segunda-feira, 11 de outubro de 2010

JESUS CRISTO TERAPEUTA HOLÍSTICO

DESCOBERTO UM FRAGMENTO DO EVANGELHO
ENTRE OS DOCUMENTOS DO MAR MORTO

Um evento de uma importância histórica sem precedentes acaba de se dar, quando o papirólogo alemão Carsten Peter Thiede identificou entre os documentos encontrados na gruta 7 de Qumran, o mais antigo fragmento do Evangelho, no caso o evangelho de Marcos. Mais precisamente se trata dos versículos 52-53 do capítulo 6 deste evangelho. Outra papiróloga, a mais conceituada, confirma em caráter definitivo esta descoberta. Thiede foi mais além; examinou três fragmentos de um códex conservados na Universidade de Oxford, do evangelho de Matheus, capítulo 26, e os fez examinar pelo processo do Carbono 26, afim de determinar a sua idade que foi fixada no início do primeiro século da nossa era, em torno de 40 e 70dC. Como este manuscrito é escrito em forma de livro, isto indica que o evangelho é bem mais antigo pois os originais eram apresentados sob a forma de rolos. Além disto o conteúdo dos evangelhos se referem ao templo antes da destruição, isto é, mesmo antes de 41, isto é, a época de Herodes Antipas citado pelos evangelistas que ignoram totalmente Herodes Agrippa, rei da Judéia de 41 a 44dC, enquanto que o primeiro é situado entre 22 e 29dC.

Claude Tresmontant, da Sorbonne, defende a tese de que os evangelistas, foram contemporâneos de Jesus e verdadeiros repórteres da sua existência. Esta tese derruba a tese da teologia oficial segundo a qual os evangelhos foram escritos muito tempo depois da morte de Jesus. Estas descobertas reforçam ainda mais a versão histórica da existência de Jesus.

Muito mais que isto; a descoberta integra Jesus à história de Israel. Pois como se sabe, a Escola dos Essênios era uma das correntes religiosas de Israel, ao mesmo título que os Saduceus e Fariseus. O seu mosteiro se situa à beira do Mar Morto em Qumran. Foi perto de lá que, em 1947, um beduíno de uma tribo nômade encontra dentro de grutas o que é conhecido hoje como os documentos do mar morto. Até agora, estes documentos continham entre outros, trechos do antigo testamento. Isto provocou grande entusiasmo nos meios religiosos judaicos, pois são os mais antigos documentos da Bíblia, sem os Evangelhos. Até. Agora inexistia prova histórica de qualquer ligação ou conhecimento de Jesus pelos praticantes da religião judaica da época.

A presença do evangelho junto aos documentos do Mar Morto, confirma o conteúdo dos Evangelhos, segundo os quais Jesus era filho de Judeus e era Rabino. Aliás, nos próprios documentos do Mar Morto, é descrita a existência, uns 100 anos antes da nossa era, de um mestre essênio, chamado o "Doutor dos Justos", e que teria sido torturado pelos Romanos. Este fato levanta a hipótese de que Jesus teria sido também um mestre essênio. É uma conjectura plausível. Entretanto seria mais provável que João Batista tenha sido iniciado ou feito parte dos Essênios, já que os documentos do Mar Morto descrevem o baísmo como um dos seus rituais. Seria mais razoável admitir que Jesus tenha sido iniciado pelos terapeutas, descritos por Filon de Alexandria. Vamos descrever a seguir esta escola dos terapeutas que Filon relatou depois de falar da vida dos Essênios. Depois examinaremos a hipótese de Jesus com Terapeuta.

As palavras terapia e terapeuta fazem parte do nosso vocabulário corriqueiro; terapia é o processo de cura enquanto um terapeuta é a pessoa ou o agente de cura. O dicionário Aurélio define a terapêutica como "parte da medicina que estuda e põe em prática os meios adequados para aliviar ou curar as doenças".

Na sua origem os terapeutas não eram médicos; eram membros de uma escola judáica, o mesmo título que o dos Essênios, que existia antes e durante a época de Jesus. Era espalhada em várias regiões do mundo, sendo o centro mais expressivo situado no Egito, em Alexandria. A sua vida é descrita pelo filósofo e rabino grego, Filon de Alexandria cuja tradução em português com comentários está sendo publicada pela Editora Vozes a partir do livro de Jean-Yves Leloup intitulado "Cuidar do ser". Pois é disto que se trata; eles cuidam do ser. Filon os descreve como sendo filósofos cuja profissão é superior a dos médicos pois a medicina comum às cidades daquela época "só cuida do corpo, enquanto a outra cuida também do psiquismo (psukas), preso por estas doenças penosas e difíceis de curar que são o apego ao prazer, a desorientação do desejo, a tristeza, as fobias, as invejas, a ignorância, o desajustamento ao que é e a multidão infinita das outras patologias (pathon) e sofrimentos". Eles se aproximariam mais dos nossos psicoterapeutas se não fosse o seu alto grau de desenvolvimento e evolução espiritual que faz deles seres plenos de aspiração divina, de lucidez de desapego completo por bens materiais e de "entusiasmo" que os leva a uma vida contemplativa, porém com prudência e sabedoria.

Tudo indica que a etimologia da palavra terapia se encontra além do grego, na língua hebraica. Quem levanta esta tese é um rabino contemporâneo Marc-Alain Ouaknin que acaba de publicar uma introdução à meditação hebraica. O autor nos mostra que a palavra hebraica Teroupha significa cura; Ele ressalta a analogia fonética entre Terapia e Teroupha, e consagra um capítulo inteiro sobre este assunto. Através de uma análise fonética mais aprofundada, que não cabe aqui, este rabino faz um paralelo com a psicanálise, mostrando que uma das interpretações dadas é desligar a palavra presa por não ter mais espaço para se expressar, o que dá origem a neurose e o conseqüente sofrimento. Se trata de desatar um nó.

Assim sendo, podemos constatar que já na época de Alexandria havia uma distinção entre medicina do corpo e medicina psicossomática e espiritual. A história se repete...

