terça-feira, 12 de abril de 2016

ÚLTIMAS MENSAGENS POSTADAS 12 04 2016

JESUS CRISTO ENSINOU FÍSICA QUÂNTICA

Nebulosa da Tarântula


O que Jesus quis ensinar, era muito avançado para a época assim como é hoje. Pessoas que não tinham a tecnologia que temos, não conseguiam entender as parábolas de Jesus quando ele falava do reino atômico. Há evidências em muitos textos bíblicos dizendo que o Reino de Deus está no átomo ou no interior dele. Alguns exemplos:

''Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o Senhor. Porventura não encho eu os céus e a terra?.'' (Jeremias
23:24)

"Jesus disse: Eu sou a luz que está acima deles todos. Eu sou o todo: o todo saiu de mim e o todo se reuniu a mim. Rachai uma madeira: eu estou ali. Levantai uma pedra e me achareis". (Evangelho apócrifo de Tomé, retirado pela Igreja)

Aqui Jesus parece citar a fissão nuclear do átomo, que causa a bomba atômica:

'' Nunca lestes nas Escrituras:A pedra, que os edificadores rejeitaram,essa foi posta por cabeça do ângulo;pelo Senhor foi feito isto,E é maravilhoso aos nossos olhos?
Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos. E, quem cair sobre esta pedra, despedaçar-se-á; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó.'' (Mateus
21:42-44 )

Aqui Jesus parece comparar o Reino de Deus a um um átomo, que até pouco tempo era considerado a menor parte de todas as coisas, assim como a semente de mostarda seria a menor das sementes:

''A que assemelharemos o reino de Deus, ou com que parábola o representaremos? É como um grão de mostarda, que, quando semeado na terra, embora seja menor que todas as sementes que há na terra, contudo depois de semeado, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças, e deita grandes ramos, de tal modo que as aves do céu podem pousar à sua sombra.'' (Marcos
4:30-32)

Aqui Jesus cita novamente o grão de mostarda (a menor das sementes) e me lembro do átomo, pois dentro do átomo os elétrons pulam de uma órbita para outra e segundo a Física Quântica, se provou que uma partícula pode estar em vários lugares ao mesmo tempo:

E Jesus lhes disse: ''Por causa de vossa incredulidade; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível''. (Mateus
17:20)

''E, tudo o que pedirdes em oração, crendo, o recebereis'' (Mateus
21:22)

''Só tu és Senhor; tu fizeste o céu, o céu dos céus, e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto neles há, e tu os guardas com vida a todos; e o exército dos céus te adora''. (Neemias 9:6)

''E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens''. (Colossenses
3:23)

''O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.''

''Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras''. (João
14:11)

E Jesus lhes respondeu: ''Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também''. (João
5:17)

''Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós''.
(João
14:20)

''E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós''. (João
17:11)

''Vós me buscareis, e não me achareis; e onde eu estou, vós não podeis vir''. (João
7:34)

''Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente''. (Mateus 6:6)

''Maldito aquele que ferir ao seu próximo em oculto''. (Deuteronômio
27:24)

''Mas nada há encoberto que não haja de ser descoberto; nem oculto, que não haja de ser sabido''. (Lucas 12:2)

''Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa''. (Lucas
6:49)

''E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas.'' (Marcos 4:11)

Documentários sobre o tema:
BBC UNIVERSOS PARALELOS (Em português):
https://www.youtube.com/watch?v=sqkZw...

Além do Cosmos: O Multiverso https://www.youtube.com/watch?v=c1AKz...

«Quem somos nós?» ou «What the Bleep Do We Know!?»https://www.youtube.com/watch?v=aKdjr...

Publicado em 17 de ago de 2013

CARTA DE PÔNCIO PILATOS PARA TIBERIUS CÉSAR


Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos para Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca Congressional em Washington, D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucificação.

PARA TIBÉRIO CÉSAR:

Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus. Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar. Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso.

Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos por uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo. Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias.

Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus.

Seu criado mais obediente,
Pôncio Pilatos
 

JESUS CRISTO [FLÁVIO JOSEFO HISTORIADOR JUDEU]




 O historiador judeu Flávio Josefo, escreveu sobre Jesus em sua obra "Antiguidades Judaicas" 18,3,3 parágrafos 63 e 64, por volta do ano 95 dC.

