domingo, 5 de setembro de 2010

DINASTIA REAL DE JESUS CRISTO E MARIA MADALENA

O Evangelho de Mateus afirma que Jesus era de sangue real, descendente de Salomão e Davi. Ele poderia Ter a pretensão legítima ao trono da Palestina unida. Ele teria enfrentado a oposição que enfrentou, precisamente em virtude de seu papel, o papel de um rei-sacerdote que poderia unificar o seu país e o povo judeu, representando assim uma séria ameaça tanto a Herodes quanto à Roma.

Sugerir que Jesus tivesse tal pretensão é desafiar a imagem do "pobre carpinteiro de Nazaré". Em primeiro lugar, existem dúvidas à respeito da cidade de Nazaré no tempo de Jesus. Ela não aparece nos mapas romanos, documentos ou registros. Não é mencionada no Talmud nem nos textos de Paulo. Nem mesmo o historiador Flavius Josephus - Que comandou tropas na Galiléia e listou as cidades da província - mencionou Nazaré.

Em suma, parece que Nazaré não surgiu como cidade até algum tempo depois da revolta de 68-74 d.C., e que o nome de Jesus se tornou associado a ela em virtude da confusão semântica.

Sendo de Nazaré ou não, não há tampouco alguma indicação de que Jesus tenha sido um "pobre carpinteiro". ( Vermes, Jesus the Jew, p. 21, menciona que nos provérbios do Talmud o nome aramaico denotando carpinteiro ou artesão (naggar) significa homem culto ou intelectual)

Nenhum dos quatro Evangelhos o descreve como tal. Na verdade, as evidências nelas contidas sugerem o contrário. Ele parece Ter sido bem educado. Parece Ter recebido treinamento para rabino e Ter conversado tão freqüentemente com pessoas ricas e influentes quanto com os pobres.

Nicodemus, José de Arimathéia, o casamento de Canaã , sugere que Jesus e sua mãe eram membros de uma casta. Se Jesus era Rabino, era casado; se era casado, seria muito estranho que não pudesse Ter filhos.

Se Jesus era um aristocrata, e se ele foi casado com Madalena, é provável que ela fosse de situação social comparável. E, realmente, parecia ser. Entre suas amigas, estava a esposa de um importante oficial de Herodes.

Nos documentos do Monastério do Sinai, Jerusalém - a Cidade Santa e capital da Judéia - tinha sido originariamente propriedade da tribo de Benjamim. Depois os benjamitas foram dizimados em uma guerra com as outras tribos de Israel, e muitos deles partiram para o exílio, embora alguns tenham permanecido. Um descendente desses remanescentes era Paulo, que afirma explicitamente ser um benjamita ( Romanos 11:1).

De acordo com todas as narrativas do NT, Jesus era da linha de Davi e, portanto, da tribo de Judá. Aos olhos dos benjamitas, que tiveram Saul deposto por Davi, isto pode tê-lo tornado um usurpador. Esta objeção poderia ser neutralizada se este fosse casado com uma mulher benjamita. Tal casamento teria constituído uma importante aliança dinástica, repleta de conseqüências políticas. Ela não só teria fornecido a Israel um poderoso rei-sacerdote, como também teria desempenhado a função simbólica de devolver a Jerusalém aos seus donos originais e legítimos. Tal homem teria sido realmente o "rei dos judeus".

Durante sua entrevista com Pilatos, Jesus é repetidamente chamado "rei dos judeus". Segundo o professor S.G.F. Brandon, da Universidade de Manchester, a inscrição afixada na cruz, deve ser considerada genuína - tanto quanto qualquer coisa no NT. Em primeiro lugar, ela figura, sem nenhuma variação, nos quatro Evangelhos. Em segundo lugar, trata-se de um episódio muito comprometedor, muito embaraçoso, para ser inventado.

