terça-feira, 16 de agosto de 2011

PISTIS SOPHIA INTRODUÇÃO


Por mais de dois séculos Pistis Sophia (PS) frustrou as tentativas de pesquisadores e estudantes da tradição esotérica de entender a importante mensagem que se acreditava oculta neste texto. Afinal, o livro pretende conter instruções esotéricas ministradas por Jesus a seus discípulos, após ressuscitar. Alguns estudiosos, como Jean Dorese, não conseguiram esconder sua frustração ante a linguagem impenetrável de seu simbolismo. Outros sugeriram somente descrições genéricas do texto, sem se aventurar em análises ou comentários hermenêuticos.

Mas as tentativas de interpretação do texto prosseguiram. Jan van Rijckenborgh, um líder da Rosacruz Áurea muito influente da Holanda, morreu em 1968 sem completar sua obra com o título de Lês Mysteres Gnostiques de la Pistis Sophia, em que são apresentadas muitas percepções interessantes sobre o texto. O rabino israelense Jodachay Bilbakh apresentou a seus estudantes um texto chamado O Evangelho de Pistis Sophia, que foi traduzido do hebraico e circulado entre os membros da Fraternidade Jessênia no Brasil, em 2001, com comentários baseados principalmente na cabala.

Um livro de peso foi publicado por J. J. Hurtak e Desiré Hurtak, com mais de 900 páginas, em 1999, com o título de PISTIS SOPHIA, A Coptic Gnostic Text With Commentary, mais tarde traduzido para o português. Hurtak parece ter recebido muita inspiração, pois no início da década de setenta, afirmou ter recebido em seu quarto um ser de luz que anunciou ser o Mestre Ofanim Enoch, que o levou aos céus, passando por diferentes regiões, a começar pelas estrelas Mérak e Muscida, depois pela estação intermediária de Arcturus, um paraíso superior de Luz conhecido como o sétimo céu, pela região de Saiph no campo estelar de Orionis, quando se deparou com um ser de luz chamado Metatron, que finalmente levou-o ao Pai Divino. Perante o Trono do Pai foram-lhe feitas muitas revelações, inclusive sua razão de viver para exaltar o Pai, o que lhe levou a preparar, entre outros trabalhos, a obra O Livro do Conhecimento: AS CHAVES DE ENOCH.

Outro autor igualmente singular é conhecido por seus discípulos como o Avatar da Era de Aquário, Samael Aun Weor, (SAW) que nasceu na Colômbia (1917-1977). SAW produziu, entre outras obras, PISTIS SOPHIA DEVELADA (em espanhol). A interpretação do texto é baseada no suposto uso por Jesus de magia sexual, que ele teria ensinado a seus discípulos. A natureza da obra pode ser inferida pelas seguintes palavras encontradas na apresentação do texto: “Nós, os quarenta e dois Juízes do Karma, reunidos em Conselho pleno, com a devida autorização da Hierarquia, e com pleno poder sobre a vida e a morte dos seres humanos deste planeta, entregamos a presente Obra: A Pistis Sophia, desvelada pelo Venerável Mestre da Fraternidade Branca, Samael Aun Weor.”

Um trabalho bem mais modesto foi preparado pelo presente autor, em seu livro PISTIS SOPHIA, Os Mistérios de Jesus, publicado em 1997, com sugestões de interpretação do texto e um resumo de sua cosmologia, utilizando como sua fundamentação anotações pouco conhecidas mas muito inspiradoras de Blavatsky.

O documento, originalmente escrito em grego e tido como perdido, foi guardado pela Providência Divina numa tradução para o copto, o dialeto sahidico do sul do Egito. A versão copta foi provavelmente escrita entre os séculos III e IV de nossa era. O códice foi levado para a Inglaterra cerca de 1772, adquirido por um médico colecionador de manuscritos antigos, o Dr. Askew, e mais tarde vendido ao Museu Britânico.

O texto completo foi traduzido para o latim por volta de meados do século XIX, por M.G. Schwartze5, mas só a partir do final do século XIX foi traduzido para línguas européias modernas (francês, alemão e inglês). As melhores versões para o inglês foram produzidas por G.R.S. Mead6 e Violet MacDermot.

O texto é dividido em três cenários principais. No primeiro, Jesus está com seus discípulos, após sua ressurreição, no Monte das Oliveiras e, depois de algum tempo, em meio a trovões e relâmpagos, é elevado ao alto em meio de uma intensa luz ofuscante. É reiterado que sua gloriosa ascensão ao alto ocorreu na data da lua cheia de Thebet, isto é, na lua cheia de maio, conhecida como o período do ano mais favorável para contatos interiores e iniciações esotéricas, tais como o Festival de Wesak. Depois de trinta horas, Jesus retorna, envolto em três vestes de luz, com um brilho mais intenso do que quando ele havia ascendido. Em aparente confirmação da alta iniciação que lhe havia sido conferida, ele dirige-se aos discípulos, anunciando que, "A partir deste dia, vou falar-vos abertamente, desde o princípio da Verdade até o seu término (Plenitude); e vou falar, face a face, sem (usar) parábolas. A partir deste momento não vos esconderei nada do (mistério) do alto e do lugar da Verdade. Pois, autoridade me foi dada, por intermédio do Inefável e do Primeiro Mistério de todos os mistérios, para falar-vos, desde o Princípio até a Plenitude (Pleroma), tanto de dentro para fora como do exterior para o interior. Ouvi, portanto, para que vos possa dizer todas as coisas". (cap. 6).

Os dois outros cenários do texto são a narrativa da estória de Pistis Sophia e instruções adicionais aos discípulos na forma usual de diálogos. Uma imensa riqueza de informações é oferecida, incluindo a interpretação esotérica de diversas parábolas e ditados públicos de Jesus, bem como a natureza dos mistérios.

Este artigo restringe-se à parte intermediária da obra, o mito de Sophia, que é a revelação mais profunda feitas diretamente por Jesus sobre a peregrinação da alma, incluindo o processo de salvação ou, para usar a terminologia do texto, a libertação do caos.

Após seu retorno do Alto, Jesus descreve aos discípulos as hierarquias dos vários planos pelos quais passou a caminho do Alto. Essa extensa enumeração de entidades espirituais é, inicialmente, bastante confusa, pois em nenhuma parte do texto existe qualquer explicação dessa terminologia nem do sistema cosmológico a que essas entidades pertencem. O entendimento da cosmologia da obra tem sido o principal óbice para a interpretação do texto pelos estudiosos.

Jesus encontra Pistis Sophia abaixo do Décimo Terceiro Eon, seu lugar de origem. Ela estava sozinha sem seu par e seus irmãos, triste e chorosa devido aos tormentos que o Autocentrado11 lhe havia infligido com a ajuda de suas emanações e dos doze eons.

Pistis Sophia estava inicialmente no Décimo Terceiro Eon com seus vinte e três irmãos e irmãs. Quando ela viu a Luz do Alto no véu do Tesouro de Luz, começou a cantar louvores àquela luz.

As “metanoias” de Pistis Sophia são a chave para a sua salvação final; essa palavra grega geralmente traduzida como arrependimento, tinha o significado mais amplo de “mudança de mente” ou “transformação interior”. Nessas treze “transformações interiores”, seguidas por onze canções de louvor à luz, ela conta a sua estória e reitera sua fé na luz e o anseio de ser livre das aflições do caos e de voltar ao seu lugar de origem. Ela é libertada eventualmente do caos com ajuda de seu par, Jesus, agindo com a autoridade do Primeiro Mistério, com auxilio dos Arcanjos Gabriel e Miguel.

Em todas as tradições esotéricas, as mais importantes instruções internas são sempre transmitidas em linguagem simbólica, velando assim o sagrado aos olhos profanos, oferecendo com isso um método para desenvolver a intuição nos discípulos. Com raras exceções, os nomes usados em PS para caracterizar as diferentes entidades e planos não têm nenhuma conexão com a tradição judaica que a precedeu nem com a cristã que a sucedeu.

O simbolismo de Pistis Sophia é extremamente engenhoso em sua simplicidade. As entidades da estória representam os princípios do homem, revelando com isso o sistema psicológico subjacente aos ensinamentos de Jesus. Um nível adicional de simbolismo é introduzido no texto, através da gematria, ou seja, das correspondências numéricas das palavras [no original grego], com seus significados mais profundos.

Pistis Sophia representa a alma, ou mais especificamente, a parte da alma que encarna, a parte da mente concreta que é a unidade de consciência do homem. Seu nome é uma chave para seu papel: Pistis é a palavra grega para 'fé'. Não a fé cega, mas a fé que surge com a total convicção do conhecimento interior. Sophia é 'sabedoria' em grego. Assim, seu nome composto indica o princípio fundamental (fé na Luz do Alto - um aspecto de Deus) que a capacita a realizar sua missão, ou seja, o desenvolvimento da sabedoria em ambos os mundos (material e espiritual).

Seu par é Jesus, um símbolo para a alma espiritual do homem que permanece nas regiões do Alto, quando PS desce ao caos. Essa informação é de suma importância, porque expressa a separação de consciência entre a natureza inferior e a superior do homem. Ainda que em sua essência última o homem seja uno com seu Eu divino, o nível usual da consciência do homem não pode alcançar os planos espirituais, portanto, no mito, Pistis Sophia e Jesus são devidamente apresentados como entidades separadas.

O papel de Jesus na estória é uma das partes que oferece maior dificuldade para ao leitor, em virtude de nosso condicionamento mental com relação à posição de Jesus na ortodoxia cristã. No texto temos o termo 'Jesus' um momento representando o Mestre instruindo seus discípulos e, no momento seguinte, representando um dos três aspectos da natureza superior do homem: a mente concreta não conspurcada [o par de PS], a mente abstrata [o Salvador] e o princípio Búdico ou intuição, também chamado de Cristo interior [o Primeiro Mistério Voltado para Fora].

O sistema cosmológico de Pistis Sophia é apresentado no quadro a seguir. As principais entidades são mostradas em seus respectivos planos e regiões, juntamente com seus principais títulos.

Uma entidade pode ser ativa em seu próprio plano e nas regiões e planos abaixo deste. Assim, Pistis Sophia e o Autocentrado, cuja região de origem é o Décimo Terceiro Eon (Esquerda do Plano Psíquico) permanecem ativos no Plano Hílico justamente abaixo (o Plano Astral). O mesmo pode ser dito de Jesus agindo como o Primeiro Mistério Voltado para Fora, que exerce suas atividades em todos os três planos abaixo de sua região de origem.

O sistema cosmológico de Pistis Sophia torna-se uma fonte de esclarecimentos quando a terminologia é despida de seu mistério. Dois estágios são claramente indicados, o não-manifestado e a manifestação.

Quando o Inefável decide manifestar-se no processo de auto-expressão para realizar Seus propósitos, Ele projeta de Si mesmo toda uma série de entidades que são dispostas ao longo de cinco planos em ordem crescente de densidade. Esses planos poderiam ser chamados, de acordo com a linguagem moderna: Divino (Os Mistérios do Inefável), Espiritual (Tesouro de Luz), Mente Concreta (Plano Psíquico), Astral (Hílico) e Físico (Material). A característica inovadora da cosmologia de PS é que cada plano é dividido em três regiões: direita, meio e esquerda. A direita é sinônimo de superior e a esquerda de inferior. As entidades da direita têm a função de estabelecer os ideais ou arquétipos daquele plano, as do meio a função de manutenção ou sustentação, garantindo condições apropriadas e, finalmente, as da esquerda que estão engajadas na implementação das atividades estabelecidas para cada plano. Seus papéis poderiam ser descritos como de pai, mãe e filho ou, também, de semente, solo e fruto.

