sexta-feira, 29 de outubro de 2010

INRI O FOGO RENOVA INCESSANTEMENTE A NATUREZA

Cristo é uma realidade de instante em instante, de momento em momento, de segundo em segundo. Ele é o Criador! O fogo tem o poder de criar os átomos e de desintegrá-los, o poder de dirigir as forças cósmicas universais etc. O fogo tem poder para unir todos os átomos e criar univer-sos, assim como tem o poder para desintegrar universos: O mundo é uma bola de fogo que se acende e se apaga segundo Leis.

Assim que o Cristo é o fogo. Por isso, se vê sobre a cruz as quatro letras: INRI, as quais significam: Ignis Natura Renovatur Integram, e que equivalem à frase: O fogo renova incessantemente a natureza.

Agora, creio que estão entendendo por que a nós interessa a assinatura astral do fogo, a chama da chama, o oculto, o aspecto esotérico do fogo. É que na realidade o fogo é crístico. Ele tem poder para transformar tudo o que é, tudo o que foi e tudo o que será. Sem Inri não é possível que nós nos cristifiquemos

Já foi dito que o Cristo Íntimo, o Cristo Cósmico, tem de dar três passos, de cima para baixo e através das sete regiões do Universo. Também disse que o Cristo deve dar três passos de baixo para cima. Crestos, o Logos, resplandece no zênite da meia-noite espiritual.

Tanto no ocaso como no oriente, cada uma destas três posições é respeitada nas sete regiões. O místico que se guia pela estrela da meia-noite, pelo Sol Espiritual, sabe o que significam esses três passos dentro das sete regiões. Pensamos também no sol, no raio e no fogo. Eis aqui as três luminárias, os três aspectos do Logos, nas sete regiões.

Quando o uno se desdobra no dois, surge o terceiro e este é o fogo que cria e volta novamente a criar. Esse terceiro pode criar com o poder da palavra, com a palavra solar ou palavra mágica, com a palavra do Sol Central. Assim cria o Logos. É por meio do fogo que podemos nos cristificar. Inutilmente terá nascido o Cristo em Belém se não nascer em nosso coração .

Precisamos encarnar o Cristos Cósmico, o espírito do fogo. Ele é a vida, o Logos, a Grande Palavra... Heru Pa-kroat. Ele é Vishnu. A palavra Vishnu vem da raiz vish, que significa penetrar. Ele penetra em tudo o que é, foi e será. É preciso que penetre em nós para que nos transforme radicalmente. Somente através do Fogo conseguiremos aniquilar o Ego. Quem pretender aniquilar o Ego unicamente com o intelecto seguirá pelo caminho do erro."