Uma das perguntas que podemos nos fazer é referente à semelhança entre a prática de cura de Jesus e a contemporaneidade da Escola dos Terapeutas. Terá sido Jesus formado nesta escola judaica? Era Jesus um Terapeuta? É o que vamos examinar a seguir.

Há certos pormenores essenciais a respeito da vida de Jesus e da sua origem que foram um tanto relegados ao esquecimento por razões que não cabe discutir aqui; me refiro particularmente ao fato de que Jesus era judeu e considerado como rabino pelos seus discípulos. O seu nome era judaico, Yeshoua Ben Iossef; a sua mãe Maria se chamava na realidade Míriam.

Dentro deste contexto pode melhor entender a vida de Jesus e fazer algumas hipótese plausíveis a respeito da sua formação e influências recebidas neste misterioso período entre a sua adolescência e maturidade. O nosso objetivo aqui é examinar a hipótese que nos ocorreu há muito tempo quando lemos a primeira tradução da obra de Filon de Alexandria intitulada como já o vimos: Os Terapeutas.

A nossa hipótese é de que Jesus, entre outras influências possíveis, foi iniciado pelos Terapeutas, cuja maior escola se encontrava no Egito, em Alexandria. Vamos enumerar os fatos que nos levam a emitir esta hipótese. É claro que o espaço de um artigo não é suficiente para uma ampla demonstração da plausibilidade de nossa hipótese. Pessoas mais competentes poderão fazer de modo mais adequado; é o nosso voto.

Jesus era contemporâneo da Escola dos terapeutas pois era contemporâneo de Filon de Alexandria. Filon nasceu entre 20 e 10 antes da nossa era e morreu entre 39 e 40 depois do início da nossa era.

Os pais de Jesus tinham relações com Judeus do Egito, já que é para lá que se refugiaram com o menino ameaçado de morte pelo governador romano. Seria bastante razoável que, diante das capacidades espirituais e da sabedoria precoce deste menino que surpreendeu os rabinos, os pais tenham sido aconselhados pelos mesmos rabinos a se aperfeiçoar nos Terapeutas.

Jesus de fato curava e mesmo realizava curas vistas como milagrosas. Uma das sua últimas recomendações para os seus discípulos foi de curar pelas mãos. É o único carisma que ele recomendou desenvolver. Ora sabemos hoje, através da observação de pessoas que possuem o dom de curar, que elas fazem isto em estado de amor; isto é, que o que realmente cura, é a energia amorosa. O artigo 12 do tratado de Filon de Alexandria diz textualmente: "Os que se tornam terapeutas não os fazem movidos pelo hábito nem pela exortação ou solicitação de outrem, mas num impulso de amor divino".

Aliás toda a vida dos Terapeutas está cheia de semelhanças com o que Jesus recomendava, a tal ponto que os Padres do Deserto e Orígenes se inspiraram desta escola, considerada também como a fonte ou origem dos monasterios hesychastes da Igreja Ortodoxa.

Entre os ritos figuram danças sagradas, tais como existiam e são descritos no antigo testamento no tempo de Moisés. Homens e mulheres cantavam e dançavam louvores ao Eterno, ao Ser. Existe um texto apócrifo de João descrevendo Jesus dançando com os seus discípulos antes da sua despedida.

Mesmo se a nossa hipótese não for confirmada, restará o fato de que Jesus foi um grande Terapeuta, pois além de cuidar do sofrimento físico alheio, procurou realizar a Terapia de toda a humanidade, através da sua constante recomendação de alcançar o nível Transpessoal da consciência que ele chamava de "Reino do Pai". E para alcançar este reino, um mandamento bastava: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MARIA MADALENA ASCENÇÃO PLANETÁRIA

A ENERGIA DO PRÓXIMO DIA 10 ESTARÁ ESTARÁ MUITO FORTE E QUANTOS DE NÓS ESTIVERMOS VIBRANDO PAZ, AMOR ALICERÇADOS NA FÉ, PODEREMOS MELHORAR A EGRÉGORA DO PLANETA, CRIANDO VÁRIOS PONTOS DE LUZ, ONDE CADA UM DE NÓS ESTIVERMOS

Meus amigos,

A energia planetária passa por momentos importantes e mágicos nestes meses que vivemos tantas mudanças, tantas quebras de verdades e tantas surpresas. É sabido que seriam tempos tumultuados, mas mesmo assim, estamos nos surpreendendo a cada instante. Ainda temos tanto o que aprender...

Uma nova onda de energia de limpeza e cura espiritual planetária está se formando e tomando força nestes dias, e culminará no dia 10 de Outubro deste ano, em um belo trabalho de limpeza do astral e libertação de irmãos e irmãs de correntes viciosas de energia pesada e impura, ascendendo mais alguns pontos terrenos.

É mais uma etapa do trabalho de Ascenção Planetária, mas de especial abrangência e força. Muitos trabalhadores de todo Universo estarão disponibilizando sua energia e sabedoria dentro do processo e a mobilização entre os trabalhadores de luz entre nós parece especialmente intensa. Todas as faces da nossa Mãe – águas doces e salgadas, montanhas, vulcões e campos na superfície e toda a vida intraterrena – serão ativados e transmutados ao mesmo tempo.

Muitos trabalhadores estão sendo convocados para atuar pessoalmente com os Comandos Maiores ou apenas através de vibrações pessoais neste importante dia.

Entre tantas convocações que recebi com instruções de trabalho (e sei que muitos de vocês também devem ter tido acesso a algo semelhante), percebi que todos eram direcionados à força tarefa masculina de ativação e transformação, então pedi à Senhora que me passasse diretrizes da atuação reservada a todos que sustentam o feminino planetário, com a benção de Shekinah.

Gostaria de lembrar que “masculino” e “feminino” são apenas termos que adotamos para referenciar o tipo de energia que sustenta e orienta cada trabalho e ação. Existem homens e mulheres em ambas as freqüências energéticas complementares (os chamados pólos opostos do equilíbrio universal), pois somos todos frutos da união das duas. Nossa origem estelar (nossa vida antes da Terra) e nossa história de escolhas planetárias é que nos leva a ter posturas de ação ou de sustentação (mais “masculinas” ou “femininas”, respectivamente) neste momento cósmico.