A Deidade Suprema não-manifesta não é chamada de Deus, mas simplesmente de Inefável, Aquele ou Aquilo sobre o Qual nada é conhecido e Que está infinitamente além de qualquer caracterização pelo homem. Dentro do Inefável, e como parte intrínseca de seu Ser, encontram-se os Membros do Inefável, transmitindo a idéia implícita de unidade, como ocorre com os membros de um homem, que são partes do ser humano, porém dotados de funções específicas. Entre os últimos membros do Inefável encontram-se os sem-pais ou não gerados, que correspondem às Mônadas, referidas na Vedanta e na Teosofia pelo termo sânscrito Anupadaka, que significa 'sem pais'.

A entidade mais elevada no Plano Divino é chamada de Mistério do Inefável, ou Logos. Ele é a Fonte de tudo o que existe, visível e invisível, o criador do arquétipo de todo o plano da manifestação. Imediatamente abaixo dele encontra-se o Primeiro Mistério, em seu duplo aspecto: Voltado para Dentro e Voltado para Fora. O Primeiro Mistério é o mistério da unidade, e seu aspecto Voltado para Dentro é Atma ou o Espírito, que abrange e interpenetra tudo o que existe. O Primeiro Mistério Voltado para Fora é o veículo de Atma, ou seja, Buddhi, também conhecido na tradição ocidental como o Cristo.

O plano abaixo é o Plano Espiritual, Pleroma ou Tesouro de Luz, que corresponde ao plano da mente superior ou abstrata. Ele corresponde ao conceito ortodoxo de Céu, onde as almas encontram sua bem-aventurança uma vez libertadas do caos. A entidade mais elevada deste plano é IEU, também referido pelos títulos de Supervisor da Luz e Primeiro Homem. Essa última expressão revela seu papel como Adão Kadmon, ou o Manu da Raça Humana12, que se encarnou para estabelecer o arquétipo da primeira raça humana.

Também na região da direita do plano espiritual encontra-se Melquisedec, o Manu da Quinta Raça [a atual], o Grande Recebedor da Luz. Vale mencionar que a Igreja Primitiva reverenciava a figura de Melquisedec como indicado na epístola aos Hebreus, onde é dito que Jesus foi 'feito sumo sacerdote para a eternidade, segundo a ordem de Melquisedec' (Hb 6:20). A caracterização dessa entidade na epístola é muito semelhante a que se encontra em PS: 'Este Melquisedec é, de fato, rei de Salém, sacerdote de Deus Altíssimo. Seu nome significa, em primeiro lugar, Rei de Justiça, e, depois, Rei de Salém, o que quer dizer Rei da Paz. Sem pai, sem mãe, sem genealogia, nem princípio de dias nem fim de vida!' (Hb 7:1-3).

Outra característica interessante da cosmologia de Pistis Sophia é que cada plano é um reflexo dos planos que lhe estão acima. Assim, as entidades da direita de cada plano agem como delegados do Logos, desabrochando o modelo fundamental, ou arquétipo, para seu próprio plano. O processo de manifestação segue este modelo, da ideação para a criação em cada plano subseqüente.

O mito é mais uma representação da jornada de retorno da alma à Casa do Pai. Pistis Sophia 'cai' de sua região original, perseguindo uma miragem, um reflexo da Luz do Alto percebido no plano inferior como um poder com cara de leão, que é o poder da matéria, ou seja, o egoísmo. Essa queda, devido a ignorância, foi seu 'pecado original', mas é dito que Pistis Sophia agiu assim sob o comando do Primeiro Mistério, ou seja, seguindo um impulso interior para obedecer o desígnio do Plano Divino, provavelmente com o objetivo de que o Espírito pudesse manifestar-se inteiramente através da matéria, que foi expresso na recomendação bíblica: 'deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' (Mt 5:48).

Com algum esforço da imaginação podemos visualizar a unidade de consciência do homem aventurando-se do plano mental e lentamente sendo seduzida pelas vibrações totalmente novas das emoções e dos sentimentos, dos desejos e das paixões. À medida que Pistis Sophia consentia a essas vibrações ela se tornava cada vez mais emaranhada nesse novo nível vibratório e, com a repetição, tornava-se tão impregnada com elas que se estabelecia um condicionamento, ou tendência, mantendo-a virtualmente prisioneira do caos.

O texto deixa implícito que quando a unidade de consciência, Pistis Sophia, desce ao caos, isso significa que o homem encarna-se, ou seja, assume os veículos necessários para a manifestação no mundo material. Isso quer dizer que tanto no plano astral como no físico a alma é 'envolvida' por 'corpos' apropriados para o funcionamento naquele plano, como um homem colocando um escafandro para poder atuar no fundo do mar. Deve ser lembrado que as entidades da região do meio em cada plano têm a função maternal de prover as condições apropriadas e de nutrir. Assim, no plano astral, a Providência13 lega todas as tendências de outras vidas que oferecem inúmeras oportunidades para o indivíduo aprender todas as lições que ainda não foram aprendidas. No plano físico, a região do meio fornece um corpo físico ao indivíduo que é adequado para vivenciar o tipo de vida que o aguarda, resultado de seu carma.

É interessante notar que a estória de Sophia expressa a realidade como vista do Alto, isso é, de um ponto de vista espiritual. Assim, quando Pistis Sophia reclama que os regentes dos eons estão oprimindo-a, tentando tirar a sua luz, isso pode expressar o fato de que a personalidade experimentou uma vibração pesada, agressiva ou desagradável, como um ataque de raiva, um sentimento de ódio, disse uma mentira, etc. Mas uma 'opressão dos regentes' também pode significar, do ponto de vista da personalidade, experiências imoderadas de gratificação dos sentidos, que para o homem do mundo representam 'alegria de viver' ou 'diversão', mas que para a alma, vendo a realidade do ponto de vista da luz interior, representam uma aflição pela qual ela terá que pagar caro.

Temos aqui a representação clássica da luta entre as forças da escuridão e da luz. Pistis Sophia, a alma encarnante, procura ascender ao alto, mas tem que lutar a cada passo do caminho, desde a alvorada do tempo, contra as perigosas forças do mal e da escuridão, que não são forças exógenas atacando do exterior. Os inimigos do homem estão entrincheirados dentro de seu próprio castelo, ou seja, são suas próprias emoções, desejos e paixões sob o comando do Autocentrado, a personalidade egoísta, presunçosa e orgulhosa.

Pistis Sophia busca sua libertação com suas ‘metanóias’, geralmente referidas como 'arrependimentos', treze ao todo, seguidos por onze canções de louvor à luz. A palavra 'arrependimento' está no cerne da tradição cristã, porém, no original grego, metanóia, tinha o significado bem mais amplo de mudança na maneira de pensar, ou mudança no estado mental da pessoa, que tinha como uma de suas conseqüências o que hoje chamamos de arrependimento. Portanto, cada 'metanóia' no mito está indicando que o homem está passando por uma transformação mental que, por sua vez, se reflete em mudanças de atitudes, valores e comportamento. O Caminho, ou Senda, tão decantado em todas as tradições esotéricas, apesar de ter uma conotação de estrada física é, na verdade, esse processo de mudança interior. Esta verdade está por trás da declaração na Voz do Silêncio de que o homem não pode entrar no Caminho até que ele se torne o Caminho.

Essa chave para a evolução humana, a transformação da mente, está implícita na frase poética de João da Cruz, 'transcendendo a razão com meus pensamentos', e explícita na recomendação de Paulo aos romanos: 'E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos, renovando a vossa mente, a fim de poderdes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito' (Rm 12:2). Como não poderia deixar de ser, a recomendação para transformar a mente é também o axioma central da doutrina budista.

A natureza esotérica dos ensinamentos de PS é constatada nesse enfoque fundamental para a salvação, ou seja, a mudança de dentro para fora, e não meramente a obediência a uma série de preceitos, como na tradição ortodoxa judaica de obediência aos 613 preceitos da Tora. Jesus torna este ponto bem claro em seus ensinamentos públicos quando diz: 'Com efeito, eu vos asseguro que se a vossa justiça não exceder a dos escribas e a dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus' (Mt 5:20). Em nenhuma parte do texto de Pistis Sophia encontramos Jesus pregando um código moral de comportamento. O que é dito e reiterado é que o homem deve renunciar a este mundo e transformar a sua mente se pretende buscar e receber os mistérios que lhe abrirão as portas da Herança da Luz.

Se por um lado as parábolas de Jesus e outros ensinamentos públicos atacam com freqüência a sabedoria convencional expressa como obediência à Lei Mosaica, parece haver uma clara intenção em Pistis Sophia de indicar que os ensinamentos de Jesus tinham um elo com a tradição dos Profetas, especialmente como expressa nos Salmos de Davi, nas Odes de Salomão e nas profecias de Isaias, pois estes são citados como 'interpretação' das metanóias e canções de louvor de PS.

As vinte e quatro ‘transformações da mente’ e invocações proferidas por Pistis Sophia são indicativas da natureza lenta do processo de mudança necessário para transformar um homem do mundo no 'estado de Homem Perfeito, a medida da estatura da plenitude de Cristo' (Ef 4:13). Cada mudança interior indica um estágio de renovação da mente no caminho espiritual.

Quando as metanóias e canções de louvor de Pistis Sophia são examinadas mais detidamente, nota-se alguns pontos críticos indicando mudanças fundamentais em sua situação, à medida que ela livra-se lentamente do caos. Essas mudanças fundamentais podem ser associadas às cinco grandes iniciações da tradição esotérica.

Os insistentes apelos de Pistis Sophia à Luz do Alto são finalmente ouvidos e, após seu sexto arrependimento, seu pecado de descer ao caos sozinha sem seu par é perdoado e Jesus, por sua própria conta (o poder da Mente), leva Pistis Sophia para 'uma região um pouco mais espaçosa no caos'. Este alívio relativo das opressões do caos parece uma indicação da Primeira Iniciação.

Quando os regentes percebem que Pistis Sophia não tinha sido retirada inteiramente do caos, retornam com esforços redobrados para afligi-la e, então, ela continuou a apresentar seus votos de mudança interior. Depois da nona metanóia, sua súplica pedindo ajuda à Luz foi parcialmente aceita e Jesus foi enviado pelo Primeiro Mistério (a mente pura reforçada pelo poder do Cristo interior) para ajudá-la a escapar secretamente do caos. A partir deste momento Pistis Sophia percebe Jesus como uma Luz brilhando intensamente, provavelmente uma indicação da abertura de sua visão espiritual, ou expansão de consciência devido à Segunda Iniciação.

Mas os desejos e as emoções provocados pelas coisas materiais continuam a ser sentidos, pois as emanações de Autocentrado e os poderes dos regentes mudam de forma à medida que o homem conquista as vibrações mais grosseiras. Depois da décima terceira metanóia, Jesus envia por sua própria conta [o poder da Mente], um poder de luz para ajudar a levá-la às regiões mais elevadas do caos. O processo iniciático continua com a décima quarta invocação, quando um poder de luz é enviado pelo Primeiro Mistério [o poder da pura luz de Cristo], e os dois poderes juntam-se tornando-se uma grande corrente de luz, formando uma coroa protetora de luz sobre a cabeça de Pistis Sophia. Esta parece uma descrição do glorioso estágio de iluminação alcançado com a Terceira Iniciação, um estágio em que períodos de consciência da unidade com Deus e com o Todo são alternados com a consciência de dualidade normal do mundo.

