segunda-feira, 15 de novembro de 2010

JHESU O AMeN DO MUNDO CONSIDERAÇÕES FINAIS

A missão de Jesus foi, basicamente, transmitir a mensagem do Amor Universal uma última vez antes que o conhecimento se ocultasse durante a Era de Peixes, e se fechassem os Colégios Iniciáticos. Outro ponto crucial é a necessidade de se escrever corretamente Seu Nome: JHESU.  H é uma letra de mando, diferenciando o Humilde Essênio daqueles que estavam vinculados às diversas seitas vulgares prevalecentes por aqueles tempos.

Também se deve observar que, em várias passagens de Sua Vida, Ele disse: EU SOU... [que deve significar o EU INTERNO]. Quando afirmou Eu Sou o ALeF e o TaV (e não o alfa e o ômega, como aparece em diversas traduções), pretendeu simbolizar o Raio e a Circunferência, vale dizer, a Alma Divina do Divino Universo AThMa. Eu Sou a AMaTh. Este é o Selo do Logos-Vivente, a Verdade da qual todas as verdades procedem.

ThaMA
Milagre da Vida
Sua Manifestação na Existência Universal

AThMa
Existência Infinita da Essência Absoluta

MaThA
Razão Suprema de todas as razões verdadeiras
a Incidência de todas as reflexões
a Legislação de todas as leis
 a raiz de todas as doutrinas

AThMa
A palavra é equivalente a um Número
1440 [1000 + 400 + 40]

Em sonometria moderna, é o Hierarca Sonométrico do Modo Musical de Mi, ao mesmo tempo em que corresponde à Harpa Arcangélica Solar do Zodíaco. Mi, em sânscrito, expressa tudo o que atravessa, irradia e penetra, ao mesmo tempo em que abarca, circunda e compreende.

MIHAeL. 1440 multiplicado por 100, corresponde ao Hierarca do Modo Inarmônico da Sabedoria Divina. Por isso, para não haver nenhum equívoco, no Livro da Revelação [VII, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e XIV, 1, 2, 3], ele soa através de 144000 Harpas, e é cantado por 144000 Eleitos.

Por outro lado, do sânscrito, por intermédio do vattan e do veda, é conhecida a palavra MEShI-Ha, cujo valor é 360 [40 + 5 + 300 + 10 + 5], número musical do
tempo ilimitado, representativo do Ano Astral e de todos os ciclos solarizados.
 MEShI-Ha, 360, é, pois, o SheM-a dos SheMa-IM [SheMAH-IM]. Entretanto,
JHESU é oSheMaM [380]  [10].

Ao se dividir 144000 por 360, encontra-se 400, valor aritmológico da última letra do alfabeto hebraico – TaV – e, concomitantemente, valor athbash [inverso] da letra ALeF, primeira letra do mesmo alfabeto, donde se pode admitir que todos são eleitos, porque a personalidade-alma é indestrutível, imortal e una com a AThMa.

O único apocalipse que o homem deve temer [e, portanto, se precaver] é o interior, provocado pela anarquia mental, oriunda da perversão, do egoísmo, da irritabilidade, do preconceito, da excentricidade, da rebeldia, da vaidade e do imediatismo.  E assim, o homem terrestre – progressão final dos reinos mineral, vegetal e animal – é o reflexo provisório do Homem Universal – seu Protótipo Cósmico. Sua descida à matéria concreta, corresponde ao ponto médio de sua manvantárica peregrinação individual. A suprema experiência a ser compreendida e realizada por cada peregrino, é a de que o homem foi, é e será uno com seu Pai. Sua absorção derradeira na Fonte da qual proveio é um fato inelutável. Ele é o único e exclusivo senhor de seu destino [carma], destino que ele mesmo elaborou e elabora. E o caos que produzir pela infração das Leis da Harmonia, obrigatoriamente, deverá compensar pela dor, pelo amor ou pela compreensão (Lei da Reciprocidade ou da Retribuição).

Portanto, para participar da ULTIMÍSSIMA CEIA... Serviço... Renúncia... Mérito... Ascensão... Reintegração... Comunhão. Só pela erradicação consciente do fiat voluntas mea o ser poderá realizar e compreender o sentido da frase de São João [lida na Língua de XXII Letras]: O Princípio é o Verbo, e o Verbo é o ATh dos ALHIM.