sábado, 16 de outubro de 2010

SEGREDOS DE MICHELANGELO BUONARROTI NA CAPELA SISTINA


Todos os dias, milhares de turistas visitam a Capela Sistina, no Vaticano, a mais famosa igreja católica do mundo. Independentemente do credo, saem maravilhados - e com uma ligeira dor no pescoço.   Pintados pelo gênio da Renascença Michelangelo Buonarroti (1475-1564), seu teto e altar retratam pelo menos 300 figuras bíblicas. É tudo tão detalhista e tão magnificamente realizado que é preciso um bom guia para identificar os sete apóstolos e cada uma das nove passagens do Antigo Testamento ali representadas.   No centro da composição está a criação do homem, com a marca registrada de todo o conjunto: o momento em que as pontas dos dedos de Deus e de Adão se tocam. Por mais de cinco séculos muitos passaram horas observando esse afresco. E viram mais do que cenas religiosas. Um médico americano, por exemplo, enxergou ai a forma de um cérebro. Agora, dois estudiosos sustentam que Michelangelo fez também insultos à Igreja de sua época por meio de sua obra mais conhecida e inscreveu em meio a essa majestosa glorificação do cristianismo ensinamentos divulgados pela cabala, que responde pela parte mística do judaísmo. São eles o rabino americano Benjamin Blech e o especialista em assuntos judaicos Roy Doliner. Suas revelações estão expostas em minúcias no livro "Os Segredos da Capela Sistina - As Mensagens Secretas de Michelangelo no Coração do Vaticano" (Objetiva), um livro que compete com qualquer obra do escritor americano Dan Brown, autor de "O Símbolo Perdido" e do popularíssimo "O Código Da Vinci".   Muita gente, aliás, tem apelidado as especulações da dupla americana de "O Código Michelangelo", tamanha a lista de mensagens cifradas que eles acreditam ter descoberto no teto da capela. Logo na entrada estaria a primeira charada: o retrato do profeta Zacarias (que traz as feições do papa Júlio II, o contratador de Michelangelo) o mostra sendo "praguejado" pelas costas por dois anjos - a garantia disso é que um deles faz figa com a mão direita e esse gesto seria na época o equivalente ao nosso dedo médio em riste. A animosidade de Michelangelo em relação ao papa Júlio II não é inventada. Sua Santidade praticamente obrigou o artista a aceitar a encomenda de pintar os afrescos, arte que, segundo ele, que se considerava antes de tudo um escultor, não dominava. Imagine, então, se ele a "dominasse".   As especulações mais arriscadas de Blech e Doliner, contudo, acontecem em relação às passagens bíblicas: elas fariam uma defesa veemente dos judeus, na época considerados cidadãos de segunda classe, especialmente por serem acusados pela morte de Jesus Cristo. Ao retratar a luta de Davi contra o gigante Golias, Michelangelo teria mostrado o combate dos guerreiros numa composição que reproduzia uma importante letra do alfabeto hebraico - o caractere conhecido como "guimel", que significa força. O mesmo acontece na cena em que a viúva Judite carrega a cabeça de Holofernes, chefe do Exército helênico, invasor da Palestina. Pode se identificar a forma do caractere "het", princípio feminino do cuidado e da proteção. Outra letra hebraica, "bet" (primeira letra do "Torá", os cinco livros sagrados de Moisés, cuja acepção mais importante é "casa de Deus"), aparece na posição das mãos do profeta Jonas. Segundo os estudiosos americanos, o conhecimento que Michelangelo tinha da cultura judaica viria do contato que ele teve com sábios como Marsilio Ficino e Pico della Mirandola, do círculo do mecenas Lorenzo de' Médici, que recebera o artista aos 13 anos em seu palácio em Florença. Eles eram especialistas na cultura hebraica e teriam passado para o garoto os fundamentos do "Torá", da "Cabala", do "Talmude" e do "Midrash", as quatro formas de explicação dos textos bíblicos. A prova mais cabal da simpatia de Michelangelo por esse povo desgarrado seria a representação de Aminadab, homem de "devoção sincera", com um círculo amarelo na manga esquerda de sua túnica. Trata-se do distintivo de vergonha que os judeus eram obrigados a usar para serem distinguidos dos "bons cristãos" e que mais tarde foi adotado pelos nazistas sob a forma da estrela de Davi.   As especulações mais arriscadas de Blech e Doliner, contudo, acontecem em relação às passagens bíblicas: elas fariam uma defesa veemente dos judeus, na época considerados cidadãos de segunda classe, especialmente por serem acusados pela morte de Jesus Cristo. Ao retratar a luta de Davi contra o gigante Golias, Michelangelo teria mostrado o combate dos guerreiros numa composição que reproduzia uma importante letra do alfabeto hebraico - o caractere conhecido como "guimel", que significa força. O mesmo acontece na cena em que a viúva Judite carrega a cabeça de Holofernes, chefe do Exército helênico, invasor da Palestina. Pode se identificar a forma do caractere "het", princípio feminino do cuidado e da proteção. Outra letra hebraica, "bet" (primeira letra do "Torá", os cinco livros sagrados de Moisés, cuja acepção mais importante é "casa de Deus"), aparece na posição das mãos do profeta Jonas. Segundo os estudiosos americanos, o conhecimento que Michelangelo tinha da cultura judaica viria do contato que ele teve com sábios como Marsilio Ficino e Pico della Mirandola, do círculo do mecenas Lorenzo de' Médici, que recebera o artista aos 13 anos em seu palácio em Florença. Eles eram especialistas na cultura hebraica e teriam passado para o garoto os fundamentos do "Torá", da "Cabala", do "Talmude" e do "Midrash", as quatro formas de explicação dos textos bíblicos. A prova mais cabal da simpatia de Michelangelo por esse povo desgarrado seria a representação de Aminadab, homem de "devoção sincera", com um círculo amarelo na manga esquerda de sua túnica. Trata-se do distintivo de vergonha que os judeus eram obrigados a usar para serem distinguidos dos "bons cristãos" e que mais tarde foi adotado pelos nazistas sob a forma da estrela de Davi.