A partir de então, a alegria de Pistis Sophia torna-se o tema central de suas canções de louvor nas quais ela reitera sua determinação de permanecer firme e nunca mais se afastar da luz. Mas os poderes das trevas não desistem e novas emanações mais fortes do Autocentrado são enviadas para juntar-se às outras, que mudam de aparência, para oprimir Pistis Sophia e levá-la para o fundo do caos outra vez. Depois de sua décima sexta invocação suplicando pela ajuda que lhe havia sido prometida, ela é salva mais uma vez pela corrente de luz, com a ajuda dos Arcanjos Miguel e Gabriel. Jesus [o poder de Buddhi-Manas] também desce ao caos para ajudar Pistis Sophia e ele faz com que ela pise sobre a principal emanação malévola de Autocentrado, uma serpente com sete cabeças. Esse ritual simbólico parece uma indicação de que o processo de libertação está chegando a seu término. Pisar sobre a cabeça da serpente simboliza matar as sementes do mal no interior do homem, ou seja, a ilusão da separatividade.

Apesar de suas elevadas realizações, a alma ainda está sujeita às aflições dos poderes materiais sutis, e Pistis Sophia continua suas invocações. Jesus leva-a a uma região logo abaixo do décimo terceiro eon, seu lugar de origem, mas avisa-a que Autocentrado [a personalidade] está furioso com ela e que ele vai tentar um último ataque por meio de duas emanações trevosas e violentas para procurar levá-la de volta ao caos. Jesus deixa-a só, mas promete voltar para ajudá-la se ela se sentir oprimida e invocar sua ajuda. E, como havia sido indicado, as duas emanações trevosas e violentas [provavelmente a depressão e o desespero] atacam com toda sua força. Esta parece ser uma referência ao período chamado pelos místicos de Noite Escura da Alma15, em que o homem sente-se sozinho e abandonado por todos e por tudo, mergulhando num período de depressão que pode levar ao desespero, até que ele seja capaz de renunciar aos últimos liames que o prendem ao mundo, ou seja, seu sentimento de ser um "eu" separado, provavelmente uma referencia à Quarta Iniciação, que transforma o homem num Arhat.

Com a vigésima quarta invocação finalmente chega o momento de levar Pistis Sophia permanentemente para fora do caos de volta para o décimo terceiro eon. Pode parecer um anticlímax, um mero retorno a sua região de origem. Mas, neste momento, uma comovente surpresa aguarda o leitor. É dito que Pistis Sophia alcança sua liberação final no exato momento em que Jesus está no Monte das Oliveiras com seus discípulos no processo de ser elevado às alturas envolto em luz. Temos assim a indicação da Quinta Iniciação, tanto do ponto de vista da individualidade glorificada, Jesus, e da personalidade 'transformada' finalmente liberta da prisão do mundo. Naquele momento Pistis Sophia é finalmente reunida a seu par, Jesus, um paralelo com o sacramento da Câmara Nupcial mencionado no Evangelho de Filipe17 e a experiência dos grandes místicos no estágio final de Theosis, ou União com Deus.

Como a parábola do tesouro escondido no campo, o mito de Pistis Sophia está pronto para entregar a todo homem ou mulher que cultivar com afinco seu solo interior, um verdadeiro tesouro de ensinamentos esotéricos, escondidos ali pelo Mestre para benefício de seus discípulos de todos os tempos, e não somente para aqueles que o seguiram durante sua vida terrena na Palestina há dois mil anos atrás.

Parece que com o desvelar dos diferentes níveis de manifestação e das progressivas mudanças interiores, o livro está tentando despertar o homem para a realidade de sua origem divina e de sua missão na Terra. Ao longo da estória de Sophia e do restante do livro existem muitos ensinamentos que podem tocar a alma de cada leitor de uma maneira diferente. Neste senso o texto é mágico. Ele foi preparado para trabalhar em cada coração sincero que esta buscando com ardor e determinação as chaves para abrir as portas do Reino dos Céus.

Poderíamos concluir que Pistis Sophia, como todos as Escrituras Sagradas, é um mapa codificado que leva ao tesouro mais precioso ansiado pelo homem. Se pudermos interpretar os símbolos usados, poderemos trilhar o Caminho e achar a pérola preciosa da Gnosis, a chave que nos admite no Reino dos Céus.

PISTIS SOPHIA O EVANGELHO

Nesta oportunidade, falo do livro Pistis Sophia, que quer dizer “Fé de Sophia”, “Fé da Sabedoria” ou “Sabedoria da Fé”. Um livro bastante conhecido por Cabalistas, Ocultistas e principalmente estudantes do Gnosticismo. A História deste livro, como os outros que já descrevi, é cheia de aventuras, lendas e estórias fantásticas.

Trata-se de um conjunto de pergaminhos, de origem desconhecida, atribuidos a Valentin Basilides e outros da escola gnóstica de Aexandria. Descoberto em Tebas em 1785, os estudiosos dizem que o documento original era escrito em Grego. Existem atualmente 5 cópias, que são datadas de um período entre 250 e 400 DC.

Uma outra teoria diz que um rabino israelense Jodachay Bilbakh apresentou a seus estudantes um texto chamado “O Evangelho de Pistis Sophia” , que foi traduzido do hebraico e circulou entre os membros da Fraternidade Jessênia no Brasil, em 2001, com comentários baseados principalmente na cabala.

O que diz este livro? Trata-se de um texto complexo, ocorre no monte das oliveiras em 44 depois da morte de cristo, falando de diálogos do Jesus transfigurado, aos apóstolos [o ano de 44 foi o ano do Exilio de Maria Madalena para o Sul da França] Maria Madalena é citada 150 vezes e Pedro 14 vezes. Uma das passagens fala que Jesus diz a Maria Madalena que: “...teu coração esta mais dirigido ao reino dos céus que todos...”

Existem também muitas reclamações de Pedro sobre esta preferência. Relata também uma grande complexidade de hierarquias angelicais, celestes, ou seja, uma espécie de Organograma do céu. Existem diversas referências a este livro em escritos encontrados em Nag Hamadi [posteriormente escreverei um artigo sobre este local] e no Códice de Berlim. Em um papiro de Nag Hamadi existe um texto do Cristo transfigurado conforme segue: “Novamente, seus discípulos disseram: Diga-nos claramente como eles desceram das invisibilidades, do imortal para o mundo que morre? O perfeito Salvador disse: O Filho do Homem entendeu-se com Sophia, sua consorte, e revelou uma grande luz andrógina. Seu nome masculino é designado 'Salvador, progenitor de todas as coisas'. Seu nome feminino é designado 'Todo-progenitora Sophia'. Alguns a chamam de 'Pistis'.”

Por volta de 1840, foi feita uma tradução para o latim, e por volta de 1890, foi traduzido para Francês, Inglês e Alemão, mas devemos ter cuidado com estas traduções, pois existem diferenças de uma lingua para outra, seguindo o velho ditado “quem conta um conto aumenta um ponto”.

O Texto é dividido em três partes: Na primeira, fala de Jesus depois de sua ressureição, quando conversava com seus apóstolos e sua elevação aos céus, em meio a indefectíveis trovões e relâmpagos, com luzes intensas, etc. Menciona que ocorreu na Lua cheia de Thebet, no calendário judaico [mais ou menos no mês de maio, no calendario Gregoriano]. Este é um periodo do ano em que, até hoje, os Ocultistas consideram favorável para iniciações e contatos com o astral. Fala de seu retorno, trinta horas depois, “envolto em três vestes de luz”, já iniciado nos altos mistérios celestes onde ele explica de forma bastante complicada, a existência de entidades espirituais de nomes complexos.

Numa das passagens ele diz: "A partir deste dia, vou falar-vos abertamente, desde o princípio da Verdade até o seu término; e vou falar, face a face, sem parábolas. A partir deste momento não vos esconderei nada do alto e do lugar da Verdade. Pois, autoridade me foi dada, por intermédio do Inefável e do Primeiro Mistério de todos os mistérios, para falar-vos, desde o Princípio até a Plenitude, tanto de dentro para fora como do exterior para o interior. Ouvi, portanto, para que vos possa dizer todas as coisas".

As outras duas partes narram algumas instruções aos apóstolos, em diálogos, incluindo interpretações de caráter oculto de diversos trechos da bíblia e frases ditas em público por Jesus, e a explicação de alguns de seus mistérios, dentre eles o “Mito de Sofia”, são revelações feitas por Jesus sobre o processo de slavação da alma e a “Libertação do caos”.

Diz o livro que: “Depois de diversos incidentes com as entidades dos planos inferiores, Jesus encontra Pistis Sophia abaixo do Décimo Terceiro Eon, seu lugar de origem. Ela estava sozinha, sem seu par e seus irmãos, triste e chorosa devido aos tormentos que o Autocentrado lhe havia infligido com a ajuda de suas emanações e dos doze eons”.

Segundo a Wikipedia: “O mais bem conhecido dos cinco manuscritos da Pistis Sophia está amarrado com um outro texto gnóstico intitulado na encadernação "Piste Sophiea Cotice". Este "Códice Askew" foi adquirido pelo Museu Britânico em 1795 de um certo Dr. Askew.

Até a descoberta da Biblioteca de Nag Hamadi em 1945, o Códice Askew era um dos três códices que continha quase todos os escritos gnósticos que tinham sobrevivido a eliminação dessa literatura tanto no Leste quanto no Oeste, sendo os dois outros códices o Códice Bruce e o Códice de Berlim. A menos dessas fontes, tudo o que foi escrito sobre o Gnosticismo antes da Segunda Guerra Mundial é baseado em cotações, referências e inferências a partir dos escritos Patrísticos, dos inimigos do Gnosticismo, uma fonte nada neutra, onde as crenças gnósticas eram selecionadas para mostrar seus absurdos, seu comportamento bizarro e não ético e sua heresia o ponto de vista do Cristianismo Paulino ortodoxo.

O texto proclama que Jesus permaneceu no mundo após a ressurreição por 11 anos e foi capaz nesse tempo de ensinar a seus discípulos até o primeiro [isto é, inicial]nível do mistério. Começa com uma alegoria fazendo um paralelo entre a morte e ressurreição de Jesus e decrevendo a descida e a ascensão da alma. Depois disso, ele prossegue descrevendo figuras importantes na cosmologia gnóstica e então, finalmente, lista 32 desejos carnais que devem ser superados antes que a salvação seja possível, sendo que a superação de todos os 32 constitui a salvação.”

PISTIS SOPHIA A SABEDORIA SECRETA DE CRISTO


Após Jesus ter ressuscitado, dezenove discípulos [doze homens e sete mulheres]foram para a Galiléia, para a montanha que é chamada "Divinação e Alegria". O Salvador apareceu lá para eles como um grande anjo luminescente, indescritível. Ele disse, "Paz para vocês. A minha paz eu lhes dou!" Eles estavam maravilhados e com medo. O Salvador riu, e perguntou a eles: O que vocês estão pensando? Vocês estão perplexos? O que vocês querem saber?"

Felipe aventurou-se, "Nós queremos que você explique a realidade subjacente do universo e o plano divino." O Salvador respondeu, "Toda a poeira chamada humanidade, desde o início do mundo até agora, têm inquirido sobre a Divindade. Quem ele é? Como ele é? Mas eles não o encontraram! Os mais sábios especularam sobre o mecanismo que comanda o universo e o seu movimento, mas eles não encontraram a verdade. Estes filósofos disseram que ocorre de três modos diferentes - eles não concordam. Alguns dizem que o mundo é auto-conduzido. Outros acreditam na providência. Ainda outros dizem que é o destino. Nenhum destes está sequer próximo da verdade, pois são criações do homem. Mas já que eu vim da Luz Infinita (e eu conheço a Luz), eu estou aqui para contar a vocês sobre a natureza precisa da verdade. Tudo o que vem de si próprio é poluído, já que é auto-criado. A providência não tem sabedoria e o destino não discerne! Mas cabe a vocês saber. Quem quer que seja digno da sabedoria irá recebê-la: quem quer que tenha nascido do Primeiro Que Foi Enviado, é imortal no meio da mortalidade."

