segunda-feira, 31 de maio de 2010

SIGNO DE JESUS CRISTO, O QUE DISSE FELIPE

O artigo, cuja tradução em português se vai ler, é de autoria do senhor Frederick Bligh Bond, antigo redator de The Journal of the American Society for Psychical Research e pessoa mundialmente conhecida, não necessitando, pois, apresentação. É de se informar também que The Journal era uma publicação científica nada espetaculosa. O artigo do senhor Bligh Bond refere-se a um escrito automático ditado por Felipe, um dos discípulos de Jesus Cristo, dando as posições planetárias exatas no instante do nascimento do Mestre, permitindo, pela primeira vez, uma determinação de data e hora. Os detalhes fornecidos pelo desencarnado foram formalmente verificados pela astrologia científica.

Salientamos que The Journal era órgão nada espetaculoso pelo seguinte: há, no escrito de Felipe, um detalhe curiosíssimo, quando ele afirma que o nascimento de Jesus, em Belém, foi no verão e não no inverno. O 25 de dezembro, como data do nascimento dele, era desconhecido nos três primeiros séculos de nossa era. Esta data foi oficialmente aceita, pela primeira vez, em 353, sob o reinado do imperador Constantino.

Diz-se que dezembro é a época das chuvas na Palestina, e que a escolha do dia 25 de dezembro para o Natal e o ano que nós empregamos no calendário foi fixado por um astrônomo russo em 534, depois de Jesus Cristo e que este dia é a primeira data que a observação pôde determinar como sendo a volta do Sol depois do solstício do inverno. Quanto às últimas palavras do autor, reproduzimo-las aqui

Certos detalhes dos ciclos planetários são conhecidos dos astrônomos e estes não se encontram em nenhum livro de uso corrente, salvo talvez entre os cultuadores modernos da astrologia, que, por seus próprios estudos, podem atribuir-lhes um significado especial.

A revelação de um fato astronômico detalhado, absolutamente desconhecido e incognoscível à médium receptora, mas que foi verificado mais tarde por um astrônomo profissional, pode muito bem ser considerado uma revelação de origem supranormal ou indicar a posse de uma faculdade psíquica como meio de informação extra-terrestre. Atribuir tal fato à coincidência é uma explicação não mais sustentável.

O incidente que desejo pôr em evidência possui um interesse todo especial em razão de suas relações históricas, sobretudo do ponto de vista de uma exegese da própria Bíblia. E relativa à questão da natividade de Jesus e poderá servir para determinar esse ponto controverso: em qual data deve começar a Era Cristã.

Durante os anos de 1924 e 1925, empreendi uma série de sessões, por meio da escrita automática, com a médium senhora Hester Dowden, que tinham como finalidade pesquisas arqueológicas, pois nosso grande desejo era obter uma informação precisa quanto à fundação da região sagrada de Glastenbury, na Inglaterra, e localizar ali edifícios construídos em tempos imemoriais. Mas, como sói acontecer tantas vezes em trabalhos dessa espécie, as comunicações tomaram um caminho novo e inesperado.

Achamo-nos afastados do período medieval, sendo colocados em contato com as condições dessa idade nebulosa na ocasião em que se estabeleceu a primeira missão apostólica na Grã-Bretanha, período em que a tradição e a lenda são os únicos guias, pois esse tempo recuado não possui história.

O espírito comunicante, que se dizia ser um jovem grego chamado Felipe, informou-nos que foi membro de um grupo de doze missionários contemporâneos de Jesus, que fundou a primeira igreja cristã da Grã-Bretanha, em Avalon [Glastenbury]. Esse grupo estava sob a direção paternal de José de Arimatéia e seu estabelecimento em Glastenbury se deu cerca de quarenta e sete anos depois de Jesus Cristo.

De acordo com uma lenda muito espalhada, conta-se que o apóstolo Felipe visitou a Grã-Bretanha e foi quem evangelizou a ilha, porém, o nosso informante declarou firmemente que não tinha direito algum de ser chamado apóstolo e, finalmente, nos informou que ele era o jovem diácono mencionado nos Atos dos Apóstolos como um dos sete escolhidos para o serviço das mesas sacramentais. As comunicações que se seguiram formam um jornal de viagens missionárias de Felipe e constituirá um livro de grande interesse, sendo de narração alegre e de um estilo vivo e colorido.