Existem, porém, duas versões sobre o mesmo trecho, uma mais antiga, em língua grega, que testemunha a messianidade de Jesus, e uma tradução árabe que omite tal afirmativa.

Alguns estudiosos afirmam que o testemunho da messianidade não se deve à pena de Josefo, tratando-se de uma interpolação acrescentada posteriormente por mão cristã; ocorre que o testemunho está presente em todos os códices e em concordância com o estilo de Josefo, motivo pelo qual boa parte dos estudiosos consideram o texto integralmente genuíno.

Nesta página publicamos as duas versões e deixamos as conclusões por conta dos caros visitantes.

Texto Grego
Naquela época vivia Jesus, homem sábio, se é que o podemos chamar de homem. Ele realizava obras extraordinárias, ensinava aqueles que recebiam a verdade com alegria e fez-se seguir por muitos judeus e gregos. Ele era o Cristo. E quando Pilatos o condenou à cruz, por denúncia dos maiorais da nossa nação, aqueles que o amaram antes continuaram a manter a afeição por ele. Assim, ao terceiro dia, ele apareceu novamente vivo para eles, conforme fora anunciado pelos divinos profetas e, a seu respeito, muitas coisas maravilhosas aconteceram. Até a presente data subsiste o grupo dos cristãos, assim denominado por causa dele.
 
Texto Árabe
Naquela época vivia Jesus, homem sábio, de excelente conduta e virtude reconhecida. Muitos judeus e homens de outras nações converteram-se em seus discípulos. Pilatos ordenou que fosse crucificado e morto, mas aqueles que foram seus discípulos não voltaram atrás e afirmaram que ele lhes havia aparecido três dias após sua crucificação: estava vivo. Talvez ele fosse o Messias sobre o qual os profetas anunciaram coisas maravilhosas.
extestemunhasdejeova.net

JESUS CRISTO MANUSCRITOS DE CONSTANTINOPLA


Outra descrição de Jesus foi encontrada em "O Volume Archko" que contém documentos de tribunais oficiais dos dias de Jesus. Esta informação confirma que Ele veio de segmentos raciais que tiveram olhos azuis e cabelos dourados (castanhos claros). No capítulo intitulado "A Entrevista de Gamaliel" está declarado relativo ao aparecimento de Jesus (Yeshua):

"Eu lhe pedi que descrevesse esta pessoa para mim, de forma que pudesse reconhece-lo caso o encontrasse. Ele disse: 'Se você o encontrar [Yeshua] você o reconhecerá. Enquanto ele for nada mais que um homem, há algo sobre ele que o distingue de qualquer outro homem. Ele é a "cara da sua mãe", só não tem a face lisa e redonda. O seu cabelo é um pouco mais dourado que o seu, entretanto é mais queimado de sol do que qualquer outra coisa. Ele é alto, e os ombros são um pouco inclinados; o semblante é magro e de uma aparência morena, por causa da exposição ao sol. Os olhos são grandes e suavemente azuis, e bastante lerdos e concentrados....'. Este judeu [Nazareno] está convencido ser o messias do mundo. [...] esta é a mesma pessoa que nasceu da virgem em Belém há uns vinte e seis anos atrás..."

- O Volume de Archko, traduzido pelos Drs. McIntosh e Twyman do Antiquário Lodge, em Genoa, Itália, a partir dos manuscritos em Constantinopla e dos registros do Sumário do Senado levado do Vaticano em Roma (1896) 92-93.


marschall-neri.blogspot.com

segunda-feira, 11 de abril de 2016

ENCONTRO COM JESUS CRISTO



Augusto Cury, psicólogo, psiquiatra e cientista de humanidades, por muito tempo autodeclarou-se ateísta e, como tal, orgulhava-se desse estado.

Pela gloriosa graça de Deus, ele quis dedicar-se à análise em profundidade do comportamento daquele extraordinário e único homem chamado Jesus, como ele se havia nas várias circunstâncias da época, como lidava com as adversidades, com as pessoas e...

Doutor Cury chegou à conclusão de que NÃO É CONCEBÍVEL que um homem comum detivesse tais qualidades tão únicas... Exceto se aquele homem FOSSE EFETIVAMENTE DEUS CONOSCO. Essa é, pois, sua conclusão. 