Mateus disse a ele, "Senhor, a verdade é encontrada somente através de você. Nos ensine então a verdade." O Salvador respondeu, "Aquele Que É, é fantástico e indescritível. Nenhum chefe, autoridade, manipulador ou criatura do gênesis do universo até agora conheceu Aquele da Primeira Luz, exceto Ele Próprio, e aqueles para os quais ele se revela. Eu sou o Grande Salvador, imortal e eterno. Todos que nascem, morrem. Mas o eterno não nasce, o não-gerado não tem começo. Todos que começam, acabam! Ele não é nomeado por um regente, pois aqueles que são nomeados são criados por outros. Ele é, de fato, inominável. Ele não é humano, nem se parece com um ser humano. Ele não se assemelha à criação.

"Mas ele tem uma aparência própria. Não é nada como o que vocês tenham visto ou conhecido; pelo contrário, é uma aparência estranha que é mais esplêndida do que qualquer coisa, incluindo a visão magnífica do próprio universo. Ele observa lado a lado, todo lado, e vê ele mesmo de si próprio. Já que ele é infinito, a mente humana não consegue compreendê-lo. Já que ele é imperecível, ele é diferente de tudo. A bondade dele nunca muda. Ele é sem defeito. Ele é abençoado. Ele é imensurável. Ele é insondável. Ele é perfeito. Ele é abençoado de modo imperecível. Portanto ele é chamado, 'Pai do Todo."

Felipe disse, "Senhor, então como ele apareceu para os Perfeitos que o viram?" O Salvador Perfeito respondeu para Felipe, "A majestade e a autoridade do Pai estavam presentes antes dele se tornar visível, já que ele abarca todas as coisas enquanto nada abarca ele. Pois ele é mente total empenhada em pensamento, consideração, reflexão, racionalidade, e poder. Os dignos também têm estes poderes, e são igualmente fontes do todo. O Pai infinito e não-gerado previu a raça inteira deles, do primeiro até o último."

Tomé disse a ele, "Senhor Salvador, como os perfeitos surgiram e por que eles se tornaram visíveis?" O Salvador perfeito disse, "Eu vim aqui do Infinito para tornar estas coisas visíveis para vocês. O Espírito-Que-É era o progenitor, porque ele tem o poder de trazer vida e a natureza de um criador. A grande riqueza escondida dentro dele tinha necessidade de auto-revelação. Por conta de sua misericórdia natural e seu amor, ele sozinho desejou gerar vida para compartilhar sua bondade com ela. Em troca, esta bondade foi concedida à Geração Inabalável, progenitora de corpo e fruto, glória e honra em imortalidade, e graça infinita. Tal tesouro imperecível é revelado através daqueles que vieram depois, embora eles ainda não eram visíveis. Embora gerados por Deus, ainda uma grande diferença existe entre os imperecíveis."

Então o Salvador exclamou, "Quem tiver ouvidos para ouvir sobre Os Infinitos, que ouça! Eu me referi e estou me referindo àqueles que estão acordados!" Ele prosseguiu dizendo, "Tudo que veio do perecível irá perecer, mas tudo que veio do imperecível não perece, mas se torna imperecível. Muitos se perderam e morreram porque eles não sabiam a diferença!"

Maria disse a ele, "Senhor, se muitos se perderam e morreram, como nós iremos saber a diferença?" O Salvador Perfeito respondeu, "Renuncie o domínio visível, encerre com as coisas visíveis, então se aproxime a partir do domínio do invisível, e a própria Fonte do Pensamento te revelará como a fé no invisível pode ser encontrada no domínio visível - essas coisas que são do Pai não-gerado. Quem tiver ouvidos, que ouça!

"Verdadeiramente, o Senhor do Todo é mais corretamente chamado 'Antepassado' do que 'Pai'; pois o Pai é, em princípio, progenitor daqueles que serão criados, mas já que ele não tem começo, ele é mais precisamente chamado 'Antepassado'. Observando a si próprio como se ele estivesse olhando dentro de um espelho interno, ele aparece para si próprio como Auto-Pai Divino, o defensor daqueles sendo atacados, e o Primeiro Pai Não-Gerado Existente. Ele é da mesma idade do Antepassado, que é a Luz antes dele, mas não da mesma habilidade.

"Depois apareceu a multidão inumerável de seres dinâmicos auto-existentes, todos gerados ao mesmo tempo e dotados com os mesmos poderes, vivendo nos reinos celestes. Eles são chamados 'A Geração sobre A Qual Não Há Reino', e vocês são descendentes deles. Estes são também chamados 'Crianças do Pai Não-Gerado, Deus, Salvador, e Filho de Deus', cuja aparência está dentro de vocês. Agora ele é o Incompreensível, repleto de glória imortal e alegria indescritível. Aqueles que pertencem a ele agora repousam nele e compartilham desta alegria, glória, e júbilo dele. Até este momento tal coisa nunca tinha sido ouvida ou sabida, nem mesmo entre a multidão celeste e os mundos deles."

Mateus disse a ele, "Senhor, Salvador, como a humanidade surgiu?" O Salvador perfeito disse, "Saiba agora que O Infinito que vivia antes do universo ser formado é o Pai auto-nutrido e auto-gerado. Ele é repleto de impressionante luminescência, de modo indescritível. No início, foi decidido que a aparência dele seria um grande poder. Imediatamente, a Luz assumiu a aparência do Homem Imortal Andrógino (que é o Salvador); através dele a humanidade tem a oportunidade de alcançar salvação. Estes serão auxiliados até o fim dos tempos pelo Intérprete, que foi enviado para que eles possam acordar do esquecimento e escapar da pobreza causada pelos ladrões.

"A cônjuge dele é a Grande Sofia, a qual ele destinou como a agente na criação, através da qual o Homem Imortal apareceu, representando o Primeiro, divindade e reino, como revelados pelo Pai. Ele, deste modo, criou também um grande anjo para sua glória pessoal, que é Ogdoad.

"Ele tinha grande autoridade e poder para governar acima do universo da pobreza. Ele criou deuses, anjos, arcanjos, multidões inumeráveis, como uma comunidade celestial rodeando ele e o Espírito de Sabedoria, deste modo originando divindades e reinos. É por isso que Ogdoad é chamado 'Deus dos deuses' e 'Rei dos reis'.

"O primeiro homem tinha sua mente e pensamento únicos, sendo capaz de refletir sobre o passado, considerar o futuro, racionalizar problemas, e viver neste tipo de poder. Todos os atributos dele eram perfeitos e eternos, e ele era imperecível. Na sua imperecibilidade, ele igualava o Pai, mas a respeito do poder ele era diferente, como na diferença entre um pai e seu filho.

"Após isto, tudo mais que foi revelado foi gerado do poder do primeiro homem. E dos que foram criados vieram os elaborados. Dos elaborados vieram os formados, os quais foram nomeados. Assim está explicada a diferença entre os não-gerados do início até o fim."

Bartolomeu foi o próximo a perguntar: "No Evangelho, um é designado 'homem' e também 'Filho do Homem'. Com qual destes o Filho de Deus é associado?" O Sagrado respondeu, "Você precisa saber que o Primeiro Homem Adão é chamado 'Progenitor, Mente Auto-aperfeiçoada'. O Primeiro Homem refletiu com a 'Grande Sofia' e revelou o Filho Primogênito, tendo as características tanto da masculinidade do pai quanto da feminilidade de Sofia. O nome masculino deste filho é 'Primeiro Progenitor Filho de Deus'; o nome feminino dele é 'Primeira Progenitora Sofia, Mãe do Todo', também conhecida como 'Amor'. Ele é, portanto, chamado 'Cristo'. Já que ele possui a autoridade do pai dele, ele criou uma multidão inumerável de anjos do Espírito e da Luz para serem sua comitiva."

Seus discípulos lhe disseram, "Senhor, nos revele aquele chamado 'Homem', para que conheçamos a magnitude precisa da glória dele." O Salvador perfeito disse, "Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça! O Primeiro Progenitor Pai Adão veio da Luz resplandecente (portanto é chamado 'Olho de Luz') também como os anjos sagrados, sendo indescritíveis, sem sombra, e continuamente se alegrando em suas habilidades de raciocinar -- um presente que eles receberam do Pai deles. A soberania inteira do 'Filho do Homem - Filho de Deus' é repleta de felicidade indescritível e sem-sombra, com regozijo contínuo sobre tamanha glória imperecível, a qual nunca tinha sido revelada a ninguém até agora. Eu vim da Primeira Luz Infinita e Auto-Gerada para revelar tudo a vocês."

Novamente os discípulos disseram, "Diga-nos claramente como eles vieram dos reinos imortais e invisíveis para o mundo que está cheio de morte e agonia?" O Salvador perfeito respondeu, "Todos que vem para este mundo vem como uma gota da Luz e são guardados pela Luz. Mas eu vim do reino celestial pela vontade direta da Grande Luz, escapando da escravidão da atmosfera, e eu despertei cada gota enviada por Sofia, para que cada uma possa gerar muitos frutos através de mim, se aperfeiçoar através de mim, e se unir com o Pai através de mim; para que os filhos de Sofia possam ser justificados a respeito da imperfeição deles, e possam obter a glória e a honra legítima de acesso ao Pai deles, e conheçam as verdadeiras palavras de Luz. E vocês foram enviados pelo Filho, recebendo Luz para escapar dos planos malignos do ar, para pisar nas intenções maliciosas deles, superando a tentação da imoralidade carnal e da libertinagem."

Então Tomé disse a ele, "Senhor, Salvador, quantas dimensões superiores (aeons) ultrapassam os céus?" O Salvador Perfeito disse, "Eu te abençôo porque você perguntou sobre os grandes reinos celestes elevados - de fato, suas raízes estão no infinito. Como eu disse antes, o Auto-Progenitor criou doze dimensões celestiais para seus doze anjos. Todos estes eram perfeitos e bons."

Tomé continuou, "Quantas altas dimensões de imortais existem, a partir do infinito?" O Salvador Perfeito disse, "Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça! O reino dimensional principal: Filho do Homem, Primeiro-Progenitor, Salvador, que apareceu. O secundário: Homem, Adão - Olho de Luz. Ainda maior é o reino dimensional da Divindade Infinita Eterna, A Dimensão das Dimensões Auto-Gerada, abarcando tanto o reino do Filho do Homem e do Homem, para incluir todos os imortais que eu descrevi anteriormente aparecendo do reino de Sofia.

"Em seguida, o Homem Imortal revela altas dimensões celestiais, poderes e reinos, dando autoridade como ele acha conveniente e permitindo que eles 'exercitem seus desejos até as últimas coisas que estão acima do caos.' Eles concederam uns aos outros para revelar cada magnificência, até pela dimensão espiritual de gloriosas luzes inumeráveis. Estes foram outrora chamados por número e nome: O primeiro reino era 'União e Repouso', o terceiro, 'Assembléia' (porque uma grande multidão apareceu e se revelou). Pois estas multidões se reúnem em união num reino particular, então nós a chamamos 'A Assembléia do Oitavo Céu'. Ela é composta parcialmente daqueles com características espirituais masculinas, o restante possui características femininas. O contingente masculino é chamado de 'Assembléia', o contingente feminino, 'Vida', para que possa ser demonstrado que todas as dimensões celestiais vieram à vida pela mãe.