Estas foram as palavras que recebi em resposta, e que transmito em amor e alegria a todos vocês.

“O Grande Despertar. Este é o momento para as adormecidas sacerdotisas da Grande Estrela.

Homens e mulheres que se ofereceram em alegria e fraternidade à Mãe e Senhora estarão abraçados e envolvidos por Maria e suas estrelas.

Peço a todas as minhas filhas e filhos que coloquem sua energia à disposição da Mãe Terra como entidade cósmica e espiritual.

Nosso trabalho, neste momento, consiste em abençoar a energia de cura e limpeza que chega, e abrir os abraços, coração e ventre da humanidade para que ela encontre pouso e alimento para trabalhar.

Somos a retaguarda dos trabalhos ativos e transformadores. Cuidaremos para que almas sofram o menos possível nas suas passagens. Vibraremos amor incondicional para que os corações duros pela ambição e falta de amor sejam envolvidos pela alma rósea de Vênus e Kumara, libertando suas dores e se desapegando de suas presas, sem luta ou disputa, que só causam mais dor e conflitos.

Alimentaremos a fé, a humildade e a alegria dos espíritos dos trabalhadores de Luz, de todas as crenças e sabedorias, para que consigam alcançar seus propósitos da forma mais pura e bela.

Em especial, peço ás minhas queridas filhas conscientes de sua posição divina e a todos os filhos de Maria que sentem dentro de sua alma a conexão com a Grande Mãe, que vibrem na intenção do despertar de todas as irmãs que ainda não reconhecem sua Luz.

É o momento do casamento planetário das forças complementares: o umbral é invadido pela Luz, os mistérios são abertos para a consciência, a mente é envolvida pelo poder do amor, a emoção busca o entendimento e a iluminação. Estamos todos no caminho de volta para sermos finalmente a Unidade, milênios depois da grande quebra. Este é O Caminho.

Todo o esforço ativo masculino de poder e mudança precisa que o Despertar Feminino aconteça, e complemente seu trabalho, trazendo beleza, alegria, aceitação e perdão para o processo. E promover este Despertar é a função de vocês, filhos e filhas de Shekinah.

Acordem para seu próprio espírito e executem sua tarefa sagrada. Durante todo o dia, vibrem amor e beleza o maior tempo possível e tragam esta energia para dentro de seus espíritos e para suas vidas.

O complemento do trabalhado, os filhos de Yeshua e do Grande Senhor Cósmico, entendedores e estudiosos dos processos e das leis, estarão realizando com sabedoria e poder.

Peço que todas as linhas de trabalho feminino se unam em torno da Grande Mãe com o mesmo propósito:

Todas as Linhas marianas
Seguidores de todas as Nossas Senhoras reveladas
Queridos Cavaleiros e Senhoras Guardiões do Santo Graal

Sacerdotisas de todas as faces da Deusa – Ísis, Deméter, Vênus, Inana, Astarte, Ceridwen, Laksmi e todas as outras vivas em seus espíritos e culturas

Ativadoras de pontos energéticos de Gaia que trabalham incansavelmente em silêncio e amor.

Todos aqueles que, apesar de não terem efetivado seu reencontro com a Grande Mãe, encontram minhas palavras em seus corações. Meu amor os envolve com imensa gratidão e sente seu despertar.

Todo rebento precisa de um ventre para ser gerado e de um belo encontro de amor entre energias complementares para receber a vida. Unidos – sustentadores e ativadores – estamos gerando uma nova realidade planetária.

A Energia de Shekinah – a mãe cósmica – nos guia e nos une a todas as outras comunidades estelares que preenchem de feminino todo o universo.

No mais, sei que não precisam de muitas palavras ou nomes. Como sempre, suas intuições os conectarão comigo e uns aos outros, e através desta união, estaremos em comunhão de amor e alegria com todas as Energias do Universo. Que os segredos se revelem e se tornem apenas verdades.

Maria Madalena

Entendo, através de Seu espírito, que muitas mulheres se lembrarão da sua divindade e força quando libertas das energias do passado. Fico muito feliz com estas revelações, pois a cada novo portal trabalhado, nos sentimos mais fortes e unidas.

Peço que cada um encontre sua forma de conexão e trabalho, mas não deixem de se lembrar que nossa alma pediu muito para estar aqui e agora, mesmo que alguns de nós não saibam o porquê exatamente, por enquanto.

Estarei conectada todo o dia 10, e especialmente ás 12:00h da manhã, na querida Pedra Grande, aqui em Atibaia – minha montanha guardiã e amiga que contemplo todos os dias, da minha varanda.

Encontrem também seus momentos sagrados e os desfrutem alegremente, ao lado de quem amam e confiam. Só assim podemos gerar e dividir amor, beleza e alegria.

Luz e amor a todos vocês.
Rejane Moreno – Atibaia – Brasil
28 de Setembro de 2010

Paula X enviou esta Mensagem



domingo, 26 de setembro de 2010

OS ESSÊNIOS AGUARDAVAM DOIS MESSIAS

Abril de 1947, no vale de Khirbet Qumran, junto às encostas do Mar Morto, Juma Muhamed, pastor beduíno da região, recolhia seu rebanho quando ao seguir atrás de uma ovelha desgarrada percebeu que havia uma extensa fenda entre duas rochas.Curioso, atirou uma pedra e ouviu o ruído de um vaso se quebrando. No vaso, encontrou pergaminhos Este momento caracterizou-se como um marco para o mundo arqueológico: A Descoberta dos Manuscritos do Mar Morto.

Desde então, a tradução e divulgação do seu conteúdo têm atraído atenção mundial, e uma grande expectativa tem se instaurado quanto a possíveis segredos ainda não revelados.

Foram encontrados em 11 cavernas, nas ruínas de Qumran, centenas de pergaminhos que datam do terceiro século a.C até 68 d.C., segundo testes realizados com carbono 14. Os Manuscritos do Mar Morto foram escritos em três idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e Grego, totalizando quase mil obras.

Eles incluíam manuais de disciplinas, hinários, comentários bíblicos, escritos apocalípticos, cópias do livro de Isaías e quase todos os livros do Antigo Testamento.