 Doutor Cury acha-se encontrado em Jesus Cristo de uma forma incomum: por meio dos seus estudos científicos.

sábado, 9 de abril de 2016

A INTELIGÊNCIA DE CRISTO


Augusto Cury, psiquiatra e cientista, conta por que resolveu analisar a inteligência de Cristo e o que essas descobertas revelaram sobre a personalidade do homem que dividiu a história.

Cristo foi o mestre da sensibilidade. Conseguia perceber os sentimentos mais ocultos das pessoas que o rodeavam e, ao mesmo tempo, sabia proteger sua emoção quando as pessoas o frustravam. Ele viveu um ambiente agressivo e estressante, mas era livre, alegre e seguro no território da emoção. Por que Cristo, apesar de ter tido todos os motivos para adquirir depressão e ansiedade, não as teve?

Capacitado para responder essas e outras perguntas sobre a personalidade de Jesus de Nazaré, vista pelo prisma científico, o psiquiatra Augusto Jorge Cury estudou a fundo as reações do Mestre diante das mais diversas situações e lançou a coleção “Análise da Inteligência de Cristo”, dividida em “O Mestre dos Mestres”, “O Mestre da Sensibilidade”, “O Mestre da Vida”, “O Mestre do Amor” e “O Mestre Inesquecível”. Na série literária, o escritor, pós-graduado em Psicologia Social, com pesquisa na Espanha na área de Ciências da Educação, avalia a personalidade humana do personagem que dividiu a história.

Apesar de serem cinco livros com títulos diferentes, o enfoque central de todos eles é a habilidade que Jesus Cristo teve sobre suas emoções, para conduzi-las, organizá-las e dominá-las, quando necessário. Partindo da psicologia, Cury acredita ser Jesus a pessoa mais interessante que já passou por esta terra.

Além de psicanalista, o autor é psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e fundador do Instituto Academia de Inteligência, que promove seminários, cursos e treinamento sobre qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência lógica, emocional e multifocal para empresas, profissionais liberais, educadores, psicólogos e público em geral.

Augusto Cury é também um dos mais conceituados autores de livros de auto-ajuda da atualidade. Entre seus sucessos estão “Inteligência Multifocal” e “Treinando a Emoção Para Ser Feliz”. O cientista também é autor de “Você é Insubstituível”, “Dez Leis Para Ser Feliz” e “Revolucione Sua Qualidade de Vida”. Ultimamente, seu livro “Pais Brilhantes, Professores Fascinantes” circula entre os mais vendidos nas listas das mais conceituadas revistas brasileiras.

Suas obras são lançadas em vários países, adotadas em universidades e utilizadas em pesquisas e teses de pós-graduação em Psicologia, Sociologia e Ciências da Educação.

O que existe de particular na personalidade do homem Jesus Cristo?  Ele era harmonioso, manso, gentil, observador, simples, ousado, feliz, poético e inteligentíssimo. Nunca analisei alguém como Jesus Cristo. Algumas de suas características fogem completamente ao padrão psicológico previsível. Sua personalidade revelava uma sinfonia que rimava nos extremos. Ao prever sua morte, Ele, como qualquer ser humano, devia bloquear sua memória e reagir por instinto, expressando medo e ansiedade. Mas, para espanto da psiquiatria, Cristo abria as janelas da sua inteligência e gerenciava seus pensamentos como ninguém o fez na História.

E quais foram suas particularidades mais marcantes? Na sua natureza humana escondem-se as coisas mais belas e de que mais precisamos: a virtude em suportar infortúnios, o respeito ao direito que os outros têm de agir, a capacidade de superação do medo, a simplicidade, domínio próprio, o diálogo aberto, a capacidade de perceber o belo nas pequenas coisas.