"Então nomes foram dados. Alguns foram chamados 'deuses'; deuses dos deuses revelaram deuses pela sabedoria; senhores dos senhores a partir de seus pensamentos revelaram senhores; senhores a partir de seus poderes revelaram arcanjos; arcanjos revelaram anjos pelas suas palavras, dos anjos outros semblantes com estrutura e forma apareceram, como também outras dimensões celestiais elevadas, mundos, e um conjunto de nomes.

"Todos estes imortais têm autoridade do Homem Imortal, que também é chamado 'Silêncio', pois a majestade dela foi aperfeiçoada sem a necessidade de fala. Com esta autoridade, cada um dos imperecíveis criou um reino na Assembléia do Oitavo Céu, erguendo tronos, templos, e outros firmamentos refletindo suas próprias majestades, e para suas próprias glórias. Isto foi pela vontade de Sofia, a 'Mãe do Todo'."

Então os Apóstolos Sagrados disseram, "Senhor, Salvador, conte-nos a respeito daqueles que vivem nas altas dimensões celestes, já que esta sabedoria é pertinente à nossa discussão." O Salvador Perfeito disse, "Eu revelarei qualquer coisa que vocês perguntarem. Estes seres fizeram inumeráveis multidões de anjos para suas próprias companhia e glória. Eles fizeram espíritos virgens, conhecidos como as Luzes Celestiais Imutáveis, Indescritíveis. Estes foram criados perfeitos num instante pela força de vontade, e, devido a natureza deles, são imunes à doença e fraqueza. Assim se completaram as altas dimensões celestiais para a glória do Homem Imortal e Sofia-Sabedoria, aos quais há padrões celestiais caóticos para todos os outros firmamentos e estabelecimentos abaixo. Todas naturezas, a partir desta revelação do caótico, estão dentro da esfera da Luz sem-sombra, indescritível, com alegria inexprimível. Todos estes espíritos se deleitam na estabilidade de suas glórias e repouso contínuo. As gerações subsequentes a estes seres não têm sequer a capacidade de descrever tal glória, felicidade, e repouso. Eu estou lhes dizendo tudo isto para torná-los cientes, para que vocês possam brilhar na Luz ainda mais do que eles!"

Maria disse, "Mestre Sagrado, onde os seus discípulos se originaram e para onde eles vão?" O Salvador Perfeito disse, "Você deve saber que a Grande Sofia, Mãe do Todo e cônjuge da criação, desejou trazê-los para a existência sozinha. Mas as vidas deles originaram apenas pela vontade mediadora do Pai do Todo, para que a bondade inimaginável dele pudesse ser revelada. Através da criação do mortal, uma barreira espiritual surgiu, dividindo o mortal e o reino deles, dos imortais e aqueles que vieram depois, seguidos por cada circunstância histórica e consequência de que estamos cientes, tal como a revelação da fraqueza inata da primeira mulher mortal, e a consequente disputa dela com o Erro.

"Como eu disse antes, do Alto Reino Celestial veio uma gota da Luz e do Espírito, descendo até as regiões inferiores, o Caos, para que formas de seres vivos pudessem ser modeladas através dela pelo calor da respiração da Grande Luz. (Este é um julgamento para o Arquigerador, conhecido como 'Yaldabaoth.') Dentro destas formas foram soprados tipo uma alma viva, murchas e adormecidas na ignorância. Então nomes foram recebidos por todos aqueles que estavam no mundo do caos através do Imortal quando a respiração foi soprada nele.

"Pelo consentimento da Mãe Sofia-Sabedoria, o Homem Imortal compilou vestimentas por tipos, assim efetuando julgamento aos ladrões. Mas já que ele era como uma alma, ele não foi capaz de acomodar o poder por si próprio até que o número de seres formados completasse o tempo que seria determinado pelo grande anjo.

"Agora eu completei o meu ensinamento sobre o Homem Imortal e afrouxei as amarras dos ladrões por ele. Eu quebrei as celas dos impiedosos na presença deles. Eu humilhei a malícia deles, e eles se envergonharam, se erguendo da ignorância deles. Eu vim para este lugar para que eles possam se unir com esse mesmo Espírito e Respiração, para que pela Respiração, de dois possa vir um, assim como do princípio, para que vocês possam render muitos frutos e subir até Aquele Que É Do Princípio, na felicidade indescritível, glória, honra, e graça do Pai do Todo.

"Quem quer que conheça o Pai em sabedoria pura irá para o Pai e repousará no Pai Não-Gerado. Mas aqueles que não o conhecem do modo correto irão desviar-se para o deus defeituoso e para fora da Assembléia do Oitavo Céu. Quem quer que conheça o Filho do Homem na sabedoria e no amor, que venha e me traga o seu sinal para que possa partir para as mansões com aqueles da Assembléia do Oitavo Céu.

"Vejam, eu revelei o nome do Perfeito para vocês, e a vontade perfeita da Mãe dos Anjos Sagrados, para que a multidão seja completa e apareça nos aeons, para que todos estes possam partilhar da bondade e da abundância insondável (ou seja, repouso) do Grande Espírito Invisível, e possam viver no ambiente de liberdade. Eu vim do Primeiro Que Foi Enviado para mostrar a vocês Quem Era Do Princípio, apesar da arrogância do Arquigerador e os anjos dele, já que eles ostentam ser deuses.

"Eu vim para remover até mesmo a cegueira deles, para que eu partilhe a sabedoria de Deus que está acima de todas as coisas. Portanto, eu proponho a vocês que andem sobre os túmulos deles, humilhem as intenções miseráveis deles, e quebrem os comandos deles, substituindo-os com o meu comando. Eu lhes dei autoridade sobre todas as coisas como Filhos da Luz, para que vocês possam pisar sobre o poder deles com seus pés."

Estas coisas o Salvador Abençoado disse antes de desaparecer para eles. Então todos os discípulos ficaram numa grande alegria indescritível no Espírito, daquele dia em diante. E os discípulos começaram a pregar o Evangelho Divino, o espírito imortal, eterno, Amém.

Este texto foi primeiramente descoberto na sua totalidade em 1896, em seguida ele foi redescoberto como parte da biblioteca de Nag Hammadi em 1945. O papiro data da metade do século IV, e o texto talvez da metade do século II. Este texto certamente é um dos mais profundos de todos.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MESTRE IMHOTEP ENERGIA TAQUIÔNICA

Imothep
significa
"o Sábio que veio em paz"

Gênio do Antigo Império Egípcio na Terceira Dinastia (2686 - 2613 a.C); Arquiteto de Saqqara, a primeira pirâmide construída. Primeiro Ministro e Sumo Sacerdote do culto a Ptah. Além de Arquiteto, era também Médico, Astrônomo, Filósofo e Poeta, considerado uma divindade pelos egípcios, pelo seu dom na Medicina.

O Caduceo, que hoje é usado como símbolo da Sociedade Médica, era sua vara de poder e energia. Caduceo é um bastão com duas serpentes entrelaçadas. O bastão significa a Coluna Vertebral Humana, que segundo Imhotep, possui sete chacras [centros nervosos]. As duas serpentes entrelaçadas, significam as duas polaridades da carga elétrica e movimentos opostos, que correspondem ao Universo dual. Com esse bastão, Imhotep media a quantidade de energia vital que um ser humano processa em seu interior. Descobria assim, se a pessoa tinha um desequilíbrio celular eletromagnético. E conseguia neutralizar os pares de partículas, com cargas opostas, da coluna vertebral, levando ao equilíbrio, cura e até mesmo à iluminação.

Para a construção de Saqqara, Imhotep determinou a localização, lugar estratégico, no Egito, para suas misteriosas finalidade. Construiu a 31 e 32 graus de longitude leste e 29 e 30 graus de latitude norte. Esta área é o principal eixo da malha eletromagnética com 500 V por metro quadrado, na atmosféra.

Imhotep utilizava dessa fonte de energia positiva, captada pelos cristais de quartzo que revestiam a Pirâmide Saqqara e geravam constantes ondas radioelétricas. Todo o complexo era um imenso circuito eletrônico construido em pedra e circundado por um muro que facilitava a captação de energia pela pirâmide.

A construção de Saqqara se deu em três etapas e finalizou como um corpo de um ser humano. Na primeira etapa, foi construída a Coluna Vertebral do Complexo. Na segunda etapa, foi construída uma pirâmide escalonada subterranea, que geravam ondas eletromagnéticas, facilitando o transporte dos enormes blocos de pedras utilizadas. Usaram pilares chamados Djed (pilar de energia) que transferiam entre si, carga de Íons gerados por suas massas de vibração. Era utilizado a força da mente humana para gerar energia, no primeiro pilar. A partir daí, a energia fluía constantemente para as outras.

Na terceira e última etapa, aumentaram as plataformas das faces norte e oeste da pirâmide. Com a conclusão, o obelisco virtual subterrâneo ficou alinhado exatamente no eixo norte e sul da pirâmide.

O objetivo máximo de Imhotep, com a construção de Saqqara, era preparar os humanos para "iluminação". O caminho da perfeição espiritual é individual e intransferível. Ninguém pode evoluir por outra pessoa.

O acesso as câmaras, por seres com mentes primárias, que possuiam um campo elétrico pessoal carregado negativamente, não era permitida. Na entrada, ao interior da Pirâmide, em seu longo corredor, existiam 48 colunas que possuiam um poderoso campo de força que ampliavam os sentimentos dos visitantes. Dessa forma, entrar com algum tipo de energia oposta, era automaticamente impedida por essa força magnética.

Essa fabulosa Máquina Quântica de Imhotep, tinha por fundamento, aumentar a energia vital [o poder mental] e despertar novos sentidos, como a telepatia e a sensibilidade para perceber a aura de outros indivíduos. Acreditavam também que se posicionassem acima do tempo, perceberiam a cadeia de reencarnações pessoais, já vividas. Os discípulos de Imhotep aumentavam a frequência de vibração acelerando a evolução espiritual.

Saqqara produzia energia taquiônica, a energia de maior frequência e vibração do Universo. Essa energia é neutra (como a energia do amor) e se compõem de pares de partículas que por terem cargas elétricas contrárias, se anulam e se equilibram. Por serem neutras, não sofrem resistência e, por isso se movem vinte e sete vezes mais rápido que a velocidade da luz. É a energia do pensamento, que vibra na alta frequência do amor. Vibrando nesta frequência, a mente pode dirigir a energia taquiônica, a energia do pensamento, para elevar a energia vital, realizando curas fantásticas e até salvando-os. Todos os seres e coisas do Universo vibram com frequências diferentes, dependendo do seu nível de evolução.

Os sacerdotes revelaram que o Universo tem dois pólos energéticos: o Amor e o Medo. O primeiro com uma altíssima frequência de vibração e o segundo com uma baixíssima frequência de vibração. O amor é neutro, não tem polaridade, não tem massa. É energia que pertence ao plano mental e espiritual com livre arbítrio de cada ser, de acordo com sua evolução.

A maneira como Imhotep e seus discípulos viam o Universo foi talhado na pedra, através de hieróglifos. Hieróglifos [escrita egípcia que significa: Hieros, Sagrado e Glifos, Imprimir].

As leis enunciadas por Imhotep, são legados que se tornaram base do conhecimento hermêtico dos Maçons, Rosa Cruzes, Templários e outras Sociedades Secretas.

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MESTRE IMHOTEP ENERGIA TAQUIÔNICA PIRAMIDE SAQQARA


Imothep
conhecido pelos nomes
Esculápio
Hermes Trismegistrus

A Piramide de Saqqara foi a primeira pirâmide construída na Terra após o dilúvio. Foi também a primeira a utilizar blocos modulares de pedra para a construção de um edifício. Em suas paredes estão inscritos hieróglifos com os primeiros textos religiosos da história. Nela foi construído um enorme complexo subterrâneo de doze pavimentos com câmaras e galerias decorados com os primeiros azulejos de cerâmica criados pelo homem. Nestas câmaras foram encontradas mais de 40.000 urnas, tigelas e vasos de alabastro. Saqqara é um dos maiores mistérios do Egito.