De acordo com os estudiosos, os Manuscritos estão divididos em três grupos principais: Sectários, Apócrifos e Bíblicos. Os Bíblicos reúnem todos os livros da Bíblia, exceto Ester, no total 22 livros. Os Apócrifos são os livros sagrados excluídos da Bíblia, e, finalmente os Sectários que são pergaminhos relacionados com a seita, incluindo visões apocalípticas e trabalhos litúrgicos.

No livro "As doutrinas secretas de Jesus", o autor H. Spencer Lewis, F.R.C., Ph.D., cita na pág. 28 a referência (chave 15): "Essa sociedade secreta (sociedade secreta de Jesus) pode ou não ter sido afiliada aos essênios, outra sociedade secreta com que Jesus estava bem familiarizado" (*).

A descoberta dos Pergaminhos do Mar Morto confirmou a referência feita pelo autor aos essênios e seus ensinamentos secretos, que precederam o cristianismo e que Jesus deve ter conhecido bem. Um relatório parcial sobre essa descoberta, do arqueólogo inglês G. Lankester Harding, Diretor do Departamento de Antiguidades da Jordânia, diz o seguinte:

"A mais espantosa revelação dos documentos essênios até agora publicada é a de que os essênios possuíam, muitos anos antes de Cristo, práticas e terminologias que sempre foram consideradas exclusivas dos cristãos. Os essênios tinham a prática do batismo, e compartilhavam um repasto litúrgico de pão e vinho presidido por um sacerdote. Acreditavam na redenção e na imortalidade da alma. Seu líder principal era uma figura misteriosa chamada o Instrutor da Retidão, um profeta-sacerdote messiânico abençoado com a revelação divina, perseguido e provavelmente martirizado."

"Muitas frases, símbolos e preceitos semelhantes aos da literatura essênia são usados no Novo Testamento, particularmente no Evangelho de João e nas Epístolas de Paulo. O uso do batismo por João Batista levou alguns eruditos a acreditar que ele era essênio ou fortemente influenciado por essa seita. Os Pergaminhos deram também novo ímpeto à teoria de que Jesus pode ter sido um estudante da filosofia essênia. É de se notar que o Novo Testamento nunca menciona os essênios, embora lance freqüentes calúnias sobre outras duas seitas importantes, os saduceus e os fariseus."

Todos esses documentos foram preservados por quase dois mil anos e são considerados o achado do século, principalmente porque a Bíblia, até então conhecida, data de uma tradução grega, feita pelo menos mil anos depois da de Qumran. Hoje, os Manuscritos do Mar Morto encontram-se no Museu do Livro em Jerusalém..

O nome Essênios deriva da palavra egípcia Kashai, que significa "secreto". Na língua grega, o termo utilizado é "therepeutes", originário da palavra Síria "asaya", que significa médico.

A organização nasceu no Egito nos anos que precedem o Faraó Akhenathon, o grande fundador da primeira religião monoteísta, sendo difundida em diferentes partes do mundo, inclusive em Qumran. Nos escritos dos Rosacruzes, os Essênios são considerados como uma ramificação da "Grande Fraternidade Branca".

Segundo estudiosos, foi nesse meio onde passou Jesus, no período que corresponde entre seus 13 e 30 anos. Alguns estudiosos também acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos Essênios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências.

Para medir o tempo, os Essênios utilizavam um calendário diferenciado, baseado no Sol. Ao contrário do utilizado na época, que consistia de 354 dias, seu calendário continha 364 dias que eram divididos em 52 semanas permitindo que cada estação do ano fosse dividida em 13 semanas e mais um dia, unindo cada uma delas.

Consideravam seu calendário sintonizado com a "Lei da Grande Luz do Céu". Seu ritmo contínuo significava ainda que o primeiro dia do ano e de cada estação sempre caía no mesmo dia da semana, quarta-feira, já que de acordo com o Gênesis foi no quarto dia que a Lua e o Sol foram criados.

Segundo os Manuais de Disciplina dos Essênios dos Manuscritos do Mar Morto, os essênios eram realmente originários do Egito, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colônias estendiam-se até o vale do Nilo.

No meio da corrupção que imperava, os essênios conservavam a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. De costumes irrepreensíveis, moralidade exemplar, pacíficos e de boa fé, dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, longe do materialismo avassalador. Os essênios suportavam com admirável estoicismo os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso.

Procuravam servir a Deus, auxiliando o próximo, sem imolações no altar e sem cultuar imagens. Eram livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do que produziam.

Os Essênios não tinham criados, pois acreditavam que todo homem e mulher era um ser livre. Tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas, entregando-se abertamente ao exercício da medicina ocultista.

Em seus ensinos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos a rituais de Iniciação, conforme adquiriam conhecimentos e passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria quanto na prática, as Leis Superiores do Universo e da Vida, tristemente esquecidas na ocasião. Alguns dizem que eles preparavam a vinda do Messias.

Era uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento  e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objetivos. Não há nenhum documento que comprove a estada essênia de Jesus, no entanto seus atos são típicos de quem foi iniciado nesta seita. A missão dos seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de difundir a vinda de um Messias e nisto contribuíram para a chegada de Jesus.

Na verdade, os essênios não aguardavam um só Messias, e sim, dois. Um originário da Casa de Davi, viria para legislar e devolver aos judeus a pátria e estabelecer a justiça. Esse Messias-Rei restituiria ao povo de Israel a sua soberania e dignidade, instaurando um novo período de paz social e prosperidade. Jesus foi recebido por muitos como a encarnação deste Messias de sangue real. No alto da cruz onde padeceu, lia-se a inscrição: Jesus Nazareno Rei dos Judeus.

O outro Messias esperado nasceria de um descendente da Casa de Levi. Este Salvador seguiria a tradição da linhagem sacerdotal dos grandes mártires. Sua morte representaria a redenção do povo e todo o sofrimento e humilhação por que teria que passar em vida seria previamente traçado por Deus.

O Messias-Sacerdote se mostraria resignado com seu destino, dando a vida em sacrifício. Faria purgar os pecados de todos e a conduta de seus atos seria o exemplo da fé que leva os homens à Deus. Para muitos, a figura do pregador João Batista se encaixa no perfil do Segundo Messias.