Observe-se que a Temura de ALHIM produz MIHAeL. Neste sentido, ULTIMÍSSIMA CEIA é o DIA SÊ CONOSCO, período de repouso ou Paranirvâna do Mahâprâlâya  ou seja, 311040000000000 anos de absorção em Brahman [o Absoluto ou Primeiro Um], quando, então, exclusivamente pelo esforço, pela dedicação e pelo mérito, já deverá ter sido ultrapassado o ANEL NÃO PASSARÁS. Depois... novo Mânvântâra. [18 x 60 x 24]  [12]  [109)], ou [72 x 360]  [12]  [109], ou, ainda, [4320000000]  [72]  [10³] anos. Mas, preliminarmente, três mil ciclos de existência devem ser cumpridos: 3000 x 144 = 432000 anos.

E assim, repete-se: do mais humilde noviço ao mais venerável hierofante, este é o Caminho. Jamais houve, há, ou haverá privilégios ou atalhos. E Jesus, para ter alcançado a posição de AMeN do Mundo da Era Pisciana, sofreu os mesmos reveses das Leis da Necessidade e da Reciprocidade como toda e qualquer mônada procedente dos ALHIM.

Conclui-se recordando que ALeF e TaV são, respectivamente, a primeira e última letras do alfabeto hebreu, formado de 22 [vinte e duas] letras. Ao se
dividir 22 por 7 [22 representativo do Universo e 7 significativo dos sephiroth
inferiores – CheSeD, GeBURaH, ThiPhAReTh, NeTzaCh, HOD, IeSOD e
MaLKhUTh] obtém-se o número místico 3,142857 142857 142857.

O repetidor 142857 sempre foi esotericamente considerado um número sagrado e a expressão cósmica numérica de Luz, Vida e Amor. É o Número da Eterna Evolução do Cosmo Infinito. A adição teosófica de 142857 é igual a 27 e sua redução equivale a 9. Além disso, observa-se a semelhança de 3,142857 com o valor matematicamente aceito para . Outro número importantíssimo no âmbito da Doutrina Arcaica e do Alto Simbolismo é o 31415, que, por falta de espaço neste ensaio, não será examinado. E 9 é o resultado de 3 x 3, entretanto, ainda inferior a 12, ou seja, 4 x 3. Enfim, tudo é um número procedente do Não-Número. AIN-SOPh.

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JHESU O AMeN DO MUNDO CRISTO DA ERA DE PEIXES

Harvey Spencer Lewis [Primeiro Imperator para este 2º Ciclo Iniciático da AMORC], no livro A Vida Mística de Jesus, escreveu que, ao obter o grau de Mestre da Grande Fraternidade Branca, José [nome original de Jesus antes de receber a Suprema Iniciação que o qualificou como a Palavra Vivente] colocou-se entre os mais sábios e sumos sacerdotes, o segundo em importância após o Hierofante da Organização.

Este fato simbolizou a humildade que todo iniciado obrigatoriamente deve possuir, e, particularmente, no caso de Jesus, Ele próprio se ofereceu voluntariamente para o ato final que o investiria de toda força espiritual e de todo poder necessários para realizar a missão para Ele e com Ele cosmicamente planejada. Em nenhum momento de Sua vida, houve qualquer dúvida quanto ao seu Estado Crístico. Mas a Iniciação Final pela qual Jesus passou na Câmara do Rei da Grande Pirâmide de Queóps [Sanctum Sanctorum], consagrou-O simbólica, mística e efetivamente como o mais elevado entre todos e como o VERBO ENCARNADO E O AMeN DA ERA PISCIANA. IEHOUA.
Câmara do Rei da Grande Pirâmide de Queóps
Sanctum Sanctorum

AMeN, abalisticamente equivale a 91 [1 + 40 + 50], igual à soma de YHVH e ADoNaY, a 26 [10 + 5 + 6 + 5] 65 [1 + 4 + 50 + 10]. YHVH e ADoNaY implicam esotericamente na existência assexual do Senhor no interior de cada indivíduo. É importante ressaltar que o original de AMeN é AUM. Oh! Meu Deus que está em mim! AUM MANI ... PADME HUM! [91 —› 9 + 1 —› 10 —› UM] Eu e o Pai [Mãe] Somos Um.