Imothep foi o arquiteto da piramide e seu nome significa "o sábio que veio em paz". Sumo sacerdote da Escola de Mistérios Olho de Horus e que tem um lugar de destaque na história da humanidade. Ele foi o Primeiro Ministro, Vizir e Chanceler do Faraó Djoser que reinou na Terceira Dinastia. Nasceu em 31 de maio.

Imothep, o filho de Ptah, viveu durante o Antigo Império Egípcio, mais precisamente, na Terceira Dinastia (2686 - 2613 a.C.). Desde muito cedo ele dedicou-se aos ideais da nação até tornar-se Primeiro-ministro e Sumo-Sacerdote do culto a Ptah. Este formidável conselheiro do faraó Djoser também era poeta, astrônomo, mágico, arquiteto e médico (atribui-se a ele os primeiros tratados médicos escritos).

Imothep tranformou-se numa divindade e foi considerado pelos egípcios do Novo Império como o deus dos Medicamentos. Seu templo pode ser considerado como o primeiro hospital da humanidade. Ele cunhou a declaração: "... comam, bebam e sejam alegres pois amanhã todos nós morreremos".

Imothep diagnosticou e tratou mais de 200 disturbios: 15 s do abdômen, 11 da bexiga, 10 do reto, 29 dos olhos e 18 da pele, cabelo, unhas e língua. Ele tratou de cálculos biliares, apendicites, gota, artrites e fez algumas cirurgias. Também era de seu conhecimento a posição e a função dos órgãos vitais do corpo humano, bem como, da circulação sangüínea. Apesar de sua genialidade na área médica, ele ficou mais conhecido como idealizador da primeira pirâmide construída pelos egípcios: Saqqara.

Imothep foi também o primeiro filósofo da história da humanidade. Dedicou-se a analisar conceitos fundamentais como espaço, tempo, volume, a natureza das doenças, a existência de Deus e a imortalidade. Astrônomo e astrólogo, ele criou o primeiro registro sistemático da abóbada celeste deixando-nos os primeiros mapas das constelações. Demonstrou o seu conhecimento dos equinócios ao usar as mudanças de Era para determinar as etapas da revelação no desenvolvimento espiritual da civilização egípcia. No entanto, foram as sua qualidades como médico que o converteram em um semideus.

Ele curava elevando a freqüência vibratória da aura ou campo eletromagnético da pessoa. Isto restabelecia o equilíbrio dos chacras permitindo que voltassem a fornecer a energia vital necessária aos órgão afetados, a verdadeira causa de todas as doenças.

O Caduceo símbolo da Sociedade Médica, era a sua vara de poder com ela, media a quantidade de energia vital que um ser humano processa no seu interior.

Assim, conseguia saber qual dos centros energéticos ou chacras utilizar para captar e processar a energia vital e como identificar onde existia desequilíbrio celulares eletromagnéticos.
O caduceo possui duas serpentes entrelaçadas que se cruzam sobre os sete chacras, os centros nervosos sobre a coluna vertebral que captam e distribuem a energia. Simbolizam as duas polaridades da carga elétrica e movimentos opostos que correspondem ao Universo dual. Em seu centro há uma coluna formada por pares de partículas com cargas opostas que se neutralizam e equilibram, a única maneira de se chegar à "iluminação".
Representa a kundalini, a força vital que sobe através da coluna vertebral. Quando este conhecimento desapareceu, a sua forma se conservou como o símbolo para a cura. Através de experiências que utilizam a sua forma como uma bobina elétrica, tem-se descoberto que ela possui características misteriosas. Quando se aplica uma corrente elétrica não se detecta nenhum campo de força embora os seus efeitos sejam comprovados pois é gerada uma ressonância em todas as freqüências e comprimentos de ondas. Pode ser usado como emissor e receptor de sinais radioelétricos.

Imothep misturava a magia com a medicina. Sua fórmulas e remédios estão cheios de rezas e encantamentos pois ele acreditava que a medicina não curaria sem que recebesse poder através da energia da palavra. Seus textos e ensinamentos passaram secretamente de geração em geração durante milênios. São a base dos conhecimentos Gnóstico, Templário, Rosa Cruz e Maçom. Os gregos os chamavam de princípios herméticos. Entre os diversos textos deixados por Imothep, um deles (Caibalion - Obs: Kybalion) fala dos sete princípios fundamentais do Universo. Neste texto afirma que o Universo existe na mente de Deus. Que cada homem é único com seus pensamentos e com capacidade de pensar individualmente e que a realidade é um grande sistema onde todas as coisa tem consciência e estão interligadas.

O muro na parte sul formava a fachada da chamada Tumba Sur, uma capela falsa, feita em pedra maciça e cuja finalidade era dissimular um dos acessos ao complexo subterrâneo. A capela possui um pequeno espaço interior que tinha um poço vertical que permitia chegar ao sistema subterrâneo longe do acesso que chega à pirâmide. Na escavação descobriu-se a escada original que dava acesso ao subterrâneo. Os dois poços de acesso vertical, o da pirâmide e o da capela sul, foram encontrados selados com tampas circulares de granito que pesavam mais de 10 toneladas. A capela na superfície era só uma falsa fachada para este acesso. A verdadeira vida de Saqqara estava abaixo da terra.

Imothep determinou a localização onde se construiria Saqqara para as suas misteriosas finalidades. Está situada na área entre 31 e 32 graus de longitude Leste e 29 e 30 graus de latitude Norte A única área no Egito onde se construiriam pirâmides nos próximos 400 anos. Quatorze quilômetros ao sul do Cairo e ao lado de Memphis, a desaparecida capital do Egito.
Saqqara fica sobre um do nódulos principais da rede eletromagnética do planeta onde se pode melhor utilizar a energia telúrica para fazer vibrar uma grande massa de pedra. Neste ponto a atmosfera está carregada com 500V/m². Cinco vezes o normal. É um ponto de poder no planeta que aumenta os efeitos da pirâmide que Imothep construiu. Esta localização era fundamental para que a pirâmide operasse como um condensador elétrico que captava, como uma antena, a energia positiva da atmosfera nos cristais de quartzo dos azulejos de granito que a revestiam externamente.

A pirâmide foi alinhada com os pontos cardeais. Era circundada por um muro com dez metros de altura, quinhentos e cinquenta metros de comprimento e duzentos e setenta e cinco metros de largura (metade do comprimento). Ele constituia a primeira parte da máquina quântica construída por Imothep. Todo o complexo era um imenso circuito eletrônico construído em pedra. O muro operava como um cordão eletromagnético que isolava o complexo, fechando e protegendo todo o circuito. Não eram necessários cabos elétricos, bastando apenas que as moléculas do material que lhe dão forma contivessem um alto conteúdo de cristais de quartzo como no granito de Tura, local próximo a Saqqara. O quartzo organiza as suas moléculas em tetraedros, uma das cinco formas básicas da qual a matéria é constituída e conhecidas como os sólidos Platônicos. Ao vibrar com o planeta, os tetraedros se friccionam entre si produzindo uma carga elétrica. Os oitenta e cinco mil metros cúbicos do muro de granito continham uma enorme quantidade de cristais de quartzo que geravam um poderoso campo de força, uma onda radioelétrica constante. O muro era parte integrante de um captador de energia eletromagnética cujo coração estava na pirâmide escalonada que, com seus sessenta e cinco metros de altura, dominava o complexo. O muro era composto por reentrâncias, cuja sinuosidade geravam pórticos em intervalos constantes.

Saqqara não só foi a primeira construção monumental com blocos entalhados pelo homem como possui uma série de detalhes arquitetônicos que indicam um conhecimento que nunca foram superados em todo o desenvolvimento posterior à aquela civilização.

Quinze pórticos iguais escondiam o único que tinha uma porta verdadeira localizado na esquina a sudeste do perímetro. Era um acesso estreito que permitia a entrada de um visitante por vez. Outras capelas falsas eram dispostas em duas séries de treze capelas. Seus muros não produziam qualquer espaço útil no seu interior. Eram apenas uma fachada bem elaborada com refinados detalhes arquitetônicos. Sua forma disfarçava o verdadeiro propósito de todo o complexo. A intrincada rede de câmaras, túneis e galerias subterrâneas, desenhadas como um enorme circuito eletrônico, produziam um vórtice eletromagnético. Na frente de cada capela falsa, através de uma estreita e tortuosa passagem chegava-se a um pequeno santuário no exterior, onde estariam as representações simbólicas das forças tutelares do Egito, os protetores divinos. Ao lado da face leste da pirâmide situam-se duas construções denominadas Casa Sul e Casa Norte. São duas construções muito maiores que as capelas mas igualmente falsas.

A construção de Saqqara foi realizada em três etapas planejadas desde o início por Imothep. Elas permitiam que o complexo fosse crescendo e que a pirâmide se expandisse como o corpo de um ser humano.

A primeira etapa começou com a construção da coluna vertebral do complexo, a escavação do poço vertical da pirâmide que descia até uma profundidade de trinta metros. Doze andares de profundidade que correspondiam a cinquenta porcento da altura total da pirâmide acabada. Nesta profundidade foram escavados centenas de metros de túneis bem como uma série de câmaras e galerias, parte fundamental do sistema.

Na segunda etapa, uma pequena pirâmide escalonada foi construída sobre o complexo subterrâneo. Seu peso era exatamente cinquenta por cento da pirâmide projetada. A carga elétrica gerada por esta pequena pirâmide foi utilizada para produzir ondas eletromagnéticas que facilitavam o deslocamento de todo o material necessário para a construção do complexo. A partir da parte frontal da pirâmide foram colocados uma série de pilares chamados Djed [pilar de energia] regularmente distanciados. Estes transferiam, de um para outro, a carga de íons negativos gerados por suas massas em vibração. Cada pilar tinha duas bobinas de arame de ouro enroladas sobre madeira e verticalmente dispostas. A primeira na parte inferior e a segunda na parte superior.
O pilar era colocado sobre uma cavidade de fibra molhada em água salgada que produzia um excelente contato com a terra. Era necessário que um sacerdote de alto nível de consciência e vibração controlasse a energia da mente de modo a permitir a transferência do fluxo de íons ao primeiro pilar na frente da pirâmide.

A partir daí a carga elétrica fluía de maneira regular de coluna em coluna, gerando uma avenida eletromagnética até chegar a Tura, a uma pequena distancia de Saqqara, onde se localizavam as pedras de quartzo. Os blocos de granito eram colocados em frente ao último Djed [pilar de energia]. Então o sacerdote a golpeava com a sua vara induzindo nas moléculas de quartzo a mesma carga negativa das ondas eletromagnéticas. As duas cargas iguais se repeliam e o bloco levitava. Este é o mesmo princípio utilizado pelo moderno trem Maglev que usa levitação eletromagnética.
Desta forma, com a primeira linha de transporte eletromagnética, eles puderam transportar toda a pedra que precisavam para executar a terceira etapa. As quatrocentas e vinte e cinco mil toneladas de pedras para ampliar a pirâmide e as cento e trinta e cinco mil toneladas de granito para o muro externo. As etapas permitiam usar parcialmente a energia gerada, que aumentaria em cinquenta porcento quando a pirâmide estivesse concluída. A energia total garantiria uma onda eletromagnética que chegaria até Meidum, o ponto médio entre Saqqara e as pedreiras de granito vermelho no Alto Egito.