As especulações mais arriscadas de Blech e Doliner, contudo, acontecem em relação às passagens bíblicas: elas fariam uma defesa veemente dos judeus, na época considerados cidadãos de segunda classe, especialmente por serem acusados pela morte de Jesus Cristo. Ao retratar a luta de Davi contra o gigante Golias, Michelangelo teria mostrado o combate dos guerreiros numa composição que reproduzia uma importante letra do alfabeto hebraico - o caractere conhecido como "guimel", que significa força. O mesmo acontece na cena em que a viúva Judite carrega a cabeça de Holofernes, chefe do Exército helênico, invasor da Palestina. Pode se identificar a forma do caractere "het", princípio feminino do cuidado e da proteção. Outra letra hebraica, "bet" (primeira letra do "Torá", os cinco livros sagrados de Moisés, cuja acepção mais importante é "casa de Deus"), aparece na posição das mãos do profeta Jonas. Segundo os estudiosos americanos, o conhecimento que Michelangelo tinha da cultura judaica viria do contato que ele teve com sábios como Marsilio Ficino e Pico della Mirandola, do círculo do mecenas Lorenzo de' Médici, que recebera o artista aos 13 anos em seu palácio em Florença. Eles eram especialistas na cultura hebraica e teriam passado para o garoto os fundamentos do "Torá", da "Cabala", do "Talmude" e do "Midrash", as quatro formas de explicação dos textos bíblicos. A prova mais cabal da simpatia de Michelangelo por esse povo desgarrado seria a representação de Aminadab, homem de "devoção sincera", com um círculo amarelo na manga esquerda de sua túnica. Trata-se do distintivo de vergonha que os judeus eram obrigados a usar para serem distinguidos dos "bons cristãos" e que mais tarde foi adotado pelos nazistas sob a forma da estrela de Davi.
www.istoe.com.br/

MICHELANGELO SEGREDOS NA CAPELA SISTINA GARGANTA DE DEUS

A representação de Michelangelo da garganta de Deus em um painel de seu afresco na Capela Sistina não combina com um artista tão dedicado ao estudo da anatomia. Agora, os pesquisadores têm uma teoria para explicar o porquê: Michelangelo teria incorporado a imagem de uma haste de cérebro humano na garganta de Deus.
Um dos painéis contém uma imagem estranhamente iluminada e desajeitada do pescoço e da cabeça de Deus. A luz que ilumina o pescoço é diferente da do resto da pintura. Além disso, a barba de Deus é encurtada e parece acumular ao longo dos lados do queixo, e seu pescoço bulboso provocou especulações de que Michelangelo pretendia retratar Deus com um papo, ou com uma glândula tireóide anormalmente aumentada.
Dois investigadores, um neurocirurgião e um restaurador, teriam uma teoria mais lisonjeira. Neste painel, que retrata a Separação da Luz, conforme o livro de Gênesis, Michelangelo teria incorporado uma vista ventral do tronco cerebral.

Usando uma análise digital, eles compararam as sombras da pintura delineando as características do pescoço de Deus com uma foto de um modelo desta seção do cérebro que se conecta com a medula espinhal, e encontraram uma estreita correspondência.

Esta não é a primeira imagem anatômica encontrada escondida nos afrescos da Capela Sistina. Em 1990, um ginecologista identificou um esboço do cérebro humano na Criação de Adão. Entre outros detalhes, ele observou que o sudário em torno de Deus tinha a forma do cérebro, ou da parte superior do cérebro. Uma década depois, outro pesquisador apontou um tema de rim.

Os estudiosos especulam que, por ele ter utilizado o tema do cérebro com sucesso na Criação de Adão quase um ano antes, Michelangelo queria mais uma vez associar a figura de Deus com um cérebro.

hypescience.com

MICHELANGELO SEGREDOS NA CAPELA SISTINA ANATOMIA HUMANA


DEUS E O CÉREBRO
A semelhança entre o corte do crânio e a cena da Criação do Mundo
 já tinha sido estudada, mas não a linguagem do olhar dos anjos


Em 1989, o estudante de Medicina paulista Gilson Barreto visitou a Capela Sistina no Vaticano. Como qualquer turista, o mochileiro de 26 anos queria conhecer os afrescos pintados entre 1508 e 1512 no teto do templo por Michelangelo Buonarrotti (1475-1564), considerados uma das obras-primas da humanidade, então passando por restauração. Passeando os olhos pelo teto magnífico, repleto de querubins, profetas e sibilas, Gilson ficou paralisado diante do sexto painel do vão central, O Pecado Original. 'A pintura mostrava uma artéria aorta disfarçada de tronco seco atrás de Eva', conta. Em seguida, visualizou a estrutura de uma escápula (osso do ombro) escondida sob as vestimentas de um dos antepassados de Jesus, numa área lateral.

