 ANOS DE SILÊNCIO

Por séculos e séculos, os estudantes cristãos da Bíblia se perguntavam onde Jesus Cristo estava e o que fez durante os chamados "dezoito anos de silêncio".

Para todos, aqui expomos um estudo pormenorizado, condensado, analisado dos compêndios que podem ser considerados aceitáveis, que pelo mundo falam sobre este período em que a Bíblia ou a nossa Codificação não explana. Devemos sempre analisar usando a nossa fé raciocinada, mas, porém, lembrando que sempre que houver dúvidas devemos retornar a fonte, pois, é lá que beberemos a água límpida.

Quando estudei o Espiritismo, estudei também e procurei compreender a extraordinária figura do Cristo, sob o ponto de vista espiritualista, mas verifiquei, desde logo, a grande confusão que gira em torno da sublime personalidade do Rabi da Galiléia.

Li as seguintes obras (títulos em português): os Evangelhos; A Vida de Jesus, de Ernest Renan; História do Cristo, de Giovani Papini; Jesus, de Souza Carneiro; Cristianismo Místico, de Yogi Ramacharaka; Os Quatro Evangelhos, comunicações mediúnicas recebidas pela senhora Colignon; A Vida de Jesus Ditada por Ele Mesmo, mensagens mediúnicas recebidas pela senhora X.; Novo Nuctemeron, livro ditado pelo espírito de Apolônio de Tiana; Elucidações Evangélicas, mensagens espíritas compiladas por Antônio Luiz Sayão; Jesus Perante a Cristandade, obra ditada pelo espírito de Francisco Leite Bittencourt Sampaio; A Vida Desconhecida de Jesus Cristo, de Nicolau Notovitch; Jesus e Sua Doutrina, de A. Leterre; Da Esfinge ao Cristo e Os Grandes Iniciados, de Edouard Schuré; A Bíblia na índia, de Louis Jacolliot; O Cristo Nunca Existiu, de J. Brandes; e muitos artigos e mensagens espíritas, daqui e do estrangeiro, a respeito d'Ele.

Nas obras mediúnicas de meu conhecimento, os espíritos comunicantes geralmente vêem Jesus sob o prisma ou o aspecto pelo qual o conheceram na vida terrena, de modo que, como essas obras já são conhecidas no vernáculo, vou recorrer a algumas publicadas no estrangeiro, esperando que projetem alguma luz sobre esta questão que não é nova: quem foi realmente Jesus e o que fez ele nos 17 anos desconhecidos de sua vida na Palestina? Passemos a elas.

No Novo Nuctemeron, obra ditada pelo espírito de Apolônio de Tiana à conhecida médium inglesa Marjorie Livingstone e prefaciada por Sir Arthur Conan Doyle, vemos que no Jesus carnal se encarnou o Cristo, o iniciado divino. Como esse livro é pouco conhecido, dele extraio os seguintes trechos: O Iniciado Divino, o Filho de Deus, realizou para vós essa Descida na Matéria, essa Ordália Perfeita, essa Oblata de si mesmo, esse Sacrifício até a morte", (cap. II).

Podeis perguntar-me como o Iniciado Egípcio podia ver o Cristo dois mil anos antes de Jesus ter nascido na Galiléia. A resposta é bem simples. Não devereis pensar que, porque o Cristo ainda não se tinha manifestado na carne, ele não existia. Sua manifestação na pessoa de Jesus de Nazaré não foi senão um incidente de sua vida eterna; para a vossa Terra é talvez o mais importante de sua história. Repito que a manifestação do Espírito Divino do Cristo Cósmico em Jesus de Nazaré não foi senão um incidente etc.

Antes do período da Encarnação em Jesus de Nazaré, os Iniciados veneravam e temiam o Cristo de Deus, mas com incompreensão: depois da Encarnação, um amor pessoal por ele surgiu na Humanidade....nós não podemos conceber uma alegria mais extática, um esplendor mais radioso do que a Visão dAquele que era ao mesmo tempo Filho de Deus e filho do Homem. Durante a vida de Jesus de Nazaré, Deus se manifestou diretamente no corpo do Homem e dessa forma submeteu-se a leis naturais e a limitações físicas. Esse Ato Supremo resumiu não somente todas as possibilidades do Bem pelo Homem, no plano material, mas também em todos os ciclos do seu progresso, Deus, tendo assim se manifestado na carne, pode também manifestar-se à vontade, de maneira reconhecível, em todos os planos intermediários.