Para o fim do ditado desse jornal e pela pena da médium psicógrafa, o espírito comunicante nos perguntou: "Quereis aceitar o meu ditado do Evangelho, que eu tinha escrito na Samaria, atualmente perdido, pois que o manuscrito foi queimado em Atenas, durante aqueles anos cheios de perturbação?" Era eu quem devia decidir e desnecessário dizer que achei útil e interessante consagrar um tempo suficiente para receber a versão de seu Evangelho. Pouco tempo depois recebia, em sessões sucessivas, um Evangelho completo [Esse Evangelho foi publicado com o texto completo por The Publish Co., de New York, EUA].

Nele, há uma narração, feita por Felipe, dos acontecimentos relativos à natividade de Jesus Cristo, que lhe foram contados por outra pessoa. O próprio Felipe não era então nascido, tendo apenas 17 anos por ocasião da crucificação. Nesse artigo, só me ocupo da versão dada por Felipe com relação à natividade. Ele fala de uma grande estrela errante que foi seu arauto. Insiste no fato de que não é preciso fazer confusão entre essa estrela errante e a verdadeira constelação ou agrupamento de planetas no signo zodiacal em acordo com a realização das profecias de Davi. "Esse agrupamento de planetas", disse ele, "tinha sido calculado e, desse modo, sábios e profetas aguardavam impacientemente o momento indicado".

Neste ponto, a narração de Felipe toma maior interesse. Afirma ele que o nascimento de Jesus, em Belém, se deu no verão e não no inverno, e compreendemos que o ano era anterior à data correntemente empregada. Com meticuloso cuidado, nosso comunicante descreveu a forma da constelação como a de uma cruz, cujo pilar central era formado por três planetas em linha vertical: a Lua no alto, Marte ao meio e Vênus embaixo. Esses três corpos celestes se encontram no signo de Caranguejo [Câncer], cujas estrelas principais formavam os dois braços de uma cruz.

O signo de Câncer, disse ele, era visível antes dalva para o Leste, acima de Jerusalém, e a configuração era exata uma hora antes da alvorada. Pelas mãos da senhora Dowden, a médium escrevente, Felipe desenhou a configuração, indicando os pontos principais. Em 24 de novembro de 1924, a mesma entidade comunicante escrevia: "As estrelas visíveis, naquela ocasião, eram cinco e este número formava a constelação. A hora era a do Caranguejo. Achareis as estrelas como as desenhei, mas não tão exatamente, pois agora estão um pouco mais afastadas umas das outras".

Eu ignorava totalmente o agrupamento das estrelas do signo de Câncer e foi com certo espanto que verifiquei que este signo estava no céu, a leste, pela manhã, durante o período do ano indicado por Felipe. Pesquisando em um grande planisfério, achei os dois grupos de estrelas no Câncer, quase nas mesmas posições em que Felipe as desenhara. E preciso notar que, nessa constelação, o grupo de estrelas à direita ou sobre o braço sul da cruz é o mais importante: era aquele outrora chamado "Presépio" ou "Creche" pelos romanos.

Este fato curioso foi comentado por Felipe da seguinte maneira: "Na verdade foi isso que se escreveu a propósito do nascimento de Jesus. Compreendeis que todos os grandes acontecimentos do mundo estão escritos no céu. Assim, o nascimento na creche estava escrito no céu por ocasião do nascimento de Jesus".

Segundo indicações dadas por Felipe, a hora do nascimento foi aquela em cujo momento a Lua formava exatamente uma linha reta com Marte e Vênus, estando o primeiro entre os dois agrupamentos de estrelas de Câncer. Os elementos determinantes na narração de Felipe, considerados friamente, do ponto de vista da ciência astronômica, são os seguintes:

Indicou-nos o signo zodiacal ascendente, apropriado ao período de ano do qual me falou, e isto para um ano bastante perto daquele historicamente aceito.