Gilson não se preocupou com o assunto. De volta a Campinas, estudou mais anatomia e deparou com um corte de arco aórtico idêntico ao que vira na Sistina - inclusive com as artérias coronárias esquerda e direita -, imaginou que Michelangelo houvesse usado a peça anatômica como evocação figurativa. Afinal, os renascentistas eram fascinados pela anatomia humana e brincavam com as formas.

Gilson concluiu a especialização em cirurgia de cabeça e pescoço. Nesse ínterim, colecionou livros sobre Michelangelo. Em 1990, leu um artigo sobre a descoberta do médico americano Frank Meshberger. Ele demonstrava que, na cena central da Sistina, a famosa A Criação de Adão, o manto de Deus representava um corte sagital do crânio e o cérebro nele contido. No hospital em que trabalha, em Campinas, Gilson passou a usar o afresco para ilustrar suas aulas de cirurgia. Em 2001, o médico leu outro artigo, do nefrologista americano Garabed Eknoyan, o qual demonstrava que Michelangelo pintara um fígado no manto de Deus no painel A Criação de Eva.

VESTE DO CRIADOR
No afresco A Criação de Eva, ocultam-se um segmento
da árvore brônquica [no detalhe] e a peça anatômica
do pulmão esquerdo, fielmente reproduzida no manto

As sinapses se cruzaram no início do ano passado, quando o médico, procurava o slide do afresco na confusão de uma mudança de casa. Foi então que se fez a pergunta que iria desencadear sua descoberta: 'Michelangelo não teria desenhado outras peças anatômicas nos demais afrescos?'. Passou a noite em claro, meditando sobre uma montanha feita de tratados de arte e anatomia. Com o bisturi da curiosidade, dissecou cada um dos 36 painéis. Topou com um tímpano nos joelhos de Jeremias, e assim por diante. Na manhã seguinte, ainda sem fôlego, chamou seu vizinho, Marcelo de Oliveira, livre-docente em Química da Unicamp, para ajudá-lo. Na mesa de café, os dois passaram o dia vasculhando o material. 'Um atlas quase completo do corpo humano caiu no nosso colo: ossos, laringe, pulmão, cérebro, cerebelo, músculos, tendões, sistema arterial e até um corte de pênis', lembra Marcelo. A dupla passou a associar as peças anatômicas de 32 painéis com as figuras que estavam em torno.
CAPELA SISTINA

Chegaram à constatação mais espantosa: os personagens centrais expõem as partes do corpo camufladas pelo artista [em geral, dobras de tecido]; os personagens, centrais ou não, dirigem o olhar para a parte do corpo que é cifrada na cena; as mãos apontam para a peça anatômica oculta; a luz é maior sobre a parte em questão. Tais detalhes dão uma resposta ao mistério dos 'ignudi', os jovens nus dispostos como molduras em torno dos painéis, sobre cuja função os historiadores de Arte não haviam chegado a um consenso. Pois os 'ignudi' cumprem o papel de 'comentadores' da cena. Estava decifrado o que Gilson e Marcelo denominaram 'o código de Michelangelo'. A dupla não perdeu tempo e, para marcar terreno, produziu em poucos meses A Arte Secreta de Michelangelo - Uma Lição de Anatomia na Capela Sistina.

É coincidência a luxuosa edição do livro - em capa dura - chegar nesta semana às livrarias, na ocasião em que o romance O Código Da Vinci, de Dan Brown, atinge o posto de livro mais vendido no país. Nem Gilson se parece com o herói do suspense, o simbologista Robert Langdon, nem Marcelo é um criptógrafo coadjuvante.  A dupla, porém, vive sob um estado de perplexidade: 'Como é que tudo estava lá há 500 anos e ninguém percebeu?', pergunta Gilson. 'É curioso que a faceta de anatomista não tenha sido muito tratada pelos historiadores', pensa Marcelo. 'Preferem crer que Michelangelo era maneirista e se importava pouco com as formas naturais.' Os pesquisadores varreram bancos de dados mundiais para ver se haviam redescoberto a roda, mas acharam só os artigos de Meshberger e Eknoyan - que não chegaram ao código que organizava o conjunto das peças anatômicas. Enviaram uma cópia digital das pranchas para Eknoyan. 'É a melhor notícia que recebo em anos!', respondeu o nefrologista.
 O JUIZO FINAL 
[acima à direita] e gravura anatômica