Até os nossos dias, uma seita do sul do Irã, os mandeanos, sustenta ser João Batista o verdadeiro Messias. Vivendo em comunidades distantes, os essênios sempre procuravam encontrar na solidão do deserto o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra.

Rompendo com o conceito da propriedade individual, acreditavam ser possível implantar no reino da Terra a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens. Consideravam a escravidão um ultraje à missão do homem dada por Deus. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comuns, sempre desempenhando atividades profissionais que não envolvessem a destruição ou violência.

Não era possível encontrar entre eles açougueiros ou fabricantes de armas, mas sim grande quantidade de mestres, escribas, instrutores, que através do ensino passavam de forma sutil os pensamentos da seita aos leigos.

O silêncio era prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. A voz, para um essênio, possuía grande poder e não devia ser desperdiçada. Através dela, com diferentes entonações, eram capazes de curar um doente. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, físico e higiene pessoal. A capacidade de predizer o futuro e a leitura do destino através da linguagem dos astros tornou os essênios figuras magnéticas, conhecidas por suas vestes brancas.

Eram excelentes médicos também. Em cada parte do mundo onde se estabeleceram, eles receberam nomes diferentes, às vezes por necessidades de se proteger contra as perseguições ou para manter afastados os difamadores. Mestres em saber adaptar seus pensamentos às religiões dos países onde se situavam, agiram misturando muitos aspectos de sua doutrina a outras crenças. O saber mais profundo dos essênios era velado à maioria das pessoas.

É sabido também que liam textos e estudavam outras doutrinas. Para ser um essênio, o pretendente era preparado desde a infância na vida comunitária de suas aldeias isoladas. Já adulto, o adepto, após cumprir várias etapas de aprendizado, recebia uma missão definida que ele deveria cumprir até o fim da vida. Vestidos com roupas brancas, ficaram conhecidos em sua época como aqueles que "são do caminho".

Foram fundadores dos abrigos denominados "beth-saida", que tinham como tarefa cuidar de doentes e desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os beth-saida anteciparam em séculos os hospitais, instituição que tem seu nome derivado de hospitaleiros, denominação de um ramo essênio voltado para a prestação de socorro às pessoas doentes.

Fizeram obras maravilhosas, que refletem até os nossos dias. A notícia que se tem é de que a seita se perdeu, no tempo e memória das pessoas. Não sabemos da existência de essênios nos dias de hoje (não que seja impossível), é no mínimo, pelo lado social, uma pena termos perdido tanto dos seus preceitos mais importantes. Se o que nos restou já significa tanto, imaginem o que mais poderíamos vir a ter aprendido. Como sempre, é o máximo que podemos dizer: "uma pena". Estudos recentes comprovam que Sodoma e Gomorra está onde hoje é o Mar morto...

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APÓSTOLO TOMÉ ESTEVE NA AMÉRICA

O Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta em Nag Hammadi, é uma lista de 114 ditos atribuídos a Jesus. Alguns são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas outros eram desconhecidos até a descoberta desse manuscrito em 1945.

Tomé não explora, como os demais, a forma narrativa, apenas cita - de forma não estruturada - as frases, os ditos ou diálogos breves de Jesus a seus discípulos, contados a Tomé o Gêmeo, sem incluí-los em qualquer narrativa, nem apresentá-los em contexto filosófico ou retórico. Duas características marcantes do Evangelho de Tomé, que o diferenciam dos canônicos, são a recomendação de Jesus para que ninguém faça aquilo que não deseja ou não gosta e a ênfase não na fé, mas a descoberta de si mesmo.
Uma boa discussão, em língua portuguesa, sobre esse evangelho encontra-se no livro "Além de Toda Crença:

Desconhecido de Tomé", da historiadora Elaine Pagels, que defende a tese de que o Evangelho de João teria sido escrito para refutar o de Tomé. Obtém-se nesse livro proveitosa aula sobre o início do Cristianismo e entende-se melhor a escolha dos evangelhos canônicos e a posterior rejeição aos demais, tratados como "heréticos".

O escritor brasileiro Isaque de Borba Corrêa (isaqueborba) defende uma interessante tese baseada em antigas cartas de jesuítas, nas quais se relata a presença desse apóstolo na América. Segundo o catarinense Corrêa, mais de vinte jesuítas peregrinaram pelas Américas em busca das informações que o santo teria legado a seus sucessores. Isaque advoga a tese de que São Tomé teria não apenas viajado até a Índia, como teria estendido seu périplo às "Índias Ocidentais", atual América.

Segundo a tradição, São Tomé teria partido para as Índias acompanhado de João Crisóstomo. O escritor Panteno, segundo Eusébio, também esteve na Índia e conversou com Crisóstomo, mas não comentou sobre Tomé. O Padre Simón, na Colômbia, foi conduzido por um índio até uma gravura em pedra, na qual estavam gravadas as imagens de três homens, cada um contendo uma inscrição que Simón não teria conseguido traduzir. O ingênuo nativo traduziu-as para o jesuíta, explicando que as inscrições eram os nomes de cada um deles: João Crisóstomo, Tomé e Engélico. Eram figuras humanas que usavam barba, batina e sandálias. A figura central, Tomé, trazia na mão algo parecido com um livro. Isaque afirma que as pesquisas acerca da estada desse santo na América não prosperaram em virtude de um decreto emitido pelo Papa Urbano VIII, que considerou tal propósito uma heresia. Temendo um processo inquisicional por parte do Tribunal do Santo Ofício, os jesuítas recuaram em seu propósito e abandonaram as pesquisas. fonte: Wiki"Abaixa a espada, porque aquele que fere com a espada, morre pela espada".

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domingo, 5 de setembro de 2010

MARIA MADALENA SENTADA NO TRONO [FREI ANGELICO]

IGREJA CATÓLICA DE KILMORE - DERVAIG, NA ESCÓCIA

Na parte de baixo deste vitral há uma inscrição:
"MARIA ESCOLHEU A PARTE BOA, QUE NÃO LHE SERÁ TIRADA"

O versiculo de Lucas 10,42: está se referindo à MARIA DE BETÂNIA, quando Marta se queixa com Jesus por Maria ter lhe deixado os serviços domésticos, Jesus responde: "Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa e´necessaria; Maria escolheu a parte boa, que não lhe será tirada."