Enfim, a revelação parcial e autorizada da Sublime Iniciação que José passou, está assim relatada no livro já referido de Harvey Spencer Lewis:

José foi levado ao pátio externo da Esfinge e O vestiram de púrpura para a cerimônia preliminar realizada à meia-noite. Terminada esta cerimônia, Ele foi escoltado pelas passagens subterrâneas secretas até a sala de recepção sob a Pirâmide. Após a realização de outra cerimônia nesse local, começou a Sublime Cerimônia de Sua elevação ao mais alto pináculo da Iniciação. Isto foi feito levando-se José a caminhar por várias rampas aos diferentes níveis no interior da Pirâmide, havendo uma câmara em cada um. Quando os participantes chegaram à mais elevada dessas câmaras, praticamente no centro da estrutura, foi celebrada a cerimônia final. No decorrer da mesma, o diadema real foi colocado na cabeça de José, para indicar que Ele não mais era um Neófito, nem mesmo um igual entre os Mestres da Fraternidade, mas o maior dentre eles. Por mais de uma hora decorreu a cerimônia, culminando em um período de silêncio e meditação, com José ajoelhado diante do altar. Então uma Grande Luz se fez na câmara, que até então só estava iluminada por velas e três tochas. Uma pomba branca desceu na luz e pousou na cabeça de José; o Hierofante se pôs de pé e várias sinetas começaram a soar nas câmaras inferiores, anunciando ao mundo o grande acontecimento. Uma figura etérea que apareceu atrás do Hierofante como um ser angélico ordenou a José que se levantasse e proclamou: ‘Este é ?JHESU?, o Cristo; levanta-te!” E todos os que se achavam na câmara responderam em uníssono: ‘AMeN’.

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JHESU O AMeN DO MUNDO A DIVINA CONCEPÇÃO


As fraternidades iniciáticas e os místicos desenvolvidos sabem que a imaculada concepção é uma necessidade cósmica insubstituível inerente à futura existência física dos avatares. Na vida de todo Grande Mestre isto é um acontecimento natural, pois é cosmicamente impossível que um homem humanamente concebido e nascido, possa tornar-se o Cristo de seu tempo. Esse mecanismo – essa Lei – todavia, permanece oculto e inviolado fora das altas esferas iniciáticas, sendo entendido profanamente como um acontecimento miraculoso e desprovido de um sentido (no mínimo) racional, quer no que concerne ao próprio processo místico em si, quer no que tange às Leis Cósmicas envolvidas. O outro lado deste entendimento é pura e simplesmente negar este desdobramento místico. Crassamente, ambas as convicções laboram em erro. Mas, não erramos todos nós?

Entretanto, ainda que nem todos aqueles que foram virginalmente concebidos tenham sido instrutores de ciclo, há uma linha predominante de coincidências, que não pode ser desprezada. Como Jesus, todos foram milagrosamente concebidos, nasceram de uma virgem e manifestações espetaculares da Natureza ocorreram por ocasião da sua saida do planeta. Como Jesus, muitos foram supliciados. Alguns desses enviados foram: Hórus e Ra [Egito], Krishna e Buddha [Índia], Tammuz [Síria], Indra [Tibete], Quetzlcoatl [México], Lao-Tsé [China], Zoroastro e Ciro [Pérsia]  ; Pitágoras e Platão [Grécia]. A própria Virgem Maria foi imaculadamente concebida por sua mãe, Ana, palavra cujo sentido esotérico – Umâ-Kanyâ – significa Virgem de Luz.

A Humanidade jamais esteve desamparada e deixada sem guias. Assim, todos os Avatares acrescentaram Leis e Princípios ao conhecimento já existente, para que o ser paulatinamente realize a comunhão com a Divindade, sendo um fogo misterioso vivo [ou movente], e as eternas testemunhas desta Presença invisível são a Luz, o Calor e a Umidade. Todos os fenômenos universais têm sua causa nesta tríade. No Livro de Dzyan está escrito: A Luz é a Chama Fria e a Chama é o Fogo. O Fogo produz o Calor, que dá a Água – a Água da Vida na Grande Mãe.

Nesse sentido, as revelações dos Homens-Deuses têm por finalidade o progresso ascensional e a reintegração dos homens, e sua conseqüente preparação para o ciclo que se seguirá. A VERDADE e a LUZ, são perpetuamente unas.