Eles aguardam que um teórico explique o que levou o artista a produzir esse teatro  anatômico em pleno sanctum sanctorum da Igreja Católica. Luiz Marques, especialista em arte renascentista italiana, se diz cético em relação ao achado, embora ainda não tenha visto o livro. 'Nada permite supor que o artista estivesse imbuído de qualquer conotação extra-artística ou de qualquer esoterismo.' Marques afirma que o 'fascínio pelo tema da mensagem cifrada na obra de arte' revela incompreensão dos enigmas da interpretação de uma obra de arte. Para a professora Tereza Aline de Queiroz, da Universidade de São Paulo, o trabalho altera a visão consagrada sobre Michelangelo. 'Os gestos vistos como maneiristas ganharam nova significação. O pintor parece agora mais renascentista.' Ela se pergunta se a aula de anatomia que teria sido sugerida pelo artista não seria uma velada crítica à Igreja, que ocultava os nus com pinturas de panos.

Outros pensadores e artistas vislumbraram miragens simbólicas nas dobras das vestes de pinturas renascentistas. Sigmund Freud enxergou nas roupas da Virgem de Santa Ana de Da Vinci um indício da homossexualidade do pintor. E há os que usam do recurso para ficção, como Dan Brown. No caso da dupla de cientistas de Campinas, as evidências anatômicas parecem mais conclusivas. 'A comunidade científica e artística internacional deve se pronunciar', espera Gilson. Ele e o parceiro sonham que sua descoberta resulte em consagração. Os céticos podem até duvidar da teoria, mas todos vão concordar em pelo menos um ponto: é uma incrível coincidência.

DETALHES DE ANATOMIA NAS PINTURAS

1- A sibila dirige o olhar para o ombro
2-O querubim aponta para o próprio ombro
3- Os meninos nas colunas examinam seus ombros
4- Existe mais luz no ombro
5- Há mais realce de cor e luz na veste que oculta a peça anatômica
 Peça anatômica, de cabeça para baixo
1- Cabeça do úmero  2- Cavidade glenóide

DETALHE DA OBRA JOEL E A TÊMPORA
1- Extremidade pontiaguda do papel
é igual à do arco zigomático

2- Torção do osso perto do orifício do ouvido
corresponde à torção do papel lido por Joel

3- Os contornos do manto de Joel
correspondem ao contorno do osso temporal

4- A estrutura triangular em que Joel apóia o braço
corresponde ao processo mastóide

5- O nicho escuro abaixo do braço direito
 corresponde ao orifício do ouvido
Querubim aponta para a têmpora de Joel

 revistaepoca.globo.com

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O CÓDIGO DE MICHELANGELO NA CAPELA SISTINA SOBRE O JUDAISMO

No coração do Vaticano, a Capela Sistina é o local de conclave onde todos os novos Papas são eleitos. É sem dúvida a capela mais sagrada no mundo Cristão, e atrai mais de 4 milhões de visitantes por ano. Maior parte conhece-a melhor pelos seus frescos magníficos pintados pelo grande artista do Renascimento, Michelangelo Buonarroti. No entanto, o que se manteve como um segredo pouco conhecido, é que nesta cidadela do Cristianismo jaze provavelmente o maior acto subversivo na história da arte.

Quase nenhum dos visitantes que entra na Capela Sistina se apercebe que estão diante de mensagens secretas embutidas por Michelangelo na sua artística obra-prima. Ficariam certamente surpreendidos por ficar a saber que, na Capela do próprio Papa, Michelangelo empregou mensagens secretas que defendem uma mudança revolucionária nas relações do Cristianismo com o Judaísmo, e que o próprio código está enraizado na tradição Judaica.

Michelangelo tornou-se um fascinado pelo Midrash e pela Kabbalah enquanto adolescente, estudando com tutores providenciados pelo seu protector, Lorenzo de’ Medici. Utilizando o seu conhecimento do Judaísmo e os seus símbolos místicos, mais tarde incorporou mensagens nas imagens pintadas, nas paredes da capela, perigosamente contrárias aos ensinamentos da Igreja. Desta forma, criticou o corrupto líder espiritual da altura, e condenou o fracasso da Igreja no reconhecimento da sua dívida às origens judaicas.

Expressado 500 anos antes da teologia contemporânea mais liberal de João Paulo II e do “Bom Papa”, João XXIII, a descoberta deste código secreto e visões heréticas poderiam ter custado a vida a Michelangelo.

Quem reclamou estas reivindicações primeiramente foi Roy Doliner, um docente judeu e estudante de ciências humanas que liderava excursões à Capela Sistina à cerca de uma década e na altura pareciam incríveis demais para serem verdadeiras. Só depois de partilhar com o Rabino Benjamim Blech a sua pesquisa diligente o convenceu da sua legitimidade.