Maria Magdalena e Maria de Betânia são a mesma pessoa , Betânia é o local de nascimento e Magdala é um título, assim como: "Primeira Dama". A palavra MAGDALA de Maria, não diz respeito a sua cidade de origem, mas sim, a palavra hebraica MIGDAL, que significa TORRE. Desta forma: Maria, chamada Torre (A Torre: corresponde ao posto mais alto), indica sua posição na comunidade como: RAINHA.
Quadro do pintor renascentista Frei Angélico

A Matriarca sentada em um TRONO em forma de TORRE faz referencia a sua posição na comunidade como rainha. ( trono é o lugar onde sentam as rainhas e torre (magdala) é o título de Maria Magdalena).

O pintor Frei Angélico (1387) era um monge católico e foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1982.

No ano de 591 o papa Gregório I ( 590-604), fez um sermão de páscoa declarando que Maria Magdalena e a Maria, irmã de Lázaro que morava em Betânia, era a mesma pessoa.

santo-graal.blogspot.com

DINASTIA REAL DE JESUS CRISTO E MARIA MADALENA

 
O Evangelho de Mateus afirma que Jesus era de sangue real, descendente de Salomão e Davi. Ele poderia Ter a pretensão legítima ao trono da Palestina unida. Ele teria enfrentado a oposição que enfrentou, precisamente em virtude de seu papel, o papel de um rei-sacerdote que poderia unificar o seu país e o povo judeu, representando assim uma séria ameaça tanto a Herodes quanto à Roma.

Sugerir que Jesus tivesse tal pretensão é desafiar a imagem do "pobre carpinteiro de Nazaré". Em primeiro lugar, existem dúvidas à respeito da cidade de Nazaré no tempo de Jesus. Ela não aparece nos mapas romanos, documentos ou registros. Não é mencionada no Talmud nem nos textos de Paulo. Nem mesmo o historiador Flavius Josephus - Que comandou tropas na Galiléia e listou as cidades da província - mencionou Nazaré.

Em suma, parece que Nazaré não surgiu como cidade até algum tempo depois da revolta de 68-74 d.C., e que o nome de Jesus se tornou associado a ela em virtude da confusão semântica.

Sendo de Nazaré ou não, não há tampouco alguma indicação de que Jesus tenha sido um "pobre carpinteiro". ( Vermes, Jesus the Jew, p. 21, menciona que nos provérbios do Talmud o nome aramaico denotando carpinteiro ou artesão (naggar) significa homem culto ou intelectual)

Nenhum dos quatro Evangelhos o descreve como tal. Na verdade, as evidências nelas contidas sugerem o contrário. Ele parece Ter sido bem educado. Parece Ter recebido treinamento para rabino e Ter conversado tão freqüentemente com pessoas ricas e influentes quanto com os pobres.

Nicodemus, José de Arimathéia, o casamento de Canaã , sugere que Jesus e sua mãe eram membros de uma casta. Se Jesus era Rabino, era casado; se era casado, seria muito estranho que não pudesse Ter filhos.

Se Jesus era um aristocrata, e se ele foi casado com Madalena, é provável que ela fosse de situação social comparável. E, realmente, parecia ser. Entre suas amigas, estava a esposa de um importante oficial de Herodes.

Nos documentos do Monastério do Sinai, Jerusalém - a Cidade Santa e capital da Judéia - tinha sido originariamente propriedade da tribo de Benjamim. Depois os benjamitas foram dizimados em uma guerra com as outras tribos de Israel, e muitos deles partiram para o exílio, embora alguns tenham permanecido. Um descendente desses remanescentes era Paulo, que afirma explicitamente ser um benjamita ( Romanos 11:1).

De acordo com todas as narrativas do NT, Jesus era da linha de Davi e, portanto, da tribo de Judá. Aos olhos dos benjamitas, que tiveram Saul deposto por Davi, isto pode tê-lo tornado um usurpador. Esta objeção poderia ser neutralizada se este fosse casado com uma mulher benjamita. Tal casamento teria constituído uma importante aliança dinástica, repleta de conseqüências políticas. Ela não só teria fornecido a Israel um poderoso rei-sacerdote, como também teria desempenhado a função simbólica de devolver a Jerusalém aos seus donos originais e legítimos. Tal homem teria sido realmente o "rei dos judeus".

Durante sua entrevista com Pilatos, Jesus é repetidamente chamado "rei dos judeus". Segundo o professor S.G.F. Brandon, da Universidade de Manchester, a inscrição afixada na cruz, deve ser considerada genuína - tanto quanto qualquer coisa no NT. Em primeiro lugar, ela figura, sem nenhuma variação, nos quatro Evangelhos. Em segundo lugar, trata-se de um episódio muito comprometedor, muito embaraçoso, para ser inventado.

No Evangelho de Marcos, Pilatos, após interrogar Jesus, pergunta aos seus dignitários reunidos (Marcos 15:12) "Pois que quereis que eu faça ao "rei dos judeus"?. Isto indicaria que, pelo menos alguns judeus se referiram a Jesus como um rei. Ao mesmo tempo, Pilatos confere este título a Jesus em todos os quatro Evangelhos. Não há razão para supor que ele o faz de forma pejorativa ou irônica. No quarto Evangelho, ele insiste nisso de forma bastante séria e reiterada, a despeito do coro de protestos. Além disso, nos Evangelhos sinópticos, o próprio Jesus reconhece sua pretensão ao título (Marcos 15:2) "E Pilatos lhe perguntou: "Tu é o rei dos judeus?" E ele lhe respondendo lhe disse: "Tu o dizes". Na tradução, esta resposta soa de forma deliberada. No original grego, no entanto, é interpretada como: "Tu falaste corretamente".

Os Evangelhos foram compostos para uma audiência greco-romana. Em conseqüência, era natural colocar os judeus no papel de vilões. Jesus não poderia ser retratado como uma figura política e o papel dos romanos no julgamento e execução de Jesus deveria ser limpada e apresentado de forma mais simpática possível. Assim, Pilatos é descrito nos Evangelhos como um homem responsável e tolerante, que reluta em consentir a crucificação.