Finalmente, há um ponto que não pode ser omitido quanto às imaculadas concepções. Os místicos e iniciados de todos os tempos sabem que o poder mental é capaz de levar a matéria sem vida à consciência. O poder da PALAVRA enviada ao espaço manifestou [e manifesta] vida onde não existia [ou existe)]vida consciente. O poder do VERBUM DIMISSUM pode, então, perfeitamente, impregnar de vida o que ainda não está fecundado. Não há, assim, necessidade de intermediação humana nas Concepções Cósmicas. Aquele que se torna Filho de sua Mãe, antes foi seu Esposo e Irmão. E a Lei do Triângulo não é violada, ou seja, soada a hora, o Logos [aspecto masculino da Anima Mundi] diferencia-se, e os Três – Pai, Mãe e Filho – passam a ser Quatro. Pai, Mãe e Filho como Unidade e o Quaternário como manifestação viva, como ensinam os ocultistas e os conhecedores da Doutrina Secreta. Enfim, a tríade converte-se na TETRACTYS pitagórica.

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JHESU O AMeN DO MUNDO PIRÂMIDE TETRACTYS

A figura acima demonstrada é a pirâmide Tetractis, representação pitagórica do universo. Ela é fundamentada na teoria do número. Como se sabe, Pitágoras [570 – 461 a.C], imaginava um universo regido por números. Dessa forma, toda a filosofia estudada em sua Academia visava descobrir as propriedades dos números, pois para ele o número era sinônimo de harmonia. Assim, os números pares e ímpares e suas somas expressavam as relações do universo que se encontram em permanente processo de mutação , por isso o número era considerado como a essência das coisas, o símbolo mais representativo do processo criativo do universo.

Para os adeptos do pitagórismo, o cosmo é regido por relações matemáticas. Esse pressuposto lhes foi sugerido a partir da observação dos astros. Dessa observação eles tiveram a intuição de que há uma ordem na estrutura do universo e que ela seria demonstrável em termos matemáticos e geométricos. A alternância entre dia e noite, as estações do ano e o movimento circular e perfeito das estrelas eram uma clara evidência desse pressuposto. Com isso eles cunharam o termo cosmos, para mostrar o universo regido por essa ordem númerica/geométrica. Cosmos, portanto, é um termo pitagórico que integra as idéias de ordem, harmonia e beleza. Uma das conclusões extraídas dessas especulações foi que a matéria universal era granular, e, em consequência, a sua forma seria esférica. Dessa forma, todos os corpos celestes também seriam esféricos.

Nessa cosmovisão também concluíram que a Terra também era esférica e que ela girava ao redor de um centro. Alguns pitagóricos chegaram até a intuir a rotação da Terra em volta de um eixo, mas o esoterismo que se atribuia ao pitagorismo impediu que suas idéias a respeito da astrologia fossem levadas a sério.

A maior influência da escola pitagórica deu-se no domínio da geometria e se refere às relações entre os lados do triângulo retângulo. Essas descobertas, até hoje estudadas na maioria dos curriculos escolares, foi enunciada no famoso teorema de Pitágoras.

Pitágoras afirmava que o número é o princípio fundamental que demonstra a essência do universo. Ele não distingue forma, lei e substância nos elementos. Considera o número o elo que liga todos elementos.

Para os pitagóricos existiam quatro elementos na natureza: terra, água, ar e fogo, todos com suas correspondências numéricas.

Apesar da exatidão com que os pitagóricos trataram a matemática e a geometria, sua filosofia sempre foi classificada como esotérica.  A concepção pitagórica é de que todas as coisas são números, e que o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço feito basicamente do indivíduo. Os pitagóricos afirmavam também que a purificação da alma era resultado de um trabalho intelectual, que se dava através do estudo da estrutura numérica das coisas. Esse conhecimento faria da alma uma unidade harmônica com os demais padrões energéticos do universo, porque punha a descoberto os verdadeiros valores que se deve cultivar para a obtenção da chamada iluminação. Isso colocava o processo de salvação da alma nas mãos do próprio homem.

Um dos números mais importante na cosmogonia pitagórica era o 10, que eles consideravam triangular. Esse número era chamado por eles de Tetraktys, ou, em português, a tétrada. A Tetractys era uma espécie de pirâmide, ou triângulo onde se inscrevia os primeiros numerais, base de toda numeração ordinal, dando como resultado um número místico, representativo dos quatro elementos base da natureza: fogo, água, ar e terra: ou numericamente : 10=1 + 2 + 3 + 4, série que servia de representação para a totalidade do universo. Assim, a série 1,2,3,4, representaria individualmente a mônada, a dualidade, a trindade e o sólido, que equivalem, de per si, ás quatro fases de manifestações de Deus no mundo da Cabala.