Esta tecnologia e conhecimento teriam sido herdadas dos Atlantes e se baseiam nos princípios da mecânica quântica que os nossos atuais cientistas apenas começam a entender.

O poço foi talhado no granito maciço e teve as suas paredes revestidas com os primeiros ladrilhos do mundo. Um dado importante é que os ladrilhos não foram produzidos a partir de rocha cortada, mas fundidos. No rio Nilo, perto das cataratas de Assua, na ilha de Sehel, foi descoberta uma lápide com hieróglifos entalhados por Imothep e que contém a fórmula química para fundir um concreto que depois de seco adquiri a aparência e consistência de uma pedra. Uma equipe de cientista franceses dirigidas pelo químico Joseph Davidovitch, Phd em polímeros, descobriu que a mistura produz um aglomerados com grande número de cristais de quartzo, elemento com a capacidade de produzir eletricidade fazendo-se vibrar sua moléculas.

Jogavam em moldes, conchas trituradas de crustáceos e fosseis, encontrados na planície de Gize, areia com alto teor de quartzo e alumínio, pedra pomes previamente queimada, sais e água. A mistura produz uma soda cáustica que reage com o alumínio da areia do rio produzindo um aluminato de sódio. Acrescentava-se crisocola, um silício que a converte em silicato sódico de alumínio, e finalmente arseniato de cobre como acelerador integral. Com esta combinação, hoje parcialmente decifrada, fundiram os blocos de pedra para seus templos e pirâmides. Utilizaram os primeiros a serem fundidos como forma para os seguintes e assim conseguiram uma alta precisão nas juntas.

Os azulejos de cerâmica apresentam características de supercondução, não oferecendo resistencia a uma carga elétrica. Certamente, quando todo o complexo entrou em operação, a coluna ondulatória modificou suas moléculas e estas se tornaram neutras. A cerâmica foi assentada formando uma série de arcos sustentados pela forma que simboliza a coluna vertebral de todos os seres vivos chamada de Djed [pilar de energia]. A forma transmite energia a todo corpo e Ptah, o deus criador do Universo, a tinha em seu bastão de poder . A mesma forma usada nos pilares que transmitiam a energia gerada na pirâmide e utilizada na produção de ondas eletromagnéticas por onde levitavam os pesados blocos de pedra
Em volta do poço, na superfície, construíram uma plataforma maciça com os mesmos ladrilhos de pedra que forravam os seus muros. Do lado leste escavaram onze poços verticais que desciam cinco metros abaixo das câmaras já construídas. Ali, a trinta e cinco metros de profundidade, a partir dos poços verticais dispostos de forma regular surgem onze galerias que terminam por baixo de pontos chaves sob as câmaras azuis situadas cinco metros acima. Nestas galerias foram encontrados mais de quarenta mil vasos de cristal e alabastro. Milhares deste vasos vibravam gerando a nota Fá que é a freqüência de vibração própria do planeta. As galerias era os ressonadores da pirâmide. Nelas se produziam o som que invadia toda a pirâmide.

Uma vez concluída a construção subterrânea, fecharam a boca do poço com umas plataformas escalonadas convertendo-o em um obelisco subterrâneo virtual cuja ponta piramidal aparece na superfície. As plataformas se assemelhavam as Mastabas. As Mastabas eram montículos de terra utilizados como túmulos reais. Isso fez com que a pirâmide fosse confundida com um túmulo. Hoje se consegue ver a plataforma porque esta ficou visível, sob a capa de azulejos da parede escalonada, devido a ação do tempo.

Começaram a segunda etapa com a construção da primeira pirâmide após o dilúvio. Uma pirâmide escolada com cinquenta porcento em volume e peso do projeto final. Sobre a plataforma inicial que cobria o poço vertical construiu-se quatro níveis com onze metros de altura cada um sob a forma escalonada. Esta primeira pirâmide media quarenta e quatro metros de altura e consistia numa grande massa de ladrilhos fundidos que continham uma grande quantidade de cristais de quartzo. A massa de quartzo quando submetida a tensão mecânica constante gerava uma carga negativa por efeito piezoelétrico. A massa de pedra se convertia em um imenso condensador de energia negativa. Existem dois tipos de quartzo. Os que ao vibrar produzem uma carga elétrica negativa, denominados Levogiros e usados por Imothep na pirâmide, e os que produzem uma carga elétrica positiva, denominados Dextrogiros, também utilizados nas louças de granito de Tura que cobriam a superfície da pirâmide.

Imothep afirmou que a terceira lei do Universo é que "tudo vibra, tudo se move, nada está inerte, tudo está em movimento". É a freqüência de vibração das partículas constitutivas da energia que determina os diversos estados da realidade, a densidade da matéria, a mente e a altíssima vibração do espírito. Quanto maior a freqüência de vibração, mais elevado o nível de consciência, de informação, respeito e mais avançado no caminho evolutivo. Tudo vibra, desde a mais baixa matéria até o espírito puro. Esta é a lei que determina a existência dos diversos tipos de energia dependendo de seu nível vibratório. Energia elétrica, química, magnética, gravitacional e a energia taquiônica como a produzida por Saqqara.

O revestimento exterior era composto de azulejos de granito de Tura que, por possuirem quartzo Dextrogiro, geravam carga elétrica positiva. Este revestimento foi aplicado sobre uma camada de pedra pomes que atuavam como material isolante entre os blocos de rocha do interior, que geravam carga elétrica negativa, e o revestimento exterior. Os blocos de pedra pomes eram cortados de modo a produzir paredes quase verticais que, após revestidas, apresentavam uma inclinação de setenta e três graus acima das plataformas de superfícies quase horizontais, com uma inclinação de vinte e dois graus. A pirâmide armazenava duas cargas elétricas opostas.
A quarta lei diz que tudo é dual, tudo tem polaridade, nesta realidade tudo tem o seu oposto que é idêntico em natureza porém diferente em grau. Os extremos se tocam. Os dois pólos são os extremos da mesma coisa. Calor e frio são opostos mas são realmente o mesmo, os dois pólos de uma coisa chamada temperatura. Luz e escuridão, grande e pequeno, mole e duro, branco e preto, ruído e silencio, alto e baixo.

A pirâmide com degraus de quatro níveis tinha um volume de duzentos e oitenta mil metros cúbicos de pedra que pesavam quatrocentos e cinqüenta mil toneladas. Cinqüenta porcento do volume e peso da pirâmide final.

Na última etapa da construção, aumentaram as plataformas das faces norte e oeste da pirâmide e mantiveram inalteradas as faces sul e leste. Se isto não tivesse sido planejado desde o início, teria sido mais fácil aumentá-la igualmente nos quatro lados. Com esta etapa concluída, o obelisco virtual subterrâneo ficou alinhado exatamente no eixo norte e sul da pirâmide. A base passou a medir cento e quarenta por cem metros e atingiu uma altura total de sessenta e cinco metros devido ao acréscimo de dois níveis na pirâmide final. Isso duplicou o volume para quinhentos e sessenta mil metros cúbico de pedra que pesavam novecentas mil toneladas. Os acessos também confirmam que as etapas de expansão haviam sido planejadas por Imothep desde o início. As pirâmides posteriores a Saqqara foram cada vez mais volumosas e pesadas até culminarem na pirâmide de Keops que pesa seis milhões de toneladas. O peso, desde que é proporcional a massa que será submetida à vibração, determina a quantidade de energia gerada pela pirâmide. Este volume de pedra gira sobre o eixo da Terra a uma velocidade constante e possui a forma piramidal para que possibilite a extração de energia da sua massa, aproveitando-se da vibração natural do planeta, sua freqüência constante de vibração e giro.

Dentro do obelisco virtual movia-se verticalmente uma bobina elétrica formada por um fio de ouro enrolada sobre uma madeira isolante. Ao subir e descer, gerava um efeito pulsante em todo o campo magnético da pirâmide podendo induzir mudanças na freqüência de vibração da coluna energética. O poço se convertia em uma cavidade ressonante. Nos quatro cantos do obelisco virtual subterrâneo ainda existem as grossas vigas de madeira dispostas a quarenta e cinco graus e que tinham a finalidade de sustentar a bobina e permitir que ela se deslocasse verticalmente. Essa bobina podia controlar a longitude das ondas produzidas. A freqüência de vibração se elevava ao deslocar a bobina para cima até atingir a máxima amplificação. A bobina controlava o momento de descarregar a energia acumulada nas moléculas de quartzo da pirâmide em cerimônias programadas e que, por uma razão de equilíbrio, realizavam-se nos dias de equinócio. Os sacerdotes Egípcios provaram que as pirâmides são objetos em movimento perpétuo e que todo movimento pode transmutar-se em energia.

O último passo foi construir o muro perimetral e as obras da superfície. As capelas falsas e o pátio das Serpentes. A esta obra foi dedicado muito tempo, esforço e recursos humanos e materiais, mas o retorno valeu o investimento.

O caminho da perfeição espiritual é individual e intransferível. Ninguém pode evoluir por outra pessoa. Por isso, em Saqqara, só passava uma pessoa por vez através da entrada de acesso ao complexo. Saqqara nunca possuiu uma porta em sua única entrada. A tecnologia aplicada restringia o acesso dos seres com mentes primárias, os que possuíam um campo elétrico pessoal carregado negativamente. Na entrada, o comprido corredor e a galeria com quarenta e oito colunas possuíam um poderoso campo de força que ampliava os sentimentos do visitante, de modo que se existisse odio, medo ou insegurança em seus corações, sua própria angustia ampliada impedia que penetrassem no complexo.
A galeria dava acesso ao salão transversal das oito colunas unidas entre si por blocos de pedra e que marcam a saída para o grande pátio das Serpentes. A piramide ficava no lado norte deste pátio.

Cada porta possuía um friso horizontal decorado por uma cobra. A serpente sagrada simbolizava a dualidade devido a sua língua bifurcada e seus órgão sexuais duplicados. Representava também a determinação para alterar a existência, para começar uma viagem evolutiva independente e tomar as suas próprias decisões. Era a fonte da origem do movimento.

A partir do acesso na Tumba Sul se chega às câmaras e galerias subterrâneas e a um túnel que termina exatamente abaixo da galeria de acesso. A planta de todo o complexo parece um processador central de um computador.

Saqqara foi a primeira experiência com a forma piramidal para aplicar e aperfeiçoar uma tecnologia quântica cujo objetivo era acelerar o aperfeiçoamento espiritual dos discípulos da Escola de Mistérios do Olho de Hórus. A partir de Saqqara, foram construídas diversas pirâmides no Egito, culminando com a grande pirâmide de Quéops. Estas eram máquinas com o objetivo de produzir colunas estacionárias de energia que permitiam elevar a freqüência de vibração dos iniciados.

Isso aumentava a energia vital, o poder mental e despertava novos sentidos tais como a telepatia e a sensibilidade para perceber a aura de outros indivíduos. Permitia que a consciência se posicionasse acima do tempo e percebesse a cadeia de reencarnações já vividas.

Através da tecnologia utilizada em Saqqara foi possível aumentar a freqüência de vibração dos iniciados, acelerando a sua evolução espiritual. Permitiu aos discípulos de Imothep verificar a existência de outras dimensões, contatar seres nestas dimensões e receber informações de mestres ascendidos.