Os Evangelhos informa que Jesus é inicialmente condenado pelo Sanhedrim (Sinédrio)- os conselhos dos anciãos judeus - que então o leva até Pilatos e pede ao procurador que se anuncie contra ele. Historicamente, isto não faz sentido. Nos três Evangelhos sinópticos, Jesus é preso e condenado pelo Sanhedrim na noite do festival dos judeus, mas pela lei mosaica, este conselho era proibido de se reunir durante o festival. (H. Cohn, Trial and Death of Jesus, p.97).

Nos Evangelhos, a prisão e o julgamento de Jesus ocorrem à noite, antes do conselho. Pela lei judaica, o conselho é proibido de se reunir à noite, em casas particulares ou em qualquer outro lugar fora dos recintos do Templo.

Nos Evangelhos, o conselho é aparentemente desautorizado a votar uma sentenças de morte - e esta seria a razão para levar Jesus ante Pilatos. Contudo, o conselho era autorizado a votar sentenças de morte - por apedrejamento, se não por crucificação. Desta forma, se o conselho tivesse desejado dispor de Jesus, ele teria autoridade para sentencia-lo à morte por apedrejamento. Não haveria necessidade de perturbar Pilatos.

(Brandon, Jesus and the Zealots, p.259., H.Cohn, Trial and Death of Jesus, p.166. e Winter, on the Trial of Jesus, p. 94)

Nota: Haim Cohn é um ex-procurador geral de Israel, membro da Suprema Corte e professor de História Jurídica.

Autoridades modernas concordam que tal política nunca existiu por parte dos romanos, e que a oferta para libertar Jesus ou Barrabás, é uma ficção.

Nem todos os judeus eram inocentes. Mesmo que a administração romana temesse um rei-sacerdote com pretensões ao trono, ela não teria condições de embarcar abertamente em atos de provocação que poderiam precipitar uma rebelião em escala total.

Mas mesmo que seja este o caso, permanece o fato de que Jesus foi vítima de uma administração romana, numa corte e sentença romana, com soldados e execução romana - uma execução, que na forma, era reservada exclusivamente aos inimigos de Roma. Jesus não foi crucificado por crimes contra o judaísmo, mas por crimes contra o Império Romano.

(Brandon, Jesus and the Zealots, p. 328., diz que toda pesquisa sobre o Jesus histórico deve começar pelo fato de sua execução pelos romanos por sedição. E que a tradição de considera-lo "rei dos judeus" deve ser aceita como autêntica. Os antigos cristãos não teriam inventado tal título, em vista de seu caráter embaraçoso.)

Nota: Observa-se que o judaísmo sempre cumpriu rigorosamente as leis mosaicas até os dias de hoje. É compreensível que, com tantas contradições culturais, os judeus ainda não tenham compreendido a missão de Jesus como Messias.

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GENEALOGIA SECRETA DE JESUS CRISTO

 
Muitas evidências foram apresentadas pelo Monastério do Sinai, através de seus documentos e representantes. Mas sabemos que Sinai possuem alguma prova de que Jesus foi casado e tivera filhos e que deixaram a Terra Santa na época de sua suposta morte. Encontraram refúgio no Sul da França e lá preservaram sua linhagem em uma comunidade judaica. Durante o século V esta linhagem parece Ter se misturado, via casamento, com a linhagem real dos francos, engendrando assim a dinastia merovíngia. Em 496d.C., a Igreja fez um pacto com essa dinastia, ligando-se perpetuamente à linhagem merovíngia - presumivelmente conhecendo a verdadeira identidade daquela estirpe. Isto explicaria a oferta recebida por Clóvis de se tornar imperador do Sacro Império Romano, o "novo Constantino", e seria a razão pela qual ele não foi feito rei, mas reconhecido como tal.

Ao corroborar o assassinato de Dagobert, e depois trair a linhagem merovíngia, a Igreja se tornou culpada de um crime que não podia ser racionalizado ou expurgado. Ele teria que ser suprimido, pois a descoberta da real identidade dos merovíngios não fortaleceria a posição de Roma diante de seus inimigos.

A despeito de todos os esforços para erradica-la, a linhagem merovíngia - sobreviveu, em parte, através dos carolíngios, que se sentiam mais culpados do que Roma pela usurpação e procuraram se legitimar através de alianças dinásticas com princesas merovíngias. Mas o mais importante é que a linhagem sobrevivei através do filho de Dagobert, Sigisbert, cujos descendentes incluíram Guillem de Gellone, governante do reino judeu de Septimania e, finalmente, de Godfroi de Bouillon. Com a captura da Jerusalém em 1099 por Godfroi, a linhagem de Jesus teria recapturado sua herança de direito, a ela conferida nos tempos do VT.

...Se nossa hipótese estiver correta, o cálice sagrado representava simultaneamente duas coisas: por um lado teria sido a linhagem sangüínea e os descendentes de Jesus - o "sang raal" ou "sangue real", do qual os templários foram nomeados guardiães. Ao mesmo tempo, o cálice teria sido o receptáculo que recebeu e conteve o sangue de Jesus. A partir disso, teria surgido o culto a Madalena, na forma como foi promulgado na Idade Média, e ele teria sido confundido com o culto à Virgem. Pode-se provar que muitas famosas Virgens Negras ( incluindo Nossa Senhora da Aparecida, no Brasil, estátua negra e padroeira do País, descoberto pelos Europeus na Idade Média) ou Madonas Negras, do início da era cristã, eram ícones de Madalena e não da Virgem - e eles retratam uma mãe com o filho.