α
α α
α α α
α α α α

Assim, a tétrada, que sempre era desenhada com um alfa em cima, dois alfas abaixo deste, depois três alfas e por fim quatro alfas na base da piramide, era o principal símbolo do conhecimento, segundo a filosofia pitagórica.

A Tetractys é também uma representação do sistema solar. Pitágoras deduziu conhecimentos astrológicos extremamente exatos, só comprovados pela astronomia moderna, embora no seu tempo apenas sete corpos celestes fossem conhecidos: saturno, júpiter, marte,sol, vênus, mercúrio e lua.

Para Pitágoras, todos o números tinham propriedades e identidades próprias que se relacionavam, não só à forças da natureza, mas principalmente a valores morais. Numa escala de 1 a 12, que seria a escala própria do universo, partindo do princípio de que haveria 12 regiões cósmicas [os 12 signos do zodíaco], os pitagóricos chegaram a interessantes concepções, muito semelhantes àquelas deduzidas pelos cultores da Cabala numérica. Assim temos que:

A Tetractys simboliza os quatro elementos — terra, ar, fogo e água. A seqüência 1,2,3,4 simbolizam a harmonia das esferas cóssmicas. A soma dos números perfaz 10, que é o número perfeito da mais alta ordem. Dez é também o número das Séfiras que estruturam a árvore da Vida.

A Tetractys também é uma representação do espaço cósmico, onde a primeira linha do primeiro ponto é a dimensão zero. Na Cabala essa é dimensão da Existência Negativa, ou seja , o plano da divindade ainda não manifestada. Numericamente é representada pelo zero. Na Árvore da Vida é Kether, a coroa.

A segunda linha, com dois pontos, representa a primeira dimensão. Na Árvore Sefirótica ela representa Chokmah, a manifestação positiva da divindade. Numericamente ela é o 1 e geometricamente uma linha paralela.

A Terceira linha, com três pontos, representa a segunda dimensão, que numericamente é o 2, a Séfira Binah, um plano definido por um triângulo de três pontos. A quarta linha representa a Terceira dimensão. Numericamente ela é o três e geometricamente um tetraedro, ou um cubo.

Para os pitagóricos a Tetractys era um símbolo divino Tanto que os iniciados tinham até uma oração que costumavam fazer em frente a ela. Essa oração dizia o seguinte:

"Abençoa-nos, divino número, tu que dás geração aos homens e aos deuses! Ó divina, divina Tectractys,tu que conténs as raízes da vida e mantém a criação fluindo eternamente! Tu começas com a profunda e pura unidade e chegas ao sagrado quaternário. Então tu te tornas a mãe de tudo, o que comporta, que engrandece, o primeiro nascido, o que nunca desaparece, o fundamental e sagrado número dez, que tudo integra."

As escolas pitagóricas eram uma espécie de sociedade secreta. Assim, os iniciados deviam fazer um juramento à Tetractys. Depois disso serviam como aprendizes, em silêncio, durante três anos.

Os pitagóricos sustentavam que existiam 2 quaternários de números, sendo o primeiro obtido por adição e o segundo por multiplicação. Esses quaternários integrariam a música, a geometria e a aritmética, disciplinas segundo as quais a harmonia do universo estava estabelecida. O primeiro quaternário era formado pela seqüência 1,2,3,4. No total o universo comportaria 11 quaternários. E o mundo que deles resultava era geométrica e harmoniosamente estruturado.

Há muita influência do pitagorismo na tradição da Cabala. A Árvore Sefirótica da Cabala, embora não tenha forma triangular, não obstante, é semelhante à Tetractys em sua conformação filosófica. Da mesma forma que as dez séfiras da Árvore da Vida da Cabala, os dez números da Tetractys também se referem às fases de emanação da essência divina no mundo real, e cada fase do quaternário corresponde a cada um dos mundos de emanação da Cabala.

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JHESU O AMeN DO MUNDO SANTA TETRACTYS

Talvez uma última explicação seja conveniente: a Asseidade – ou Vida por si mesma – carece de sexo como Divindade Abstrata, e como tal não pode [pôde ou poderá] ter pai – ou Pai. E, ao nascer da Eva terrestre, o Filho da Virgem Celeste Imaculada, torna-se a Humanidade como um todo. Em cima o Filho é todo o Cosmos; embaixo, a Humanidade. No Egito antigo, Amon, dentre seus diversos títulos, possuía o de marido de sua mãe (Mut), e esta era festejada como Nossa Senhora, a Rainha dos Céus e da Terra. Outras deusas-mães também eram honradas com esse título, como por exemplo, Ísis e Hathor.