Averigua-se bastante sobre o que Jesus teria feito entre os 12 e os 30 anos, quando iniciou sua trajetória pública. Na sua opinião, o que aconteceu com ele naquele período?  A pergunta é tão complexa que perturbou teólogos e pensadores de todos os séculos. Dos 12 aos 30 anos, Jesus não viajou para outras regiões em busca de conhecimento. Ele ficou nas imediações de Nazaré por 18 anos e, nesse período, investigou, em segredo, o seu próprio ser, analisou suas experiências e as limitações humanas. Ele aprendeu a ser um homem espetacular. Foi o Mestre dos mestres porque soube aprender. Conhecer um fato é diferente de vivê-lo. Como Deus, Ele conhecia a ansiedade, a discriminação social e as aflições humanas, mas nunca as tinha vivido.

Em que momento Ele foi unicamente humano? Jesus tinha aflições humanas quando suas experiências eram totalmente humanas, como cair, alcançar pessoas, ser repudiado, superar sua angústia no Getsemani; mas tinha a certeza divina nas questões que envolviam sua natureza transcendental. Por isso, discorria sobre a superação da morte e sobre a eternidade com uma convicção que deixa perplexo até os mais racionais cientistas.

Cristo era um homem “do povo” e atraía as multidões. Na Bíblia, podemos vê-lo rodeado de seguidores, pessoas interesseiras e até bajuladores, em certas situações. Como Ele lidava com isso? Todo ser humano tem limites, devendo cuidar da qualidade de vida para não prejudicar sua saúde. Costumamos viver extremamente estressados e com diversos sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça e musculares, cansaço. Esses sintomas se devem à tensão diária, trabalho excessivo e responsabilidades sociais. Jesus não era diferente. Todos os dias, pesava sobre ele a responsabilidade de resgatar a humanidade para Deus. Ele era incomodado, discriminado e, ainda por cima, tinha que desculpar e ser tolerante, não apenas com seus inimigos, mas também com seus amigos. Os discípulos não enxergavam seu plano metafísico e freqüentemente discutiam e entravam em disputa. Mas, pelo fato de saber filtrar tais estímulos, além de proteger sua emoção, Jesus tornou-se uma pessoa tranquila, capaz de convidar as pessoas a aprender com Ele a arte da mansidão.

E o que dizer sobre o impreciso assédio feminino? Com respeito à sexualidade, Jesus superou seus instintos porque o amor que fluía do seu ser transcendia ao prazer da sexualidade. Além disso, Ele nunca se encontrava com mulheres em lugares fechados ou isolados, mas em lugares públicos, abertos. Ele amou muito cada ser humano, inclusive as prostitutas, e cuidou para nunca ferisse a consciência de ninguém.

Muita gente, baseada em representações artísticas, acredita que Jesus foi uma pessoa frágil e sofredora. Tal conceito corresponde ao que Ele era? Tenho convicção de que não. Jesus transbordava alegria, gostava de festas. Ao redor de uma mesa, Ele disse belíssimas palavras. Do ponto de vista psiquiátrico, eu não creio que seja possível se ter uma emoção mais alegre, serena e estruturada como a de Jesus Cristo.

O que o levou a escrever a coleção “Análise da Inteligência de Cristo”? Poucas pessoas foram tão longe no ateísmo como eu. Por pesquisar a construção de cadeias de pensamentos e a gênese dos conflitos humanos, eu considerava Deus, bem como Jesus Cristo, como desculpa do cérebro que não aceitava seu fim. Para mim, Deus era um produto imaginário da psiquê, para aliviar sua dor diante das frustrações e perdas existenciais e da inevitabilidade da morte. Mas duas coisas mudaram meu pensamento. Primeiramente, ao estudar exaustivamente o funcionamento da mente humana, descobri que ela tem fenômenos que superam os limites da lógica. Para produzir um pensamento, entramos na memória e em meio a trilhões de opções resgatamos verbos, substantivos e pronomes, sem saber como fazemos. A construção de cadeias de pensamentos não pode ser explicada pelo universo físico-químico cerebral, pelo computador biológico do cérebro. Compreendi que só a existência de um Deus fantástico poderia explicar o anfiteatro da nossa inteligência. O segundo momento foi o estudo das reações, dos pensamentos e das entrelinhas das idéias de Jesus. Compreendi que era impossível que Ele fosse fruto de uma ficção. Nenhum autor poderia construir uma personalidade como a d’Ele, que ultrapassa os limites da previsibilidade psicológica. Amá-lo não é apenas um ato de fé, mas uma decisão de muita inteligência.