Saqqara produzia energia taquiônica, a energia de maior freqüência e vibração do Universo. Esta energia é neutra e se compõe de pares de partículas que por terem cargas elétricas contrárias se anulam e se equilibram. Por serem neutras, não sofrem resistência e se movem vinte e sete vezes mais rápido do que a luz. É a energia do pensamento que vibra na alta freqüência do amor. Vibrando nesta freqüência, a mente pode dirigir a energia taquiônica, a energia do pensamento, para elevar a energia vital realizando curas fantásticas e até salvando-os. Todas as coisas e seres do Universo vibram com freqüências diferentes dependendo do seu nível de evolução. Saqqara gerava um campo eletromagnético elevado e sons que vibravam em diferentes freqüências. Sua forma e arquitetura produziam e captavam energia. Emparelhava as partículas elétricas convertendo-as em uma coluna ondulatória estacionária de energia taquiônica. A pirâmide produzia diversas freqüências permitindo que discípulos com diferentes níveis de evolução pudessem entrar em sintonia e vibrar com uma freqüência mais elevada que a que tinha no momento. Isto potencializa seus níveis de energia vital, sua aura ou seu campo eletromagnético pessoal. Simultaneamente recebiam uma preparação intensa que, após os seus vinte e um anos de vida, permitia-lhes elevar sua consciência às dimensões superiores da realidade. Ao manipularem, em seu interior, níveis superiores de energia vital na freqüência da vibração do amor surge a telepatia e se adquire sensibilidade para perceber a musica das esferas, a dança das partículas subatômicas que formam a aura, o campo eletromagnético que cada ser humano produz em torno do corpo. Saqqara acelerava este processo de evolução espiritual pois permitia que os indivíduos experimentassem temporariamente um aumento gradual na sua freqüência vibratória. Através da meditação e informação para viver em paz e harmonia, respeitando tudo que existe ao compreender que tudo está vivo e interrelacionado, a freqüência de vibração experimentada se tornava permanente. Os discípulos mais evoluídos, que mantinham mais alto nível de vibração, podiam movimentar sua consciência no tempo e no espaço e ver a corrente de reencarnações que lhes permitiu chegar ao seu nível atual. Podia ver e perceber realidades alem da terceira dimensão. Ao constatar estas realidades, Imothep pode enunciar no Caibalion que "como é em cima, é em baixo", que existe uma correspondência entre os diversos planos da realidade. O plano físico, o mais evidente aos nossos limitados sentidos, pode ser analisado para descobrir verdades sobre os outros planos da realidade que não percebemos. Em Saqqara demostrava-se que os objetos vibrando em altas freqüências perdiam peso, não sendo afetados pela gravidade, e que os seres humanos levitavam.

Os sacerdotes revelaram que o Universo tem dois pólos energéticos, o amor e o medo. O amor tem uma elevadíssima freqüência de vibração e o medo uma baixíssima freqüência de vibração. Os seres pouco evoluídos, que não receberam muita informação, possuem baixa freqüência de vibração e em suas vidas prevalece a dor e o medo. Os seres que passaram por muitas reecarnações aprenderam muito com as suas experiências e decisões. Vivem em mais harmonia e entendem o significado do amor, vibrando na sua freqüência e chegando ao céu da vida. O amor é neutro, não tem polaridade e vibra em elevadíssima freqüência. Sua energia, que não tem massa, pertence ao plano espiritual e mental, onde existe com a vontade do observador.

O poço central de Saqqara possui uma abertura de dez por dez metros e trinta metros de profundidade. Existe uma teoria que afirma que as pirâmides formam uma imagem espelhada delas mesmas. Uma forma virtual que se projeta em baixo da terra em que foi construída. Ali se produziria uma série de efeitos relacionados com o conceito denominado anti-matéria. Através de uma câmara situada sob a pirâmide, entra-se numa realidade paralela oposta ao mundo físico. Seria o seu espelho eletromagnético. Ali o tempo avançaria ao contrário.

A partir da base do poço perfuraram, na rocha sólida, um imenso complexo de corredores e câmaras. Escavaram um número progressivo de câmaras em direção aos quatro pontos cardeais. A primeira encostada no poço, duas para o leste, três para o oeste, quatro para o norte e cinco para o sul. Cada grupo de câmaras produzia em seu interior uma freqüência diferente de sons cada vez mais alta e que estavam dentro do campo eletromagnético da pirâmide. Em cada câmara havia milhares de vasilhas de alabastro que vibravam em sintonia com uma mesma nota da escala musical. A forma e conteúdo da vasilhas definiam a freqüência de ressonância sintonizada na câmara. A nota Mi ressoava em cinco câmaras e era usada como nível de entrada para a maioria dos iniciados. Ali vibravam acima da nota Ré que era a freqüência com que chegavam. Fá era a freqüência de ressonância de quatro câmaras. A nota Sol em três câmaras. A nota Lá era usada nas duas câmaras do lado oeste. Na câmara principal da pirâmide, em um sarcófago de apenas uma vasilha de alabastro, os mais alto iniciados alcançavam a nota Si e dali ascendiam a dimensões superiores.

Estes espaços são chamados [atualmente] de câmaras azuis, pois são decoradas com ladrilhos de cerâmica em diversos tons de azul turquesa. No seu interior, uma dupla de iniciados, sempre um homem e uma mulher, levitavam sintonizando-se com o nível de vibração cada vez mais alto.

Imothep escreveu no Caibalion, que a sétima lei do Universo diz que tudo tem gênero, tudo tem sua parte feminina e masculina. O gênero se manifesta em todos os planos do Universo. Ao entrar nas câmaras aos pares, os iniciados obtinham o equilibrio pela neutralização de seus campos eletromagnéticos pessoais.

Os pares de iniciados entravam nas câmaras azuis para meditar sob o poderoso campo de força da pirâmide enquanto que o som de uma nota musical vibrava em seu redor. Desta forma iam se adaptando a freqüências cada vez mais elevada de vibração e comprimentos menores de onda eletromagnética despertando novos sentidos e tornando-se mais sensíveis à luz. Ao meditar dentro das câmaras da pirâmide, sintonizados ao som produzidos pelo vasos de alabastro e expostos ao poderoso campo eletromagnético gerado no interior da pirâmide, os iniciados elevavam a sua freqüência de vibração. Assim obtinham a potencialização da energia vital, aumentavam a aura e possibilitava a verificação de outras realidade. As distintas notas de vibração se sintonizavam com cada chacra, conduzindo pouco a pouco a consciências mais elevadas e experiências além deste plano físico.

A forma piramidal é fundamental para o funcionamento de uma máquina quântica. As capas horizontais de pedra ao irem diminuindo sua área na parte superior da pirâmide acumulam em seu interior cargas elétricas com potências diferentes. O mesmo acontece na superfície de granito de Tura. Este fato, os onze poços verticais e o obelisco virtual subterrâneo descentrado do eixo da pirâmide, que por sua exata localização no sentido norte sul sobre um ponto nevrálgico da malha eletromagnética, e que estão sujeitos ao giro do planeta sobre o seu eixo, induzem a carga acumulado a um duplo movimento giratório. As partículas com carga positiva giram no sentido horário e as negativas no sentido anti-horário. Isto gera um vórtice eletromagnético. Um redemoinho de partículas subatômicas que vão se acelerando pouco a pouco, pois sendo a freqüência constante devido a pulsação regular do planeta, produzem uma ressonância. As duas forças, centrífuga e centrípeta, ao atingirem certa velocidade e freqüência fazem com que duas partículas de cargas opostas e movimentos contrários se emparelhem e se neutralizem e encontrem um novo eixo de giro a noventa graus do eixo da pirâmide produzindo uma coluna ondulatória estacionária. Esta coluna é formada por partículas subatômicas neutralizadas pelo emparelhamento e que se movem em altíssima frequência. Esta coluna de energia se estende até o núcleo cristalino do planeta e se eleva a centenas de quilômetros sobre a sua superfície até chegar a ionosfera. São estas partículas neutras e equilibradas que são chamadas de energia taquiônica. Sua neutralidade não encontra resistência nos materiais por onde se propaga. São a base dos fenômenos supercondutivos. Ao acelerar a freqüência de vibração da energia, o vórtice energético na pirâmide a transformava em um tipo superior, a energia taquiônica. Ela possui a mais alta freqüência e vibração da realidade. E a energia consciente, a energia informação, como a que é gerada e dominada pelo homem em seu cérebro, nos processos de pensamento, ao vibrar no amor.

A energia taquiônica e as colunas ondulatórias estacionárias foram estudas por Nikola Tesla. Baseou-se nelas para descobrir a corrente alternada e os raios-X, inventar os motor elétrico, o rádio, a televisão, o radar e cerca de mais de um mil e seiscentos inventos patenteados que formaram o século vinte. A chamada Tesla Coil [bobina de Tesla], é usada nos motores dos carros [bobina de ignição] para converter a tensão de doze volts da bateria, ao ser aplicada no enrolamento de cobre denominado bobina primária, em uma elevada tensão induzida no enrolamento de cobre que compõe a bobina secundária. Em seus estudos, Tesla concluiu que a energia taquiônica move-se vinte sete vezes mais rápido que a luz. É a energia do pensamento. A teoria de Einstein, na qual a velocidade da luz é de trezentos mil quilômetros por segundo aplica-se apenas a um dos planos da realidade, ao plano físico da densidade material, composto de átomos, elétrons, prótons e neutrons. Mas o Universo está em três planos, o físico, o mental e o espiritual. Os taquions, a base do Universo dual, são pares de partículas subatômicas em movimento constante a altíssima vibração e freqüência e que, por possuírem cargas elétricas opostas, se neutralizam. Os taquions são a base dos elementos supercondutores. Sua neutralidade não produz resistência para a carga que avança sobre as suas moléculas. Um elemento composto destas partículas e que vibra a elevada freqüência torna-se sem peso. É pura energia. A mecânica quântica atual revela que estas partículas não tem massa. São apenas uma tendência a existir e que se medem em probabilidades e que dependem da vontade de um observador do plano mental do homem. Imothep possuía estes conhecimentos e outros mais que a nossa ciência ainda não descobriu. A mecânica quântica e a supercondutividade são avanços recentes da física.
O vórtice foi utilizado para acelerar o desenvolvimento espiritual dos discípulos da Escola de Mistérios do Olho de Horus, encarregados de dirigir o caminho que elevou o nível de consciência de todo um povo.
A energia taquiônica da pirâmide elevava a freqüência de vibração e encurtava a longitude da ondas cerebrais, amplificando o poder mental e o campo eletromagnético, a aura, dos seres humanos. Isso permitiu que os iniciados chegassem a níveis superiores do Universo, podendo comprovar a existência de novas realidades, dados com segurança a toda a sociedade. Ao sintonizar-se na freqüência de seres mais evoluídos, podiam estabelecer comunicação e receber informações. Saqqara foi o primeiro centro de comunicação com as dimensões superiores. As pirâmides possuem uma tecnologia quântica que começamos a descobrir agora, uma tecnologia herdada pelos Egípcios da desaparecida civilização Atlante. Saqqara é a amostra incompreendida de uma tecnologia com a qual nem sequer sonhamos e que apenas começamos a vislumbrar. Tecnologia controlada pela consciência e dirigida a evolução espiritual de todo o povo.

O enorme circuito eletromagnético criado produziu e acelerou as partículas de energia. Converteu energia estática em energia em movimento para depois transmutá-la em energia taquiônica. Em Saqqara usaram pela primeira vez sons e campos eletromagnéticos de maneira simultânea para elevar a vibração dos iniciados com uma tecnologia aperfeiçoada na pirâmide de Queops.

Usaram os hieróglifos para talhar na pedra sua maneira de ver o Universo. Sua visão ficou modelada nas leis enunciadas por Imothep e que são a base do conhecimento hermético dos Maçons, Rosa Cruzes e Templários.

Imothep escreveu que toda causa tem o seu efeito e todo efeito tem a sua causa. Nada existe por acaso, pois o acaso destruiria o Universo. Pensando nisso Einstein disse que Deus não joga dados.

Transcrição Jc Rincon
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