113 x 5 = 565 —› 56,5 x 10.
[HE] [VAV] [HE] —› YOD = NUN-I [NI]

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JHESU O AMeN DO MUNDO NASCIMENTO

Sob o signo de Libra o Sol nasceu, e Ana, esposa de Joaquim, o Sacerdote Supremo do Templo Essênio de Hélios, deu à luz à uma menina: Maria MaRiHâ. Aos treze anos foi Maria consagrada columba do Grande Templo, e, como determinava a tradição, foi colocada sob a tutela de um viúvo da comunidade essênia. A José coube o encargo de cuidar da jovem até que se cumprisse a Profecia dos Magos. Maria espera.

Anunciação. Gabriel. Ramo de açucenas. Geração.
No dia 4 de Outubro [calendário gregoriano)] do ano 4 a.C., em uma gruta-hospital essênia na Cidade de Belém, Maria concebeu o VERBO, que não deve ser confundido com o Absoluto de Hegel [Ser e Não-Ser], com o Parabrahaman dos vedantinos ou com SAT – a Realidade Una. Esta data, segundo o Dr. Harvey Spencer Lewis [Frater Profundis XIII], está definida pela intercessão das linhas do piso da Câmara da Rainha com a linha do piso da Passagem Ascendente da Grande Pirâmide de Gizé, no Egito.

A Profecia foi cumprida. O Lótus germinou, frutificando segundo Sua espécie, cuja semente está Nele mesmo. E assim, também, cumpriu-se o Gênese I, 11. Por inspiração no antigo culto das Deusas Lunares, foi dado início à Mariolatria.

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domingo, 14 de novembro de 2010

JHESU O AMeN DO MUNDO OS MILAGRES

As leis naturais são inalteráveis e não podem ser violadas. Na perpétua ordem cósmica, tanto visível como invisível, também nada se perde. Como refletiu Saint-Yves d’Alveydre, a matéria-prima de um astro qualquer guarda em sua luz secreta a imagem de um pensamento, o movimento de uma vontade e, inclusive, a realização de uma paixão. A aparente transgressão de uma lei universal constituiu-se, apenas, para o observador distraído e mal informado, em incapacidade para compreender o que aconteceu ou está acontecendo.

A levitação, a invisibilidade, a transmutação e a projeção psíquica, por exemplo, seguem Leis Cósmicas perenes, que eram, entre outras Leis, ensinadas vagarosamente nos centros iniciáticos da Antigüidade. Jesus aprendeu todos esses ensinamentos, que ainda hoje são ministrados nos graus superiores de determinados segmentos autênticos da Grande Fraternidade Branca. Mas, imaginar que a meta do espiritualismo autêntico e tradicional – vale dizer iniciático – seja o poder pelo poder, é o equívoco que não pode ser admitido. Poder sem elevação de consciência é nada. O verdadeiro poder que o postulante alcança na vereda iniciática, é a compreensão do porquê da vida [e da Vida] e sua relação com o Universo criado. E assim, acaba por se saber uno com a criação, irmão do outro, no outro e com o outro. E a Lei Universal suprema é o serviço. Servir para reintegrar-se; reintegrar-se para servir.

E, desta forma, a terceira etapa da vida pública de Jesus, do Rio Jordão até o Golgotha, foi uma repetição exotérica (exterior) das múltiplas iniciações pelas quais passou, subjetiva e secretamente, nos diversos monastérios da Fraternidade. Quatro estágios – delineados séculos antes por Pitágoras – marcaram seu ministério público:

O primeiro grau de preparação, culminando no Sermão da Montanha; o segundo grau de purificação, representado pelas ... demonstrações da terapêutica mística; o terceiro grau de iluminação, manifestado pela volta de Lázaro: o quarto grau de visão espiritual, manifestado pela transfiguração.