Assim, ele é o Cristo, Jesus e Deus ("eu vos criei a minha imagem; não Deus Absoluto, só Deus é real, o restante é criação do seu pensamento": Edivaldo), porém a sua forma não é a mesma em todas as esferas, (cap. VII)

Em sua Encarnação, o Cristo tomou a semelhança humana ("se submeteu as Leis criadas por seu Pai":Edivaldo) e essa aparência não foi senão o invólucro exterior dos diferentes estados do seu ser, ainda como Homem, quando deixou a carne, a forma de sua personalidade física permaneceu gravada em sua Forma astral e espiritual, que ele havia tomado antes para chegar a um estado mais denso pelo qual a Encarnação fosse possível, Deus não pôde pôr-se em contato direto com a matéria e vários estados da Natureza foram precisos antes que a corrente da Força Divina pudesse ser suficientemente isolada para tal fim.

O Cristo, tendo tomado uma única vez sobre si todos os diferentes estados aos quais pode o Homem estar sujeito, pôde retomar essas condições à vontade. Os que por sua grande virtude ou porque tenham um ardente desejo ou grande necessidade de verem o Cristo o verão na forma que ele viveu na Galiléia; os que passaram o véu da matéria podem vê-lo na forma que ele reveste para visitar as esferas intermediárias,[cap. IX

]Resumindo: no corpo de Jesus humano encarnou-se o Cristo de Deus para conduzir esta humanidade por novos caminhos. É por isso que João, o Evangelista, disse que o Verbo se fez carne e habitou entre nós e que, no começo, estava com Deus. Para Jacolliot (A Bíblia na índia), na vida de Jesus Cristo há fatos da de lezus Crisma, o reformador hindu. E, para Schuré (Da Esfinge ao Cristo), Jesus só existiu até o batismo no Jordão, quando o espírito do Cristo se incorporou nele. Segundo os teósofos, o corpo de Jiddu Krishnamurti seria o novo veículo pelo qual o Cristo se manifestaria ao mundo (O Cristo Voltará, de Jean Deville), mas Krishnamurti dissolveu a Ordem da Estrela e fundou nova corrente de pensamento.

Ao passo que o Abade Alta (O Cristianismo do Cristo e o dos Seus Vigários) nos diz, como muitos outros autores, que Cristo foi contemporâneo de Apolônio de Tiana. O teósofo australiano Charles W. Leadbeater (Os Mestres e o Caminho) escreve que "o Mestre Jesus, que atingiu o adepto durante a encarnação em que foi conhecido sob o nome de Apolônio de Tiana e que se tornou mais tarde Shri Ramnujacharva, o grande reformador religioso do sul da índia, dirige o sexto Raio, o da devoção ou Bhakti" Já para os budistas, Jesus é um Nirmanakaya, isto é, um ser humano muito evoluído, o qual, por uma série de existências perfeitas, atingira o Nirvana

A revista inglesa The Two Worlds, de Manchester, edição de 08.09.1939, dá notícia de um livro sob o título Vi o Mestre, ditado por "Ray" e compilado por Grace Gibbons Grindling, no qual se lê que Maria, mãe de Jesus, teve outros quatro filhos e que José era pai adotivo de Jesus. Trata-se de uma coleção de comunicações de quem se diz chamar "Godfrey" e que teria perdido a vida na guerra em outubro de 1915.

Mas, se esse livro teve por autor uma entidade espiritual não "credenciada", o mesmo não aconteceu com outro livro a que se refere L'Astrosophie, de Cartago, Tunísia, de maio de 1938. Tem o título de Vida de Jesus e traz o quilométrico subtítulo "Vida inédita e rigorosamente verdadeira, ditada por João, o Evangelista, assistido pelos apóstolos Pedro e Paulo, assim como pelo profeta Samuel ao qual se juntou o iniciado hindu Kirbi".