Indicou-nos as posições da Lua e de Vênus na justa proporção dos seus movimentos naquela época.

Deu-nos detalhes precisos e inteiramente extraordinários quanto às posições das estrelas do signo de Câncer, inteiramente desconhecidos para nós, porém mais tarde verificados. Muito tempo depois do recebimento deste ditado, encontramos dificuldades para determinar as datas aproximativas às quais uma tal configuração teria podido apresentar-se durante alguns anos anteriores a 1d.C. Não tínhamos competência alguma em Astronomia e não podíamos mesmo saber se era possível que esses planetas estivessem em linha reta durante o dito ano.

A questão era muito complexa e não podia ser resolvida senão por pesquisas e cálculos especiais e a decisão final não podia ser dada senão por um sábia competência do mundo astronômico. Também não estamos em posição de afirmar que o nosso informante extraterrestre tivesse podido transmitir tudo o que nos quisesse dizer com bastante exatidão.

Mesmo considerando os ditados de Felipe com boa-fé e concedendo-lhes uma perfeita veracidade, é claro que a tarefa de transmitir detalhes de acontecimentos temporais deve ser extremamente difícil, ainda mais quando envolve questões de tempo. Esta dificuldade sói acontecer constantemente em experiências psíquicas e principalmente em se tratando de recordações de tempos imemoriais.

O acontecimento essencial fica na memória, mas as condições de tempo, lugar e circunstâncias atinentes desaparecem ou tornam-se de importância tão diminuta que não se pode recordar delas com precisão. Grande foi nossa satisfação quando um amigo, um dos maiores astrônomos da América do Norte, aceitou o encargo de fazer pesquisas especiais baseadas na narração de Felipe e controlar todos os detalhes do seu traçado. Pesquisou e, ainda que o astrônomo tenha preferido ficar incógnito, ele nos enviou suas conclusões por escrito.

Podemos dar um sumário de tais conclusões da seguinte maneira: A configuração indicada no escrito de Felipe teve lugar em 27 de setembro de 67 a.C. (Este emprego de dois algarismo pode ocasionar confusão aos leitores que não estão ao corrente da cronologia. A Era Cristã começa em 1° de janeiro do 1 depois de Jesus Cristo e não houve ano 0 depois de Jesus Cristo. Os astrônomos contam o ano 0 antes de Jesus Cristo, porém, os cronologistas chamam esse ano de 1 antes de Jesus Cristo. Em uso geral, então, o ano dado acima, para o nascimento dele, foi o 7 antes de Jesus Cristo. Há poucos anos publicou o matutino carioca O Dia uma notícia, proveniente de Paris, sob o título de "Cientista britânico diz que Cristo nasceu 7 anos antes".

Esta combinação é cíclica e a tríplice conjunção pode ser feita uma vez todos os 31 anos e 4/10 em média, mas nem sempre com tamanha perfeição. Esta configuração ou constelação pode ser visível, de forma reconhecível, talvez uma centena de vezes depois de cada data. É interessante notar que ela teve lugar neste ano de 1932 e se achou de forma bastante perfeita na manhã de 29 de agosto.

O que nos interessa aqui principalmente é a verificação rigorosamente científica de detalhes que se revelaram, de maneira curiosa, precisos e tendo como origem a escrita automática. Deixamos aos nossos leitores a inteira liberdade de considerar os aspectos simbólicos ou interpretativos desta informação e verificar tudo acima, pois também não sou astrônomo.

Francisco K. Werneck
http://www.comunidadeespirita.com.br/

3 comentários:

  1. Partindo do pressuposto de que Jesus veio ensinar simplicidade acima de tudo, penso que é puramente "terreno" e mental tentar achar uma configuração planetária perfeita ou sincrônica para uma das encarnações do Mestre Jesus aqui neste planeta.
    Trata-se apenas de uma opinião , baseado em tudo o que se diz a respeito d'Ele.
    Abraços

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Cristo foi concebido na Constelação de Virgem -Isaías 7:14 -e depois de 9 meses nasceu na época da Constelação de Caranguejo.no entanto comemoramos em 25 de dezembro por no passado termos sido ignorantes...bjs de Luz

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