O Rabino Blech escreveu em conjunto com Doliner o livro “The Sistine Secrets: Michelangelo’s Forbidden Messages in the Heart of the Vatican“, que foi editado [em inglês] este ano. Para delicia dos autores, o livro está já a começar a alterar a forma de interpretação de estudiosos do trabalho de Michelangelo, reluzindo vigorosos, e por vezes quentes debates.

“Da mesma maneira que o trabalho de Michelangelo na Capela de Sistina mudou o mundo da arte para sempre, este livro mudará também a forma de ver e, acima de tudo, compreender o trabalho de Michelangelo” disse Enrico Bruschini, Historiador de arte da Embaixada Americana em Roma e perito principal em Arte de Roma e do Vaticano.

Um verdadeiro homem do Renascimento, Michelangelo estava na filosofia tal como na arte; na teologia Cristã, bem como no misticismo Judaico. No entanto, aqueles que estudaram o seu trabalho no passado geralmente não estavam familiarizados com o largo corpo de conhecimento que o forjou enquanto artista. Maior parte dos estudiosos da Capela Sistina não eram bem versados em Judaísmo e Kabbalah; era impossível para eles decifrar na totalidade as alusões do artista. Combinando a bolsa de estudos das respectivas áreas dos autores, o docente e o rabino ortodoxo, conseguiram descortinar segredos à muito enterrados nos frescos de Michelangelo.

Desde o principio, Michelangelo tinha uma agenda pessoal diferente da do seu protector. Em 1508, sabemos que o Papa Julio II ordenou Michelangelo de voltar a engessar e pintar o tecto esmigalhado da Capela Sistina, um trabalho humilhador na altura para qualquer grande artista, em especial Michelangelo, que detestava pintar e vivia somente para esculpir. O Papa deu-lhe um desígnio simples, um plano padrão e banal de Jesus e Maria nos dois extremos do tecto, rodeado pelos Apóstolos e um design comum de formas geométricas no centro. O artista recusou, e lutou com o Papa que, doente e distraído, finalmente o deixou desenvolver o seu próprio plano.

Imaginem a surpresa do Papa e restantes quando, completado o projecto foi desvendado quatro anos e meio mais tarde. Noventa e cinco porcento da Capela foi adornada com herois e heroinas da Biblia Hebraica. O restante foi preenchido com sibilos pagãos e meninos nus.

Nos 1115 metros quadrados do maior fresco do mundo, não havia uma única figura Cristã. O único aceno aos Evangelhos – e uma das formas que Michelangelo conseguiu salvar a sua vida e trabalho – foi uma quase imperceptível serie de nomes dos antepassados judeus de Jesus que nem sequer aparecem em ordem cronológica. Porque queria Michelangelo desobedecer ao Papa desta forma?

Michelangelo tinha um intuito escondido: lembrar a Igreja que as suas raízes estavam baseadas na Torah dada ao povo Judeu. Esta perspicácia que inseriu ao longo do seu trabalho, está somente agora a receber a devida atenção no estudo contemporâneo. Está a aparecer também na imprensa popular. A revista “Time”, no artigo de 24 de Março (versão americana) que é dada capa “10 ideias que estão a mudar o mundo”, anotou que os estudiosos chamam agora a “Re-Judaização de Jesus” como a ideia mais poderosa no campo da religião.

Os frescos de Michelangelo enfatizam a universalidade de Deus e o parentesco de todo o género humano começando a narrativa pictórica com a história da Criação de Genesis, não com o nascimento de Jesus. A uma Igreja que orou “exclusionismo” e deu ênfase ao Amor Divino por um só número limitado das crianças dele, Michelangelo enfatizou tolerância de todas as fés, até mesmo os judeus menosprezados do seu tempo.

Um fresco que exemplifica esta ideia é o retrato de Aminadab, pai de Nachshon que aparece sobre a área elevada onde o Papa colocou o seu trono. Estudantes hebreus sabem que o significado do nome hebreu de Aminadab, “do meu povo, um príncipe.” Mas a Igreja interpreta "principe dos Judeus" para se referir diretamente a Jesus. Michelangelo posicionou Aminadab, "Principe dos Judeus"  como substituto para o próprio Jesus.