Em 1938 apareceu na imprensa londrina um livro mediúnico que obteve enorme sucesso e foi lido com grande avidez pelo público que se interessa por conhecer detalhes sobre o período da vida de Jesus que vai dos 13 aos 30 anos. Essa interessante obra, de que possuo um exemplar ofertado em 6 de dezembro daquele ano pelo apreciado escritor espírita português Frederico Duarte, o F. Etraud da "Crônica Estrangeira" de The Two Worlds, de Manchester, cidade inglesa em que residiu há muito tempo, foi ditada por um espírito que se deu o singelo nome de "Mensageiro", em vez de se adornar com qualquer nome bíblico ou evangélico para dar maior autoridade ao seu ditado. Tem ela o título de Fragmentos dos Anos Desconhecidos da Vida de Jesus e está dividida nos seguintes capítulos:

I.       Introdução e descrições, II. Jesus no templo, III. Jesus no deserto,
IV.    Jesus no Tibet, V. A decisão, VI. Jesus na índia, VII. Jesus no Egito,
VIII. Cerimônia de iniciação, IX. Jesus na Pérsia, X. Jesus volta ao Egito,
XI.   Consagração de Jesus.

Sobre a referida obra, colhemos no número de 28 de outubro de 1938, da citada revista inglesa, os seguintes comentários feitos pelo Sr. F. C. Wentworth: Há um considerável número de livros tratando do pouco conhecido período da vida de Jesus, que vai dos 13 aos 30 anos. Que sucedeu durante aquele tempo para transformá-lo de um menino inteligente em um mestre cujos ensinos deviam influenciar civilizações? Registros daquele lapso de tempo praticamente não existem. Informações tivemos de que em templos da índia e mosteiros do Tibet há documentos que tratam da iniciação de alguém chamado Jesus.

Rumores circulam de que documentos da biblioteca do Vaticano muito poderiam revelar se escapassem à proibição imposta pelas autoridades papais, que acham não dever torná-los públicos, havendo, portanto, sempre um ar de mistério a cobrir a resposta de uma questão que tem deixado atônitos todos os que estudaram o desenvolvimento da personalidade de Jesus. Uma obra acaba de aparecer, ditada a um médium, sob a autoridade de um espírito comunicante que diz ter tido conhecimento daquele período de tempo da vida desconhecida de Jesus. A dificuldade existente no caso é a de não se poder comparar o livro com notícias conhecidas. Ele deve ser aceito em seu mérito interior e em seu valor comparativo com documentos históricos, que devem suportar as críticas que se farão sobre o trabalho.

O livro tem o título de 'Fragments of the hidden years of Jesus' e foi ditado por um "Mensageiro" que esclarece: Estes escritos me foram transmitidos do Além, durante muitas sessões com a médium senhora Graddon-Thomas, que sempre esteve mergulhada em profundo estado de transe. Um espírito que se deu o nome de "Mensageiro" os ditou a mim e eu escrevi pela mão dela. Nem eu e nem a médium poderíamos escrever este livro e minha responsabilidade está limitada à transcrição do assunto.

Este parágrafo deve ser lembrado ao serem lidos os capítulos tratando da iniciação de Jesus nas escolas da índia, Tibet, Egito e Pérsia. Pinta-se então um quadro íntimo do desenvolvimento de suas faculdades, de como foi ele treinado pelos sumos sacerdotes de várias ordens para fazer uso das qualidades superiores de sua consciência, a fim de colher as vastas reservas do poder invisível de que ia servir-se durante o curso do seu ministério.

A teoria de que Jesus passou por escolas iniciáticas do Egito e outros centros de aprendizagem não é nova. Certos aspectos do seu ensino revelam influências que devem ser traçadas a um ou outro desses centros, porquanto seus ensinamentos demonstram que ele não desconhecia a obra de seus mestres e antecessores.

Notei que o articulista disse acima: A dificuldade existente no caso é a de não se poder comparar o livro com notícias conhecidas. Ele deve ser aceito em seu mérito interior e em seu valor comparativo com documentos históricos, que devem suportar as críticas que se farão sobre o trabalho. É o que vou tentar fazer, detendo-me mais demoradamente no livro de Notovitch, A Vida Desconhecida de Jesus Cristo, para depois passar a notícias análogas a que darei o título "Sinóticos", isto é, Concordantes, e a manuscritos do mar Morto.

Darei a "Introdução" da obra de Notovitch, farei um resumo das peripécias de suas viagens e do encontro dos manuscritos tibetanos e transcreverei, em versículos, tal como foi achada, a Vida de Santo Issa.

http://www.comunidadeespirita.com.br/

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