Em 70 d.C., durante a grande revolta na Judea, as legiões romanas de Tito saquearam o Templo de Jerusalém. O tesouro pilhado do Templo teria ido parar finalmente nos Pirineus e o representante do Monastério do Sinai, afirmou que esse tesouro se encontrava nas mãos dessa sociedade secreta. Mas o templo de Jerusalém pode Ter contido mais do que o tesouro pilhado pelos centuriões de Titus. Religião e política eram inseparáveis no antigo judaísmo. O Messias devia ser um rei-sacerdote, cuja autoridade compreendia os domínios espiritual e secular. Assim, é possível que o Templo abrigasse registros oficiais sobre a linhagem real de Israel. Se Jesus era realmente o rei dos judeus,, o Templo. Certamente conteria informações copiosas relacionadas a ele. Poderia mesmo conter seu corpo, ou pelo menos o seu túmulo, uma vez que o seu corpo teria sido removido da tumba temporária dos evangelhos.

Qualquer sacerdote que estivesse ali, naquele momento no Templo, deixaria para eles o ouro, as jóias, o tesouro material que eles esperavam encontrar e esconderia, sob o Templo, os itens de maior importância, relacionados ao legítimo rei de Israel, o Messias e sua família real.

Por volta de 1100, os descendentes de Jesus teriam atingido proeminência na Europa e, através de Godfroi de Bouillon, na Palestina também. Conheciam sua própria genealogia e seus ancestrais mas não podiam, ou não queriam, prova-los ao mundo. Se fosse conhecido que essa prova existia, ou talvez existisse, no interior do Templo, todos os esforços teriam sido empreendidos no sentido de encontra-la. Isto poderia explicar o papel dos templários - que sob a proteção do mistério, realizaram escavações sob o Templo, nos chamados Estábulos de Salomão. A partir das evidências que examinamos, restam poucas dúvidas de que os templários foram de fato enviados à Terra Santa com o objetivo expresso de encontrar ou obter alguma coisa, tendo cumprido a missão. Eles parecem Ter encontrado e trazido para a Europa o que deviam procurar. O que aconteceu com o que encontraram, permanece um mistério. Mas parece que sob os auspícios de Bertrand de Blanchefort, quarto grão-mestre da Ordem do Templo, alguma coisa foi escondida nas vizinhanças de Rennes le Chatêau. Um contingente de mineiros germânicos foi importado, sob um forte esquema de segurança, para escavar e construir um local para oculta-la. Pode-se apenas especular sobre o que foi essa coisa. Pode Ter sido o corpo mumificado de Jesus. Pode Ter sido o equivalente da certidão de casamento de Jesus, e/ou as certidões de nascimentos de seus filhos. Pode Ter sido alguma coisa de importância explosiva. Um ou todos esses itens pode se relacionar ao cálice sagrado, e que podem Ter passado, por acidente ou não, para as mãos dos Cátaros e constituído parte do misterioso tesouro de Montségur.

Por circunstâncias desconhecidas, os merovíngios não conseguiram restabelecer, ao longo dos séculos , sua supremacia. No século XVI a casa Guise quase conseguiu o trono francês, no século XVII, a Fronda quase conseguiu manter Luís XIV fora do trono, suplantado por um representante da casa Lorraine. No final do século XIX, esquemas foram elaborados para um tipo de Santa Aliança, que teria unificado a Europa Católica - Áustria, França, Itália e Espanha - sob os Habsburgo. Estes planos foram desviados pelo comportamento agressivo da Alemanha e da Rússia, que provocou uma mudança constante de alianças entre os principais poderes e, finalmente, precipitou uma guerra que desestabilizou todas as dinastias continentais.

Foi no século XVIII que a linhagem merovíngia chegou mais perto da realização de suas metas. Em virtude de suas ligações, via casamento com os Habsburgo, a casa Lorraine havia conseguido o trono da Áustria, o Sacro Império Romano. Quando Maria Antonieta, filha de François de Lorraine, se tornou rainha da França, o trono da França também ficou à distância de apenas uma geração. Se não houvesse a Revolução Francesa, a casa Habsburgo - Lorraine poderia, pelos idos de 1800, Ter feito seu caminho na direção de estabelecer domínio sobre toda a Europa.

Parece claro que a Revolução Francesa foi um devastador banho de água fria nas esperanças e aspirações merovíngias. Os planos, cuidadosamente elaborados e implementados durante um século e meio (observa que Maria Leopoldina, arquiduquesa da Áustria era sobrinha de Maria Antonieta e Napoleão também foi casado com uma da mesma linhagem), foram subitamente reduzidos a cinzas em um único cataclisma. Referências contidas nos Documentos do Monastério mostram que, durante a turbulência da Revolução, Sinai perdeu muitos de seus preciosos registros e possivelmente outras informações também. Isso pode explicar a mudança de posição de grão-mestre da ordem, em direção a personagens culturais franceses que, como Nodier, tinham acesso a material de outras formas inacessível. Também pode explicar o papel de Sauniere. Às vésperas da revolução, seu predecessor, Antoine Bigou, havia ocultado, e possivelmente escrito, os pergaminhos codificados, partindo então para a Espanha, onde morreu logo depois. Assim, é possível que Sinai, pelo menos durante algum tempo, não soubesse precisamente onde estavam os pergaminhos. Mesmo que soubesse da sua localização na Igreja de Rennes le Chatêau, não poderiam obtê-los sem a ajuda de um padre simpatizante no local, um homem que agisse seguindo ordens, refreasse perguntas embaraçosas. Mantivesse silêncio e não interferisse nos interesses e atividades da ordem. Se os pergaminhos se referissem a alguma outra coisa - algo escondido nas vizinhanças de Rennes le Chatêau - tal homem seria ainda mais essencial.

Sauniere morreu sem revelar seu segredo, assim como a governanta , Marie Dernanaud. Durante os anos que se seguiram houve muitas escavações nos arredores de Rennes le Chatêau, mas nenhuma delas produziu alguma coisa. Se informações explosivas tivessem sido ocultadas nos arredores, elas teriam sido removidas quando a história de Sauniere começou a atrair a atenção de caçadores de tesouro e a mídia (a cidade passou a ser ponto turístico e Spilberg fez um filme de Indiana Jones sobre o cálice sagrado) à menos que essas informações tivessem sido ocultadas em algum depósito imune a caçadores de tesouros, em uma cripta subterrânea ou sob um lago artificial em propriedade privada. De fato, existe um lago artificial próximo de Rennes , nas proximidades de um local chamado Lavaldieu ( O vale de Deus)

trechos extraídos de Baigent, Leigh e Lincoln