Esta é uma das figuras extremamente raras pintadas por Michelangelo sentado perfeitamente direito, olhando em frente, um sinal pelo artista que a figura é, realmente, notável. Além disso, um círculo amarelo luminoso, um anel de pano cosido sobre um artigo de vestuário aparece na parte superior do braço esquerdo de Aminadab. (Este detalhe não foi revelado para as audiências modernas até que os frescos fossem restabelecidos em 2001.) Este remendo exibe o distintivo de vergonha forçado nos judeus de Europa pelo Quarto Conselho de Lateran em 1215 e na Inquisição durante o Século XXV. Aqui, directamente em cima da cabeça do Papa, o Vigário de Cristo, Michelangelo estava a lembrar a Igreja que Jesus era um judeu. Ele condenava a mesma pelo tratamento vergonhoso para com os judeus, de quem nasceu Jesus.

Esta era uma declaração corajosa. As mensagens veladas dele foram pintadas no momento em que o Talmud e outros textos sagrados judaicos eram queimados por toda a Europa, a Inquisição operava em força total e o povo Judeu há pouco havia sido expulso de Espanha em 1492. Michelangelo teve a coragem para desafiar o tribunal papal, enquanto perguntava por via dos símbolos da sua pintura: “É assim que se trata a família de Nosso Senhor?”

O desprezo de Michelangelo pelo tratamento da Igreja para com os Judeus mais adiante foi insultar o próprio Papa com o gesto quase imperceptível de Aminadab. Quase escondido na sombra, este substituto para Jesus está subtilmente a fazer os com os dedos que apontam para baixo para a mesma mancha onde o pálio cerimonial ricamente bordado do Papa Julio haveria estado, por cima do trono papal.

De forma um pouco semelhante, num outro fresco colocado em cima do portal da capela original pelo qual Papa Julio entrou, Michelangelo descreve o profeta Zechariah com a própria face do papa.

No simbolísmo dos frescos da Capela Sistina, em vez de vergonha e perseguição, inclusão e reconhecimento do Favor Divino estão as qualidades que Michelangelo defende para o tratamento da Igreja para com os Judeus. Temos até uma indicação mais poderosa do filo-semitismo de Michelangelo no trabalho posterior dele, “O Último Julgamento.”

Nele, posa um anjo dourado cabeludo vestido em vermelho diretamente em cima da cabeça de Jesus e aponta para dois homens dentro de um grupo conhecido como as “Almas Íntegras”, uma colecção de figuras que representam aqueles que privilegiaram passar a eternidade num estado de felicidade com Jesus como recompensa pelas suas ações na terra. Michelangelo retrata ambos estes homens como Judeus, um ato potencialmente blasfemo.  Esta figura fala a outro Judeu mais velho enquanto aponta para cima, indicando o unicidade de D’us. A outra figura usa um chapéu amarelo da vergonha; durante o século XIII, a Igreja ordenou os homens Judeus na Itália usar tais chapéus em público. Em frente às duas figuras, uma mulher, o cabelo dela recatadamente coberto, sussurra na orelha de uma mocidade nua antes dela. A juventude assemelha-se ao jovem tutor de Michelangelo, Pico della Mirandola que possuiu a maior biblioteca de Kabbalah no mundo e que ensinou ao jovem artista segredos do misticismo judaico que infundiu dentro dele um respeito duradouro pelo povo Judeu.

Concedendo aos judeus um lugar no céu com Jesus, no século XVI, Michelangelo tomou uma posição então blasfema num assunto que ainda provoca um debate aquecido entre os Cristãos no século XXI. A representação dele que concede claramente Favor Divino infringiu a doutrina oficial da Igreja que manteve que os judeus nunca podem esperar ter uma recompensa Divina.

Michelangelo definiu génio como “paciência eterna”. Neste ano, o 500º aniversário de Michelangelo que começa com o trabalho dele no teto da Capela Sistina, o seu “código” foi finalmente descoberto e dele pode ser vista a perspicácia, engenhosamente escondida no seu trabalho.

Artigo enviado por Samuel Levy, baseado no escrito original do Rabino Benjamin Blech na revista “World Jewish Digest”. Tradução e edição em português: Marco Moreyra

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

JESUS CRISTO TERAPEUTA

Sempre que alguém me procura para tornar-se um terapeuta, insisto em informar o caráter ecológico, milenar, essencial, ético e libertário dessa escolha. Também aponto, principalmente a quem é um buscador que este é o convite do Mestre Jesus: Seja um curador energético de corpo e alma. Jesus era um terapeuta e te pede sempre para compartilhar deste ideal. Digo que não só esse Mestre curava. A maior parte dos iluminados, vivos ou não, são terapeutas.