É possível fazer tal estudo baseado, exclusivamente, nas informações contidas nos Evangelhos? Os relatos bíblicos não conteriam narrativas com elementos fantásticos demais? Há mais de cinco mil manuscritos do Novo Testamento existentes até hoje, o que o torna o mais bem documentado dos escritos antigos. Muitas cópias pertencem a uma data próxima dos originais. Todos esses dados, somados ao trabalho intelectual produzido pelos estudiosos da paleografia, arqueologia e crítica textual, nos asseguram de que possuímos um texto fidedigno do Nov Testamento. É necessário imergir no próprio texto e interpretá-lo de maneira multifocal e isenta, tanto quanto possível, de paixões e tendências. Foi o que procurei fazer. Questionei os mais diversos níveis de coerência intelectual dos autores dos Evangelhos e dos textos que escreveram.

Nas suas obras, o senhor fala sobre intenções conscientes e inconscientes dos autores dos Evangelhos, para provar que o personagem Jesus não seria apenas uma criação literária. Quais eram essas intenções? Os autores dos Evangelhos não tinham a intenção de fundar uma filosofia de vida, de promover um herói político, ou construir um líder religioso – nem mesmo criar um homem diante do qual o mundo deveria se curvar. Queriam registrar fatos, mesmo que incompreensíveis, de uma pessoa que revolucionou suas vidas e os ensinou a linguagem do amor. Se os Evangelhos fossem frutos da imaginação literária desses autores, eles não falariam mal de si mesmos, não comentariam a atitude vexatória que tiveram ao negá-lo, como fez Pedro. Eles teriam mesmo escondido a angústia de Cristo, que clamava ao seu Pai para que afastasse de si seu cálice.

Jesus tinha uma forma própria de transmitir conhecimento aos seus discípulos. O senhor afirma, em suas obras, que muitos desses pressupostos estão sendo desprezados pelos educadores modernos. Por quê? Estariam ultrapassados? Jesus não enfileirava seus discípulos, mas os fazia sentar ao redor de si e os instigava a desenvolver a arte de pensar. Ele era, sim, um excelente contador de histórias. Usava a arte da dúvida. Através de perguntas sistemáticas, fazia abrirem-se as janelas da mente dos seus discípulos. Atuava nos papéis de memória através de gestos e reações surpreendentes. Essas e outras técnicas psicopedagógicas que Ele usou produziram pensadores, e não servos; homens livres, e não dominados. Jesus mesclava a sua história com a dos discípulos. Ele eliminava todas as barreiras entre eles. Discorria até sobre suas angústias.

Se ainda vivesse, como homem, no meio de nós, como Jesus Cristo seria visto pela psicologia moderna?Nos dias de hoje, as palavras de Jesus não apenas abalariam os alicerces da psiquiatria, mas também das ciências, da educação. Ele deixava atônitas suas plateias. Seus discípulos não tinham cultura, eram agressivos, competitivos, reagiam sem pensar. Ele escolheu a pior estirpe de homens para segui-lo e os transformou não apenas em discípulos, mas na casta mais nobre de pensadores.

Alguns teólogos defendem a idéia de que Jesus não teria realizado milagres ou só teria feito alguns deles, que poderiam ser explicados naturalmente pela ciência. Sem a manifestação de poder sobrenatural, Ele teria conseguido exercer tamanha influência na sociedade de sua época? Analisando as biografias de Cristo, me convenci de que os milagres que Ele realizou não foram eloqüências literárias, nem delírio coletivo, e muito menos ilusão das pessoas que o cercavam. Ele fez coisas inimagináveis. Se Einstein estivesse lá analisando a maneira como Jesus manipulava os fenômenos físicos, teria de rever a teoria da relatividade. Mas Jesus mudou a história da humanidade muito mais pelo seu comportamento do que pelos seus milagres. Por exemplo, quando Pedro o negou pela terceira vez, o Mestre, embora estivesse ferido e mutilado, esqueceu sua dor e fitou-o com um olhar. Pedro disse que não o conhecia e Jesus, com um olhar, revelou que jamais o esqueceria. São esses comportamentos, que muitas vezes passam despercebidos, que revelam uma pessoa surpreendente.