No Evangelho de Marcos, Pilatos, após interrogar Jesus, pergunta aos seus dignitários reunidos (Marcos 15:12) "Pois que quereis que eu faça ao "rei dos judeus"?. Isto indicaria que, pelo menos alguns judeus se referiram a Jesus como um rei. Ao mesmo tempo, Pilatos confere este título a Jesus em todos os quatro Evangelhos. Não há razão para supor que ele o faz de forma pejorativa ou irônica. No quarto Evangelho, ele insiste nisso de forma bastante séria e reiterada, a despeito do coro de protestos. Além disso, nos Evangelhos sinópticos, o próprio Jesus reconhece sua pretensão ao título (Marcos 15:2) "E Pilatos lhe perguntou: "Tu é o rei dos judeus?" E ele lhe respondendo lhe disse: "Tu o dizes". Na tradução, esta resposta soa de forma deliberada. No original grego, no entanto, é interpretada como: "Tu falaste corretamente".

Os Evangelhos foram compostos para uma audiência greco-romana. Em conseqüência, era natural colocar os judeus no papel de vilões. Jesus não poderia ser retratado como uma figura política e o papel dos romanos no julgamento e execução de Jesus deveria ser limpada e apresentado de forma mais simpática possível. Assim, Pilatos é descrito nos Evangelhos como um homem responsável e tolerante, que reluta em consentir a crucificação.

Os Evangelhos informa que Jesus é inicialmente condenado pelo Sanhedrim (Sinédrio)- os conselhos dos anciãos judeus - que então o leva até Pilatos e pede ao procurador que se anuncie contra ele. Historicamente, isto não faz sentido. Nos três Evangelhos sinópticos, Jesus é preso e condenado pelo Sanhedrim na noite do festival dos judeus, mas pela lei mosaica, este conselho era proibido de se reunir durante o festival. (H. Cohn, Trial and Death of Jesus, p.97).

Nos Evangelhos, a prisão e o julgamento de Jesus ocorrem à noite, antes do conselho. Pela lei judaica, o conselho é proibido de se reunir à noite, em casas particulares ou em qualquer outro lugar fora dos recintos do Templo.

Nos Evangelhos, o conselho é aparentemente desautorizado a votar uma sentenças de morte - e esta seria a razão para levar Jesus ante Pilatos. Contudo, o conselho era autorizado a votar sentenças de morte - por apedrejamento, se não por crucificação. Desta forma, se o conselho tivesse desejado dispor de Jesus, ele teria autoridade para sentencia-lo à morte por apedrejamento. Não haveria necessidade de perturbar Pilatos.

(Brandon, Jesus and the Zealots, p.259., H.Cohn, Trial and Death of Jesus, p.166. e Winter, on the Trial of Jesus, p. 94)

Nota: Haim Cohn é um ex-procurador geral de Israel, membro da Suprema Corte e professor de História Jurídica.

Autoridades modernas concordam que tal política nunca existiu por parte dos romanos, e que a oferta para libertar Jesus ou Barrabás, é uma ficção.

Nem todos os judeus eram inocentes. Mesmo que a administração romana temesse um rei-sacerdote com pretensões ao trono, ela não teria condições de embarcar abertamente em atos de provocação que poderiam precipitar uma rebelião em escala total.

Mas mesmo que seja este o caso, permanece o fato de que Jesus foi vítima de uma administração romana, numa corte e sentença romana, com soldados e execução romana - uma execução, que na forma, era reservada exclusivamente aos inimigos de Roma. Jesus não foi crucificado por crimes contra o judaísmo, mas por crimes contra o Império Romano.

(Brandon, Jesus and the Zealots, p. 328., diz que toda pesquisa sobre o Jesus histórico deve começar pelo fato de sua execução pelos romanos por sedição. E que a tradição de considera-lo "rei dos judeus" deve ser aceita como autêntica. Os antigos cristãos não teriam inventado tal título, em vista de seu caráter embaraçoso.)

Nota: Observa-se que o judaísmo sempre cumpriu rigorosamente as leis mosaicas até os dias de hoje. É compreensível que, com tantas contradições culturais, os judeus ainda não tenham compreendido a missão de Jesus como Messias.

www.wodwig.co.cc/elijah11maquedes/merov.html 

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