A palavra terapeuta, de origem grega, indica pessoas que curavam, geralmente com as mãos, numa abordagem holística, total e integral. A palavra terapeuta em aramaico significa saber e cuidar. Saber de si mesmo e cuidar do planeta e do próximo. O terapeuta leva paz ao cliente, daí o nome paz-ciente. Esta é a missão, isso é o que a existência espera do curador.

“E quando andares por terras estranhas cure os que estiverem feridos, pois o mal não é o que entra e sim o que sai da boca do homem”. (Jesus de Nazaré)

Os terapeutas, desde milênios, além de levarem a paz tinham um contato profundo com o paciente e estimulavam a sua própria capacidade de cura. Eram atenciosos, carinhosos e, provavelmente como você que lê esse texto, se dedicavam a esse nobre ideal.

Jesus era um rabino e foi iniciado na seita judaica dos Essênios, conhecidíssimos como extraordinários terapeutas e um povo que incansavelmente buscava justiça no mundo.

Em hebraico, língua utilizada pelos essênios, a palavra cura é teraf (mesma raiz de terapeuta), a qual significa soltar os nós, abrir, deixar aberto o paciente, aquele que busca estar consciente da sua paz.

Jesus não só foi um dos maiores e mais conhecidos terapeutas curadores, como abria a confiança na cura: “É você quem está se curando”. Apontava na direção de levarmos o amor a todos: “Ama teu próximo como a si mesmo”.

Como terapeuta você aprende a inspirar-se em São Francisco de Assis a respeitar não somente o ser humano, mas toda a Natureza. “Aqueles que têm olhos que vejam”.

Meu mestre Osho sempre dizia que “o planeta  precisa de terapeutas”. De nada adianta esperar que os pseudos “dirigentes” façam algo. Depende de nós e a tu fazer a diferença.

No livro “O Espírito da Saúde”, de Lise Mary há este texto de Jean-Yves Leloup sobre Jesus e os terapeutas, de uma beleza rara:

“Inicialmente os Terapeutas de Alexandria cuidavam do corpo. Nos Evangelhos muitas questões são colocadas sobre este momento da imposição das mãos. A importância da mão através do tocar, através da simples imposição, deixando passar através dela a energia da cura. Jesus é um terapeuta que tem mãos e pede a seus discípulos que imponham as mãos sobre os doentes. Na tradição dos Antigos há um texto que também é encontrado no Evangelho de Tomé, o qual nos diz que temos uma mão na nossa mão. E esta é uma palavra da qual precisamos nos lembrar quando acompanhamos um paciente. Porque temos a nossa mão, com o seu conhecimento e a sua competência, mas através dessa mão flui a grande mão da vida.

Jesus cuidava também dos pacientes através de sua saliva... Jesus trata os pacientes com suas mãos, com sua saliva e também com suas lágrimas...

... Quando Jesus despertava, naqueles que encontrava, o coração de pedra, ou um coração fechado pelo medo e pela recusa, este coração se liquefazia no amor. Por isso dizemos que Jesus era um Terapeuta no sentido físico do termo.

Jesus era também um Terapeuta da alma e da psique. Ele transformava as pessoas em seres capazes de perdão. Esta é a própria função do terapeuta. Diante de alguém que está fechado em suas memórias e fechado no encadeamento de causas e efeitos de seus atos, é preciso recolocá-lo em marcha na direção da vida.

Esta é uma bela tradição das bem-aventuranças e, em hebraico, pode-se traduzir bem-aventurado por "Em Marcha!", como tão bem o fez André Chouraqui.

"Em marcha os humilhados do Sopro!...
Em marcha os humildes!...
Em marcha os famintos e sedentos de justiça!"

O ensinamento de Cristo é um convite à caminhada, a ir mais longe, a não se fechar no destino da dificuldade, no destino social. Trata-se, pois, de reabrir a nossa capacidade de ir mais longe.

Jesus é também terapeuta no sentido espiritual do termo, no momento em que ensina seus discípulos a orar. Orar não é recitar preces, mas entrar em relação e em intimidade com a própria fonte do seu ser.

Então Jesus mostrava-se Terapeuta ao ensinar que pela prece o homem podia religar-se à sua fonte. Sabe-se que muitos sofrimentos ocorrem porque o homem se sente cortado da fonte do seu ser, cortado do seu desejo essencial, cortado do desejo essencial da vida que corre através dele. Quando ele se religa a esta fonte, a cura pode ocorrer. Esta cura ocorre também na comunidade, cada um na religião que é a sua, através do provar de sua própria fonte.”