Examinando mais detidamente a questão dos chamados 'milagres', Jesus quando operava os prodígios que Lhe são atribuídos [repercutentes segundo as mesmas Leis por Ele operadas], sempre e inalteravelmente, cuidava de embutir subjacentemente uma Lei Cabalística específica. Nada, absolutamente nada, na vida do Humilde Peixe aconteceu por acaso, assim como tudo e todos os seus atos estavam alicerçados em Princípios Esotéricos, que aprendeu ao longo de seu noviciado, adeptado e mestrado preparatórios para a realização de sua missão na Terra.

Um exemplo disto foi a pesca miraculosa de 153 [cento e cinqüenta e três] peixes citada em João XXI, 11. O número 153 é o Valor Secreto de 17, sendo, este último, um número importantíssimo no Esoterismo Crístico e no Alto Simbolismo.

Observe-se que a adição teosófica de 17 é igual a 8 [1 + 7]; e a adição teosófica de 153 é igual a 9 [1 + 5 + 3]. Para ascender ao 9 é preciso ultrapassar a barreira do 8. Já o Valor Secreto de 8 é 36 [trinta e seis], que, por sua vez, possui como Valor Secreto 666 [seiscentos e sessenta e seis]. Operações numérico-cabalísticas estão associadas à vários outros números, como, por exemplo, 10, 11, 13, 15, 21, 28, 32, 34, 37, 40, 42, 48, 58, 65, 72, 78, 96, 108, 111, 144, 175, 216, 222, 231, 260, 343, 369, 432, 777, 820, 888, 999, 1000, 1260, 1495, 5040 e 12000, todavia, fora do escopo deste trabalho.

Apenas mais um exemplo pode ser lembrado: é o que se refere aos dois peixes [representativos do signo zodiacal de Peixes] e às doze cestas [simbólicas do próprio Zodíaco] citado em Mateus, XIV, 17 e 20. E, em aditamento, deve-se ter na devida conta, que os cinco pães estão associados ao número cinco, ou seja, à estrela de cinco pontas e à hipotenusa do Triângulo Retângulo do Teorema de Pitágoras [3, 4, 5]. Já os cinco mil homens nada mais são do que o mesmo número cinco em outra dimensão. Como disse Pitágoras: Os números governam o mundo. São a chave da Cosmogonia, e o todo criado está em conformidade com número, peso e medida. BRAShITh BRA ALHIM.

Antes de se concluir este item, deve-se rapidamente aludir, que todos os prodígios realizados por Jesus e que todo Iniciado ou místico desenvolvido também pode realizar, tiveram por base o excepcional conhecimento e o particular domínio de Ichchhâshakti e de Kriyâshakti, respectivamente, o poder da vontade e o poder do pensamento.

Como é do conhecimento dos teósofos e de todos os Iniciados, a manifestação mais comum do poder da vontade é a transmutação [elevação] de determinadas freqüências vibratórias, que passam a fluir através das correntes nervosas, para que possam ser executadas as determinações da Vontade. Por outro lado, sustentavam os antigos e sabem os contemporâneos que, uma idéia qualquer se manifestará exteriormente, se a atenção for nela concentrada intensamente. Assim, o poder mental dirigido permite produzir resultados fenomenais perceptíveis, decorrentes da canalização adequada da energia que lhe é inerente. Ainda deve ser aditado que o conhecimento pleno e perfeito da força ou poder das letras [vogais], das palavras e da música fizeram parte do aprendizado iniciático de Jesus. E, o coroamento de todo o seu esforço, de toda a sua dedicação e de todo o seu mérito como aprendiz e adepto, aconteceu por ocasião de seu mestrado, ao merecer se tornar conhecedor do NOME INEFÁVEL... Do mais humilde noviço ao mais venerável hierofante, este é o Caminho.

Por último, deseja-se fazer referência à organização do trabalho místico programado por Jesus, que se baseou em três círculos concêntricos: 12 Apóstolos, 72 Adeptos e 360 [72 x 5] Postulantes, correspondentes às doze constelações, aos setenta e dois semidecanos do Zodíaco e aos trezentos e sessenta graus do círculo eclíptico. O primeiro, todavia, a ter acesso à sabedoria arcana, foi São João. Os 360 Postulantes, contudo, conheceram-na somente na quarta fase da vida do Mestre, ou seja, depois da crucificação. Esses três números admitem outras correlações, como, por exemplo, o alfabeto hebraico (doze letras simples), a sagrada palavra

YHVH
IEVE ou IHOH
10 + 15 + 21 + 26
e o Grande Ciclo de Precessão Equinocial
18 x 60 x 24 = 25920 anos

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