Alguns estudiosos acreditam que Cristo sofria depressão, baseados em comportamentos como o que teve no jardim do Getsemani. O senhor concorda? A depressão é o último estágio da dor humana. Só cabe o seu drama que já a viveu. Jesus não teve depressão no Getsêmani, mas uma reação depressiva intensa que durou horas. Ele antecipou seu martírio e o vivenciou na sua mente. Fez isso para se preparar para suportar o que viria. Ele iria ser espancado, mutilado e crucificado, e mesmo assim teria de agir com mansidão, doçura e perdão, como um cordeiro. Era uma exigência insuportável. O estado de estresse a que estava submetido foi tão violento que ele teve um sintoma psicossomático raríssimo na medicina, chamado hematidrose, que é o suor sanguinolento. Ele sofreu em poucas horas mais do que qualquer pessoa numa grave crise depressiva. Só que, diferentemente da grande maioria das pessoas, inclusive intelectuais e líderes cristãos, Ele não escondeu a sua dor, mas a compartilhou com Pedro, Tiago e João, mesmo sabendo que eles o abandonariam horas depois. Com tal gesto, Ele nos mostrou que não podemos maquiar nosso sofrimento, mas devemos sempre ter alguns amigos para poder dividi-lo. Infelizmente, não poucos pastores, padres, executivos e médicos se calam diante da sua dor, se destroem e até cometem suicídio porque têm vergonha de falar dos seus sentimentos.

No meio evangélico, muito se discute sobre a incompatibilidade entre a psicologia e a fé cristã. Acredita-se que o crente não precisa de assistência psicológica, visto que sua fé em Deus seria capaz de eliminar todos os problemas. Qual sua opinião sobre esse debate? No fundo, todos nós estamos doentes em nossa psique; todos temos transtornos emocionais. Podemos não estar doentes por doenças catalogadas na psiquiatria e na psicologia, tais como a síndrome do pânico, a depressão, o transtorno obsessivo, a fobia social. Mas estamos doentes em nossa capacidade de amar, respeitar, dialogar, tolerar erros, superar a solidão, vencer a culpa, governar nossos pensamentos, gerenciar nossa irritabilidade. Jesus nunca fez milagres na alma, mas somente no mundo físico e no corpo humano. Algumas doenças, como fobias ou conflitos sociais, resolvem-se mais rapidamente; mas outras, como os transtornos obsessivos, que são idéias fixas, têm solução muito mais lenta. Quem não conseguir superar uma doença psíquica através de sua fé deve procurar ajuda, sem medo ou culpa.

Então, qual deve ser o papel do terapeuta cristão? Um bom psiquiatra ou psicólogo não faz milagre na personalidade das pessoas – apenas leva o paciente a usar as próprias ferramentas da sua psique, que foram criadas por Deus, para que ele deixe de ser vítima e passe a ser autor da sua história.

O senhor acredita que o crente tem mais possibilidade de ser feliz? Alguém que pratica a fé tem mais possibilidade de ser saudável e feliz. Alguém que incorpora as características da humanidade de Jesus Cristo transforma a sua vida num canteiro de segurança e liberdade. Mas ninguém tem um jardim sem espinhos, uma estrada sem obstáculos. Não há gigantes na alma humana; todos somos aprendizes e sujeitos a conflitos. Mas quem passa por um conflito e o supera torna-se mais belo interiormente e pode ser mais útil para Deus e para os homens.

Além da coleção “Análise da Inteligência de Cristo”, o senhor é autor de outras obras, como “Revolucione Sua Qualidade de Vida”, na qual analisa diversos tipos de doenças e fobias. Por que livros como esses, que podem ser classificados na categoria chamada auto-ajuda, têm feito tanto sucesso, inclusive no mercado evangélico? À medida que se deteriora a qualidade de vida nas sociedades modernas, as pessoas, incluindo os cristãos, procuram ansiosamente por informações que as ajudem. É isso que promove o sucesso dos livros de auto-ajuda. Embora alguns dos meus livros estejam classificados na categoria de auto-ajuda, eles são de divulgação científica. Valorizo o desenvolvimento do pensamento mais profundo. Cristo foi quem foi por ser mestre em ajudar as pessoas dessa forma. E Ele é muito maior do que nossa religiosidade consegue imaginar.

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